sábado, 1 de junho de 2019

Os olhos de quem vê


Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar-lhe o quanto as pessoas podem ser pobres. Seu objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, seu status e prestígio social. O pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.
Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo.
Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
– E aí filhão, como foi a viagem para você?
– Muito boa, papai.
– Você viu a diferença entre viver na riqueza e viver na pobreza?
– Sim pai… – Retrucou o filho, pensativamente.
– E o que você aprendeu com tudo o que viu naquele lugar tão pobre?
O menino respondeu:
– É pai, pude ver muitas coisas…
Vi que nós temos só um cachorro em casa, enquanto eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança metade do jardim, e eles têm um riacho sem fim.
Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu.
Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha. Nós temos alguns canários numa gaiola e eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
O filho suspirou e continuou:
– E além do mais, papai, observei que eles oram antes de qualquer refeição, enquanto nós sentamos à mesa e falamos de negócios e eventos sociais. Então comemos, empurramos o prato e pronto!
No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive por nossa visita. Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos TV e dormimos.
Outra coisa papai, eu dormi na rede do Tonho e ele dormiu no chão, pois não havia rede para cada um de nós. Na nossa casa, colocamos nossa empregada para dormir naquele quarto onde guardamos entulho, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.
Conforme o garoto falava, o pai ficava constrangido, enrubescido e envergonhado. O filho, em sua sábia ingenuidade e brilhante desabafo, abraçou o pai e ainda acrescentou:
– Obrigado papai, por ter me mostrado o quanto somos pobres!
Autor: Desconhecido
Não é o que você tem que determina a sua felicidade.



domingo, 26 de maio de 2019

MASCULINIDADE TÓXICA: O QUE É?

“MASCULINIDADE TÓXICA” é um dos temas que têm ocupado cada vez mais espaço nos diferentes meios (acadêmicos, institucionais, organizações sociais) e na sociedade em geral. O termo tem sido definido como “uma crítica aos comportamentos desnecessários e destrutivos, interna e externamente conectados a uma visão de mundo que entende o masculino como superior ao feminino”, onde o “ser homem” é não ser ou não ter qualquer comportamento dito como “feminino”.
Esse padrão masculinidade resulta de uma construção cultural profundamente injusta, repressiva e nociva, que afeta não somente as mulheres, mas, paradoxalmente, também os próprios homens. A construção socialmente arbitrária do masculino e do feminino torna evidente que as desigualdades sociais não são inerentes às diferenças biológicas ou naturais entre homens e mulheres, mas decorrentes de relações sociais ou do modo como as sociedades vêm construindo ao longo da história as relações de gênero.
Esses padrões culturais impõem barreiras difíceis de serem transpostas pelas mulheres. Exigem transformações na sua forma de ver, de ser e estar no mundo, sendo esta uma condição necessária para que também se produzam mudanças no mundo masculino. Ser homem e ser mulher implica em relações sociais entre um e outro, logo a mudança de um leva necessariamente à mudança do outro.
Como superar a masculinidade tóxica?
Como superar esse padrão de masculinidade tão nocivo às mulheres quanto aos próprios homens? Quando nascem, os homens não são “naturalmente” violentos e nem as mulheres dóceis e submissas, mas, desde então, recebem tratamento social e são modelados segundo as imagens idealizadas e as representações atribuídas à masculinidade e feminilidade para que atuem segundo um padrão de comportamento patriarcal. É preciso que se entenda que a violência de gênero surge como “produto” de uma relação entre o homem e a mulher, a qual, para além das aparências, deve ser vista a partir das suas causas, de forma a se eliminar a ideia da mulher vítima e do homem algoz.
As discussões sobre masculinidades tóxicas poderão esclarecer mais sobre as relações violentas e opressivas de gênero, liberando homens e mulheres da manutenção da imagem idealizada que os aprisiona e abrindo perspectivas de construção de novas masculinidades e novas relações de gênero que contribuirão para uma vida plena.
*Socióloga e assessora técnica da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-BA)

sábado, 4 de maio de 2019















Vozes Do Espírito 

Deus é meu Pai. 
A Natureza é minha Mãe. 

O Universo é meu Caminho. 
A Eternidade é meu Reino. 

