segunda-feira, 24 de setembro de 2012

PENSAMENTOS RELACIONADOS À DOUTRINA ESPÍRITA.



Allan Kardec
Hipolyte Leon Denizard Rivail, Educador francês, 1804-1869
   
 ”A educação, se bem compreendida, é a chave do progresso moral.”
    

 ”A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se encontra.”
   

 ”Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade.”
   

 ”Melhorados os homens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons espíritos; estes, encarnando-se, por sua vez só fornecerão à Humanidade corporal elementos aperfeiçoados. A Terra deixará, então, de ser um mundo expiatório e os homens não sofrerão mais as misérias decorrentes das suas imperfeições.”
    

 ”Na ausência dos fatos, a dúvida se justifica no homem ponderado.”
  

 ”Os bons espíritos simpatizam com os homens de bem, ou suscetíveis de se melhorar. Os espíritos inferiores, com os homens viciosos ou que podem viciar-se. Daí seu apego, resultante da semelhança de sensações.”
  

 ”Os espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos, através da voz da consciência, que fazem falar em nosso íntimo – mas como nem sempre lhes damos a necessária importância, oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam.”
    

 ”Pelo espiritismo a humanidade deve entrar em uma nova fase, a do progresso moral, que é a sua consequência inevitável.”
   

 ”Possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea.”
  

 ”Reconhece-se a qualidade dos Espíritos pela sua linguagem; a dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de contradições; respira a sabedoria, a benevolência, a modéstia e a moral mais pura; é concisa e sem palavras inúteis. Nos Espíritos inferiores, ignorantes, ou orgulhosos, o vazio das idéias é quase sempre compensado pela abundância de palavras. Todo pensamento evidentemente falso, toda máxima contrária à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, trivial ou simplesmente frívola, enfim, toda marca de malevolência, de presunção ou de arrogância, são sinais incontestáveis de inferioridade num Espírito.”
    

 ”Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações.”
   
 ”Sejam quais forem os prodigios realizados pela inteligência humana, esta inteligência tem também uma causa primária. É a inteligência superior a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome pelo qual o homem a designe.”
   

 ”Todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente; a potência de uma causa está na razão da grandeza do efeito.”

Francisco Cândido Xavier (1910-2002)
    
 ”Acreditamos que o criador nos fez ricos a todos, sem exceção, porque a riqueza autêntica, a nosso ver, procede do trabalho e todos nós de uma forma ou de outra, podemos trabalhar e servir.”
    

 ”A paz em nós não resulta de circunstâncias externas e sim da nossa tranqüilidade de consciência no dever cumprido.”
   

 ”Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”
   

 ”O homem mais rico é o que tem menos necessidades.”
  
 ”Sei que sou apenas uma formiguinha, daquelas bem pequenininhas. Mas é melhor ser uma formiguinha do que não ser nada.”
Jesus
Jesus Cristo, Yeshua ben-Yoseph
     
 ”A cada um segundo suas obras.”

  “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”

Pedro Apóstolo
    
 ”Faça das pequenas coisas um motivo a mais para ser feliz.”

Paulo de Tarso ou São Paulo, apóstolo, 3-66
    
 ”Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.”

 ”Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convém.”

Emmanuel
    
 ”Alimenta os necessitados e agasalha-os, tanto quanto possível, mas, onde estiveres e seja com quem for, salienta qualidades e esperanças, esquecendo chagas e defeitos, para que a beneficiência, em tuas mãos, não se pareça com um prato de mel misturado com espinhos.”
   

 ”Ninguém se eleva, sem esforço máximo da vontade, dos campos do hábito para as regiões iluminadas da experiência. Entretanto, ninguém atinge as múltiplas regiões da experiência sem passaportes adquiridos nas agências da dor.”
    

 ”O lar não é somente a moradia dos corpos, mas, acima de tudo, a residência das almas…”
    

 ”O remorso é um lampejo de Deus sobre o complexo de culpa que se expressa por enfermidade da consciência. O sofrimento é a terapia de Deus destinada a erradicá-la.”
    

 ”Somente quem ama quebra os grilhões da sombra. Ainda que com extrema dificuldade, ambientemos a plantação do amor, no solo de nossas almas.”

Carlos Drummond de Andrade

“Cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”

 Martin Luther King

“É melhor tentar e falhar que ocupar-se em ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão, que nada fazer. Eu prefiro caminhar na chuva a, em dias tristes, me esconder em casa. Prefiro ser feliz, embora louco, a viver em conformidade. Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização. Mesmo se eu soubesse que amanhã o mundo se partiria em pedaços, eu ainda plantaria a minha macieira. O ódio paralisa a vida; o amor a desata. O ódio confunde a vida; o amor a harmoniza. O ódio escurece a vida; o amor a ilumina. O amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo. O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício. Nossa eterna mensagem de esperança é que a aurora chegará.”


Amor de Mãe.




Eu lhe dei a vida ,
mas não posso vivê-la por você .
Eu posso mostrar-lhe caminhos ,
mas não posso estar neles para liderar você .
Eu posso levá-lo à igreja,
mas não posso fazer com que tenha fé .
Eu posso mostrar-lhe a diferença entre o
certo e o errado, mas não posso sempre
decidir por você .
Eu posso lhe comprar roupas bonitas,
mas não posso faze-lo
bonito por dentro .
Eu posso lhe dar conselho,
mas não posso segui-lo por você .
Eu posso lhe dar amor,
mas não posso impô-lo a você .
Eu posso ensiná-lo a compartilhar,
mas não posso faze-lo generoso .
Eu posso ensinar-lhe o respeito,
mas não posso forçá-lo a ser respeitoso .
Eu posso aconselhá-lo sobre amigos,
mas não posso escolhe-los por você .
Eu posso alertá-lo sobre sexo seguro,
mas não posso mantê-lo puro .
Eu posso informá-lo sobre álcool e drogas,
mas não posso dizer "NÃO" por você .
Eu posso falar-lhe sobre o sucesso,
mas não posso alcançá-lo por você .
Eu posso ensiná-lo sobre a gentileza,
mas não posso forçá-lo a ser gentil .
Eu posso orar por você,
mas não posso impor-lhe Deus .
Eu posso falar-lhe da vida,
mas não posso dar-lhe vida eterna .
Eu posso dar-lhe amor incondicional
por toda a minha existência
... e isso eu farei.
Pensamento Espírita

Melindres


Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração.
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
Quem reclama, agrava as dificuldades.
Não cultive ressentimentos.
Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
Não se aborreça, coopere.
Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro.
XAVIER, Francisco Cândido. Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. CEC.

sábado, 22 de setembro de 2012

Vídeos enviados (lista de reprodução)



