segunda-feira, 19 de novembro de 2012


A Necessidade do Esforço


Conta-se que, no princípio da vida terrestre, o alimento das criaturas era encontrado como oferta da Divina Providência, em toda parte. 
Em troca de tanta bondade, o Pai Celeste rogava aos corações mais esforço no aperfeiçoamento da vida. 
O povo, no entanto, observando que tudo lhe vinha de graça, começou a menosprezar o serviço. 
O mato inútil cresceu tanto, que invadia as casas, onde toda a gente se punha a comer e dormir. 
Ninguém desejava aprender a ler. 
A ferrugem, o lixo e o mofo apareciam em todos os lugares. 
Animais, como os cães que colaboram na vigilância, e aves, como os urubus que auxiliam nas obras de limpeza, eram mais prestativos que os homens. 
Vendo que ninguém queria corresponder à confiança divina, o Pai Celestial mandou retirar as facilidades existentes, determinando que os habitantes da Terra se esforçassem na conquista da própria manutenção. 
Desde esse tempo, o ar e a água, o Sol e as flores, a claridade das estrelas e o luar continuaram gratuitos para o povo, mas o trabalho forçado da alimentação passou a vigorar como sendo uma lei para todos, porque, lutando para sustentar-se, o homem melhora a terra, limpa a habitação, aprende a ser sábio e garante o progresso. 
Deus dá tudo. 
O solo, a chuva, o calor, o vento, o adubo e a orientação constituem dádivas dEle à Terra que povoamos e que devemos aprimorar, mas o preparo do pão de cada dia, através do nosso próprio suor e da nossa própria diligência, é obrigação comum a todos nós, a fim de que não olvidemos o nosso divino dever de servir, incessantemente, em busca da Perfeição.


Meimei

sexta-feira, 16 de novembro de 2012



Reencontro com Deus.


“Deus, passei tanto tempo te procurando, não sabia onde estavas.
Olhava para o infinito, não te via....e pensava comigo mesmo:
“Será que tu existes”?
Não me contentava na busca e prosseguia...
Tentava te encontrar nas religiões, nos templos.
Tu lá não estavas.
Te busquei com a ajuda de gurus, sacerdotes, pastores e doutores.
Também não te encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado e descrente.
Na descrença te ofendi, e na ofensa tropecei.
No tropeço caí e na queda senti-me fraco.
Fraco, procurei ajuda e na ajuda encontrei amigos.
Nos amigos encontrei carinho e no carinho vi nascer o amor.
Com amor, vi um mundo novo e no mundo novo resolvi viver.
O que recebi resolvi doar, e doando alguma coisa, muito recebi.
E recebendo, senti-me feliz. E sendo feliz encontrei a paz.
Tendo paz foi que enxerguei...que dentro de mim é que tu estavas e sem procurar-te foi que te encontrei...!”


     Viver em Paz EMMANUEL

"..Vivei em paz..."
Paulo, (II CORÍNTIOS. 13:11.)

Mantém-te em paz.
É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para isso, contudo - para que a tranqüilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.

Uns acusam, outros choram.
Ajuda-os, enquanto podes.
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.
Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.

Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

Mensagem Psicografada   23 JAN 2012    10hs44min P.M.