A Imortalidade é minha Vida. 
A Mente é meu Lar. 

O Coração é meu Templo. 
A Verdade é meu Culto.

O Amor é minha Lei. 
A Forma em si é minha Manifestação.

A Consciência é meu Guia. 
A Paz é meu Abrigo. 

A Experiência é minha Escola.
O Obstáculo é minha Lição. 

A Dificuldade é meu Estímulo. 
A Alegria é meu Cântico. 

A Dor é meu Aviso. 
A Luz é minha Realização. 

O Trabalho é minha Bênção. 
O Amigo é meu Companheiro.

O Adversário é meu Instrutor. 
O Próximo é meu Irmão. 

A Luta é minha Oportunidade. 
O Passado é minha Advertência. 

O Presente é minha Realidade. 
O Futuro é minha Promessa. 

O Equilíbrio é minha Atitude. 
A Ordem é minha Senha. 

A Beleza é meu Ideal. 
A Perfeição é meu Destino.

Chico Xavier


Sementes de esperança para a nossa vida, por Chico Xavier



Quem goste de pessimismo, e se queixe de solidão, observe se alguém estima repousar no espinheiro.

Pense que se não houvesses nascido para melhorar o ambiente em que vives, estarias decerto em Planos Superiores.

Com a lamentação é possível deprimir os que mais nos ajudam.

Se pretendes auxiliar a alguém, começa mostrando alegria.

Oração aos bons espíritos para a nossa vida
Você perdeu o foco da sua vida?
A angústia está te fazendo refém?
A conversa triste com os tristes, deixam os tristes muito mais tristes.

Quem disser que Deus desanimou de amparar a Humanidade, medite na beleza do Sol, em cada alvorecer.

Se tiveres de chorar por algum motivo que consideres justo, chora trabalhando, para o bem, para que as lágrimas não se te façam inúteis.

Nos dias de provação, efetivamente, não seriam razoáveis quaisquer espetáculos de bom humor, entretanto, o bom ânimo e a esperança são luzes e bênçãos em qualquer lugar.

Guarda a lição do passado, mas não percas tempo lastimando aquilo que o tempo não pode restituir.

Quando estiveres à beira do desalento pergunta a ti mesmo se estás num mundo em construção ou se estás numa colônia de férias.

Deus permitiu a existência das quedas d’água para aprendermos quanta força de trabalho e renovação podemos extrair de nossas próprias quedas.

Não sofras pensando nos defeitos alheios; os outros são espíritos, quais nós mesmos, em preparação ou tratamento para a Vida Maior.



Se procuras a paz, não critiques e sim ajuda sempre.

Indica a pessoa que teria construido algo de bom, sem suor e sofrimento.

Toda irritação é um estorvo no trabalho.

Deixa um traço de alegria onde passes e a tua alegria será sempre acrescentada mais à frente.

Quem furta a esperança, cria a doença.

O sorriso é sempre uma luz em tua porta.

XAVIER, Francisco Cândido. Companheiro. Pelo Espírito Emmanuel. IDE.


Em Casa


Ninguém foge à lei da reencarnação.
Ontem, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral.

Hoje, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.

Ontem, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do
vício.

Hoje, temo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor.

Ontem colocamos, o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes.

Hoje, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho problema, o cálice
amargo da redenção.

Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio.

Hoje, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, a míngua de todo auxílio, situando-a
nas garras da delinquência.

Hoje, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigirmos
a permanência, no curso infatigável da tolerância.

Ontem, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhe o espírito, a punhaladas de ingratidão.

Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de
aprender a plantar carinho e fidelidade.

À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faze o melhor que possas.

Ajuda aos que te partilham à experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que
te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam.

A humildade é chave de nossa libertação.

