quinta-feira, 12 de setembro de 2013


ESFORÇO E DEDICAÇÃO


De maneira clara, percebemos que a tecnologia vem, a passos largos, diminuindo o tempo para se fazer muitas coisas.

Analisemos quanto tempo gastávamos na cozinha, quando não se dispunha de tecnologia para processar alimentos.

Se havia carne na refeição, era porque o abate fora feito no quintal da própria casa, e as verduras vinham da horta plantada ao fundo.

Quanto tempo levávamos para nos comunicar com alguém distante?

Era o tempo de escrever o texto manualmente, refazê-lo algumas vezes, quando encontrávamos algo grafado errado, postar a carta nos correios, e esperar o longo tempo de entrega ao destinatário.

E quando desejávamos uma informação, um dado qualquer, um texto informativo para o trabalho profissional ou escolar?

A busca da fonte segura, em alguma biblioteca especializada, levava o tempo do deslocamento, a dificuldade em se obter cópia das informações, longo tempo de transcrição.

Hoje, a velocidade necessária para essas e tantas outras atividades tornou-se muito pequena, e temos a impressão de que tudo pode se obter de maneira rápida, imediata, quase que instantânea.

Assim, não é de se estranhar que, aqueles que nasceram a partir da década de noventa, que já contavam com os computadores pessoais incorporados ao seu cotidiano, tenham, algumas vezes, a falsa impressão de que tudo é rápido, fácil, sem dificuldades.

Criaram a ilusão de que a velocidade da tecnologia atinge a tudo, e também a todos.

Esquecem eles, e quase todos nós, que a tecnologia avançou e nos ofereceu conforto, diminuindo as velocidades externas.

Iludidos com a capacidade tecnológica do mundo, esquecemos que as velocidades internas permanecem as mesmas e que ainda é necessário o esforço pessoal para as conquistas da mente e do coração.

Não raros são os que imaginam ser possível dispensar horas de estudo, esforço e dedicação para o aprendizado escolar.

Creem, falsamente, que os capazes, os inteligentes, os sábios, têm apenas um dom natural, e nenhum esforço a mais.

Acreditam que as horas de reflexão e análise, o exercício intelectual contínuo, ao longo dos anos, o sacrifício das longas horas dedicadas ao estudo, tudo isso é desnecessário.

Não se recordam que os grandes inventos são fruto do esforço pessoal; que o virtuosismo é a consequência de perseverantes horas de dedicação e estudo; que a beleza das apresentações artísticas requer intensos treinamentos e renúncias.

Portanto, se a tecnologia nos facilita e acelera as atividades cotidianas, as nossas conquistas permanecem sendo fruto do nosso esforço.

Assim, não nos iludamos que tudo seja fácil como o toque de um botão, e que o esforço e dedicação são virtudes hoje dispensáveis.

A velocidade de nossa mente e de nosso coração permanecem as mesmas, intocadas pela tecnologia.

E ainda aguardam, mente e coração, o empenho de cada um de nós para que se desenvolvam, ganhando amplitudes nos potenciais que guardamos em gérmen dentro de nós mesmos.

Redação do Momento Espírita.


QUE  BUSCAS?

       A inteligência nos faz crer que somente buscamos o bem, pois todos se agradam das coisas boas. No entanto, para buscar o bem é óbvio que os nossos sentimentos nunca fujam da sintonia do amor.
       Se queremos o bem para nós e fazemos o mal para os outros, falhamos na escolha, porque somente a força interna corresponde ao que desejamos. A intimidade é a vida da alma. Quando desarmonizamos a cidadela interna e externamente desejamos equilíbrio; isso é ilusório. A perfeição deve partir de dentro, para corresponder à lei de harmonia e atrair o que buscas.
       A Doutrina Espírita vem ensinando como buscar a luz do entendimento, buscar a vida, força de Deus que age em toda a criação.
       Se queres buscar a paz, não faças guerra.
       Se queres a luz, não andes em trevas.
       Se queres o perdão, não firas teu semelhante.
       Se queres alegria, não cries problemas aos teus companheiros!
       Recebemos o que damos. Ninguém engana às leis, que tanto vibram no macrocosmo como no microcosmo. Os olhos de Deus veem e registram todos os acontecimentos.
       Se queres ser feliz, trabalha para a felicidade dos teus semelhantes.
       Se queres ser sábio, ajuda ao ignorante a sair da ânsia de entendimento!
       Somos todos filhos de Deus e o Senhor nos mandou Jesus como Pastor para o rebanho, de modo a nos ensinar a buscar a paz e o amor pelos esforços de luz, em todos os gestos de caridade.

(Do livro “Páginas Esparsas 5”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez)

NÃO BASTA VER


“E logo viu, e o foi seguindo, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus.” – (LUCAS, 18:43.)


A atitude do cego de Jericó representa padrão elevado a todo discípulo sincero do Evangelho.

O enfermo de boa-vontade procura primeiramente o Mestre, diante da multidão. Em seguida à cura, acompanha Jesus, glorificando a Deus. E todo o povo, observando o benefício, a gratidão e a fidelidade reunidos, volta-se para a confiança no Divino Poder.

A maioria dos necessitados, porém, assume posição muito diversa. Quase todos os doentes reclamam a atuação do Cristo, exigindo que a dádiva desça aos caprichos perniciosos que lhes são peculiares, sem qualquer esforço pela elevação de si mesmos à bênção do Mestre.

Raros procuram o Cristo à luz meridiana; e, de quantos lhe recebem os dons, raríssimos são os que lhe seguem os passos no mundo.

Daí procede a ausência da legítima glorificação a Deus e a cura incompleta da cegueira que os obscurecia, antes do primeiro contacto com a fé.

Em raz ão disso, a Terra está repleta dos que crêem e descrêem, estudam e não aprendem, esperam e desesperam, ensinam e não sabem, confiam e duvidam.

Aquele que recebe dádivas pode ser somente beneficiário.

O que, porém, recebe o favor e agradece-o, vendo a luz e seguindo-a, será redimido.

É óbvio que o mundo inteiro reclama visão com o Cristo, mas não basta ver simplesmente; os que se circunscrevem ao ato de enxergar podem ser bons narradores, excelentes estatísticos, entretanto, para ver e glorificar o Senhor é indispensável marchar nas pegadas do Cristo, escalando, com Ele, a montanha do trabalho e do testemunho.



pelo Espírito Emmanuel, Do Livro: Vinha de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier.

APRENDER E RECOMEÇAR


Dizes que não tens condições para as obras da fé porque erraste.
Erraste e sofreste.

Sofreste e temes a crítica.
É possível que ainda lutes contigo mesmo.

Entretanto, não recuses o convite do bem que te chama a servir.
Esquece-te e caminha.

O trabalho em auxílio aos outros te fará profunda e bela renovação.
A benção do Senhor te sustentará.

Se não crês no Amparo do Alto, observa a lição do sol.

O astro do dia, vestido em luz pura e imensa está sempre reiniciando o próprio trabalho, em cada hemisfério da Terra.