Divergências




Lembre-se de que as outras pessoas são diferentes e, por isso mesmo, guardam maneiras próprias de agir.
Esclarecer à base de entendimento fraterno, sim, polemicar, não.
Antagonizar sistematicamente é um processo exato de angariar aversões.
Você pode claramente discordar sem ofender, desde que fale apreciando os direitos do opositor.
Afaste as palavras agressivas do seu vocabulário.
Tanto quanto nos acontece, os outros querem ser eles mesmos na desincumbência dos compromissos que assumem.
Existem inúmeros meios de auxiliar sem ferir.
Geralmente, nunca se discute com estranhos e sim com as pessoas queridas; visto isso, valeria a pena atormentar aqueles com quem nos cabe viver em paz?
Aprendamos a ceder em qualquer problema secundário, para sermos fiéis às realidades essenciais.
Se alguém diz que a pedra é madeira, é justo se lhe acate o modo decrer, mas se alguém toma a pedra ou a madeira para ferir a outrem, é importante argumentar quanto à impropriedade do gesto insano.
(Francisco Cândido Xavier por André Luiz. In: Sinal Verde)



Prece da União


Senhor Jesus, concedeste-nos o abençoado caminho da união contigo, desde a manjedoura iluminada até à ressurreição divina, com passagem pela cruz do trabalho e da renunciação, da fé viva e do testemunho santificante. Viajores que somos na estrada redentora que a Tua misericórdia nos desdobra, no campo da vida eterna, rogamos-Te, ainda, luz para as nossas sombras, certeza para as nossas dúvidas, esclarecimento às nossas hesitações!
Auxilia-nos a aceitar o roteiro que Teu amor infinito nos traça a benefício da paz e da felicidade de nós mesmos.
Que o sacrifício seja para nós uma bênção, a luta uma escola de aperfeiçoamento sublime, o serviço a oportunidade salvadora, o obstáculo o ensinamento maior, o sofrimento um mestre sábio e eficaz; que as nossas dores sejam emissárias de alegrias, que os espinhos da estrada permaneçam adornados de flores para os nossos corações e que os percalços e lágrimas da senda constituam renovadas esperanças para nossa alma sequiosa de Tua luz!...
Assim Te suplicamos porque a nossa união é alegria para os tristes, vitória para os vencidos, consolo para os desesperados, sementeira de imperecível ventura para quantos prosseguem à retaguarda, aspirando um mundo melhor!...
Desse modo, Senhor, agradecendo-Te a caridade divina da paz com que nos felicitas a alma, neste dia de abençoada luz, esperamos que o Teu amor viva em nós infinitamente e que a Tua misericórdia nos acompanhe em todos os passos da redenção espiritual, convictos quanto estamos de que em Ti encontramos o Caminho, a Verdade e a Vida com eterna libertação.
Cumpra-se em nós a Tua vontade, hoje e sempre.
Assim seja.
Emmanuel
Do livro À Luz da Oração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

PLENITUDE DA VIDA


Tola Inveja.


A inveja é um sentimento inferior que se traduz pelo desejo da pessoa ser o que o outro é, ou possuir o que o outro detém.
É comum se invejarem as pessoas ricas, famosas, as que têm poder. Invejam-se reis, artistas, empresários de sucesso.
O que não se analisa, nem se cogita é que a riqueza, a fama e postos de comando têm um preço.
Vendo as personagens que invejamos desfilarem nas páginas das revistas ricamente ilustradas, ou nas imagens televisivas, constatamos somente a parte boa, positiva.
As pessoas famosas, entretanto, não conseguem ter vida particular e nem realizar coisas simples, que desejariam.
Para saírem à rua, necessitam de esquemas de segurança, disfarces, horários próprios, uma série de cuidados.
Vivem em mansões ou palácios, mas não têm o direito de andar pelas ruas, olhando vitrines, descontraídas.
Não podem sentar num banco de jardim público, comer pipocas e ficar olhando o ir e vir das pessoas, numa tarde de sol morno.
Viajam em jatos particulares, têm uma agenda disputada, compromissos infindáveis e não conseguem um minuto de paz. Onde quer que estejam, fotógrafos, repórteres se encontram à espreita para fotografar, criticar, mostrar ao público.
Frequentam lugares sofisticados e caros, onde se sentem sempre como se estivessem em uma vitrine, observadas por todos.
Quando não, perseguidas por uma legião de fãs que tudo querem ver, saber, conhecer, disputar.
Se adoecem, não têm direito à privacidade. Detalhes dos exames realizados, do diagnóstico, tudo é do interesse do público.
Dramas familiares, que desejariam ficassem guardados entre as paredes do lar, logo se tornam de domínio público. Já pensamos como se sentiram aqueles que, porventura, tiveram apresentados a público a filha que se envolveu com drogas, ou o filho que se prostituiu?
Nos momentos de luto e dor, nem podem expressar toda a sua verdadeira dor, porque as câmeras de TV os estão focalizando, os microfones estão a postos para tudo registrar, captar.
Talvez prezassem ficar em silêncio e a sós, velando o corpo do afeto que partiu. Contudo, não lhes é permitido. Elas não se pertencem. A sua vida é do interesse da sociedade. Todos querem ver, falar, opinar, tocar.
Antes de invejarmos a vida do outro, o cargo, o poder, a riqueza, pensemos se teríamos condições de suportar e pagar o preço que é exigido.
Porque a fama, a riqueza, o poder não são meras circunstâncias na vida. São provações ou expiações para o Espírito reencarnado. Tanto quanto o anonimato, a pobreza, a subalternidade.
Todas são etapas de crescimento e de progresso e cada um, onde esteja, delas se deve utilizar com sabedoria, extraindo toda a experiência que oferecem.
* * *
Cada um de nós está colocado no lugar exato. Ninguém que esteja recebendo o que não merece.
Enquanto nos colocamos na posição de invejosos, sonhando e desejando ardentemente o que os outros usufruem, nos esquecemos de valorizar o que possuímos e o que somos.
Esquecemo-nos das bênçãos da família que nos sustenta afetivamente, do emprego que nos permite aprendizado e nos garante o salário da honra.
Esquecemos do amor de Deus que, todos os dias, posiciona o sol, dispõe a chuva, alimenta os campos e reproduz os grãos.
Amor divino que se estende para todos, ricos e pobres, famosos e anônimos, poderosos ou subalternos.
Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 20 de setembro de 2012