E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção
moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa.
Emmanuel





A Vida

“A vida é uma oportunidade, aproveite-a…
A vida é beleza, admire-a…
A vida é felicidade, deguste-a…
A vida é um sonho, torne-o realidade…
A vida é um desafio, enfrente-o…
A vida é um dever, cumpra-o…
A vida é um jogo, jogue-o…
A vida é preciosa, cuide dela…
A vida é uma riqueza, conserve-a…
A vida é amor, goze-o…
A vida é um mistério, descubra-o…
A vida é promessa, cumpra-a…
A vida é tristeza, supere-a…
A vida é um hino, cante-o…
A vida é uma luta, aceite-a…
A vida é aventura, arrisque-a…
A vida é alegria, mereça-a…
A vida é vida, defenda-a…”


Madre Teresa de Calcutá
Curiosidades sobre Chico Xavier


O médium mineiro Francisco Cândido Xavier contou que, num de seus dias de profunda amargura, solicitou ao benfeitor espiritual que levasse o seu pedido de socorro à Maria de Nazaré, para que ela o consolasse, já que seus problemas eram graves.

Após alguns dias, o benfeitor retornou dizendo-se portador de um recado da mãe de Jesus.

Chico imediatamente pegou papel e lápis e colocou-se na posição de anotar: Pode falar, tomarei nota de cada palavra.

Emmanuel, benfeitor atencioso, lhe falou:

Anote aí, Chico. Maria me pediu para que trouxesse o seguinte recado:

“Isso também passará. Ponto final.”

Chico tomou nota rapidamente e perguntou ao benfeitor: Só isso?

E ele respondeu: É, Chico. A Mãe Santíssima pediu para lhe dizer que isso também passará.

*   *   *

Como Chico Xavier, muitos de nós, quando visitados pela dor, gostaríamos de receber uma mensagem individual de consolo.

Pensando que fomos esquecidos pela Divindade, rogamos nos seja concedida uma deferência especial por parte dos benfeitores espirituais.

Todavia, Deus tudo sabe e tudo vê. Nada acontece sem Seu consentimento, basta que depositemos confiança em Suas soberanas Leis.

Todas as coisas, na Terra, passam…

Os dias de dificuldades passarão…

Passarão também os dias de amargura e solidão…

As dores e as lágrimas passarão.

As frustrações que nos fazem chorar… um dia passarão.

A saudade do ser querido que se vai na mão da morte, passará.

Os dias de glórias e triunfos mundanos, em que nos julgamos maiores e melhores que os outros… igualmente passarão.

Essa vaidade interna que nos faz sentir como o centro do Universo, um dia passará.

Dias de tristeza… Dias de felicidade… São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no Espírito imortal as experiências acumuladas.

Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante.

Elevemos o pensamento e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: Isso também passará…

E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.

*   *   *Retirado do Momento Espírita.
REFLEXÃO

A vida não pode ser só trabalhar e pagar conta.
Seu casamento não pode ser somente cobranças e sexo.

Seu relacionamento com seus filhos não pode ser só perguntar como foi a escola.

Sua preocupação não pode ser somente suas finanças, sua academia e seu próximo apartamento.

Os dias estão passando muito rápido, os celulares estão consumindo nossos preciosos minutos de conversa, de carinho e de risadas.

Esse ano já vimos um jornalista dizer: "Chego em dez minutos para almoçar e não chegou.

Esse ano vimos um modelo tão entusiasmado para desfilar que o coração não aguentou.

E agora, alguém que foi descansar no mar... E não volta mais pra casa.

Organize sua vida colocando prioridades que realmente importam no seu dia a dia. Peça perdão, libere perdão, seja leve de espírito...Beije na boca a quem você ama, abrace, conforte, chore junto, sorria mais ainda...

Não gaste energia com quem não quer o seu bem,não perca tempo abrindo a sua boca para falar o que não edifica a vida é muito curta para viver aborrecido.

Brinque com seus filhos durma com eles, se lambuze ao cozinhar algo e divirta-se... Um dia a hora chega e quem viver viveu.

(Autor desconhecido)

sábado, 27 de abril de 2019


O DITADO DO JAPÃO



Amigos, estou de volta no blog. Esse vídeo é uma lição de vida. Assistam e inscrevam-se no meu canal do youtube clicando AQUI.

quarta-feira, 5 de março de 2014


DOUTRINA ESPIRITA


RETIRADO DO Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
Sala Virtual Evangelho