Pensa nisso e aprende a recomeçar.




pelo Espírito Emmanuel, Do Livro: Tempo e Nós, Médium: Francisco Cândido Xavier



“Eu dormia e sonhava que a vida era alegria.
Acordei e vi que a vida era serviço.
Serví e vi que o serviço era alegria”.poesia de Rabindranath Tagore,

domingo, 1 de setembro de 2013

DORES



Toda enfermidade do corpo é processo educativo para a alma. Receber, porém, a visitação benéfica entre  manifestações de revolta é o mesmo que  recusar as vantagens da lição, rasgando o livro que no-la transmite.
A dor física, pacientemente suportada,  é golpe de buril divino,  realizando o aperfeiçoamento espiritual. 
Tenho encontrado companheiros a irradiarem  sublime luz do peito, como se guardassem  lâmpadas acesas dentro do tórax. 
Em maior parte, são irmão que aceitaram,  com serenidade, as dores longas que a  Providência lhes endereçou, a benefício  deles mesmos.
Em compensação, tenho sido defrontado por  grande número de ex-tuberculosos e ex-leprosos,  em lamentável posição  de desequilíbrio, afundados muitos deles  em charcos de treva,  porque a modéstia lhes constituiu tão  somente motivo de insubmissão.
O doente desesperado é sempre digno de  piedade, porque não existe sofrimento sem  finalidade de purificação e elevação. 
A enfermidade ligeira é aviso.
A queda violenta das forças é advertência.
A doença prolongada é sempre renovação de caminho para o bem.
A moléstia incurável no corpo é reajustamento da alma eterna.
Todos os padecimentos da carne se convertem,  com o tempo, em claridade interior, quando o  enfermo sabe manter a paciência,  aceitando o trabalho regenerativo por  bênção da Infinita Bondade.
Quem sustenta a calma e a fé, nos dias  de aflição, encontrará a paz  com brevidade e segurança, porque a dor,  em todas as ocasiões,  é a serva bendita de Deus, que nos procura,  em nome dele a fim de levar a efeito, dentro  de nós, o serviço da perfeição  que ainda não sabemos realizar.

Ditada Pelo Espírito de  Néio Lúcio ao  (Chico Xavier)


DEUS NÃO PERDOA?

Quem não perdoa é a LEI de Deus, porque perdoar seria anular o mal que foi feito. E na verdade, a lei ama, deixando ao infrator a oportunidade de reparação, ou seja, Deus dá meios para ressarcirmos erros.
Para os espíritas não existe a crença das  penas eternas. Aqueles que se acham renovados pelo processo da renovação moral, aqueles que conseguiram romper as amarras do passado, pelo Bem que fizeram, naturalmente minimizaram as conseqüências do Mal que realizaram, e muitas vezes são poupados, estão excluídos do débito pelo Bem que fizeram. Exemplo: aquele que reencarna para ficar cego, com o Bem que praticar diminuirá sua dívida com a lei divina. Ele poderá ficar com a visão precisando apenas de óculos. 
ENTÃO, PODEMOS MUDAR NOSSO CARMA? Responde Divaldo Franco: “Sim, podemos mudar o nosso carma a cada minuto. O Bem que eu faço é Bem que me faz Bem; o mal que pratico é desequilíbrio que me faz mal; todo Bem que eu pratico, diminui o mal que eu pratiquei; todo mal que realizo, aumenta a carga dos males que eu já fiz. Então, se eu trago um carma muito pesado o Bem que eu vou fazendo, eu vou diminuindo, porque Deus não é cobrador de impostos, Deus é amor, e na sua lei o que vigora é o Bem. Portanto, uma pessoa que traz um carma áspero, na ação meritória, vai se libertando. Existem muitas pessoas doentes que passaram a dedicar-se ao Bem, e à medida que se afeiçoaram ao Bem, passaram a ter longa vida, sobrevida, libertaram-se de todas as seqüelas de muitas doenças.”
PODEREMOS UTILMENTE PEDIR A DEUS QUE PERDOE NOSSAS FALTAS? Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando seu proceder. A boa ação é a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras.(questão 661)
 Aquele que ofendeu alguém e recebe absolvições por ter orado, repetidamente, certo número de vezes, determinado pelo sacerdote, fica com a estrada livre para novos desatinos. Nesse tipo de perdão, vemos visível estímulo a novos erros, novos enganos, novas ilusões. Como disse Emmanuel: “A concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei.” Então, o perdão que o Espiritismo e os amigos espirituais preconizam em verdade não é de fácil execução. Requer muito boa-vontade. Demanda esforço - esforço continuado, persistente. Reclama perseverança. Pede tenacidade.O perdão, segundo a Doutrina Espírita, não alarga as portas do erro; pelo contrário, restringe-as, por apontar responsabilidades para quem estima a leviandade e a injúria, a crueldade e o desapreço à integridade, moral ou física, dos companheiros de luta, na paisagem terrestre.
De acordo com os preceitos espíritas, não há perdão sem reparação conseqüente. 

O ARREPENDIMENTO SE DÁ NO ESTADO CORPORAL OU NO ESTADO ESPIRITUAL? Mais no estado espiritual; mas também pode ocorrer no estado corporal, quando bem compreendida a diferença entre o bem e o mal. 
BASTA O ARREPENDIMENTO PARA RECEBERMOS O PERDÃO?
Só o arrependimento não nos concede o perdão. É apenas o primeiro passo na árdua jornada da reabilitação, em favor da qual não bastam penitências, ritos, ou rezas. É de fundamental importância que o mal seja reparado. 
Podemos definir o arrependimento como a consciência de que fizemos algo errado, de que prejudicamos alguém ou a nós mesmos. Implica em dor moral, tão profunda quanto a natureza de nossas faltas e o grau de nossa maturidade. 
Quanto mais evoluídos, mais sofre o Espírito, ao avaliar a extensão dos prejuízos que causou a si mesmo ou ao semelhante. Pode ocorrer na Terra, pelo exercício da razão. 
Exemplo típico: o indivíduo que parte para a violência em face de determinada contrariedade; O marido traído, que mata a esposa; A mãe que fere a criança ao castigá-la. 
Depois o lamento: “Ah! Meu Deus! Por que não me controlei!”
Mais freqüentemente o arrependimento eclode no Plano Espiritual, quando o Espírito defronta-se com sofrimentos e desajustes decorrentes de suas iniciativas desatinadas. O arrependimento sincero, e a disposição a dar uma guinada existencial, modificando seus rumos, não é fácil. 
O homem comum distrai-se de suas responsabilidades, sempre pronto a justificar seus desvios com intermináveis frase como estas:
“Bebo sim, mas para enfrentar os problemas da existência - explica o alcoólatra, sem atinar para o fato de que se transformou, ele próprio, num grande problema.”; 
“Traí meu marido, sim, envolvi-me em aventuras extraconjugais, porque não me dava atenção - afirma a mulher displicente, a justificar sua irresponsabilidade.”

Pessoas assim transitam pela vida de consciência anestesiada pela indiferença em relação aos valores morais, para somente despertarem no Plano Espiritual, quando se habilitam a longas e penosas jornadas de retificação.



A REENCARNAÇÃO NÃO ESTÁ NA BÍBLIA?





