terça-feira, 25 de agosto de 2009

O semeador saiu
(Emmanuel)

Plantar o bem e estendê-lo sempre. Para isso, agir e servir são imperativos da natureza espiritual.
Convém lembrar, no entanto, que a sementeira não se realiza em talhões recamados de ouro.
O semeador lidará com a terra.
Após arroteá-la, na maioria dos casos, precisará irrigá-la e, por isso, conviverá com o barro do mundo.
Enquanto prepara ninho às sementes, não evitará resquícios de poeira e lama, lodo e adubo nas próprias mãos.
Aguardará com interesse a germinação das esperanças que se lhe consubstanciam nas plantas nascentes. E, em seguida, os cuidados se lhe redobram.
Indispensável acompanhar a influência do calor e da umidade, preservar a lavoura iniciante contra a incursão de pragas invasoras, observar as alterações do tempo e garantir as condições de êxito à plantação, até que surja a colheita dos frutos.
Idêntica situação no mundo ainda é a de todos os cultivadores da seara do bem.
Designados para o lançamento das idéias alusivas à renovação espiritual, quase sempre, são impelidos a suportar o contato das glebas difíceis da incompreensão humana.
Não encontram caminhos aplainados para a comunicação com os padrões preestabelecidos da cultura terrestre e, freqüentemente, se obrigam a tolerar obstáculos e reações negativas.
Servirão com devotamento às idéias novas. No entanto, a seara da verdade e da elevação somente lhes surgirá no futuro, em plenitude de beleza e de luz.
Assevera-nos Jesus, o Cristo de Deus: “e o semeador saiu a semear...”
Isso equivale a dizer que o semeador saiu de si mesmo, a desvencilhar-se de todas as concepções de separatividade e egoísmo, a fim de auxiliar e compreender, trabalhar e servir, amar e tolerar, com esquecimento de si mesmo para a vitória do Bem.

Do Livro Paz

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