Livres mais Respónsaveis


A quem nos pergunte se a criatura humana é livre, responderemos afirmativamente.
Acrescentemos, porém, que o homem é livre, mas responsável, e pode realizar o que deseje, mas estará ligado inevitavelmente ao fruto de suas próprias ações.
Para esclarecer o assunto, tanto quanto possível, examinemos, em resumo, alguns dos setores de sementeira e colheita ou, melhor, de livre-arbítrio e destino em que o espírito encarnado transita no mundo.
POSSE - O homem é livre para reter quaisquer posses que as legislações terrestres lhe facultem, de acordo com a sua diligência na ação ou seu direito transitório, e será considerado mordomo respeitável pelas forças superiores da vida se as utiliza a benefício de todos, mas, se abusa delas, criando a penúria dos semelhantes, de modo a favorecer os próprios excessos, encontrará nas conseqüências disso a fieira das provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da abnegação.
NEGÓCIO - O homem é livre para efetuar as transações que lhe apraza e granjeará o título de benfeitor, se procura comerciar com real proveito de clientela que lhe é própria, mas, se arrasa a economia dos outros com o fim de auferir lucros desnecessários, com prejuízo evidente do próximo, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da retidão.
ESTUDO - O homem é livre para ler e escrever, ensinar ou estudar tudo o que quiser e conquistará a posição de sábio se mobiliza os recursos culturais em auxílio daqueles que lhe partilham a romagem terrestre; mas, se coloca os valores da inteligência em apoio do mal, deteriorando a existência dos companheiros da Humanidade com o objetivo de acentuar o próprio orgulho, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do discernimento.
TRABALHO - O homem é livre para abraçar as tarefas a que se afeiçoe e será honorificado por seareiro do progresso se contribui na construção da felicidade geral; mas se malversa o dom de empreender e agir, esposando atividades perturbadoras e infelizes para gratificar os seus interesses menos dignos, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do serviço aos semelhantes.
SEXO - O homem é livre para dar às suas energias e impulsos sexuais a direção que prefira e será estimado por veículo de bênçãos quando os emprega na proteção sadia do lar, na formação da família, seja na paternidade ou na maternidade com o dever cumprido, ou, ainda, na sustentação das obras de arte e cultura, benemerência e elevação do espírito; mas, se para lisonjear os próprios sentidos transforma os recursos genésicos em dor e desequilíbrio, angústia ou desesperação para os semelhantes, pela injúria aos sentimentos alheios ou pela deslealdade e desrespeito nos compromissos e ajustes afetivos, depois de havê-los proposto ou aceitado, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do amor puro.
O homem é livre até mesmo para receber ou recusar a existência, mas recolherá invariavelmente os bens ou os males que decorram de sua atitude, perante as concessões da Bondade Divina.
Todos somos livres para desejar, escolher, fazer e obter, mas todos somos também constrangidos a entrar nos resultados de nossas próprias obras.
Cabe à Doutrina Espírita explicar que os princípios da Justiça Eterna, em todo o Universo, não funcionam simplesmente à base de paraísos e infernos, castigos e privilégios de ordem exterior, mas, acima de tudo, através do instituto da reencarnação, em nós, conosco, junto de nós e por nós.
Foi por isso que Jesus, compreendendo que não existe direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência tranqüila, nos afirmou claramente: "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres".
EMMANUEL
(Do livro "Encontro Marcado" – Chico Xavier

PROVA DA EXISTÊNCIA E DA SOBREVIVÊNCIA  DOS ESPÍRITOS



"A alma do homem sobrevive ao corpo e conserva a sua individualidade após a morte deste."
(Allan Kardec: Obras póstumas. Primeira parte, item 7)

"Provam a existência da alma os atos inteligentes do homem, por isso eles hão de ter uma causa inteligente e não uma causa inerte. Que ela independe da matéria esta demonstrado de modo patente pelos fenômenos espiritas que a mostram agindo por si mesma (...)"
(Allan Kardec: Obras Póstumas. Primeira parte, item 6)

"A sobrevivência da alma à morte do corpo está provada de maneira irrecusável e até certo ponto palpável, pelas comunicações espíritas. Sua individualidade é demonstrada pelo caráter e pelas qualidades peculiares a cada um. Essas qualidades, que distinguem umas das outras as almas, lhes constituem a personalidade (...) Alem dessas provas inteligentes, há também a prova material das manifestações visuais ou aparições, tão frequentes e autênticas, que não é lícito pô-las em dúvida."
(Obras póstumas. Primeira parte, item 7)

À pergunta - existe a alma? - a ciência responde talvez, os fenômenos do magnetismo, do hipnotismo e da anestesia dizem que sim, e nisso confirmam todas as deduções da filosofia e as afirmações da consciência.

Constrangidos, pelas evidências dos fatos, a admitir uma força diretriz no homem, grande número de materialistas se refugiam em uma última negativa, sustentando que essa energia se extingue com o corpo, de que ela não era senão uma emanação. Como todas as forças físicas e químicas, dizem eles, a alma, essa resultante vital, cessa com a causa que a produz; morto o homem, está aniquilada a alma.

Será possível? Não seremos mais que um simples conglomerado vulgar de moléculas sem solidariedade umas com as outras? Deve desaparecer para sempre nossa individualidade cheia de amor e, do que foi um homem, não restará verdadeiramente senão um cadáver destinado a desagregar-se, lentamente, na fria noite do túmulo?

A primeira refutação a esse pensamento de que o Espírito se origina da matéria vem do raciocínio lógico de Descartes: cogito, ergo sum (penso, logo existo), que poderia ser entendido assim: a matéria por si mesma não pensa, logo existe em mim, além da matéria, algo que é o agente do meu pensamento. Poder-se-ia admitir que é o cérebro que segrega esse pensamento, como o fígado segrega a bílis? Seria isso ilógico considerarmos que, sendo o pensamento um efeito inteligente, não reclamaria a existência de uma causa também inteligente.

Allan Kardec assinala que a dúvida, no que concerne à existência dos Espíritos, tem como causa primária a ignorância acerca da verdadeira natureza deles. Geralmente, são figurados como seres à parte da criação e de cuja existência não está demonstrada a necessidade. Seja qual for a ideia que dos Espíritos se faça, a crença neles necessariamente se funda na existência de um princípio inteligente fora da matéria. Essa crença é incompatível com a negação absoluta deste princípio.

Se a crença nos Espíritos e nas suas manifestações - afirma ainda Kardec - representasse uma concepção singular, fosse produto de um sistema, poderia, com visos de razão, merecer a suspeita de ilusória. Digam-nos, porém, por que com ela deparamos tão vivaz entre os povos, antigos e modernos, e nos livros santos de todas as religiões conhecidas? É, respondem os críticos, porque, desde todos os tempos, o homem teve gosto do maravilhoso. - Mas, que entendeis por maravilhoso? - O que é sobrenatural. - Que entendeis por sobrenatural? - O que é contrário às leis da Natureza. - Conheceis, porventura, tão bem essas leis, que possais marcar um limite ao poder de Deus? Pois bem! Provai então que a existência dos Espíritos e suas manifestações são contrárias às leis da Natureza; que não é, nem pode ser uma destas leis. Acompanhai a Doutrina dos Espíritos e vede se todos os elos, ligados uniformemente à cadeia, não apresentam todos os caracteres de uma lei admirável, que resolve tudo que as filosofias até agora não puderam resolver.

Os fenômenos que evidenciam a existência e a sobrevivência do Espírito vêm sendo pesquisado, sobretudo a partir do século XIX, por pessoas sérias e conceituadas em vários países. A pesquisa existente a respeito desse assunto é muito rica. Citaremos aqui apenas algumas modalidades desse trabalho investigativo.

Fenômenos de exteriorização da alma

Durante o sono quando o corpo descansa e os sentidos estão inativos, podemos verificar que um ser vela e age em nós, vê e ouve através dos obstáculos materiais, paredes ou portas, e a qualquer distância. O ser fluídico se desloca, viaja, paira sobre a Natureza, assiste a uma multidão de cenas, e tudo isso se realiza sem a intervenção dos sentidos materiais, estando fechados os olhos, e os ouvidos nada percebendo.