Na verdade, em várias passagens bíblicas há claras referências da REENCARNAÇÃO. Um exemplo está em Mateus, 16:13 a 14, onde Jesus perguntou aos discípulos:
"QUE ANDAM DIZENDO DE MIM?"
E eles responderam:
"UNS DIZEM QUE O SENHOR É JOÃO BATISTA, OUTROS DIZEM QUE É JEREMIAS OU UM DOS PROFETAS."
Neste trecho, podemos observar que os judeus acreditavam na reencarnação, mas com o nome de ressurreição. Eles acreditavam que Jesus poderia ser a reencarnação de João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas.
Um outro exemplo está em Mateus 17:10: "OS DISCÍPULOS DE JESUS LHE PERGUNTARAM: O QUE QUEREM DIZER OS DOUTORES DA LEI, QUANDO FALAM QUE ELIAS DEVE VIR?
Jesus lhes explicou: "CERTAMENTE ELIAS VIRÁ PRIMEIRO, E RESTAURARÁ TODAS AS COISAS. MAS DIGO-VOS QUE ELIAS JÁ VEIO, E NÃO O CONHECERAM, MAS FIZERAM-LHE TUDO O QUE QUISERAM."
Comenta Mateus em 17:13 "ENTÃO OS DISCÍPULOS COMPREENDERAM QUE JESUS LHES FALARA A RESPEITO DE JOÃO BATISTA."
Nesta passagem, Jesus deixa claro que Elias, que muitos esperavam a volta, já veio, ou seja, já REENCARNOU, e já haviam feito com ele o que quiseram. Então, os discípulos entenderam que João Batista era a reencarnação de Elias.
Dizem que a doutrina do Carma e do Renascimento era aceita pela Igreja Cristã. Mas que a história mudou no II Concílio de Constantinopla no ano de 553. Teodora a esposa do imperador Justiniano, por ter sido ela uma prostituta, suas ex-colegas se sentiam orgulhosas e decantavam tal honra. Mas esse fato revoltava Teodora, por isso mandou matar todas as quinhentas prostitutas de Constantinopla. Os cristãos da época passaram a chamá-la de assassina e a dizer que deveria ser assassinada, quinhentas vezes, em vidas futuras. Este seria seu carma por ter mandado assassinar suas ex-colegas. A partir daí, Teodora, passou a odiar a doutrina da Reencarnação e como mandava e desmandava em meio mundo através do seu marido, resolveu partir para a perseguição sem tréguas contra essa doutrina e contra o seu maior defensor entre os cristãos – Orígenes - cuja fama de sábio era motivo de orgulho dos seguidores do Cristianismo, apesar dele ter vivido quase 3 séculos antes. Justiniano e Teodora partiram para desestruturar a idéia da preexistência do espírito, com o que estariam, automaticamente, desestruturando a da Reencarnação. Então, Justiniano publicou um édito, em que expunha e condenava as principais idéias de Orígenes, sendo uma delas a da preexistência. Não sabemos se esta história é verdadeira. Mas apesar de ser bastante interessante nós espíritas não nos apegamos a ela para acreditarmos na reencarnação. Não nos importamos se está ou não na Bíblia. Nós nos baseamos em provas científicas e não temos o intuito de provar, debater, discutir e muito menos impor nossa convicção a ninguém.
Para nós espíritas, a doutrina da Reencarnação é altamente consoladora porque nos faz compreender que Deus é bom, justo e misericordioso. Ela mostra a necessidade de vivenciarmos os ensinamentos do Cristo porque, as dores e aflições ou alegrias e felicidades, são conseqüências de nossas ações, nesta ou em vidas anteriores. Exemplo: o alcoólatra tenderá a ressurgir na carne com graves disfunções no aparelho digestivo; o fumante tenderá a ter problemas de pulmão como asma, bronquite, câncer, etc.; o suicida, dependendo do tipo de morte escolhido, renascerá com determinadas deficiências, por exemplo: se der um tiro no peito, terá problemas relacionados ao órgão lesado como coração e pulmões; tiro na cabeça poderá renascer com problemas mentais; se ingerir veneno poderá renascer com lábio leporino; se incendiar o próprio corpo sofrerá graves problemas de pele, etc. Os que lesam o próximo também ressarcirão. Por exemplo: o violento poderá ressurgir paralítico; o maledicente terá dificuldades com a voz; os que usam a inteligência para o mal, poderão renascer com lesões cerebrais, etc. Mas, todo Bem, toda Caridade que estendermos ao próximo poderá diminuir nossos débitos. Exemplo: muitas mulheres estéreis, por ter abortado em vida anterior, reverteram o carma ao adotar uma criança. Então, acreditar na reencarnação nos força observar melhor as leis divinas, porque saberemos que o plantio é livre, mas a colheita obrigatória.
Então perguntemos: “POR QUE NÃO ACREDITAR NA REENCARNAÇÃO? Alguém dirá, sem maiores argumentos: “PORQUE ELA NÃO ESTÁ NA BÍBLIA.” Então diremos: “ALÉM DE ESTAR, DEVEMOS LEMBRAR QUE O RÁDIO, A TV, O COMPUTADOR, ETC., TAMBÉM NÃO ESTÃO NA BÍBLIA, NEM POR ISSO DEIXAM DE EXISTIR. NÃO É PELO FATO DE ALGUMAS PESSOAS NÃO CREREM EM DEUS QUE ELE DEIXARÁ DE EXISTIR. ASSIM É A REENCARNAÇÃO, ELA EXISTE, CREIAM NELA OU NÃO.” "Ouça quem tem ouvidos de ouvir, veja quem tem olhos de ver.” – esclareceu Jesus.
RETIRADO DO GRUPO DE ESTUDOS ESPÍRITAS ALLAN KARDEC

sexta-feira, 30 de agosto de 2013


Transmissão do pensamento
MEU FANTÁSTICO

  1. MEU FANTÁSTICO: Reflexões de Émile Deschamps sobre o crer ou não crer nas ocorrências chamadas de milagres, profecias, visões, fantasmas, prognósticos, pressentimentos, coincidências sobrenaturais, etc.
  2. Fenômenos de transmissão do pensamento descritos por Émile Deschamps, ocorridos entre ele e a senhorita Sara.
  3. Comentários de Kardec ao artigo do Sr. Deschamps sobre as possibilidades de transmissão do pensamento entre vivos.
  4. Comunicação de Mesmer: O mundo estaria mudado singularmente e a vida privada não estaria protegida atrás da personalidade de cada um, se todos os homens pudessem ler no espírito uns dos outros.
Obs. de Allan Kardec sobre o abuso e o perigo que existiria se a faculdade de penetração do pensamento fosse geral no homem do mundo atual.


1. — Sob este último título, lê-se na Presse littéraire de 15 de março de 1854 o artigo seguinte, assinado por Émile Deschamps:

“Se o homem só acreditasse no que compreende, não acreditaria em Deus, nem em si mesmo, nem nos astros que rolam sobre sua cabeça, nem na erva que cresce sob seus pés.
“Milagres, profecias, visões, fantasmas, prognósticos, pressentimentos, coincidências sobrenaturais, etc., que se deve pensar de tudo isto? Os espíritos fortes saem dessa enrascada com duas palavras: mentira ou acaso. Nada mais cômodo. As almas supersticiosas saem-se bem, ou não se saem. Prefiro muito mais essas almas àqueles espíritos. Com efeito, é preciso ter imaginação para que se possa tê-la doente, ao passo que basta ser eleitor e assinante de dois ou três jornais industriais para saber muito sobre isto e crer tão pouco quanto Voltaire. E, depois, prefiro a loucura à tolice, a superstição à incredulidade; mas, o que prefiro acima de tudo é a verdade, a luz, a razão; busco-as com uma fé viva e um coração sincero; examino todas as coisas e tomo o partido de não ter preconceito por coisa alguma.
“Vejamos. Quê! o mundo material e visível está cheio de mistérios impenetráveis, de fenômenos inexplicáveis, e não se haveria de querer que o mundo intelectual, que a vida da alma, que já é um milagre, também tivessem seus fenômenos e seus mistérios! Por que tal pensamento bom, tal fervorosa prece, tal outro desejo não teriam o poder de produzir ou suscitar certos acontecimentos, bênçãos ou catástrofes? Por que não existiriam causas morais, como existem causas físicas, das quais não nos damos conta? E por que os germes de todas as coisas não seriam depositados e fecundados na terra do coração e da alma, para despontarem mais tarde sob a forma palpável dos fatos? Ora, quando Deus, em raras circunstâncias, e para alguns de seus filhos, julga por bem levantar a ponta do véu eterno e espalhar sobre suas frontes um raio fugidio do archote da presciência, devemos abster-nos de gritar que é absurdo e, assim, de blasfemar contra a luz e a própria verdade.
“Eis uma reflexão que tenho feito muitas vezes: Foi dado às aves e a certos animais prever e anunciar a tempestade, as inundações, os terremotos. Diariamente os barômetros nos dizem o tempo que fará amanhã; e o homem não poderia, por meio de um sonho, de uma visão, de um sinal qualquer da Providência, ser advertido algumas vezes de algum acontecimento futuro, que interesse à sua alma, à sua vida, à sua eternidade? Então o Espírito também não tem a sua atmosfera, cujas variações possa pressentir? Enfim, seja qual for a miséria do maravilhoso neste século muito positivo, haveria ainda charme e utilidade em suprimi-lo, se todos aqueles que lhe refletem fracos clarões levassem a um foco comum todos esses raios divergentes; se cada um, depois de ter conscienciosamente interrogado suas recordações, redigisse de boa-fé e depositasse nos arquivos uma ata circunstanciada do que experimentou, do que lhe adveio de sobrenatural e de miraculoso. Talvez um dia se encontre alguém que, analisando os sintomas e os acontecimentos, consiga recompor, em parte, uma ciência perdida. Em todo o caso, comporia um livro que valeria muitos outros.
“Quanto a mim, aparentemente sou o que se chama uma pessoa impressionável, porque tive de tudo isto em minha vida, aliás tão obscura. Sou o primeiro a apresentar o meu tributo, convicto de que esta visão interior tem sempre uma espécie de interesse. Todo o maravilhoso que vos dou, leitores, por menor que seja, passou-se em minha vida real. Desde que sei ler, registro no papel tudo quanto me acontece de sobrenatural. São memórias de um gênero singular.


2. — “No mês de fevereiro de 1846 eu viajava pela França. Chegando a uma rica e grande cidade, fui dar um passeio em frente às belas lojas de que está repleta. Começou a chover; abriguei-me numa elegante galeria; de repente fiquei imóvel; meus olhos não conseguiam desviar-se da figura de uma jovem, sozinha atrás de uma vitrina de joias. Conquanto muito bela, não foi sua beleza que me fascinou. Não sei que interesse misterioso, que laço inexplicável dominava e prendia todo o meu ser. Era uma simpatia súbita e profunda, sem qualquer conotação sensual, mas de uma força irresistível, como o desconhecido em todas as coisas. Fui empurrado como uma máquina para a loja, por um poder sobrenatural. Comprei alguns pequenos objetos e paguei, dizendo: Obrigado, senhorita Sara. A jovem olhou-me com um ar algo surpreso. — É de causar admiração, continuei, que um estranho saiba o vosso nome, um dos vossos nomes; mas se quiserdes pensar atentamente em todos os vossos nomes, eu os direi sem vacilar. Faríeis isto? — Sim, senhor, respondeu ela, meio risonha, meio trêmula. — Pois bem! continuei, olhando-a fixamente no rosto, chamai-vos Sara, Adèle, Benjamine N... — Está certo, replicou ela; e depois de alguns segundos de estupor começou a rir livremente, e eu vi que ela pensava que eu tivesse obtido tais informações na vizinhança, o que me divertiu. Mas eu, convicto de que não sabia uma palavra de tudo isso, fiquei perplexo com esta adivinhação instantânea.
“No dia seguinte, e em muitos outros, acorri à bela loja; minha adivinhação se renovava a cada momento. Eu lhe pedia que pensasse em algo, sem mo dizer, e quase imediatamente eu lia em sua face o pensamento não explicado. Pedia-lhe que escrevesse, sem que eu visse, algumas palavras com o lápis; depois de olhá-la um minuto, eu escrevia as mesmas palavras e na mesma ordem. Lia no seu pensamento como num livro aberto e ela não lia no meu: eis a minha superioridade. Mas ela me impunha suas ideias e emoções. Se pensasse seriamente num objeto; se repetisse intimamente as palavras do escrito, logo eu adivinhava tudo. O mistério estava entre o seu e o meu cérebro, e não entre minhas faculdades de intuição e as coisas materiais. Seja como for, havia-se estabelecido entre nós uma relação tanto mais íntima quanto mais pura.
“Uma noite escutei junto ao ouvido uma forte voz, que me gritava: Sara está doente, muito doente! Corri à sua casa; um médico a velava e esperava uma crise. Na véspera à noite Sara tinha voltado com febre ardente; o delírio tinha continuado durante toda a noite. O médico chamou-me à parte e me disse que estava muito receoso. Dessa peça eu via em cheio o rosto de Sara e minha intuição, vencendo a inquietação, fez com que eu dissesse baixinho ao médico: Doutor, quereis saber de que imagens está ocupado o seu sono febril? Neste momento ela se crê na grande Ópera de Paris, onde jamais esteve, e uma dançarina, entre outras ervas, corta uma planta de cicuta e lha atira dizendo: É para ti. O médico pensou que eu delirasse. Alguns minutos depois a doente despertou pesadamente e suas primeiras palavras foram: “Oh! como a Ópera é bonita! mas, por que esta cicuta, que me atira a bela ninfa?” O médico ficou estupefato. Uma poção, que incluía cicuta, foi administrada a Sara que, em poucos dias, ficou curada.”