"Não somente a cura física - mais importante do que a cura física temos que nos preocupar com a cura mental e espiritual.
Guardemos com atenção as palavras de carinho, de apoio e de conforto.
Atentemos aquilo que pronunciamos e prestemos atenção às nossas atitudes.
Fazendo isso estamos praticamente anulando mais da metade dos motivos que nos levaríamos a ficarmos doentes.
O nosso pensamento tem a força de um furacão. Enquanto pensamos, este pensamento, como um redemoinho, vai se embrenhando em cada célula do nosso corpo gerando o correspondente ao tipo de pensamento, com a mesma rapidez inclusive.
Então tudo o que temos a fazer é observar aquilo que pensamos ou desejamos.
Ao acordarmos tenhamos paciência para ficar conosco, somente conosco, alguns minutinhos. Agradeçamos à Deus Nosso Pai a oportunidade de mais um dia de vida. Respiremos profundamente e deixemos os Bálsamos Abençoados de Jesus revigorar todas as nossas células. Olhe-se no espelho - perceba o quanto é feliz e sorria para você mesma dizendo em voz alta o quanto Jesus te ama. Diga que seu dia será maravilhoso. Que tudo dará certo porque o mundo e todas as pessoas são receptivas a você. Deixe a alegria radiante percorrer todo o seu corpo.
Saia de cabeça erguida, confiando em Deus...
Faça do seu dia um dia melhor para você e para quem estiver à sua volta. Contagie a todos com sua alegria e confiança. Assim se estabelece a cura."
Com amor e com carinho
Luiza
A FLOR DA AMIZADE



flores -
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Chega um momento na vida em que você sabe:
  • Quem é importante para você,
  • Quem nunca foi,
  • Quem não é mais,
  • E quem será sempre.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

existencia de Deus 0001

ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO


Devemos agradecer a Deus sempre... por tudo!


Podemos orar a Deus para louvá-Lo (o que raramente fazemos), para agradecer (o que geralmente esquecemos...) e para pedir (o que mais fazemos!).
Em relação às preces de agradecimento, geralmente nos lembramos de agradecer somente por aquilo de bom que nos tenha acontecido. Raramente fazemos uma prece a Deus para agradecer pelas dificuldades, pelas aflições ou pelos obstáculos que encontramos em nossa vida. Agradecemos quando recuperamos a saúde mas não quando ficamos doentes; agradecemos quando nossa situação financeira está razoavelmente equilibrada, mas não quando estamos em dificuldades materiais; agradecemos sempre pela vitória mas nunca pela derrota; agradecemos pelos familiares e amigos com os quais nos afinamos mas não por aqueles que nos causam preocupações e aborrecimentos. E por aí vai... a lista é grande!
Por que será que temos tal postura diante de Deus? Isso acontece porque ainda trazemos um vício mental, o qual carregamos pelos séculos: a de que as nossas dores e dificuldades são castigos de Deus. Ainda sentimos o Criador como um juiz e ainda consideramos o sofrimento como um castigo para nossos pecados. Quanto atraso espiritual e quantos sentimentos de culpa temos acrescentado em nossa vida devidos a essa maneira de pensar, a qual, de certa forma, nos tem sido imposta ao longo de centenas de anos!
Porém, com a Doutrina Espírita, que nos recorda e explica os ensinamentos de Jesus de uma forma racional, baseada no bom senso e na lógica, na justiça e na misericórdia divinas, estamos aprendendo a encarar os sofrimentos da vida de uma maneira bem diferente.
É na obra "Céu e Inferno", de Allan Kardec, que encontramos essa nova maneira de compreender a necessidade do sofrimento. Os Benfeitores Espirituais ensinam que as dificuldades da vida são lições das quais necessitamos para nos equilibrarmos diante da justiça divina, servindo igualmente para o desenvolvimento das potencialidades que ainda estão adormecidas em nós. Kardec esclarece que o Espiritismo nos oferece, para toda dor, uma causa justa e um objetivo útil. E acrescenta que, no atual estágio evolutivo em que nos encontramos, não conseguimos evoluir de outra forma; as dificuldades, os obstáculos, as dores, as aflições, representam oportunidades de regeneração mas também de aperfeiçoamento.
Encarando dessa forma, chegamos a conclusão de que devemos agradecer a Deus por tudo, pelas alegrias e pelas tristezas, pela saúde e pela doença, pelos sucessos e insucessos, pelos amigos e inimigos, pois sabemos agora que todas essas situações representam oportunidades de progresso espiritual. Isso nos leva a não perdermos a esperança, nem a fé e nem a confiança nos propósitos divinos a nosso respeito.
Depois da tempestade vem a bonança, diz o refrão... Depois de nossas lutas, sairemos delas mais experientes, mais fortalecidos e, sobretudo, mais compreensivos em relação ao sofrimento do nosso semelhante. Portanto, quando orarmos, não nos esqueçamos de agradecer igualmente pelas dificuldades e aflições da vida...
Maria Dolores, poetisa baiana, escreveu várias poesias através da mediunidade de Chico Xavier. Uma delas se chama "Prece de Louvor", mas um louvor diferente, publicada no livro "Coração e vida", a qual transcrevemos abaixo:

PRECE DE LOUVOR

No louvor que te ofertamos,
Pelas bençãos que nos dás,
Na forma de luz e paz,
Esperança, fé e amor,
Cantamos nós igualmente,
- Jesus, por todas as crises,
Das horas menos felizes,
Louvado sejas, Senhor!

Pelos instantes de angústia,
Que a tristeza nos descerra,
Quando encontramos na Terra,
Tribulações a transpor;
Pela ferida que sangra,
Quando a dor nos fere o peito,
Por qualquer sonho desfeito,
Louvado sejas, Senhor!

Pelas fadigas da luta
Que travamos dentro em nós,
Quando nos vemos a sós
Varando sombra e amargor;
Pelos calvários da vida,
Pela cruz com que nos levas,
Varando provas e trevas,
Louvado sejas, Senhor!

(Tema apresentado na reunião pública do dia 29 de novembro de 2010)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012



Oração pela Humanidade

 
Deus, nosso Pai misericordioso e bom!
Diante das sombras que se espalham sobre o nosso planeta, desejamos rogar a Sua ajuda, como jamais o fizemos antes.
Sabemos que o Senhor é onisciente e sabe tudo o que acontece neste minúsculo grão de areia que chamamos Terra, mas desejamos externar a nossa singela oração.
Senhor, muitos dos Seus filhos se esqueceram que são filhos da luz e se obstinam em disseminar trevas por onde passam.
Alguns homens perderam a fé na vida, perderam a fé no Senhor... e se perderam...
Outros pensam que a Terra está à beira do caos e que o Senhor, que acende as estrelas e faz girar os astros, abandonou a Humanidade terrestre.
Compadeça-se das nossas misérias morais e abençoe-nos...
Releve a nossa ignorância, tolere a nossa ingratidão e perdoe a nossa falta de fé.
Esquecidos de que em essência somos luz, Senhor, permitimos que as sombras nos cubram a visão e nos infelicitem.
Há tanta falta de luz no mundo, Senhor...
Enquanto o amor se esgueira, tímido, a violência se mostra em plena luz do dia, sem disfarce...
Até parece, Senhor, que muitos dos seus filhos enlouqueceram... Acreditando-se senhores da Terra e dos seus irmãos em humanidade...
Há homens que esqueceram os verdadeiros valores do Espírito e penhoram seu patrimônio moral em troca de dinheiro, como se o dinheiro fosse a única coisa que importa...
Alguns até agem como se o dinheiro fosse seu único e poderoso Deus...
Sabemos, Senhor, que o homem é o único ser capaz de reconhecer a sua soberania, mas às vezes dá a impressão de que os animais são mais dóceis e executam de maneira mais eficiente as tarefas que lhes cabem na sua obra.
Senhor, por tudo isso queremos lhe rogar: ajude-nos a construir um mundo melhor, de onde a guerra seja banida de vez por todas...
Um mundo onde o ser humano seja mais valorizado do que algumas notas de dinheiro...
Um mundo onde o ser humano seja mais importante do que um cargo, do que um pedaço de chão, do que um papelote de drogas, do que outro interesse qualquer.
Eis a nossa rogativa, Senhor.
Ajude-nos a enxergar um pouco além dos nossos próprios interesses para construir a paz tão almejada e tão pouco buscada de verdade...
Ajude-nos a retirar dos olhos a venda da vaidade, que nos impede de enxergar as nossas deformidades morais e nossa pequenez diante da sua grandeza.
Ajude-nos a romper essa concha de egoísmo que nos paralisa as mãos e nos impede de estender os braços para ajudar nossos irmãos.
Ajude-nos a diluir essa máscara de prepotência para que possamos entender que nada somos sem o Seu amor...
Ajude-nos, Senhor, a elevar o olhar acima da própria estatura, para vislumbrar o horizonte e caminhar em sua direção.
Ajude-nos a abrir mão da autopiedade e lançar o olhar em redor... Descobrir nosso próximo e nos aproximar dele...
Ensine-nos, Pai, a construir pontes de entendimento, a estreitar laços de amizade, a entender o semelhante, a amar...
Ajude-nos, Senhor, a admitir a própria fragilidade...
A livrar-nos da arrogância...
A construir jardins...
A espalhar perfume...
A enxugar lágrimas...
A caminhar com coragem...
A acreditar na vida e no Seu incondicional amor...
A disseminar esperança...
A sorrir sempre...
A perdoar sem condições...
E, por fim, Senhor, ajude-nos a voltar nosso olhar para as estrelas, mesmo que nossos pés ainda se encontrem encharcados de lama.
Que assim possa ser, Senhor!