EESE130 – Cap. XXVIII – Itens 59 a 63
Tema: 
Por alguém que acaba de morrer
         
 Pelas pessoas a quem tivemos afeição
Período:
 25/02 a 04/03
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A - Texto de Apoio:
Por alguém que acaba de morrer
59. PREFÁCIO. As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra não objetivam, unicamente, dar-lhes um testemunho de simpatia: também têm por efeito auxiliar-lhes o desprendimento e, desse modo, abreviar-lhes a perturbação que sempre se segue à separação, tornando-lhes mais calmo o despertar. Ainda aí, porém, como em qualquer outra circunstância, a eficácia está na sinceridade do pensamento e não na quantidade das palavras que se profiram mais ou menos pomposamente e em que, amiúde, nenhuma parte toma o coração.
As preces que deste se elevam ressoam em torno do Espírito, cujas ideias ainda estão confusas, como as vozes amigas que nos fazem despertar do sono. (Cap. XXVII, n° l0.)
60. Prece. Onipotente Deus, que a tua misericórdia se derrame sobre a alma de N..., a quem acabaste de chamar da Terra. Possam ser-lhe contadas as provas que aqui sofreu, bem como ter suavizadas e encurtadas as penas que ainda haja de suportar na Espiritualidade!
Bons Espíritos que o viestes receber e tu, particularmente, seu anjo guardião, ajudai-o a despojar-se da matéria; dai-lhe luz e a consciência de si mesmo, a fim de que saia presto da perturbação inerente à passagem da vida corpórea para a vida espiritual. inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de obter permissão pata as reparar, a fim de acelerar o seu avanço rumo à vida eterna bem-aventurada.
N..., acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto, presente aqui te achas entre nós; tu nos vês e ouves, por isso que de menos do que havia, entre ti e nós, só há o corpo perecível que vens de abandonar e que em breve estará reduzido a pó.
Despiste o envoltório grosseiro, sujeito a vicissitudes e à morte, e conservaste apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vives pelo corpo; vives da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a Humanidade.
Já não tens diante de ti o véu que às nossas vistas oculta os esplendores da vida no Além. Podes, doravante, contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.
Vais, em plena liberdade, percorrer o espaço e visitar os mundos, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, à qual se conserva preso o nosso corpo material, semelhante, para nós, a pesado fardo.
Diante de ti, vai desenrolar-se o panorama do Infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderás a vacuidade dos nossos desejos terrestres, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto se deleitam.
A morte, para os homens, mais não é do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem assim os deveres que nos correm neste mundo, acompanhar-te-emos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam.
Não podemos ir onde te achas, mas tu podes vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que tu amaste; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza-lhes os pesares, fazendo-lhes perceber, pelo pensamento, que és mais ditoso agora e dando-lhes a consoladora certeza de que um dia estareis todos reunidos num mundo melhor.
Nesse, onde te encontras, devem extinguir-se todos os ressentimentos. Que a eles, daqui em diante, sejas inacessível, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto, aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenhas cometido para com eles.
Nota. Podem acrescentar-se a esta prece, que se aplica a todos, algumas palavras especiais, conforme as circunstâncias particulares de família ou de relações, bem como a posição social que ocupava o defunto.
Se se trata de uma criança, ensina-nos o Espiritismo que não está ali um Espírito de criação recente, mas um que já viveu e que pode, mesmo, já ser muito adiantado. Se foi curta a sua última existência, é que não devia passar de um complemento de prova, ou constituir uma prova para os pais. (Cap.V, n° 21.)
61. (Outra) (1). Senhor onipotente, que a tua misericórdia se estenda sobre os nossos irmãos que acabam de deixar a Terra! Que a tua luz brilhe para eles! Tira-os das trevas; abre-lhes os olhos e os ouvidos! Que os bons Espíritos os cerquem e lhes façam ouvir palavras de paz e de esperança!