3. — Os exemplos de transmissão do pensamento são muito frequentes, não, talvez, de maneira tão característica quanto no fato acima, mas sob formas diversas. Quantos fenômenos assim se passam diariamente aos nossos olhos, que são como os fios condutores da vida espiritual, e aos quais, no entanto, a Ciência não se digna conceder a menor atenção! Por certo, nem todos os que os repelem são materialistas; muitos admitem uma vida espiritual, mas sem relações diretas com a vida orgânica. No dia em que essas relações forem reconhecidas como lei fisiológica, ver-se-á realizar-se um imenso progresso, porquanto só então a Ciência terá a chave de uma porção de efeitos aparentemente misteriosos, que prefere negar, por não os poder explicar à sua maneira e com os seus meios, limitados às leis da matéria bruta.
Ligação íntima da vida espiritual e da vida orgânica durante a existência terrena; destruição da vida orgânica e persistência da vida espiritual após a morte; ação do fluido perispiritual sobre o organismo; reação incessante do mundo invisível sobre o mundo visível e reciprocamente: tal é a lei que o Espiritismo vem demonstrar, e que abre à Ciência e ao homem moral, horizontes completamente novos.
Por qual lei da fisiologia puramente material poder-se-iam explicar os fenômenos do gênero do relatado acima? Para que o Sr. Deschamps pudesse ler tão claramente no pensamento da moça, era preciso um intermediário entre ambos, um laço qualquer. Quem bem refletir sobre o artigo precedente reconhecerá que esse laço é a irradiação fluídica, que dá a visão espiritual, visão que não é obstada pelos corpos materiais.
Sabe-se que os Espíritos não necessitam de linguagem articulada. Compreendem-se sem o auxílio da palavra, apenas pela transmissão do pensamento, que é a linguagem universal. Por vezes isto também se dá entre os homens, porque os homens são Espíritos encarnados e, por esta razão, gozam, em maior ou menor grau, dos atributos e das faculdades do Espírito.
Mas, então, por que a moça não lia o pensamento do Sr. Deschamps? Porque num a visão espiritual estava desenvolvida; no outro, não. Segue-se que ele pudesse ver tudo, ler nos espelhos espirituais, por exemplo, ou ver a distância, à maneira dos sonâmbulos? Não, porque sua faculdade podia estar desenvolvida apenas num sentido especial, e parcialmente. Podia ler com a mesma facilidade o pensamento de todo o mundo? Não o diz, mas é provável que não, pois pode existir, de indivíduo a indivíduo, relações fluídicas que facilitam essa transmissão e não existir do mesmo indivíduo para uma outra pessoa. Ainda não conhecemos senão imperfeitamente as propriedades desse fluido universal, agente tão poderoso e que desempenha tão grande papel nos fenômenos da Natureza. Conhecemos o princípio, e já é muito para nos darmos conta de muitas coisas; os detalhes virão a seu tempo.

4. — Tendo sido o fato acima comunicado à Sociedade de Paris, W um Espírito deu a respeito a seguinte instrução:

(Sociedade Espírita de Paris, 8 de julho de 1864  Médium: Sr. A. Didier)

Os ignorantes — e como os há! — ficam cheios de dúvidas e de inquietação quando ouvem falar de fenômenos espíritas. Segundo eles, a face do mundo está transtornada; a intimidade do coração, dos sentimentos e a virgindade do pensamento são lançadas através do mundo e entregues à mercê do primeiro que vier. Com efeito, o mundo estaria mudado singularmente e a vida privada não estaria protegida atrás da personalidade de cada um, se todos os homens pudessem ler no espírito uns dos outros.
Um ignorante nos diz com muita ingenuidade: Mas a justiça, as perseguições da polícia, as operações comerciais, governamentais, poderiam ser consideravelmente revistas, corrigidas, esclarecidas, etc., com o auxílio desses processos. Os erros estão muito espalhados. A ignorância tem isto de particular: faz esquecer completamente o objetivo das coisas, para lançar o espírito inculto numa série de incoerências.
Razão tinha Jesus ao dizer: “Meu reino não é deste mundo”, (Jo) o que também significava que neste mundo as coisas não se passam como no seu reino. O Espiritismo, que em tudo e por tudo é o espiritualismo do Cristianismo, pode igualmente dizer aos ambiciosos e aos terroristas ignorantes, que o seu grande objetivo não é dar pilhas de ouro a um e deixar a consciência de um ser fraco à mercê de um ser mais forte, e de aliar a força e a fraqueza num duelo eternamente inevitável, prestes a acontecer; não. Se o Espiritismo proporciona satisfações, são as da calma, da esperança e da fé; se às vezes adverte por pressentimentos, ou pela visão adormecida ou desperta, é que os Espíritos sabem perfeitamente que uma ação caridosa particular não transtornará a superfície do globo. Aliás, se se observar a marcha dos fenômenos, o mal aí tem uma parte mínima. A ciência funesta parece relegada nos alfarrábios dos velhos alquimistas, e se Cagliostro voltasse, certamente não viria armado da varinha mágica ou do frasco encantado com que se apresentava, mas com sua força elétrica, comunicativa, espiritualista e sonambúlica, força que todo ser superior possui em si e que, ao mesmo tempo, toca o coração e o cérebro.
Como eu dizia ultimamente (o Espírito faz alusão a outra comunicação), a adivinhação era o maior dom de Jesus. Destinados a se tornarem superiores, como Espíritos, pedimos a Deus uma parte dos raios que concedeu a certos seres privilegiados, que facultou a mim mesmo e que eu poderia ter espalhado mais judiciosamente.

.Mesmer n

Observação — Não há uma só das faculdades concedidas ao homem da qual este não possa abusar, em virtude de seu livre-arbítrio. Não é a faculdade que é má em si, mas o uso que dela se faz. Se os homens fossem bons, nenhuma seria de temer, porque ninguém as usaria para o mal. No estado de inferioridade em que ainda se acham os homens na Terra, a penetração do pensamento, se fosse geral, seria, talvez, uma das mais perigosas, porque se tem muito a esconder, e muitos podem abusar. Mas, sejam quais forem os inconvenientes, se ela existe é um fato que se deve aceitar, por bem ou por mal, pois não se pode suprimir um efeito natural. Deus, porém, que é soberanamente bom, mede a extensão dessa faculdade pela nossa fraqueza. Ele no-la mostra de vez em quando, para fazer-nos compreender melhor a nossa essência espiritual e nos advertir de trabalhar a nossa depuração, para não termos de temê-la.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013


Meu Filho e as Manhãs

Hoje pela manhã, como de costume, antes de sair para trabalhar, visitei o quarto de meu filho.

Considero uma espécie de ritual sagrado de todas as manhãs: chegar bem perto de seu berço, ajeitar sua coberta com cuidado, aninhá-lo com carinho para que não se descubra.

Passo então minhas mãos, algumas vezes, sobre seus cabelos macios, e digo em pensamento: “Como eu te amo!”

Ele normalmente se move com suavidade, como se reagisse de alguma forma ao estímulo externo durante o sono.

Continua ali, em silêncio, em paz, preparando seu corpinho e sua alma para mais um dia de descobertas felizes.

Despeço-me, procurando não fazer ruídos, e saio porta afora com a alma leve, pronto para enfrentar mais um dia no mundo.

Da próxima vez que o vir, mais tarde, ele já estará desperto, correndo pela casa, brincando com seus carrinhos, e irá me conceder mais uma alegria: a de receber seu sorriso, que sem dizer nada, diz tudo.

Por mais que alguns dias sejam difíceis, por mais que as batalhas sejam ferrenhas e desgastantes, tudo se acalma, tudo se conforta naquele sorriso.

Os sorrisos de criança têm um poder quase mágico, e os de nossos filhos mais ainda.

Eles parecem querer nos fazer perceber que, por mais que a vida seja tormentosa, cheia de pequenos e grandes espinhos que provocam dor, muita alegria ainda existe.

Por mais que neste exato instante existam “n” pessoas desejando não mais viver, se enfraquecendo nas lutas, desejando desistir, existem outras tantas almas agradecendo pela vida, num júbilo contagiante.

E tenho certeza de que “ser pai” é mais um desses motivos de alegria plena, de gratidão a Deus, e mais uma das muitas razões que temos para continuar sempre, sem desistir.

Meu filho e as manhãs me ensinam sempre esta lição preciosa, a da renovação, do renascimento da água e do Espírito.

Muitos pais se queixam de não terem visto seus filhos crescerem.

Passa tão rápido! Não me lembro mais! – são expressões que ouvimos com frequência.