Redação do Momento Espírita. Em 10.09.2012.



O ANJO DA LIMPEZA



Adélia ouvira falar em Jesus e tomara-se de tamanha paixão pelo Céu que nutria um desejo único — ser anjo para servir ao Divino Mestre. Para isso, a boa menina fez-se humilde e crente, e, quando se não achava na escola em contacto com os livros, mantinha-se na câmara de dormir em preces fervorosas. Cercava-se de lindas gravuras, em que os artistas do pincel lembram a passagem do Cristo entre os homens, e, em lágrimas, repetia: — “Senhor, quero ser tua! quero servir-te!...” A Mãezinha, em franca luta doméstica, embalde convidava-a aos serviços da casa. Adélia sorria, abraçava-se a ela e reafirmava o propósito de preparar-se para a companhia do Divino Amigo. A bondosa senhora, observando que o ideal da filha só merecia louvores, deixava-a em paz com os estudos e orações de cada dia. Meses correram sobre meses e a jovem prosseguia inalterável. Orando sempre, suplicava ao Senhor a transformasse num anjo. Decorridos dois anos de rogativas, sonhou, certa noite, que era visitada pelo Mestre Amoroso. Jesus envolvia-se em vasta auréola de claridade sublime. A túnica luminosa, a cair-lhe dos ombros com graça e beleza, parecia de neve coroada de sol. Estendendo-lhe a destra compassiva, o Cristo observou-lhe: — Adélia, ouvi tuas súplicas e venho ao teu encontro. Desejas realmente servir-me? — Sim, Senhor! — respondeu a pequena, inflamada de comoção jubilosa, convencida de que o Salvador a conduziria naquele mesmo instante para o Céu. — Ouve! — tornou o Mestre, docemente. Ansiosa de pôr-se a caminho do paraíso, a jovem replicou, reverente: — Dize, Senhor! estou pronta!... Leva-me contigo, sinto-me aflita para comparecer entre os que retêm a glória de servir-te no plano celestial!... O Cristo sorriu, bondoso, e considerou: Não, Adélia. Nosso Pai não te colocou inutilmente na Terra. Temos enorme serviço neste mundo mesmo. Estimo tuas preces e teus pensamentos de amor, mas preciso de alguém que me ajude a retirar o lixo e os detritos que se amontoam, não longe de tua casa. Meninos Cruéis prejudicaram a rede de esgoto, a pequena distância do teu lar. Aí se concentra perigoso foco de moléstias, ameaçando trabalhadores desprevenidos, mães devotadas e crianças incautas. Vai, minha filha! Ajuda-me a salvá-los da morte. Estarei contigo, auxiliando-te nessa meritória tarefa. A menina preocupada quis fazer perguntas, mas o Mestre afastou-se, de leve... Acordou sobressaltada. Era dia. Vestiu-se à pressa e procurou a zona indicada. Corajosa muniu-se de desinfetantes, armou-se de enxada e vassoura pediu a contribuição materna, e o foco infeccioso foi extinto. A discípula obediente, todavia, não parou mais. Diariamente, ao regressar da escola, punha-se a colaborar com a Mamãe, em casa, zelando também quanto lhe era Possível pela higiene das vias públicas e ensinando outras crianças a serem tão Cuidadosas, quanto ela mesma. Tanto trabalhou e se esforçou que, certo dia, o diretor do grupo escolar lhe conferiu o título de Anjo da Limpeza. Professoras e colegas comemoraram festivamente o acontecimento. Chegada a noite, dormiu contente e sonhou que Jesus vinha encontrá-la, de novo. Nimbado de luz, abraçou-a, com ternura, e disse-lhe brandamente: — Abençoada sejas, filha minha! agora, que os próprios homens te reconhecem por benfeitora, agradeço-te os serviços que me prestas diàriamente. Anjo da Limpeza na Terra, serás Anjo de Luz no Paraíso. Em lágrimas de alegria intensa, Adélia despertou, feliz, compreendendo, cada vez mais, que a verdadeira ventura reside em colaborar com o Senhor, nos trabalhos do bem, em toda parte.
LIVRO ALVORADA CRISTÃ ESPÍRITO DE NEIO LÚCIO PSICOGRAFIA DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.