(1) Esta prece foi ditada a um médium de Bordéus, na ocasião em que passava pela sua casa o féretro de um desconhecido.
Senhor, ainda que muito indignos, ousamos implorar a tua misericordiosa indulgencia para este irmão nosso que acaba de ser chamado do exílio. Faze que o seu regresso seja o do filho pródigo. Esquece, ó meu Deus, as faltas que haja cometido, para te lembrares somente do bem que haja praticado. Imutável é a tua justiça, nós o sabemos; mas, imenso é o teu amor. Suplicamos-te que abrandes aquela, na fonte de bondade que emana do teu seio.
Brilhe a luz para os teus olhos, irmão que vens de deixar a Terra! Que os bons Espíritos de ti se aproximem, te cerquem e ajudem a romper as cadeias terrenas! Compreende e vê a grandeza do nosso Senhor: submete-te, sem queixumes, à sua justiça, porém, não desesperes nunca da sua misericórdia. Irmão! que um sério retrospecto do teu passado te abra as portas do futuro, fazendo-te perceber as faltas que deixas para trás e o trabalho cuja execução te incumbe para as reparares! Que Deus te perdoe e que os bons Espíritos te amparem e animem. Por ti orarão os teus irmãos da Terra e pedem que por eles ores.
Pelas pessoas a quem tivemos afeição
62. PREFÁCIO. Que horrenda é a ideia do Nada! Quão de lastimar são os que acreditam que no vácuo se perde, sem encontrar eco que lhe responda, a voz do amigo que chora o seu amigo! Jamais conheceram as puras e santas afeições os que pensam que todo morre com o corpo; que o gênio, que com a sua vasta inteligência iluminou o mundo; é uma combinação de matéria, que, qual sopro, se extingue para sempre; que do mais querido ente, de um pai, de uma mãe, ou de um filho adorado não restará senão um pouco de pó que o vento irremediavelmente dispersará.
Como pode um homem de coração conservar-se frio a essa ideia? Como não o gela de terror a ideia de um aniquilamento absoluto e não lhe faz, ao menos, desejar que não seja assim? Se até hoje não lhe foi suficiente a razão para afastar de seu espírito quaisquer dúvidas, aí está o Espiritismo a dissipar toda incerteza com relação ao futuro, por meio das provas materiais que dá da sobrevivência da alma e da existência dos seres de além-túmulo. Tanto assim é que por toda a parte essas provas são acolhidas com júbilo; a confiança renasce, pois que o homem doravante sabe que a vida terrestre é apenas uma breve passagem conducente a melhor vida; que seus trabalhos neste mundo não lhe ficam perdidos e que as mais santas afeições não se despedaçam sem mais esperanças. (Cap. IV, n° 18; Cap. V, n° 21.)
63. Prece. - Digna-te, ó meu Deus, de acolher, benévolo, a prece que te dirijo pelo Espírito N... Faze-lhe entrever as claridades divinas e torna-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permite que os bons Espíritos lhe levem as minhas palavras e o meu pensamento.
Tu, que tão caro me eras neste mundo, escuta a minha voz, que te chama para te oferecer novo penhor da minha afeição. Permitiu Deus que te libertasses antes de mim e eu disso me não poderia queixar sem egoísmo, porquanto fora querer-te sujeito ainda às penas e sofrimentos da vida. Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste.
Sei que é apenas temporária a nossa separação e que, por mais longa que me possa parecer, a sua duração nada é em face da ditosa eternidade que Deus promete aos seus escolhidos. Que a sua bondade me preserve de fazer o que quer que retarde esse desejado instante e me poupe assim à dor de te não encontrar, ao sair do meu cativeiro terreno.
Oh! quão doce e consoladora é a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! de que podes estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como outrora, senão ainda melhor do que outrora; de que não me esqueces, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entreluzam e que o teu sempre me acompanha e ampara.
Que a paz do Senhor seja contigo.
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - Cite objetivos das preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra?
2 - Busque, no texto, ideias a favor da necessidade da existência de algo mais além da matéria.
3 - Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014