Será que estamos atentos aos nossos filhos como deveríamos estar? Será que passa tão rápido assim, a ponto de guardarmos tão poucas lembranças?

Ou há alguma coisa errada com o tempo, ou há alguma coisa errada conosco.

Seria tão bom poder ouvir de um pai, de uma mãe: Lembro-me de cada nova conquista, de cada dia da infância, de cada nova palavra...

Seria tão bom poder ouvir: Curti cada dia ao seu lado, meu filho, quando você era pequenino, como se fosse o último. Não perdi oportunidade alguma junto a você.

Aproveitemos o tempo junto a eles, em qualquer idade, em qualquer condição de vida.

Curtamos a existência ao seu lado, anotando no coração cada beleza, cada nova descoberta, tirando fotografias com a alma – registrando no íntimo do ser cada sorriso em seu rosto.
Autor
Momento Espírita

Hoje onde estivermos.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna
em Cristo Jesus Nosso Senhor.” – Paulo. (ROMANOS, 6:23.)
Para os que permanecem na carne, a morte significa o fim do corpo denso; para os que vivem na esfera espiritual, representa o reinicio da experiência.
De qualquer modo, porém, o término cheio de dor ou a recapitulação repleta de dificuldades constituem o salário do erro.
Quantas vezes têm voltado  aos círculos carnais em obrigações expiatórias, sentindo, de novo, a sufocação dentro dos veículos fisiológicos para tornar à vida verdadeira?
Muitos aprendizes estimam as longas repetições, entretanto, pelo que temos aprendido, somos obrigados a considerar que vale mais um dia bem vivido com o Senhor que cem anos de rebeldia em nossas criações inferiores.
Infelizmente, porém, tantos laços grosseiros inventamos para nossas almas que o nosso viver, na maioria das ocasiões, na condição de encarnados ou desencarnados, ainda é o cativeiro a milenárias paixões.
Concedeu-nos o Senhor a Vida Eterna, mas não temos sabido vivê-la, transformando-a em enfermiça experimentação. Daí procede a nossa paisagem de sombra, em desencarnando na Terra ou regressando aos seus umbrais.
A provação complicada é conseqüência do erro, a perturbação é o fruto do esquecimento do dever.
Renovemo-nos, pois, no dia de Hoje, onde estivermos. Olvidemos as linhas curvas de nossas indecisões e façamos de nosso esforço a linha reta para o bem com a Vontade do Senhor.
Os pontos minúsculos formam as figuras gigantescas.
As coisas mínimas constroem as grandiosas edificações. Retiremo-nos das regiões escuras da morte na prática do mal, para que nos tornemos dignos da vida eterna, que é dom gratuito de Deus.
XAVIER, F. C. Vinha de Luz, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB (Capítulo 122)

domingo, 25 de agosto de 2013


HOMOSSEXUALIDADE NA VISÃO ESPÍRITA



Deus criou espíritos e estes não tem sexo.
Então, tanto podemos encarnar em um corpo masculino como feminino.
Quando estamos desencarnados, no plano espiritual, geralmente, conservamos a aparência da última encarnação. Muitos optam pela aparência da encarnação que foi mais marcante.
Quando estamos encarnados, interpretamos papéis, como artistas num filme ou novela.
Um homem, por exemplo, não É homem, ele ESTÁ interpretando o papel de homem, porque veste um corpo masculino.
Assim ocorre em relação à mulher.
Na próxima encarnação não sabemos em que sexo reencarnaremos.
Todos nós, trazemos gravado na memória espiritual, o que fizemos ou fomos em encarnação anterior ou em encarnações anteriores. Como nós passamos por muitas encarnações, ora em corpo feminino, ora em condições de masculinidade, todos temos um pouco de bissexualidade. Há homens heterossexuais sensíveis e delicados assim como há mulheres heterossexuais truculentas.
Exemplo:  Conta-se que Chopin em seu primeiro encontro com a escritora George Sand, o amor de sua vida, não poderia ter sido pior. Escreveu ele: "Como é antipática essa Sand! Será mesmo uma mulher? Estou começando a duvidar." Afinal, sua nova amiga comportava-se como um rapaz: vestia-se com roupas masculinas e fumava charutos. Certa vez, num dia de chuva, apareceu uma goteira na cabana onde eles estavam. Chopin inspirou-se com a goteira e compôs a música Gota d’água. Assim que terminou sua esposa subiu no telhado para acabar com a goteira.      
Mas, a doutrina espírita, explica que a homossexualidade, pode ter várias origens. Entre elas: EXPIAÇÃO que resulta no travesti; OPÇÃO que é resultado de viciação; ESTÍMULO DOS PAIS e MISSÃO. Vamos explicá-las segundo a visão espírita de Richard Simonetti e Divaldo Franco:
1º) No caso de EXPIAÇÃO, são espíritos que abusaram do sexo oposto, geralmente para saciar seus instintos sexuais, levando-os ao suicídio, por exemplo, e que agora reencarnaram (obrigatoriamente) num corpo oposto da encarnação anterior, para sentir na pele as humilhações, os abusos que uma mulher sofre por parte de alguns homens e vive-versa, para aprender a não cometer o mesmo erro numa próxima encarnação. Então, estes usam um corpo feminino, mas seu desejo é masculino, ou seja, eles olham para uma mulher e sentem atração física. O mesmo acontece com o homossexual masculino. Estes também, por vários motivos, abusaram dos sentimentos de pessoas do sexo oposto. Agora se encontram (obrigatoriamente) em corpos masculino sentindo atração por pessoas do mesmo sexo. Neste caso, também surge O TRAVESTI - o homem que simula ser mulher e vice-versa. Geralmente eles se vinculam a atividades artísticas, vestindo-se do sexo que pretendem ser. O travesti só se enquadra na homossexualidade, na medida em que dê vazão aos seus impulsos sexuais orientados pela psicologia invertida. Os mais imaturos acabam envolvendo-se com a prostituição, atendendo pessoas desajustadas que buscam aventuras sexuais.
2º) Há a OPÇÃO que resulta de viciação. Assim como há indivíduos que se viciam no fumo, no álcool, nas drogas, há viciados do sexo que, à procura de sensações, acabam desenvolvendo práticas homossexuais. Neste caso encontramos também os bissexuais. A homossexualidade pode desenvolver-se na adolescência, como curiosidade juvenil, muitas vezes motivada pelo modismo determinado pela mídia televisiva; por crianças que são abusadas por adultos; ou em prisões, como alternativa para necessidades sexuais; por prostituição, para ganhar dinheiro . . . Estes não tem o conflito da mente com o corpo. Por isso há homossexuais masculinos muito viris, assim como há lésbicas, que são extremamente femininas.
Exemplo: há muitos jovens e adultos sendo levado pela "moda" pela "curiosidade". Meu marido tem alunos(as) que se classificam "bissexual". Há quem diga querer "experimentar". Há quem diga ter se decepcionado com o namorado e começou a ficar com a amiga. Enfim, vemos que a "moda" existe sim.
3º) Há também, indivíduos que tornaram-se homossexuais por "ESTÍMULO DOS PAIS." Pais frustrados que estimulam comportamentos equivocados na conduta sexual dos seus filhos. A mãe que esperava uma menina e veio um menino; ela começa a vestir o menino de menininha, e transferir seus conflitos e irrealizações para o filho, ou o pai que desejava um filho varão para preservar o nome, e veio uma filha; ele passa a tratá-la com dureza, porque no inconsciente, está marcando esse espírito profundamente e submetendo-o a uma conduta de comportamento sexual que não harmonizará sua psicologia com sua anatomia.
4º) E para finalizar, a homossexualidade pode também ocorrer como uma opção do Espírito quando, em MISSÃO, pretenda dedicar-se a determinadas tarefas, optando por esta "anomalia" que inibirá seus impulsos de acasalamento. Geralmente são espíritos que tiveram várias encarnações num corpo masculino, por exemplo, e quando pedem para vir num corpo feminino sentem-se estranhos. Com uma psicologia (pensamento) que não se ajusta à morfologia (corpo), tenderá (em alguns casos) a sentir atração por indivíduos do mesmo sexo. Como sua consciência não lhe permitirá um envolvimento desse tipo, que sente ser contrário à Natureza, optará pela solidão afetiva, com o que passará a dedicar-se inteiramente às tarefas a que se propôs, desdobrando sacrificial existência. Encontramos, na História, inúmeras personalidades de destaque nos domínios da Cultura, da Arte, da Filosofia, da Ciência, da Religião, que viveram essa contingência. Passaram incompreendidos, ridicularizados e caluniados por seus contemporâneos quanto à sua posição em relação ao sexo, mas, mantendo SEVERAS DISCIPLINAS DE CASTIDADE, canalizaram suas forças genésicas para gloriosas realizações em favor da Humanidade.