Kardec denomina este fenômeno, de clarividência sonambúlica. Assim se expressa o Codificador do Espiritismo:

Sendo de natureza diversa das que ocorrem no estado de vigília, as percepções que se verificam no estado sonambúlico não podem ser transmitidas pelos mesmos órgãos. É sabido que neste caso a visão não se efetua por meio dos olhos que, aliás se conservam, em geral, fechados. Ao demais, a visão à distância e através dos corpos opacos exclui a possibilidade do uso dos órgãos ordinários da vista. E a alma que confere ao sonâmbulo as maravilhosas faculdades de que ele goza.

Casas mal-assombradas e transporte de objetos

O Fenômeno das casas mal-assombradas e um dos mais conhecidos e frequentes. Encontramo-lo um pouco por toda a parte. Numerosíssimos são os lugares mal-assombrados, as casas, em cujas paredes e em cujos soalhos e móveis se ouvem ruídos e pancadas. Em certas habitações, os objetos se deslocam sem contato; caem pedras lançadas do exterior por uma força desconhecida; ouvem-se estrépidos de louça a quebrar-se, gritos, rumores diversos, que incomodam e atemorizam as pessoas impressionáveis.

A história do moderno Espiritualismo começou por um caso de natureza mal-assombrada. As manifestações da casa de Hydesville, assim visitada em 1848, e as tribulações da familia Fox, que nela residia e são bem conhecidas.

Fenômeno das mesas girantes

Mesas girantes são o nome dado às comunicações dos Espíritos por meio do movimento circular que eles imprimem a uma mesa. Este efeito igualmente se produz com qualquer outro objeto, mas sendo a mesa o movem com que, pela sua comodidade, mais se tem procedido a tais experiências, a designação de mesas girantes prevaleceu, para indicar esta espécie de fenômenos.

Manifestação dos Espíritos pela escrita

Variadas são as formas de comunicação dos Espíritos pela escrita, a saber:

a) Psicografia indireta: obtida por meio de pranchas, cestas e mesinhas às quais se adapta um lápis.

b) Psicografia direta ou manual: Obtida pelo próprio médium sob a influência dos Espíritos, podendo aquele ter, ou não consciência do que escreve.

c) Escrita direta ou Pneumatografia: produzida espontaneamente, sem o concurso, nem da mão do médium, nem do lápis. Basta tomar-se de uma folha de papel branco, dobrá-la e depositá-la em qualquer parte, numa gaveta, ou simplesmente sobre um móvel. Feito isso, se a pessoa estiver nas devidas condições, ao cabo de mais ou menos longo tempo, encontrar-se-ão, traçados no papel, letras, sinais diversos, palavras, frases e até dissertações, as mais das vezes com uma substância acinzentada, análoga à plumbagina, doutras vezes com lápis vermelho, tinta comum e, mesmo, tinta de imprimir.

Manifestação dos Espíritos pela audição e pela palavra

Os Espíritos podem-se comunicar pelo aparelho auditivo do médium, o que possibilita a este manter com eles conversação regular. Podem, de igual modo, atuar sobre os seus órgãos da palavra. Nesse caso, o médium transmite as idéias dos Espiritos muitas vezes sem ter consciência do que está falando e, frequentemente, diz coisas completamente estranhas à suas ideias habituais, aos seus conhecimentos e, ate, fora do alcance de sua inteligência.

Aparições e materializações dos Espíritos

Dão-se as aparições dos Espíritos quando o vidente se acha em estado de vigília e no gozo pleno e inteira liberdade das suas faculdades. Apresentam-se, em geral sob uma forma vaporosa e diáfana, às vezes vaga e imprecisa. Doutras vezes, as formas se mostram nitidamente acentuadas, distinguindo-se os menores traços da fisionomia, a ponto de se tornar possível fazer-se da aparição uma descrição completa.

Por vezes, o Espírito se apresenta sob uma forma ainda mais precisa, com todas as aparências de um corpo sólido, ao ponto de causar completa ilusão e dar a crer, aos que observam a aparição, que tê, adiante de si um ser corpóreo. Em alguns casos, finalmente, sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade se pode tornar real, isto é, possível se torna ao observador tocar, palpar, sentir, na aparição a mesma resistência, o mesmo calor que num corpo vivo, o que não impede que a tangibilidade se desvaneça com rapidez de um relâmpago. Nesses casos, já não é somente com o olhar que se nota a presença do Espírito, mas também pelo sentido tátil. Dado se possa atribuir à ilusão ou a uma espécie de fascinação a aparição simplesmente visual, o mesmo já não ocorre quando se consegue segurá-la, palpá-la , quando ela própria segura o observador e o abraça, circunstâncias em que nenhuma dúvida é mais lícita. Os fatos de aparições tangíveis (materializações) são os mais raros; porém, os que se têm dado pela influência de alguns médiuns de grande poder e absolutamente autenticados por testemunhos irrecusáveis, provam e explicam o que a história refere acerca de pessoas que, depois de mortas, se mostram com todas as aparências da realidade.

Xenoglossia

Por fenômenos de xenoglossia entendem-se os casos em que o médium não só fala ou escreve em línguas que ignora, mas fala ou escreve nessas línguas, formulando observações originais, ou conversando com os presentes.

Transcomunicação instrumental

Esse fenômeno abrange a manifestação dos Espíritos através dos meios técnicos, tais como, gravador, rádio, secretária eletrônica, computador, fax, televisão, telefone.

Experiência de quase morte

É o estado de morte clínica que uma pessoas experimenta durante alguns instantes, após o que retorna à vida física. Os relatos feitos pelas pessoas que passaram por essa experiência coincidem com os ensinamentos do Espiritismo e das religiões que aceitam a reencarnação.

Visão no leito de morte

No momento da morte, são comuns percepções do mundo espiritual e dos Espíritos, podendo, inclusive, aquele que está em processo de desencarnação visitar parentes e amigos, a fim de despedir-se deles. Investigações criteriosas têm demonstrado que esses fenômenos não são mera  alucinação.

As modalidades de fenômenos que referimos, são, como dissemos, apenas ilustrativas do grande acervo de fatos que têm sido observados ao longo do tempo por eminentes pesquisadores de diversas nacionalidades. Essa gama de fenômenos, apenas explicados integralmente pelo Espiritismo, leva-nos a dize com Léon Denis que a sobrevivência está amplamente demonstrada. Nenhuma outra teoria, a não ser a da intervenção dos sobrevivos, seria capaz de explicar o conjunto dos fenômenos em suas variadas formas. Alf. Russel Wallace o disse: "O Espiritismo está tão bem demonstrado como a lei de gravitação". E W. Crookes repetia: "O Espiritismo está cientificamente demonstrado."

