domingo, 5 de junho de 2011


NO ESTUDO DA AFLIÇÃO

Emmanuel

Em toda a parte, vemos a aflição que se arroja ao crime;

Que se confia à revolta;

Que se rende ao desânimo;

Que se desfaz em desespero;

Que se transubstancia em ofensas aos semelhantes;

Que alardeia intimidade com Jesus, ferindo os homens, nossos irmãos;

Que, a pretexto de exercer a justiça, mobiliza tribunais e prisões;

Que clama sem piedade contra a miséria dos outros;

Que chora sem proveito;

Que se demora nas apreciações infelizes;

Que se mantém nas trevas, azorragando os que buscam a luz;

Que se irrita;

Que maltrata;

Que vergasta e maldiz...

Entretanto, os bem aventurados do Evangelho são os aflitos que não provocam novas aflições.

São aqueles que aceitam a dor e nela acatam os Divinos Desígnios

Recebamos no espinho que nos lacera ou no flagelo que nos humilha a lição que a Providência nos envia e teremos chegado à Celeste Compreensão, para guardar, em espírito e verdade, o tesouro do Amor que o Divino Mestre nos legou.

Do livro Reconforto

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