O SEXO É PECAMINOSO?
Como disse Emmanuel, “sexo é um atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle.” Então, pecaminoso é a maneira que fazem uso do sexo, seja por um hetero ou um homo.
QUAL A FINALIDADE DO SEXO?
O sexo foi feito para a vida, para dar oportunidade para Espíritos encarnarem para ressarcir débitos ou para realizar provas, e não a vida foi feito para o sexo, como estão dando a entender hoje. Observemos que, quando nosso corpo envelhece e não pode mais reproduzir, a mulher não lubrifica mais como na mocidade e o homem tem dificuldade de ereção. Portanto, quando o sexo for feito com intenção de ter ou não filho, que seja com respeito, sem promiscuidade, sem troca constante de parceiro (prostituição), seja homo ou hetero. Muitos de nós ainda necessita desta troca de energia.  
SE A FINALIDADE DO SEXO É DAR OPORTUNIDADE PARA ESPÍRITOS REENCARNAREM, POR QUE INVENTARAM O ANTICONCEPCIONAL?
O anticonceptivo existe para controlar a quantidade de filhos que um casal quer ou pode ter. Ele não foi inventado para as pessoas fazerem uso do sexo de maneira abusiva, promíscua e sem responsabilidade.
Diz Emmanuel no livro Vida e Sexo: "Em torno do sexo, será justo resumirmos as normas seguintes:
Não proibição, mas educação.
Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo.
Não indisciplina, mas controle.
Não impulso livre, mas responsabilidade.
Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender e recomeçar a obra da sublimãção pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um."

O Espiritismo não é contra a homossexualidade? 

Resposta de Divaldo Franco: “O Espiritismo, de forma alguma, é contra a estrutura homossexual do indivíduo, não estando de acordo, porém com a pederastia, ou seja, a entrega do homossexual aos hábitos e práticas perturbadoras, o que é muito diferente.”(...) "O que a doutrina diz é que, o homossexual deve procurar respeitar a si mesmo; não se permitir descer a situações promíscuas; deve respeitar seu parceiro(a); deve respeitar o grupo social, não pretendendo impor a sua orientação sexual como sendo a que todos devem seguir. Porque todos temos, invariavelmente, um certo tipo de comportamento e o consideramos normal. Desejamos consciente e inconcientemente que o mundo mude para estar do nosso lado, quando os outros também tem seus comportamentos e suas orientações sexuais."


OBSERVAÇÃO: ENTÃO, PODEMOS DIZER QUE, O HOMOSSEXUAL NÃO DEVE IMPOR SUA CONDIÇÃO SEXUAL AO HETEROSSEXUAL E VICE-VERSA. ASSIM COMO HÁ HOMOSSEXUAL E HETEROSSEXUAL COM COMPORTAMENTO PROMÍSCUO, AGRESSIVO À SOCIEDADE, HÁ TAMBÉM HOMOSSEXUAL E HETEROSSEXUAL DISCRETO, QUE RESPEITA E SE RESPEITA. A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO VIRÁ COM O AMADURECIMENTO DO ESPÍRITO E NÃO COM A IMPOSIÇÃO DE OUTROS ESPÍRITOS TAMBÉM FALHOS. QUEM QUER TER LIVRE ARBÍTRIO DEVE CONCEDER O MESMO AOS OUTROS. SÓ ASSIM VIVEREMOS HARMONIOSAMENTE, ATÉ QUE A HUMANIDADE AMADUREÇA E APRENDA A RESPEITAR A PRÓPRIA SEXUALIDADE, DISPONDO-SE A FAZER DA ATIVIDADE SEXUAL NÃO MERA FONTE DE PRAZER ANIMAL, MAS, FUNDAMENTALMENTE, UM COMPLEMENTO DA COMUNHÃO AFETIVA, SOB INSPIRAÇÃO DO AMOR QUE UNE O HOMEM E A MULHER PARA AS EXPERIÊNCIAS SAGRADAS DA VIDA FAMÍLIAR.

Texto baseado nos livros: QUEM TEM MEDO DOS ESPÍRITOS? de Richard Simonetti e LAÇOS DE FAMÍLIA de Divaldo Franco.

terça-feira, 20 de agosto de 2013


INTERPRETAÇÃO DA PARABOLA DO SEMEADOR NA VISÃO ESPÍRITA

“Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus em párábola:“Saiu um Semeador para semear a sua semente. E quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do Céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e tendo crescido, secou, porque não havia umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e com ela cresceram os espinhos, e sufocaram-na. E outra caiu na boa terra, e, tendo crescido, deu fruto a cento por um.” Dizendo isto clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Os seus discípulos perguntaram-lhe o que significava esta parábola. Respondeu-lhes Jesus: A vós é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes fala em parábolas, para que vendo não vejam; e ouvindo não entendam.

A Semente: é a palavra de Deus, os ensinamentos sobre as Leis Universais.

“A semente é uma só, é sempre a mesma que tem sido apregoada em toda parte, desde que o homem se achou em condições de recebê-la. E se ela não atua com a mesma eficácia em todos, deriva esse fato da variedade e das desigualdades de Espíritos que existem na Terra; uns mais adiantados, outros mais atrasados; uns propensos ao bem, à caridade, à liberalidade, à fraternidade; outros propensos ao mal, ao egoísmo, ao orgulho, apegados aos bens terrenos, às diversões passageiras.”

Na vivência social cristã e no centro espírita é a proposta de Reforma Íntima, através das oportunidades de trabalho. Para pregar (difundir) e ouvir (vivenciar) a Palavra, é preciso que não a rebaixemos, mas a coloquemos acima de nós mesmos; porque aquele que despreza a Palavra, anunciando-a ou ouvindo-a, despreza o seu Instituidor, e, como disse Ele: “Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a Palavra que falei, esta o julgará no último dia.”

Caiu à beira do Caminho: “É quando por nós passam todas as idéias grandiosas como gentes nas estradas, sem gravarem nenhumas delas.”