Em resumo, podemos dizer que são copiosas as provas da sobrevivência para aqueles que as procuram de ânimo sincero, com inteligência e perseverança. Assim a noção de imortalidade se destaca pouco a pouco das sombras acumuladas pelos sofismas e negações, e a alma humana se afirma em sua imperecedoura realidade.
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Perispírito : Conceito

“Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.”
( Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 93)

“O Laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do evólucro mais grosseiro (Corpo Físico). O Espírito conserva o segundo que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estão normal.”
(Allan Kardec: O Livro dos Espíritos. Introdução, item 6)

Allan Kardec indaga aos Espíritos Superiores:
-  “O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substancia qualquer?”
 A que os Espíritos respondem:
“Envolve-o uma substancia, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.”
Comentando essa resposta, Kardec cria a palavra perispírito (do grego Peri, em torno e do latim spiritus, alma, espírito) para designar esse envoltório do Espírito, por comparação com o perisperma, que envolve o gérmen do fruto.

            Hão dito (afirma Kardec) que o Espírito é uma chama, uma centelha. Isto se deve entender com relação ao Espírito propriamente dito, como principio intelectual e moral, a que se não poderia atribuir forma determinada. Mas, qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito estará sempre revestido de um envoltório, ou perispírito, cuja natureza se eteriza, à medida que ele se depura e se eleva na hierarquia espiritual. De sorte que, para nós, a ideia de forma é inseparável da de Espírito e não concebemos uma sem a outra. O perispírito faz, portanto, parte integrante do Espírito, como o corpo o faz do homem. Porém, o perispírito por si só, não é o Espírito, do mesmo modo que só o corpo não constitui o homem, porquanto o perispírito não pensa. Ele é para o Espírito o que o corpo é para o homem: o agente ou instrumento de sua ação.
            Quando encarnado o Espírito, o perispírito é o aço que o prende ao corpo físico. Esse laço é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O espírito conserva o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo invisível para nós no estado normal.

            O homem é, portanto, formado de três partes essenciais:
1º - O Corpo ou ser matéria, análogo ao dos animai e animado pelo mesmo princípio vital;
2º -   A alma, Espírito encarnado que tem no corpo sua habitação;
3º - O princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o gérmen, o perisperma e a casca.

            A respeito do uso dos termos alma e Espírito, Kardec assinala:
            “Seria mais exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente, e o termo Espírito para o ser semimaterial formado desse princípio e do corpo fluídico; mas, como não se pode conceber o princípio inteligente isolado da matéria, nem o perispírito sem ser animado peo princípio inteligente, as palavras alma e Espíritos são, no uso, indiferentemente empregadas uma pela outra; filosoficamente, porém, é essencial fazer-se a diferença.”
            É oportuno ressaltar que o perispírito tem tido outras denominações, das quais destacamos: corpo espiritual ou psicossoma (Espírito André Luiz); corpo fluídico (Leibniz); mediador plástico (Cudworth); e o modelo organizador biológico (Ernani G. Andrade).
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 O QUE É OBSESSÃO


1 - Conceito de Obsessão

Obsessão é o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar.

Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem. Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se. Os maus, ao contrário, se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas. Se chegam a dominar algum, identificam-se com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança. Geralmente é distúrbio espiritual de longo curso, com graves consequencias, em forma de distonias mentais, emocionais e desequilíbrios fisiológicos. Em casos mais graves, a obsessão é enfermidade espiritual de erradicação demorada e difícil, pois que muito mais depende do encarnado perseguido do que do desencarnado perseguido.

2 - Quem é o Obsessor

Obsessor - do latim obsessore - Aquele que causa a obsessão; que importuna. Não é um ser estranho a nós. Pelo contrário. É alguém que privou da nossa convivência, de nossa intimidade, por vezes com estreitos laços afetivos.

O Espírito perseguidor, genericamente denominado obsessor, em verdade é alguém colhido pela própria aflição. Ex-transeunte do veículo somático, experimentou injuções que o tornaram revel, fazendo que guardasse no recesso da alma as aflições acumuladas, de que não se conseguiu liberar sequer após o decesso celular.

Sem dúvidas, vítima de si mesmo, da própria incúria e invigilância, transferiu a responsabilidade do seu insucesso a outra pessoa que, por circunstância qualquer, interferiu decerto negativamente na mecânica dos seus malogros.

Há obsessores que não possuem vínculos cármicos com o encarnado e que no entanto, podem causar-lhes grandes transtornos. São Espíritos moralmente inferiores geralmente agindo de preferência nas próprias paisagens invisíveis, em torno de entidades desencarnadas não devidamente moralizadas, mas também podendo interferir na vida dos encarnados, prejudicando-os e até os levando aos estados alucinatórios, ou mesmo ao estado de obsessão,  pelo simples prazer de praticar o mal, divertindo-se.

2.1 - Tipos de Obsessores

a) Obsessores que não intencionam fazer o mal

- Há obsessores que não são totalmente maus, é preciso que se diga. Como ninguém é absolutamente mau. São antes, doentes da alma. Possuem sementes de bondade, recursos positivos que são abafados, adormecidos. Nem todo obsessor tem consciência do mal que está praticando. Existem aqueles que agem por amor, por zelo, pensando ajudar ou querendo apenas ficar junto do ser querido. São pessoas mais desajustadas em termos afetivos. Amam egoisticamente; exigem, igualmente, exclusividade nas relações afetivas.Outras vezes amam alguém de forma deturpada, com excessivo apego. É uma mãe ou um pai fortemente vinculados a um filho, tolhendo sua liberdade, restringindo-o ao campo da sua atuação. Não querem dividi-lo com ninguém. É um esposo ou uma esposa ciumentos, que desconfiam de tudo, que mantêm controle do cônjuge, fazendo-o prisioneiro nas garras de sua insegurança. Essas são as principais características do obsessor não propriamente vinculados ao mal, mas vinculados ao egoísmo, ao ciúme e ao sentimento de posse.

b) Obsessores vinculados ao mal

- Obsessores, sim, os há, transitoriamente, que se entregam à fascinação da maldade, de que se fazem cultores, enceguecidos e alucinados pelos tormentosos desesperos a que se permitiram, detendo-se nos eitos, da demorada loucura - verdugo impiedoso de si mesmo - pois todo mal sempre termina por infelicitar aquele que lhe presta culto de subserviência. Tais Entidades -  que oportunamente são colhidas pelas sutis injuções da Lei Divina - governam redutos de sombra e viciação, com sede nas Regiões Tenebrosas da Espiritualidade Inferior, donde se espraiam na direção de muitos antros de sofrimento e perturbação na Terra, atingindo, também, vezes muitas, as mentes ociosas, os Espíritos calcetas, os renitentes, revoltados, por cujo comércio dão início a processos muito graves de obsessão de longo curso. Tais obsessores são adeptos da revolta e do desespero. São pobres desequilibrados que tentam induzir todas as situações à desarmonia em que vivem. Eles se organizam em falanges cujos integrantes apresentam no perispírito aspectos disformes, grotescos, extravagantes, e cujas configurações e ações pareciam fruto de pesados àqueles que não se afinam com as blandícias da Espiritualidade. Provocam-nos, seduzem-nos, aterrorizam-nos, criando mil fantasmagorias que às pobres vítimas parecerão alucinações diabólicas, das mesmas se servindo, ainda como joguetes para a realização de caprichos, maldades e até obscenidades. Comumente, queixam-se aos suicidas de tais falanges, cujo assalto lhes agrava, no pélago de males para onde o suicídio os atirou, o seu insuportável suplico.