PAI DE MEU PAI


Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai. É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe. É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz. Todo filho é pai da morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebés, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra na box do chuveiro. A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas. Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protectores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objectos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.
Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitectos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
– Deixa que eu ajudo!
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai ao colo…
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito. Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo. Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável. Embalou o pai de um lado para o outro. Aninhou o pai.
Acalmou o pai. E apenas dizia, sussurrando:
– Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

(Publicado no jornal  Zero Hora, Revista Donna , p.6,Edição N° 17575.  Porto Alegre / RS, 06/10/2013)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014


Reverência ao destino



Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 19 de janeiro de 2014

Diante do mal quantas vezes..

Censuramos o próximo...
Desertamos do testemunho da paciência...
Criticamos sem pensar...
Abandonamos companheiros infelizes à própria sorte...
Esquecemos a solidariedade...
Fugimos ao dever de servir...
Abraçamos o azedume...
Queixamo-nos uns dos outros...
Perdemos tempo em lamentações...
Deixamos o campo das próprias obrigações...
Avinagramos o coração...
Desmandamo-nos na conduta...
Agravamos problemas...
Aumentamos o próprios débitos...
Complicamos situações...
Esquecemos a prece...
Desacreditamos a fraternidade...
E, às vezes, olvidamos até mesmo a fé viva em Deus...
Entretanto, a fórmula da vitória sobre o mal ainda e sempre é aquela senha de Jesus:
Amai-vos uns aos outros como eu vos amei...



(Bezerra de Menezes

MAS ROGO-TE SENHOR



Senhor, eu te agradeço não somente as horas boas da felicidade, em que o meu coração tranquilo e crente d´d-se ao louvor que te bendiz...
Agradeço igualmente os dias longos, em que varo o caminho, a pedra e vento, nos quais me ensinas sem barulho, através das lições do sofrimento como ser mais feliz.

Agradeço a alegria que me dispensas pelas afeições, a benção de ternura, em cuja luz balsâmica me pões sob chuvas de flor; E agradeço a amargura, que a incompreensão me traga, o estilete da crítica ferina, que tanta vez me oprime o peito em chaga para que eu saiba amar sem reclamar amor

Agradeço o sorriso da esperança com que me fazes cre na verdade do sonho, a segura certeza com que aguardo o futuro risonho pela fé natural;

E agradeço-te a lágrima dorida, com que me limpas a visão, a fim de que eu prossiga, trilha afora, sem caminhar, em vão, sob a névoa do mal.

Agradeço por tudo o que me deste, a ventura, a afeição, a dor, a prova, o dom de  discernir e o dom de compreender, o fel da humilhação que me renova para que eu permaneça em Ti no meu próprio dever...

Mas rogo-te, Senhor, quando me veja sob a perseguição e o sarcasmo das trevas, no exercício do bem, não me deixes perder a paz a que me elevas, nem me deixes ferir ou condenar ninguém.

Frnacisco Candido Xavier.
Antopologia da Espiritualidade.
Mensagem do Espirito Maria Dolores

terça-feira, 26 de novembro de 2013


Passo de Luz

Nas tribulações ou discórdias que nos agravem os problemas da vida, recordemos a necessidade de certo donativo, talvez dos mais difíceis na beneficência da alma:
–O  primeiro passo para o reajuste da harmonia e da segurança.
Isso significa para nós um tanto mais de amor,
ainda mesmo quando nos vejamos ilhados no espinheiro vibratório da incompreensão.

Por vezes é o lar em tumulto reclamando a tranqüilidade, à face do desentendimento entre criaturas queridas.
Noutras circunstâncias, são companheiros respeitáveis, em conflito uns com os outros.
Em algumas situações  é o estopim curto da agressividade exagerada nesse ounaquele amigo, favorecendo a explosão violenta.
Em muitos lances do caminho é o sofrimento de algum coração brioso e nobre, mas ainda tisnado pelo orgulho a ferir-se.
Nessas horas, quando a sombra se nos estende a vida, em forma de perturbação e desafio a lutas maiores, bem-aventurados sejam todos aqueles que se decidam ao primeiro passo da benevolência e da humildade, da tolerância e do perdão, auxiliando-nos na recomposição do caminho.

Onde estiveres, com quem seja, em qualquer tempo e tanto quanto puderes, dá de ti mesmo esse acréscimo de bondade, recordando o acréscimo de misericórdia que todos recebemos de Deus, a cada trecho da vida.
Alguém nos injuria?
Suportar com mais paciência.
Aparece quem nos aflija?
Disciplinar-nos sempre mais na compreensão das lutas alheias.
Surgem prejuízos?
Trabalhar com mais vigor.
Condenações contra nós?
Abençoar e servir constantemente.

Em todas as situações, nas quais o mal entreteça desequilíbrio, tenhamos a coragem do primeiro passo, em que a serenidade e o amor, a humildade e a paciência nos garantam de novo a harmonia do Bem.




Emmanuel  &  Chico Xavier