A  PORTA  ESTREITA
Emmanuel

Aceitemos a dificuldade por mestra amorável, se esperamos que a vida nos entregue os seus tesouros.
Sem a porta estreita do obstáculo não conseguiríamos medir a nossa capacidade de trabalho ou ajuizar quanto à nossa fé.
As lições do próprio suor são as mais preciosas.
Os ensinamentos hauridos na própria renúncia são aqueles que se nos estampam na alma, no campo evolutivo.
Ouvimos mil conselhos edificantes e sorrimos, ante o fracasso iminente.
Basta, porém, por vezes, uma pequena dor para que se nos consolide a cautela à frente do perigo.
Com discernimento louvável improvisamos prodigiosos facilitários de felicidade para os outros, indicando-lhes o melhor caminho para a vitória no bem ou para a comunhão com Deus, entretanto, à primeira alfinetada do caminho sobre nossas esperanças mais caras, habitualmente, nos desmandamos à distância do equilíbrio justo, espalhando golpes e lágrimas, exigências e sombras.
Saibamos, no entanto, respeitar na “porta estreita” que o mundo nos impõe o socorro da Vida Maior, a fim de que possamos reconsiderar a própria marcha.
Por vezes, ela é a enfermidade que nos auxilia a preservar as vantagens da saúde, em muitas fases de nossa luta é a incompreensão alheia, que nos compele ao reajuste necessário;  em muitos passos da senda é a prova que nos segrega no isolamento, impelindo-nos a seguir pela escada miraculosa da prece, da Terra para os Céus...
Por vezes o abandono de afeições muito amadas a impulsionar-nos para os braços de Cristo em variadas circunstâncias, é o desencanto ante a enganosa satisfação de nossos desejos na experiência física, inspirando-nos ideais mais altos e, em alguns casos, é a visitação da morte que nos abriga a refletir na imortalidade triunfante...
Por onde fores, cada dia, agradece a dificuldade que nos melhore e nos eleve à grande renovação.
Jesus não escolheu a larga avenida do menor esforço.
Da Manjedoura ao Calvário, movimentou-se entre os obstáculos que se transfiguraram para Ele em degraus para a volta ao Pai Celestial e, aceitando na cruz, a sua maior mensagem de amor à Humanidade de todos os séculos, legou-nos, com exemplo vivo, a porta estreita do sacrifício como sendo o nosso mais belo caminho de paz e libertação.
Do Livro  “Abrigo”



Coragem






Conservar a coragem por luz acesa, no centro de nossa alma, é serviço que apenas a fé invencível consegue realizar.
Coragem de transpor os espinheiros e os charcos da jornada humana...
Coragem de sorrir compadecidamente para aqueles que nos magoam...
Coragem para ajudar aos que nos ferem...
Coragem de recomeçar a construção dos nossos ideais sobre as ruínas de nossos próprios sonhos...
Coragem de prosseguir amando aqueles que se convertem, irrefletidamente, em adversários gratuitos de nossa paz...
Coragem de usar a tolerância para com o mal dos outros e de aplicar a justiça para com o mal de nós mesmos...
É para essa coragem que Jesus nos chama, da cruz de sacrifício em que nos legou o supremo perdão.
É preciso saber com Ele “tudo perder para tudo encontrar”.
E, nas chagas de cada dia, sobre a Terra, surpreendemos o abençoado ensejo de alijar as sombrias cargas de nosso pretérito culposo para fruir a verdadeira felicidade a que o Céu nos destina.
Para alcançarmos semelhante vitória, porém, é necessário que a coragem seja a nossa companheira de todos os instantes no pedregoso caminho de nossa ascenção.
Não podemos dispensar o bom ânimo nas tarefas a que fomos arrebatados.
Procuremos observar a vida não como a “existência fragmentária no século”, mas sim em sua totalidade sublime. E estejamos certos de que na contemplação dessa realidade, viveremos conformados ante os Desígnios de Deus que, pouco a pouco, ante a extinção das causas de nossos padecimentos morais, nos modificarão a estrada no rumo bem-aventurado do porvir.



Agar
(De “Relicário de Luz”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)

 

Confusão mental do idoso
( Leia, é pequeno, importante e sério )
 
 
Principal causa da confusão mental no idoso
*Arnaldo Lichtenstein, médico
Sempre que dou aula de clí­nica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:
- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?
Alguns arriscam: *"Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não".
Outros apostam: "Mal de Alzheimer" 
Respondo, novamente: "Não".
A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
- diabetes descontrolado;
- infecção urinária;     
- a famí­lia passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa (SOLIDÃO).

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente, vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardí­acos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira.
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de  tomar água, pois os seus mecanismos de equilí­brio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hí­drica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações quí­micas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas:
1 - O primeiro é para vovôs e vovós: tornem voluntário o hábito de beber lí­quidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum lí­quido para dentro. Lembrem-se disso!
2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente lí­quidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao  perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção! É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
"Líquido neles e rápido para um serviço médico".

(*) Arnaldo Lichtenstein (46), médico, clí­nico-geral do Hospital das Clí­nicas e professor colaborador do Departamento de Clí­nica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
*    Gostou?*
*    Então divulgue. *
*    Seus amigos merecem saber!*

sábado, 3 de novembro de 2012


Finados na visão espírita




      Todos os anos, na época em que se aproxima o dia de finados, muitas pessoas questionam nós espíritas, querendo saber se devem ou não ir ao cemitério.
O Espiritismo é uma doutrina educadora e libertária.
Ela não nos proíbe e nem exige nada de ninguém, apenas nos informa em relação as leis da vida e seus mecanismos, para que, depois, cada um faça aquilo que sua consciência permitir ou determinar. 
      Nesse sentido, o Espiritismo esclarece-nos quanto aos aspectos mais profundos do entendimento existencial.

Considera com muita propriedade que no túmulo não é o lugar que os espíritos moram ou ficam.

Dependendo da data do sepultamento, às vezes, nem corpo existe mais ali.

      Sabemos com nossa doutrina e com os posicionamentos dos Benfeitores Espirituais, que os espíritos de nossos entes queridos e amigos, assim como todos os demais espíritos, estão muito vivos e ficam, geralmente, à nossa volta com os quais nos acotovelamos todos os momentos.

Ninguém morre.

Deus não tem nenhum filho(a) morto(a).

Todos vivem e se não estão materializados conosco estão vivendo em algum lugar nesse imenso Universo, que é a casa do Pai, onde, segundo Jesus, existem muitas moradas.

      Cabe a nós espiritualistas, nos libertarmos dos atavismos firmados no período do entendimento da fé cega e, agora, sabedores das verdades espirituais novas, assimilarmos esses conhecimentos e criar novos hábitos para exaltarmos a vida e não a morte das pessoas que amamos e por elas somos amados.

      Racionalmente, chegamos a conclusão que o cemitério não é o melhor lugar para os espíritos nos reencontrar e serem homenageados, sobretudo se tiverem recém-desencarnados.

A aproximação deles junto do lugar onde estão os seus despojos carnais ainda trarão a eles um desconforto e constrangimento muito grande. Muitos nem suportam ficar ali por perto por muito tempo. 

      Existe uma maneira muito singela, amorosa, fraterna que podemos habituar a fazer para que os espíritos familiares e amigos possam sentir lembrados e homenageados por nós, não só em finados, mas todos os dias: uma prece sincera em favor da harmonia, paz e de que estejam felizes ao lado da família espiritual deles.

      Podemos também colocar em nossos lares e/ou local de seu antigo trabalho, um recadinho do coração, uma flor perto de um porta retrato com a foto do desencarnado.

Assim sentirão lembrados, amados e fortalecidos por ver que estamos exaltando a vida e não a morte.

      Sempre virão ao nosso encontro os espíritos dos nossos parentes e amigos desencarnados?

Não! Muitos deles demoram para aproximar dos entes queridos que ficaram na Terra, pois isso depende das condições espirituais em que se encontram e das possibilidades de vir junto dos familiares e amigos.

Outros nem querem vir, pois muitas vezes nossos sentimentos não são sinceros, e o Espírito não se interessa por essa hipocrisia, eles vem muito mais pelo pensamento e sentimento puro.

      Sabemos que tudo o que se faz no cemitério, não passa em muitos casos de demonstração de posses materiais.

Seja para demonstrar para a sociedade uma atitude de respeito, às vezes desprovida até de sinceridade.

      Portanto, todos são livres para fazer o que acham que devem, principalmente sendo de coração aberto e sincero, numa legitima demonstração de amor.

      Então. Que tal aprendermos a referendar os nossos mortos-vivos em nossa casa recolhidos com a família e em prece proferida com sentimento?

Aproveitar a oportunidade de amor e carinho entre os que ainda estão encarnados para mostrar a harmonia e a fraternidade dos descendentes que possibilitam um sentimento mais elevado ao desencarnado.

      Preciso ainda lembrar que muitos espíritos que se encontram no Mundo Espiritual não ligam a mínima para certos fatos que a nós encarnados enche de orgulho, pois, muitos deles, estão acima das nossas conveniências e ilusões terrenas.

      Uma pergunta para encerrar nossa reflexão.

Quando você partir desse mundo, onde você gostaria de ser lembrado e reencontrar com os seus amigos e familiares, no cemitério ou em um lugar que só te inspira boas lembranças?

      Então vamos lembrar de nossas almas queridas, exaltando a vida e não a morte.

Ismael Batista da Silva
MENSAGEM CONSOLADORA - FINADOS



A morte não é nada.
Apenas passei ao outro lado do mundo.
Eu sou eu. Você é você.
O que fomos um para o outro, ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um tom triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa como sempre se pronunciou, sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou: continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.
Por que eu estaria fora dos teus pensamentos, apenas porque estou fora da tua vista?
Não estou longe, somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem...
Redescobrirás o meu coração, e nele redescobrirá a ternura mais pura.
Seca tuas lágrimas, e se me amas
Não chores mais.
(Santo Agostinho )