3 - Quem é o Obsidiado

Obsidiado - Obsesso: Importunado, atormentado, perseguido. Indivíduo que se crê atormentado, perseguido pelo Demônio. Obsidiado - todos nós, o fomos ou ainda somos.

3.1 - Tipos de Obsidiados

a) Psicopatas amorais

- São Espíritos endividados, que contraíram débitos pesados em existências anteriores, após estágio mais ou menos prolongados na regiões espirituais de sofrimento e de dor, em que volvem à reencarnação, quando se mostrem inclinados à recuperação dos valores morais em si mesmos. Transportados a novo berço, comumente entre aqueles que os induziram à queda, quando não se vêem objeto de amorosa ternura por parte de corações que por eles renunciam à imediata felicidade nas Esferas Superiores, são resguardados no recesso do lar. Contudo, renascem no corpo carnal espiritualmente jungidos às linhas inferiores  de que são advindos, assimilando-lhes, facilmente, o influxo aviltante. Reaparecem desse modo, na arena física. Mas, via de regra, quando não se mostram retardados mentais, desde a infância, são perfeitamente classificáveis entre os psicopatas amorais segundo o conceito da insanidade moral, vulgarizado pelos ingleses, demonstrando manifesta perversidade, na qual se revelam constantemente brutalizados e agressivos, petulantes e pérfidos, indiferentes a qualquer noção da dignidade e da honra, continuamente dispostos a mergulhar na criminalidade e no vício.

b) Doentes mentais

- Reconhecemos, com os ensinamentos da Doutrina Espírita, que todos aqueles portadores de esquizofrenias, psicopatologias variadas, dentro de um processo cármico, são Entidades normalmente vinculadas a graves débitos, a dívidas de delitos sociais, e, conforme nos achamos dentro desse quadro de compromisso, essas psicopatologias de multiplicada denominação assumem intensidade maior ou menor. 

Nos casos de epilepsia, tudo nos leva a crer que as Entidades credoras em se aproximando do devedor indiretamente, ou por meio do pensamento, promovem como um acordamento da culpa, e ele então no chamado transe epiléptico.

Na retaguarda dos desequilíbrios mentais, sejam da ideação ou da afetividade, da atenção e da memória, tanto quanto por trás de enfermidades psíquicas clássicas, por exemplo, como as esquizofrenias e as parafrenias, as oligofrenias e a paranóia, as psicoses e neuroses de multifária expressão, permanecem perturbações da individualidade transviada do caminho que as Leis Divinas lhe assinalam à evolução moral.

c) Psicopatas astênicos e abúlicos

- Aqueles Espíritos relativamente corrigidos nas escolas de reabilitação da Espiritualidade desenvolvem-se, no ambiente humano, enquadráveis entre os psicopatas astênicos e abúlicos, fanáticos e hipertímicos, ou identificáveis como representantes de várias doenças e delírios psíquicos, inclusive aberrações sexuais diversas. As características predominantes destes obsidiados são as irresponsabilidade e a fraqueza perante a vida. Neles, o senso de honre ou de dever, é praticamente inexistente. Não sabem ou não conseguem tomar uma decisão, revelando terrível fraqueza moral.

4 - O Processo Obsessivo

O processo obsessivo não se instala de imediato: é gradual, de acordo com o grau ou a intensidade da obsessão, que Kardec classifica em simples, fascinação e subjulgação. No inicio, o Espírito perseguidor localiza no seu alvo os condicionamentos, a predisposição e as defesas desguarnecidas, disso tudo se valo o obsessor para instalar a sua onda mental na mente da pessoa visada. A interferência se dá por processo análogo ao que acontece na radio, quando uma emissora clandestina passa a utilizar determinada frequência prejudicando-lhe a transmissão. O passo seguinte é a ação persistente do obsessor para que se estabeleça a sintonia mental, entre ele e o perseguido. Passa a enviar os seus pensamentos, numa repetição constante, hipnótica à mente da vítima, que, incauta, invigilante, assimila-os e reflete-os, deixando-se dominar pelas idéias intrusas. Além da ação hipnótica, há também o envolvimento fluídico, que torna o perseguido debilitado, favorecendo, assim, a ação do obsessor.

O Espirito perseguidor atua exteriormente, com a ajuda do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado, ficando este afinal enlaçado como que por uma teia e constrangido a proceder contra a sua vontade.

O Obsessor não dá trégua ao obsidiado. Por ação própria e de outros Espíritos que são igualmente por ele dominados, mantém sua ação persistente junto ao objeto de sua perseguição. Durante o sono, sobretudo, age com mais intensidade. A pessoa deixa-se dominar por um inimigo invisível, durante o sono. Afina-se com o seu caráter deste e recebe as suas ordens ou sugestões, tal como o sonâmbulo às ordens do seu magnetizador. Ao despertar, reproduz, mais tarde, em ações da sua vida prática, as ordenações então recebidas, as quais poderão levá-lo até mesmo ao crime e ao suicídio. Será prudente que a oração e a vigilância sejam observadas com assiduidade, particularmente antes do sono corpóreo, a fim de proteger-se contra esse terrível perigo, pois que isso favorecerá uma como harmonização da sua mente com as forças do Bem, o que evitará o desastre. Em outras ocasiões, os obsessores agem sobre os perseguidos empolgando-lhes a imaginação com formas mentais monstruosas, operando perturbações que podemos classificar como "infecções fluídicas' e que determinam o colapso cerebral com arrasadora loucura. E ainda muitos outros, imobilizados nas paixões egoísticas desse ou daquele teor, descansam em pesado monodeísmo, ao pé dos encarnados de cuja presença não se sentem capazes de afastar-se. Alguns, como os ectoparasitas temporários, procedem à semelhança de mosquitos e dos ácaros, absorvendo emanações vitais dos encarnados que com eles se harmonizam, aqui e ali; mas outros muitos, quais endoparasitas conscientes, após se inteirarem dos pontos vulneráveis de suas vítimas, segregam sobre elas determinados produtos, filiados ao quimismo do Espírito, e que podemos nomear como sapatinas, e aglutininas mentais, produtos esses que, sub-repticiamente, lhes modificam a essência dos próprios pensamentos.

Nos processos obsessivos mais intensos, em que o obsidiado já não se governa, tornando-se evidentes os distúrbios psíquicos e físicos, os obsessores mais distanciados do bem utilizam-se dos chamados ovóides para tornar ferrenha a perseguição. Esses Espíritos endurecidos implantem os ovóides na estrutura perispiritual do encarnado, em pontos estratégicos (medula nervosa, centros de forças (Chacras)) para estabelecerem maior controle. Os ovóides são entidades humanas desencarnadas que perderam a forma anatômica do perispírito, característica da espécie humana. O Perispírito de tais criaturas sofreu uma espécie de transubstanciação, tendo adquirido uma morfologia anômala, de esferas escuras, pouco maiores que um crânio humano. Algumas dessas entidades apresentam movimentos próprios, agindo como se fossem grandes amebas. Outras, no entanto mantêm-se em repouso, aparentemente inertes ligada ao hato vital das personalidades em movimento.

Algumas condições espirituais favorecem a ovidização -transformação do perispírito do desencarnado em ovóide -, por exemplo, sentimentos de vingança, ódio, culpa ou pervesão moral.

( Estudo retirado da apostila "Estudo e Prática da Mediunidade - Programa I" editada e distribuída pela Federação Espírita do Brasil - FEB Edição Outubro/2009 ) 

INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS EM NOSSOS PENSAMENTOS E ATOS, E NOS ACONTECIMENTOS DA VIDA


"Influem os Espíritos em nossos pensamentos e nossos atos?
R- Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem."
(O Livro dos Espíritos - Questão 459)"

"Como distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um Espírito Mau?
R- Estudai o caso. Os bons Espíritos só para o bem aconselham. Compete-vos discernir."
(O Livro dos Espíritos - Questão 464)

"Atuando sobre a matéria, podem os Espíritos manifestar-se de muitas maneiras diferentes: por efeitos físicos, quais os ruídos e a movimentação de objetos; pela transmissão do pensamento, pela visão, pela audição, pela palavra, pelo tato, pela escrita, pelo desenho, pela música, etc...Numa palavra, por todos os meios que sirvam a pô-los em comunicação com os homens."
(Allan Kardec; Obras Póstumas, Primeira Parte - Manifestações dos Espiritos, item 14)

"Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?
R- Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança(...)"
(O Livro dos Espíritos - Questão 469"


Allan Kardec pergunta aos Espíritos Superiores:


"Influem os Espíritos em nossos pensamentos e nossos atos?
R- Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem."

A resposta dada pelos Espíritos não nos deve causar estranheza, pois, se analisarmos o assunto fazendo uma comparação com o que sucede em nossas relações sociais, chegaremos à conclusão de que vivemos em permanente sintonia com as pessoas que nos rodeiam, familiares ou não, das quais recebemos influenciação por meio das idéias que exteriorizam e dos exemplos que nos dão, do mesmo modo que as influenciamos com as nossas idéias e com a nossa conduta.

O mesmo ocorre, naturalmente, com os habitantes do mundo espiritual, pois são eles os seres humanos desencarnados que, pelo simples fato de terem deixado o invólucro carnal, não mudaram as características de sua personalidade ou a sua maneira de pensar.

Assim, somos alvo não só da atenção dos Benfeitores e Amigos Espirituais - incluindo entre eles os parentes e amigos desta e de outras reencarnações, os quais, vencendo o túmulo desejam prosseguir auxiliando-nos - como também daqueles outros a quem prejudicamos com atos de maior ou menor gravidade, nesta ou em anteriores existências, e que nos procuram para cobrar a dívida que com eles contraímos.

Portanto, a resposta dos Espíritos a Kardec nos dá uma noção exata do intercâmbio existente entre os Espíritos desencarnados e encarnados, intercâmbio esse real e constante.

O Espiritismo torna compreensível o processo pelo qual se dá a influência dos Espíritos no mundo corporal. Essa influência tem origem na possibilidade de transmissão de pensamento. Para que entendamos como o pensamento se transmite, é preciso imaginar todos os seres encarnados e desencarnados mergulhados no fluido universal que ocupa todo o espaço, tal qual nos achamos envolvidos pela atmosfera aqui na Terra. Esse fluido recebe um impulso da nossa vontade e ele é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com uma diferença: as vibrações do ar são limitadas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Portanto, quando o pensamento é dirigido a um ser qualquer na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado ou de desencarnado para encarnado, uma corrente de fluidos se estabelece entre um e outro, transmitindo o pensamento entre eles como o ar transmite o som.

Ensina ainda a Doutrina Espírita que por meio do perispírito é que os Espíritos atuam sobre a matéria inerte. Sua natureza etérea não é que a isso obstaria, pois se sabe que os mais poderosos motores se nos deparam nos fluidos mais rarefeitos e nos mais imponderáveis. Não há, pois, motivo de espanto quando, com essa alavanca, os Espíritos produzem certos efeitos físicos.


Atuando sobre a matéria, podem os Espíritos manifestar-se de muitas maneiras diferentes: por efeitos fisicos, quais os ruídos e a movimentação de objetos; pela transmissão do pensamento, pela visão, pela audição, pela palavra, pelo tato, pela escrita, pelo desenho, pela música, etc. Numa palavra, por todos os meios que sirvam a pô-los em comunicação com os homens.

Deflui desses ensinamentos que os Espíritos exercem influência nos acontecimentos da vida, por meio da transmissão de pensamento e por sua ação direta no mundo material, tudo, no entanto, dentro das leis da Natureza.

Se a influência dos Espíritos em nossos pensamentos é de tal intensidade que, ordinariamente, são eles que nos dirigem, é preciso saber identificar a natureza dessa influência, a fim de que não atendamos aos alvitres dos Espíritos imperfeitos.


"Como distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um Espírito Mau?
R- Estudai o caso. Os bons Espíritos só para o bem aconselham. Compete-vos discernir."
(O Livro dos Espíritos - Questão 464)

Os Espíritos imperfeitos são instrumentos que servem para pôr à prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Vós, como Espíritos, deveis progredir na ciência do infinito, e por isso passais pelas provas do mal para atingir o bem. Nossa missão é vos colocar no bom caminho e, quando as más influências agem sobre vós, é que as atraístes pelo desejo do mal, porque os Espíritos inferiores vêm vos auxiliar no mal, quando tendes a vontade de praticá-lo; eles não podem vos ajudar no mal senão quando quereis o mal. Se sois inclinados ao homicídio, pois bem! Tereis uma multidão de Espíritos que alimentarão esse pensamento em vós. Mas tereis também outros Espíritos que se empenharão para vos influenciar ao bem, o que faz restabelecer o equilíbrio e vos deixa o comando dos vossos atos.

É assim que Deus deixa à nossa consciência a escolha do caminho que devemos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.

Assim, compete exclusivamente a nós  neutralizar a influência dos Espíritos Imperfeitos. Os Espíritos Superiores são bastante claros ao nos indicarem o maio para isso: Fazendo o bem e colocando toda a confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e anulais o domínio que querem ter sobre vós. Evitai escutar as sugestões dos Espíritos que vos inspiram maus pensamentos, sopram a discórdia e excitam todas as más paixões. Desconfiai, especialmente, daqueles que exaltam o vosso orgulho, porque vos conquistam pela fraqueza. Eis por que Jesus nos ensinou a dizer na oração dominical: “Senhor, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal!"

O Espiritismo trouxe ensinamentos preciosos sobre a importância da nossa atitude mental no sentido do bem, para que não nos desviemos do caminho que nos compete seguir rumo à perfeição, que é a nossa meta. Desse modo, é preciso aprender a disciplinar os nossos pensamentos, a fim de atrairmos os bons Espíritos que nos auxiliarão a percorrer esse caminho, tornando-os menos árido, e pleno de realizações Espirituais.


COMO SABER SE SOU MÉDIUM?



Médium é uma palavra neutra e serve para os dois gêneros. É de origem latina e significa medianeiro, o que está no meio. O médium serve de intermediário entre o mundo físico e o espiritual. 

         Deste modo podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que todos nós somos médiuns, pois durante nossas vidas teremos alguns sintomas e que sabemos que não são de ordem física. Afinal quem é que nunca viu um vulto diferente, um assovio diferente, algumas pancadas, arrastamento de chinelos, vozes, pesadelos, sonhos, premonições, etc, etc. Só não podemos afirmar que somos médiuns ostensivos, aquele que tem contato com os espíritos. Que sinais são apresentados e que podemos saber que a pessoa é um médium ostensivo?

         Nenhum sinal físico existe que possa dizer que esta ou aquela pessoa é um médium ostensivo. Ninguém veio marcado para isto. É um dom natural que vem com a pessoa, pela escolha que esta pessoa fez na espiritualidade.

         Alguns sintomas indicam que a pessoa pode ter mediunidade. Os mais comuns são: suor excessivo nas mãos e axilas, maçãs do rosto muito vermelhas e quentes, as orelhas ardem, depressão psíquica e instabilidade emocional, melancolia, distúrbios de sono, ou em excesso, ou insônia; perda do equilíbrio do corpo, sensação de desmaio iminente, súbita aceleração dos batimentos cardíacos(taquicardia), fobia e medo de quase tudo, sensação de insegurança. Mas tudo isso vai se estabilizando e desaparecendo conforme o médium canaliza de forma mais adequada suas faculdades psíquicas com muito estudo, trabalho e disciplina.

         Outros sinais podem surgir como: sensação de presenças invisíveis; sono profundo demais, desmaios e síncopes inexplicáveis; sensações ou idéias estranhas, mudanças repentinas de humor, crises de choro; Ballonement (sensação de inchar, dilatar) nas mãos, pés ou em todo o corpo, como resultado do desdobramento perispiritual; adormecimento ou formigamento nos braços e pernas; arrepios como os de frio, tremores, calor, palpitações.

         Uma das tarefas mais complexas para o médium novato é conseguir discernir as influências que atuam em sua psiquê. Não se questiona mais o fato de que o ser humano sofre interferências de todos os elementos que compõem o universo, e isso inclui as formas pensamento de outros seres. De uma maneira ou de outra, todos os seres humanos são, em maior ou menor grau de intensidade, médiuns por natureza. Às vezes, a pessoa escreve uma mensagem e não sabe se veio dela mesmo, de seu mentor ou de outro espírito. Não tem certeza se foi inspiração ou psicografia. Às vezes pode até alterar o texto que está recebendo de um espírito.

        Algumas vezes, ao eclodir a mediunidade, a pessoa costuma dar sinais de sofrimento, perturbação e desequilíbrio. Se a pessoa    se     perturba ante as manifestações mediúnicas é por sua falta de equilíbrio emocional e por sua ignorância do que seja a mediunidade, ou porque está sob a ação de espíritos ignorantes, sofredores ou maus. A pessoa que possui tais problemas precisa ser ajudada até se equilibrar psiquicamente através de passes, vibrações, esclarecimentos doutrinários. Também deve fazer uma consulta médica. Só depois, bem mais tarde, ir para uma mesa mediúnica.

         Para o desenvolvimento mediúnico, somente deve ser encaminhado quem esteja equilibrado e doutrinariamente esclarecido e conscientizado.

         A mediunidade ostensiva pode ser percebida quando:
a)houver comprovada vidência ou audição no plano espiritual;
b)se dá o transe psicofônico (falante ) ou psicográfico (escrevente);
c)há produção de efeitos físicos – sonoros, luminosos, deslocação de objetos, desdobramentos, etc.

         Mas na verdade, nenhum destes fenômenos, podem dizer claramente que a pessoa pode ser um médium ostensivo. Como descobrir então? Somente com o estudo e a prática da mediunidade. Por este motivo temos os desenvolvimentos mediúnicos em quase todos os centros espíritas. Como se caracteriza esse desenvolvimento? Pelo estudo das obras de Kardec e outras similares e da prática. A pessoa deve ir praticando as diversas modalidades de mediunidade: Psicofonia, psicografia, vidência, transporte, desdobramentos, sempre acompanhado de pessoas experientes nestas áreas. A pessoa pode desenvolver uma destas modalidades com facilidade, algumas, apenas pequenos vestígios de uma ou de outra e outras pessoas nada conseguem. Seu trabalho ficará perdido? Claro que não. Ele não imagina a ajuda que deu aos espíritos inferiores que vieram receber as energias de que precisam para se melhorar.

Ser médium é fazer a maior das caridades: a pessoa está doando seu próprio corpo em auxilio de muitos necessitados.
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Caridade e Discrição

"... e olhe disse: Olha, não digas nada a ninguém..." - Marcos, cap. 1 - v.44
Jesus pede discrição ao leproso que é curado por Ele...
Que diferença, em relação a nós, quando temos oportunidade de prestar aos outros o menor benefício !
Deveríamos nos envergonhar, quando nos pomos a trombetear o pouco que fazemos !
Por este ou aquele gesto de caridade em prol dos semelhantes, não nos iludamos a respeito do que ainda somos.
Ser verdadeiramente bom não se resume a dar esmolas.
Não se mede o tamanho da virtude de alguém pelo tamanho do cheque que preenche.
Há quem, esporadicamente, faça o bem, na tentativa de aliviar a consciência pelos erros constantes que comete e, talvez, pretenda continuar cometendo.
A caridade não é bilhete que se adquire para se alcançar determinada condição espiritual a preço de migalhas...
Interessava a Jesus ser visto pelos olhos de Deus e não pelos olhos dos homens - por isso recomendou ao leproso que silenciasse.
Nunca cobremos de ninguém os favores que lhe prestamos como se fosse exatamente nosso intento humilhá-lo com a nossa generosidade.
Os devedores do próximo somos nós.
Quem adoece por conta de ingratidão recebida está se colocando na posição do benfeitor que esperava ser reverenciado. 
O dia em que fizermos o bem com a espontaneidade de quem tem consciência de que apenas repassa uma bênção, a caridade, em nós, verdadeiramente, será amor.
(Do livro: Saúde Mental À Luz do Evangelho – Inácio Ferreira/Carlos A. Baccelli)


Ação Bondade.


A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva.
O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente não tem limite.
Quando se faz algo meritório em favor do próximo aguardando recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do interesse pessoal grandemente pernicioso.
O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência.
A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador, sustentando os seres e se repete em períodos ritmados, não pedindo nada.
O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua imprescindibilidade.
*
Faze o bem com alegria e, no ato de realizá-lo, fruirás a sua recompensa.
Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz.
Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a tua ação, empalidecendo-lhe o valor.
Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade. Ninguém te saberá o nome, no entanto, o pensamento dos beneficiados sintonizará com a tua generosidade estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia no mundo.
Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos, homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os ajudam, coisa alguma poderiam produzir.
Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não os que brilham nos veículos da Comunicação.
Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na taça da felicidade de servir.
FRANCO, Divaldo Pereira. Episódios Diários. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 9.