Na Escola é a condição de Aprendizes, uma grande maioria que recebe os ensinamentos, que estão sendo chamados, porém ainda não podem ser escolhidos porque estão “sonolentos”, como crianças, muito influenciados pelo mundo exterior.

Caiu sobre a Pedra: é quando estamos com o coração endurecido, “como pedras impenetráveis às novas idéias, aos conhecimentos liberais”, isto é, abertos para conhecer às novas experiências, que podem quebrar a nossa rotina e o sentido medíocre das nossas vidas; recebemos a proposta de mudança, mas não permitimos que se opere a modificação em nosso íntimo; racionalizamos tudo, ligamos nossas defesas e nos tornamos refratários.

Na Escola de Aprendizes e no campo de trabalho que abraçamos é a condição em que se encontra os Servidores. Aceitamos os ensinamentos e as tarefas com parcialidade e condicionamentos, isto é, escolhemos somente aquilo que nos convém. Disso resultam os melindres, as decepções, as divergências pessoais com os companheiros e finalmente o desejo de desistência.

Caiu no meio dos Espinhos: É quando permanecemos invigilantes e permitimos que os espinhos (as nossas imperfeições e a dos outros) sufoquem o crescimento de todas as verdades que estamos aprendendo, “como essas plantas espinhosas que estiolam e matam os vegetais que tentam crescer nas suas proximidades.”

Na vivência social é o tempo no qual sofremos todos os tipos de testes para avaliarmos se, realmente, estamos dispostos a ser o “sal da terra” e a “luz do mundo”. Pequenas provas ainda são para nós mostras dos grandes espinhos e obstáculos que teremos que remover durante a vida atual e as vidas futuras. 

Caiu na Boa Terra: é quando conservamos a boa vontade, no mantemos abertos; isso nos dá coragem e disposição para remover todos os obstáculos que aparecem; a boa vontade elimina o medo e afasta o sentimentos defensivos e a reações instintivas. Isso nos torna mais humildes porque não temos pena de nós mesmos, porque não nos fazemos de vítimas; a boa vontade mantém acordada a nossa consciência e , por isso, vigilantes, podemos distinguir em nós o que é tentação e o que é má inclinação . A oração e o auxílio, por nós e pelos outros é uma demonstração de boa vontade. A Boa Terra é o mundo, é discipulado de Jesus.

Mateus 13:1-9, Marcos 4:1-9 e Lucas 8:4-8.
RETIRADO DO SITE FORUM ESPÍRITA.NET

sábado, 17 de agosto de 2013


O POTE RACHADO - estória contada por Divaldo Franco


Um homem contratou um servo para diariamente completar os seus depósitos com água.
O servo comprou dois potes, como é comum na Índia, amarrou-lhes cordas à boca e prendeu em uma haste resistente para carregar, sobre os ombros, os dois potes de água.
Diariamente, ele ia à fonte, enchia os potes, trazia-os, completando os depósitos e era feliz com seu amo e com seu trabalho.
Um dia, um pote rachou e, a partir daí, sempre a água que o pote rachado levava derramava pelo caminho, perdendo a metade pela rachadura.
Perdendo-se água, o carregador dava mais uma viagem, retornando à fonte outra vez.
Um dia, o pote rachado disse:
- Meu rapaz, eu quero lhe pedir um favor: jogue-me fora, substitua-me. Eu sou motivo de cansaço para você. Pela minha rachadura perde-se muita água, e você tem que dar outra viagem!
O carregador lhe respondeu:
- Mas eu não estou me queixando.
- Sim, mas eu estou. Você é tão gentil comigo, preservando-me. Quebre-me, eu já estou na hora de ser abandonado, estou imprestável.
O homem que o carregava propôs:
- Olhe aqui, venha ver, por favor.
Carregou-o com cuidado, subiu o aclive e explicou-lhe
- Veja a distância daqui até a casa do amo. Note este lado como está verde, como está cheio de flores e note o outro, como está árido.
O pote olhou e confirmou:
- De fato, que se passa?
Ele esclareceu:
- Pois é, quando eu percebi que você ia derramar água, comecei a pensar que, você poderia ser-me útil. Então, eu semeei flores, atirei sementes, pólen e, diariamente, você se encarregava de molhá-los, poupando-me esse trabalho. As sementes germinaram, e aí está, deste lado eu tenho um jardim e sem nenhum trabalho; você o molha para mim todo dia.
- Mas que maravilha! Mas eu sou um transtorno na sua vida, porque o seu amo percebe o seu cansaço que resulta das duas viagens.
Ele concluiu:
- Mas meu amo gosta de mim, porque diariamente, quando eu lhe preparo o café, venho a este lado do jardim, tiro algumas flores que você umedece e coloco-as no jarro, embelezando a mesa onde meu amo alimenta-se. E ele, diante da mesa florida, fica muito feliz. Daí você me é de uma utilidade incomparável.
O pote rachado calou-se e o servo continuou conduzindo-o.


CONCLUSÃO: O que podemos tirar dessa estória é que, um grande número de nós é constituído por potes rachados.
Enquanto não se encontram potes mais perfeitos, Deus nos utiliza de acordo com as nossas próprias deficiências para a prática do bem.
Temos como exemplo o Mestre Jesus que, escolheu 12 homens para a propagação da Boa Nova, não 12 anjos.
Por isso, não podemos deixar de fazer o bem porque temos imperfeições, porque temos dificuldades, porque temos limites.
Não podemos esperar a perfeição para sermos úteis, temos sim que, sermos úteis para alcançarmos a perfeição.
Deus não nos daria a oportunidade da reencarnação se não acreditasse em nós, quem não acredita em nós somos nós mesmo, quando dizemos: “quebre-me”, “substitua-me”, “estou imprestável”.
Porque muitos espíritas dizem: “Eu ainda não sou espírita, mas gostaria de ser, eu ainda não sou perfeito.” Mas, se Kardec disse que: “Reconhece-se o espírita pelo esforço que ele faz para melhorar-se”, significa que, se temos algo a melhorar, é porque não somos perfeito, portanto nosso discurso deveria ser assim: “Eu sou espírita imperfeito, um vasilhame rachado, mas estou tentando tornar-me melhor."
E, se esperarmos a perfeição para dizermos ser espíritas, não seremos nunca. Pois, quando alcançarmos a perfeição, não seguiremos mais uma religião, ou melhor, um rótulo religioso, porque nossa religião será a prática do AMOR.

Então, se estamos aqui colhendo flores neste jardim maravilhoso que é o Espiritismo, é porque outros potes rachados regaram este jardim para nós.
Não sejamos figueiras estéreis, revestidos só de palavras bonitas, sejamos uma árvore que dá frutos, ou seja, que trabalhe, (porque a fé sem obras é morta), e que estes frutos atraiam outros para saboreá-lo, para tomar gosto e quem sabe, dar continuidade ao nosso trabalho.
E é nesta luta, que devemos fazer o melhor hoje, para que talvez, na próxima encarnação, venhamos um pote com uma rachadura menor, ou seja, com menos defeitos, e quem sabe, com mais utilidade.
Portanto, continuemos levando a nossa água, talvez não cumpramos exatamente com nosso dever, diante da meta que traçamos em nossa vida.
Mas, pelo menos, que em nosso caminho, haja flores para aqueles que vierem depois colhendo e bendizendo o pote rachado que por ali passou.

GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDE