terça-feira, 25 de outubro de 2011


Conceitos sobre a Bíblia 



A Bíblia é um livro muito antigo. Ela é o resultado de longa experiência religiosa do povo deIsrael. É o registro de várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que tenha sido escrita ao longo de um período de 1.600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.

Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram a Bíblia como a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são 
metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo seu sentido dentro do contexto da atualidade.
Para a maior parcela do cristianismo a Bíblia é a Palavra deDeus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.
Não-cristãos de um modo geral veem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que os escreveu. Em regra os não-cristãos recusam qualquer origem divina para a Bíblia e a consideram como de pouca ou de nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental (apesar de a Bíblia ter origem no Médio Oriente).
comunidade científica tem defendido a Bíblia como um importante documento histórico, narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Muito da sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Mas os dados existentes são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos, uma vez que, a história religiosa do povo de Israel singra em função da soberania de seu povo que se diz o "escolhido" de Deus e, inclusive, manifesta essa atitude nos seus registros.
Independente da perspectiva que um determinado grupo tem da Bíblia, o que mais chama a atenção neste livro é a sua influência em toda história da sociedade ocidental e mesmo mundial, face ao entendimento dela nações nasceram (Estados Unidos etc.), povos foram destruídos (IncasMaias, etc), o calendário foi alterado (Calendário Gregoriano), entre outros fatos que ainda nos dias de hoje alteram e formatam nosso tempo. Sendo também o livro mais lido, mais pesquisado e mais publicado em toda história da humanidade, boa parte das línguas e dialetos existentes já foram alcançados por suas traduções. Por sua inegável influência no mundo ocidental, cada grupo religioso oferece a sua interpretação, cada qual com compreensão peculiar.

 

Os idiomas originais



Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o 
hebraico, ogrego e o aramaico. Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com excepção dos livros chamados deuterocanônicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanônicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus teria sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.


O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex. livros de Samuel e Reis), em outros um hebraico mais rudimentar e em outros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (isto é, o grego "comum" ou "vulgar", por oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.
A primeira tradução latina da Bíblia foi a Vetus Latina, baseado na Septuaginta, e, portanto, livros não incluídos na Bíblia hebraica. O Papa Dâmaso I montaria a primeira lista de livros da Bíblia, no Concílio de Roma em 382 d.C. Ele a encomendou de São Jerónimo que produzisse um texto confiável e consistente, traduzindo os textos originais em grego e hebraico para o latim. Esta tradução ficou conhecida como a Bíblia Vulgata Latina, antes disso havia grande confusão e divergência sobre os textos bíblicos a serem aceitos pelos cristãos e, em 1546, o Concílio de Trento declara que é a única Bíblia autêntica e oficial norito latino da Igreja Católica.

 

Inspirado por Deus



O apóstolo 
Paulo afirma que "toda a Escritura é inspirada por Deus" [literalmente, "soprada por Deus", que é a tradução da palavra grega θεοπνευστος, theopneustos] (2 Timóteo 3:16). Na ocasião, os livros que hoje compõem a Bíblia não estavam todos escritos e a Bíblia não havia sido compilada, entretanto alguns cristãos crêem que Paulo se referia à Bíblia que seria posteriormente canonizada. O apóstolo Pedro diz que "nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus." (2 Pedro 1:21). O apóstolo Pedro atribui aos escritos de Paulo a mesma autoridade doAntigo Testamento: "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como tambémo nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15-16). Veja também os artigos Cânon Bíblico e 



Apócrifos.


Os cristãos creem que a Bíblia foi escrita por homens sob Inspiração Divina, mas essa afirmação é considerada subjetiva na perspectiva de uma pessoa não-cristã ou não-religiosa. 


interpretação dos textos bíblicos, ainda que usando o mesmo Texto-Padrão, varia de religião para religião. Verifica-se que a compreensão e entendimento a respeito de alguns assuntos pode variar de teólogo para teólogo, e mesmo de um crente para outro dependendo do idealismo e da filosofia religiosa defendida, entretanto, quanto aos fatos e às narrações históricas, existe uma unidade.


 dos leitores religiosos da Bíblia baseia-se na premissa de que "Deus está na Bíblia e Ele não fica em silêncio", como declara repetidamente o renomado teólogo presbiteriano e filósofo, o Pastor Francis Schaeffer, dando a entender que a Bíblia constitui uma carta de Deus para os homens. Para os cristãos, o Espírito Santo de Deus atuou de uma forma única e sobrenatural sobre os escritores. Seguindo este raciocínio, Deus é o verdadeiro autor da bíblia, e não os seus escritores, por si mesmos. Segundo este pensamento Deus usou as suas personalidades e talentos individuais, para registrar por escrito os seus pensamentos e a revelação progressiva dos seus propósitos em suas palavras. Para os crentes, a sua postura diante da Bíblia determinará o seu destino eterno.


A interpretação bíblica


Diferente das várias mitologias, os assuntos narrados na Bíblia são geralmente ligados a datas, a personagens ou a acontecimentos históricos (de fato, vários cientistas têm reconhecido a existência de personagens e locais narrados na Bíblia, que até há poucos anos eram desconhecidos ou considerados fictícios), apesar de não confirmarem os fatos nela narrados, por outro lado, comprovando que aconteceram de alguma forma.[3]
O texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isoladamente.
Os judeus acreditam que todo o Velho Testamento foi inspirado por Deus e, por isso, constitui não apenas parte da Palavra Divina, mas a própria palavra. Os cristãos, por sua vez, incorporam também a tal entendimento os livros do Novo Testamento. Os ateus e agnósticos possuem concepção inteiramente diferente, descrendo por completo dos ensinamentos religiosos. Tal descrença ocorre face ao entendimento de que existem personagens cuja real existência e/ou atos praticados são por eles considerados fantásticos ou exagerados, tais como os relatos de Adão e Eva, da narrativa da sociedade humana ante-diluviana, daArca de Noé, o DilúvioJonas engolido por um "grande peixe", etc. A hermenêutica, uma ciência que trata da interpretação dos textos, tem sido utilizada pelos teólogos para se conseguir entender os textos bíblicos. Entre as regras principais desta ciência encontramos:

  • Deve-se buscar a intenção do escritor, e não interpretar a intenção do autor;

  • A análise do idioma original(hebraico,aramaico,grego comum) é importante para se captar o melhor sentido do termo ou a suas possíveis variantes;

  • O intérprete jamais pode esquecer os fatos históricos relacionados com o texto ou contexto, bem como as contribuições dadas pela geografiageologiaarqueologia,antropologiacronologiabiologia, etc.

Sua estrutura interna



A Bíblia é um conjunto de pequenos livros ou uma biblioteca. Foi escrita ao longo de um período de cerca de 1600 anos por 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais, segundo a tradição judaico cristã. No entanto, 
exegetas cristãos divergem sobre a autoria e a datação das obras.

A sua divisão em capítulos e versículos que conhecemos hoje surgiu em momentos diferentes da história. A primeira divisão (em capítulos) credita-se a autoria ao arcebispo Stephen Langton da Cantuária, no século XIII, que fez as marcações dos mesmos através de uma sequência numérica em algarismos romanos nas margens dos manuscritos. A divisão em versículos foi realizada em 1551 numa edição em grego do Novo Testamento pelo humanista e impressor Robert Stephanus. Pequenas diferenças nas divisões e numerações de capítulos e versículos adotadas podem ser observadas quando se comparam as edições da Bíblia católica, protestante ou judaica (Tanakh).

 Origem do termo "Testamento"


Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes.
A palavra portuguesa "testamento" corresponde à palavra hebraicaberith (que significa aliança, pacto, convênio, contrato), e designa a aliança que Deus fez com o povo de Israel no Monte Sinai, tal como descrito no livro de Êxodo (Êxodo 24:1-8 e Êxodo 34:10-28). Tendo sido esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança (Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mateus 26:28). Os escritores neotestamentários denominam a primeira aliança de antiga (Hebreus 8:13), em contraposição à nova (2 Coríntios 3:6-14).
Os tradutores da Septuaginta traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa "aliança" (compromisso bilateral) ediatheke tem o sentido de "última disposição dos próprios bens", "testamento" (compromisso unilateral).
As respectivas expressões "antiga aliança" e "nova aliança" passaram a designar a coleção dos escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança.
O termo testamento veio até nós através do latim quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu diatheke por testamentumSão Jerônimo, revisando esta versão latina, manteve a palavra testamentum, equivalendo ao hebraico berith — aliança, concerto, quando a palavra não tinha essa significação no grego. Afirmam alguns pesquisadores que a palavra grega para "contrato", "aliança" deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraicoberith.
As denominações "Antigo Testamento" e "Novo Testamento", para as duas coleções dos livros sagrados, começaram a ser usadas no final do século II, quando os evangelhos e outros escritos apostólicos foram considerados como parte do cânon sagrado
Versões e traduções bíblicas Livro do Gênesis, Bíblia em Tamil de
1723.

Apesar da antiguidade dos livros bíblicos, os manuscritos mais antigos que possuímos datam a maior parte do III e IV Século d.C.. Tais manuscritos são o resultado do trabalho de copistas (escribas) que, durante séculos, foram fazendo cópias dos textos, de modo a serem transmitidos às gerações seguintes. Transmitido por um trabalho desta natureza o texto bíblico, como é óbvio, está sujeito a erros e modificações, involuntários ou voluntários, dos copistas, o que se traduz na coexistência, para um mesmo trecho bíblico, de várias versões que, embora não afectem grandemente o conteúdo, suscitam diversas leituras e interpretações dum mesmo texto. O trabalho desenvolvido por especialistas que se dedicam a comparar as diversas versões e a seleccioná-las, denomina-se Crítica Textual. E o resultado de seu trabalho são os Textos-Padrão.
A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético. Trata-se do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamados Massoretas, que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de sinais), prolongou-se até ao Século VIII d.C.. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter sido feito ao longo de séculos, o Texto Massorético (sigla TM) é considerado a fonte mais autorizada para o texto hebraico bíblico original.
No entanto, outras versões do Antigo Testamento têm importância, e permitem suprir as deficiências do Texto Massorético. É o caso do Pentateuco Samaritano (os samaritanoseram uma comunidade étnica e religiosa separada dos judeus, que tinham culto e templo próprios, e que só aceitavam como livros sagrados os do Pentateuco), e principalmente a Septuaginta Grega (sigla LXX).
A Versão dos Setenta ou Septuaginta Grega, designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e II a.C., feita em Alexandria, no Egipto. O seu nome deve-se à lenda que referia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 eruditos judeus, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora inspirada por Deus. A Septuaginta Grega é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do facto de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, versão que continha os Deuterocanônicos, e a que é de maior citadação do Novo Testamento, mais do que o Texto Massorético.
Da Septuaginta Grega fazem parte, além da Bíblia Hebraica, os Livros Deuterocanônicos (aceites como canónicos apenas pela Igreja Católica, Ortodoxa, e da maioria judaica da diasporá), e alguns escritos apócrifos (não aceites como inspirados por Deus por nenhuma das religiões cristãs ocidentais).
Encontram-se 4 mil manuscritos em grego do Novo Testamento, que apresentam variantes. Diferentemente do Antigo Testamento, não há para o Novo Testamento uma versão a que se possa chamar, por assim dizer, normativa. Há contudo alguns manuscritos mais importantes, pelas sua antiguidade ou credibilidade, e que são o alicerce da Crítica Textual.
Uma outra versão com importância é a chamada Vulgata Latina, ou seja, a tradução latim por São Jerónimo, em 404 d.C., e que foi utilizada durante muitos séculos pelas Igrejas Cristãs do Ocidente como a versão bíblica autorizada.
De acordo com as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de dezembrode 2007, para pelo menos 2.454 línguas e dialectos[4], sendo o livro mais traduzido do mundo.

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REFLEXÃO
Um ocidental em visita à China ficou surpreso com a quantidade de velhos saudáveis. Curioso a respeito da  milenar medicina chinesa, indagou a um experiente médico qual o segredo para se viver mais e melhor. Ouviu do mesmo a sábia resposta:
É muito simples.
É só: comer a metade; andar o dobro e rir o triplo.

Nunca deixe de confiar em Deus e de acreditar nos seus sonhos.


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REFLEXÃO


“Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?” André Luiz.




OSTEOPOROSE








A velhice nos espera, e isto pretende ser uma boa notícia.
Significa que já não morremos como se morria antigamente - de parto, gripe, dor de dente ou infecções bobas, hemorragias, tumores inextirpáveis e males afins. 
Estamos vivendo mais tempo, e isto tem prós e contras. Se por um lado é a promessa de que vamos ter tempo para ler todos aqueles livros e conhecer nossos bisnetos, ou algo assim, por outro lado teremos de conviver com várias questões que só aparecem depois de certa idade. Mazelas, achaques, coisas da velhice. 

Por exemplo,OSTEOPOROSE

Fantasma predileto de quem defende a adição de hormônios na menopausa,
a osteoporose tem sido enquadrada como doença - mas não é. Faz parte do envelhecimento. É uma condição, um estado dos ossos, que com a idade avançada podem ir descalcificando e se tornar porosos, frágeis e quebradiços, especialmente na coluna vertebral, nas costelas e na bacia.
Afeta 25% das mulheres ocidentais com mais de 60 anos e apenas 8% dos homens. Nosso esqueleto está sempre sendo remodelado pela perda de 300 a 700 mg de cálcio por dia. Repor esse cálcio através da alimentação ou de suplementos é fácil, fazer os ossos assimilarem é que são elas.

A assimilação depende de vários fatores, entre eles sol, vitamina D, exercícios, fósforo, magnésio e estrogênio. Por isso a situação da mulher cuja massa óssea já não é muito densa pode se tornar problemática após a menopausa,já que haverá muito menos estrogênio em circulação.


Mas atribuir a osteoporose exclusivamente à falta de estrogênio é muito simplismo. Estudo recente envolvendo uma série de amostras de densidade óssea de mulheres de 20 a 88 anos mostrou que 50% da massa óssea são perdidos antes da menopausa.

E PÓR QUE SE PERDE CALCIO?

Por miríades de razões da vidinha cotidiana: Ansiedade, depressão, stress, falta de exercício, diarréia, disfunção na tireóide, excessos de proteína, gordura, sal, açúcar, fibras suplementares e ácido oxálico na comida, deficiência de ácido hidroclorídrico, ingestão habitual de álcool e cafeína, uso de antiácidos, tetraciclina, heparina, laxativos, diuréticos, anticonvulsivantes, aspirina e cortisona. O consumo de refrigerantes, carnes conservadas, queijos fortes, molhos industrializados, pães e massas de farinha branca também atrapalha, já que nos faz absorver muito fósforo, mineral que inibe a absorção do cálcio se estiver em maior proporção.
A lactose (açúcar lácteo) tem um papel decisivo na assimilação do cálcio do leite. Pessoas alérgicas ou cujo organismo não digere a lactose aproveitarão pouco cálcio, ainda que seu consumo de leite e laticínios seja grande.
Na osteoporose, tudo depende de duas coisas: A densidade óssea inicial e a velocidade com que se vai perdendo o cálcio. Ambas podem ser modificadas pelo estilo de vida. Na verdade, uma mulher com alto risco de osteoporose faria bem em adotar uma alimentação mais vegetariana: Perderia muito menos cálcio. É o caso das mulheres orientais, cuja taxa de osteoporose é baixíssima apesar do pequeno consumo de cálcio.
Mas quando passam a comer uma dieta americanizada, muito rica em proteína, sua eliminação de cálcio pela urina aumenta, porque o organismo gasta muito cálcio para processar a proteína.
E isso não tem nada a ver com redução de estrogênio.

Ébano & marfim

Mulheres negras têm uma densidade óssea inicial 25 a 30% maior que as brancas, ou seja, não precisam se preocupar tanto.
A candidata mais forte à osteoporose é a mulher branca que tem ossos pequenos, fuma, bebe álcool ou descende de europeus do norte, especialmente se alguma mulher da família teve osteoporose.
Se você quer saber a quantas andam seus ossinhos, procure fazer uma densitometria óssea.
Isso se vê através de uma radiografia simples e com dose de radiação mais baixa que uma radiografia dentária.
Nos Estados Unidos qualquer dentista presta este serviço à sua saúde;
aqui, por enquanto, você ainda tem que ir atrás de clínicas ortopédicas e serviços especiais.
Alô, amigas dentistas, há possibilidade de dar atenção a isso?

O MAPA DA MINA

Mexa-se.

Atividade física é a chave para conservar a densidade óssea. Pessoas de 50, 60 e 70 anos que se exercitam têm 30% mais densidade óssea que as sedentárias.
Se você não usa, os ossos se atrofiam. Mas devem ser exercícios que estimulem o alongamento dos músculos, como andar, correr, dançar, andar de
bicicleta.Nadar não conta, porque a água não oferece resistência que os músculos e ossos possam enfrentar.

Tome sol para garantir a vitamina D

Ela é sintetizada na pele quando tomamos sol e possibilita a absorção de cálcio nos intestinos. Meia hora de exposição por dia, com o mínimo de roupa ou sem ela, é suficiente para as pessoas de pele clarinha; as mais morenas precisam duas ou três vezes mais tempo. Gema de ovo e fígado de galinha são boas fontes de vitamina D.
Cuidado com os suplementos, que podem ser tóxicos, especialmente acima de 25 mg por dia.
Muito melhor tomar sol neste vastíssimo país tropical...Cuide de suas glândulas Tireóide, adrenais, ovários e pâncreas funcionando bem:
este equilíbrio é essencial para o seu balanço de cálcio.

Não fume

Entre mulheres de condições semelhantes, as que fumam têm menos densidade óssea que as não fumantes.
Como a ansiedade está ligada a um gasto maior de cálcio, e também ao hábito de fumar, pode ser que você mate três coelhos de uma cajadada só - livrando-se da ansiedade, do cigarro e da osteoporose.

CUIDADO COM O EXCESSO DE PROTEÍNA

A dieta muito proteica aumenta a perda de cálcio pela urina, especialmente se for proteína animal, que tem maior volume de certos ácidos cujo efeito é retirar cálcio dos ossos.
No interior do Japão, velhinhas que nunca consumiram mais de 300 mg diários de cálcio têm muito menos osteoporose que as norte-americanas, que consomem 800 mg de cálcio por dia. Mas as japonesas comem apenas 30 g de proteína por dia, enquanto as americanas comem 80 g ou mais.

VARIE AS FONTES DE CÁLCIO

Não precisa depender do leite

Agrião, folhas de batata-doce, caruru/bredo, melado, espinafre, folhas de nabo, couve-chinesa, todos eles são boas fontes de cálcio se você comer em porções generosas. Se quiser garantir mais ainda a presença de cálcio na comida, use o pó da casca de ovo - seque ao sol, ou torre no forno; bata no liquidificador ou moa no pilão até obter um pó fininho; guarde num vidro. Use uma colherinha de café por dia, na sopa, no feijão ou no mingau, deixando antes de molho num pouquinho de vinagre ou limão para desmanchar a estrutura microscópica que prende o cálcio. Uma casca de ovo contém 2.400 mg de cálcio, um copo de leite 290 mg, uma xícara de agrião cozido 300 mg.

EVITE REFRIGERANTES

O nível de fósforo no organismo tem que ser um pouco menor que o de cálcio para haver uma boa absorção.
Os refrigerantes usam muito fósforo em suas fórmulas - em cada copo de coca-cola há 116 mg - e uma pessoa que toma refrigerantes regularmente acaba se expondo aos riscos de perda óssea e hiperparatireoidismo. Controle sal, açúcar e fibras O alto consumo de sal faz perder cálcio na urina, o consumo de açúcar também - só que, no caso do açúcar, a ação é indireta: Ele provoca a eliminação de cobre, que faz falta para a mineralização dos ossos.
Farelo de trigo ou biscoitos de fibras podem impedir a absorção de cálcio,
principalmente se a pessoa consumir basicamente farinhas e grãos refinados, como farinha de trigo branca, pão branco, macarrão branco, arroz branco.
A pessoa que usa grãos integrais não tem esse problema, a não ser que coma um excesso de fibras adicionais.

Olho nos minerais e na vitamina c

A ingestão adequada de cálcio, fósforo, magnésio, manganês, zinco e cobre pode ser decisiva para a sua saúde óssea; se for o caso, peça à sua médica a indicação de suplementos. O magnésio ativa a vitamina D e permite que o cálcio forme cristais nos ossos.
Tem sido usado em doses de 500 mg diários. O boro reduz a excreção de cálcio e magnésio pela urina e tem uma ação positiva sobre o estradiol-17-beta,que é a forma de estrogênio mais ativa no sangue.
Para obtê-lo você pode aumentar o consumo de alguns alimentos ricos em boro: brotos de alfafa, repolho, alface, ervilhas, subprodutos fermentados da soja, maçã, tâmara, ameixa preta, uva-passa, amêndoas, amendoins.A vitamina C é fundamental para a síntese do colágeno, tecido conjuntivo dos ossos. Tem sido usada a dosagem de 2 g diários.

Suplementos de cálcio?

Não confie.

Porque eles podem simplesmente não funcionar.
O sistema mais sofisticado do organismo é o que cuida da absorção de cálcio.
Ele modula a secreção de hormônios, secreção de muco, utilização de nutrientes, eliminação de resíduo celular, contração muscular, secreção ácida do estômago, resposta inflamatória, cura de lesões.
A quantidade necessária a cada momento depende de um conjunto de circunstâncias. Se você tomar suplementos de cálcio nas refeições corre o risco de não aproveitar o cálcio e ainda inibir a absorção de ferro, manganês e zinco, elementos-traço essenciais à saúde.
O Dr. Jeffrey Bland diz que os suplementos dão uma falsa sensação de segurança às pessoas - elas acham que é uma resposta fácil para a dificílima questão de como conduzir a vida.
"Sou contra essa mentalidade band-aid", resmunga.
Capítulo integral do livro Só Para Mulheres, de Sonia Hirsch



Fazer o bem



"O BEM QUE PRATICARES EM ALGUM LUGAR É TEU ADVOGADO EM TODO O TEMPO"

CHICO XAVIER




Tragédia no Circo (pelo espírito de Irmão X)



Naquela noite, da época recuada de 177, o concilium de Lião regurgitava de
povo.
Não se tratava de nenhuma das assembléias tradicionais da Gália, junto ao altar do Imperador, e sim de compacto ajuntamento.
Marco Aurélio reinava, piedoso, e, embora não houvesse lavrado qualquer resolução em prejuízo maior dos cristãos, permitira se aplicassem na cidade, com o máximo rigor, todas as leis existentes contra eles.
Ninguém examinava necessidades ou condições. Mulheres e crianças, velhos e doentes, tanto quanto homens válidos e personalidades prestigiosas, que se declarassem fiéis ao Nazareno, eram detidos, torturados e eliminados sumariamente.
Através do espesso casario, a montante da confluência do Ródano e do Saône, multiplicavam-se prisões, e no sopé da encosta, mais tarde conhecida como colina de Fourvière, improvisara-se grande circo, levantando-se altos tapumes em torno de enorme arena.
As pessoas representativas do mundo lionês eram sacrificadas no lar ou barbaramente espancadas no campo, enviando-se os desfavorecidos da fortuna, inclusive grande massa de escravos, ao regozijo público.
As feras pareciam agora entorpecidas, após massacrarem milhares de vítimas, nas mandíbulas sanguissedentas. Em razão disso, inventavam-se tormentos novos.
Verdugos inconscientes ideavam estranhos suplícios.
Senhoras cultas e meninas ingênuas eram desrespeitadas antes que lhes decepassem a cabeça, anciães indefesos viam-se chicoteados até a morte. Meninos apartados do reduto familiar eram vendidos a mercadores em trânsito, para servirem de escravos domésticos em províncias distantes, e nobres senhores tombavam assassinados nas próprias vinhas. Mais de vinte mil pessoas já haviam sido mortas.
Naquela noite, a que acima nos referimos, anunciou-se para o dia seguinte a chegada de Lúcio Galo, famoso cabo de guerra, que desfrutava atenções especiais do Imperador por se haver distinguido contra a usurpação do general Avídio Cássio, e que se inclinava agora a merecido repouso.
Imaginaram-se, para logo, comemorações a caráter.
Por esse motivo, enquanto lá fora se acotovelavam gladiadores e trovadores, o patrício Álcio Plancus, que se dizia descendente do fundador da cidade, presidia a reunião a pedido do Propretor (magistrado abaixo do Juíz), programando os festejos. - Além das saudações, diante dos carros que chegarão de Viena - dizia, algo tocado pelo vinho abundante -, é preciso que o circo nos dê alguma cena de exceção... O lutador Setímio poderia arregimentar os melhores homens; contudo, não bastaria renovar o quadro de atletas... - A equipe de dançarinas nunca esteve melhor - aventou Caio Marcelino, antigo legionário da Bretanha que se enriquecera no saque.
- Sim, sim... - concordou Álcio - instruiremos Musônia para que os bailados permaneçam à altura...
- Providenciaremos um encontro de auroques (boi selvagem, bisão) - lembrou Pérsio Níger.
- Auroques! Auroques!... - clamou a turba em aprovação.
- Excelente lembrança! - falou Plancus em voz mais alta.
- mas, em consideração ao visitante, é imperioso acrescentar alguma novidade que Roma não conheça...
Um grito horrível nasceu da assembléia:
- Cristãos às feras! Cristãos às feras!
Asserenado o vozerio, tornou o chefe do conselho:
- Isso não constitui novidade! E há circunstâncias desfavoráveis. Os leões recém-chegados da África estão preguiçosos... Sorriu com malícia.
- Ouvi, porém, alguns companheiros, ainda hoje, e apresentaremos um plano que espero resulte certo. Poderíamos reunir,nesta noite, aproximadamente mil crianças e mulheres cristãs, guardando-as nos cárceres... E, amanhã, coroando as homenagens, ajuntá-las-emos na arena, molhada de resinas e devidamente cercada de farpas embebidas em óleo, deixando apenas passagem estreita para a liberação das mais fortes. Depois de mostradas festivamente em público, incendiaremos toda a área, deitando sobre elas os velhos cavalos que já não sirvam aos nossos jogos... Realmente, as chamas e as patas dos animais formarão muitos lances inéditos...
- Muito bem! Muito bem! - rugiu a multidão, de ponta a ponta da sala. - Urge o tempo - gritou Plancus - e precisamos do concurso de todos... Não possuímos guardas suficientes...
E erguendo ainda mais o tom de voz:
- Levante a mão direita quem esteja disposto a cooperar.
Centenas de circunstantes, incluindo mulheres robustas, mostraram destra ao alto, aplaudindo em delírio.
Encorajado pelo entusiasmo geral, e desejando distribuir a tarefa com todos os voluntários, o dirigente da noite enunciou, sarcástico e inflexível:
- Cada um de nós traga um... Essas pragas jazem escondidas por toda parte... Caçá-las e exterminá-las é o serviço da hora...
***
Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em correria.
***
Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento... Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia num circo.

Extraído do livro "Cartas e Crônicas", psicografia Francisco C. Xavier, pelo espírito Irmão X, texto de número "6", 9a. Edição pela FEP

Teatro: A greve do lixeiro (Marlene Sapelli)


Tema: o valor das profissões.

Objetivos:
- Reconhecer a importância de cada profissão para melhorar a vida das pessoas.
- Expressar-se utilizando o corpo.

*Personagens/caracterização: (podem ser criados outras personagens, talvez representando a profissão dos pais das crianças)
a) narrador (se não tiver uma criança na educação infantil que já saiba ler, pode ser uma criança de outra série)
b) Joaquim – vendedor de salgados (com um cesta com salgados)
c) Hermínio – catador de lixo (com sacos ou com carrinho de mão com sacos)
d) Karla – jardineira – com cortador de grama e chapéu na cabeça
e) José – médico (com roupa branca e estetoscópio)
f) Maria – professora (com guardapó e livros)
g) Carlos – pedreiro (com capacete e martelo na mão)
h) Marcos – lixeiro (com macacão de lixeiro)
i) Genoveva – vendedora
j) algumas pessoas que irão depositar o lixo em frente a casa perto da qual o lixeiro fará greve

*CenáriosNum primeiro momento nada no cenário para caracterizar a rua pela qual passam o vendedor de salgado,etc...
Num segundo momento nada ainda, pois estarão em círculo como se estivessem em uma festa conversando.
O momento da greve: colocar uma casa (casinha de boneca ou apenas desenho na parede) com alguns vasos. Nessa parte do teatro serão necessários alguns sacos com lixo, um móbile com animais (insetos), ratos no chão e algo estragado que deixe um cheiro ruim no ambiente.

*Enredo
A greve do lixeiro
Narrador– Havia uma cidade na qual quase todos os moradores tinham um emprego. Alguns estavam desempregados e iam se virando. Seu Joaquim, por exemplo, vendia os salgados que ajudava a esposa a fazer.

Joaquim (vendedor de salgados) – (entra com cesta de salgados e vai passando como se estivesse vendendo na rua) – Vendo pastel, sonho e coxinha, feitos pela Dona Leninha. Feitos com carinho pra criança, pro adulto e pra velhinha. (sai)

Narrador – Outros recolhendo lixo para reciclar.

Hermínio (catador de lixo)– (entra com carrinho de mão ou sacos com lixo reciclável e vai passando como se estivesse na rua) – Compro garrafa, papel e alumínio. Se quer vender é só falar com seu Hermínio. (sai)

Narrador – Outros cortando grama e cuidando do jardim, como a dona Karla.

Karla (jardineira) – (entra com máquina de cortar grama e um chapéu na cabeça e vai passando como se estivesse na rua) - Quem quer cortar grama? Estou precisando de grana! Deixe seu jardim cheio de flor pra chamar o beija-flor! (sai)

Narrador – Assim, cada um ia se virando como podia. Alguns até passavam bastante dificuldade. Certo dia, houve uma festa na cidade por causa do dia do trabalhador e nela vários deles se encontraram. Lá estava José, o médico; Maria, a professora; Carlos, o pedreiro; Marcos, o lixeiro; Genoveva, a vendedora; Sebastião, o açougueiro; Marta, a policial (ou escolher nomes e profissões da realidade das crianças).O lixeiro, o Marcos, ao encontrar o médico disse:
Marcos (lixeiro) – Olá, José. Está de folga, hoje?
José (médico) – É, trabalho muito. Deveria até ganhar mais....
Marcos (lixeiro) – Ah! Penso que todos deveriam receber o mesmo salário.
Narrador – O médico considera absurda a afirmação do lixeiro e diz
José (médico) – Isso é um absurdo! Quantos anos você estudou para ser lixeiro?
Marcos (lixeiro)– Eu? Mal sei ler e escrever. Você pode ter estudado mais, mas eu cuido para que as pessoas não fiquem doentes.
José (médico)– Nisso você tem razão, mas eu curo as pessoas. Receito remédios, faço cirurgias. E estudei anos para fazer isso. Tenho muito conhecimento.

Narrador – A professora entra na conversa

Maria (professora; fala para o médico) – É, mas se não fosse o meu trabalho você não teria aprendido a ler para estudar tudo isso. Penso que o professor deveria receber mais que vocês dois. Eu estudei anos, também tenho muito conhecimento e cuido da cabeça das pessoas.
Carlos (pedreiro) – Pensando bem, o meu trabalho é mais importante. Construo casas para as pessoas morar. Além disso, construo hospitais, escolas, lojas. Então, se não fosse o meu trabalho, vocês nem teriam onde trabalhar.
Marcos (lixeiro) – Nisso você tem razão. Mas se eu não recolher o lixo que você deixa quando termina a obra ou o lixo que as pessoas jogam quando vão morar nas casas, muitos animais se criariam, como ratos, baratas, que podem até transmitir doenças. Por isso, ainda considero o meu trabalho mais importante que de todos vocês.
Genoveva (vendedora) – É, mas vocês estão esquecendo que todos precisam comprar comida, roupas, calçados e eu sou vendedora. Sem comprar essas coisas vocês não viveriam. Então, é o meu trabalho que é mais importante.
Marcos (lixeiro) – Então, ta bem. Não vou mais recolher o lixo e vamos ver se vocês podem ficar sem o meu trabalho.
(todos saem, arrumar o cenário 3 e entra o lixeiro que senta em frente a casa e faz greve)Uma por uma, entram sete pessoas, que passam pelo lixeiro e depositam um saco de lixo em frente a casa. Alguém coloca um móbile com insetos, alguém coloca ratos de mentira e algo que deixe um cheiro bem ruim no ambiente.
Narrador – depois de uma semana de greve, os outros trabalhadores, diante da situação preocupante, resolvem falar com o lixeiro.

Entram todos e pedem: Por favor, Marcos, não tem cabimento, você precisa voltar a recolher o lixo.
Marcos – Vocês não disseram que o trabalho de vocês é o mais importante? Então, não precisam de mim.
José (médico) – Está bem. Você venceu. Chegamos à conclusão que todos os trabalhos são importantes e vamos discutir para melhorar os salários de quem ganha menos.
Marcos – Então está bem. Agora, me ajudem com todo esse lixo.
Todos ajudam a limpar a sujeira. Saem. Depois voltam ao palco e cantam juntos.

Paródia na melodia do Ciranda, cirandinha:
Trabalho, trabalhador,
vamos todos trabalhar
Vamos valorizar todos
Todos vamos valorizar
O trabalho que tu fizeste
É importante como todos
Eu preciso de você
E você de mim precisa
Por isso trabalhador
Faz favor de entrar na roda
Pra podermos agradecê-lo
E os parbéns cantar.

(cantar parabéns a todos os trabalhadores presentes que devem subir ao palco)


A Vida em Família

Palestra Virtual
Promovida pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br


Oração Inicial:

 Senhor, nosso Pai amado, Chamamo-te de Pai, referindo-nos a ti de uma forma carinhosa: uma forma familiar! E queremos poder aprender o que de fato é ser um pai, uma mãe, o que é ser filho e irmão! O que é ser, enfim, família! Pai querido, abençoa-nos esta noite com a presença de teus bons mensageiros a iluminarmos neste estudo dirigido pela nossa irmã Amália para que alcemos degraus mais altos na nossa escala evolutiva pessoal, aprendendo, para poder logo em seguida praticar e praticando, para estar evoluindo; o que é e o que se espera da vida em família, desde o prisma espírita! Dá-nos, Pai Celestial, hoje e sempre a tua maravilhosa luz! Assim seja!

Apresentação do Palestrante:

 Boa noite! Freqüento o CELD - Centro Espírita Léon Denis, no Rio de Janeiro - há 30 anos. Sou médium desde 1971, sou coordenadora do curso "A Família na Visão Espírita" nesta casa há 8 anos. (t)

Considerações Iniciais do Palestrante:

 Falar de família na visão espírita é falar de espíritos em processo de evolução. Que a família é a primeira célula da sociedade, que é o primeiro núcleo social, que é a primeira escola das criaturas todos sabem. Porém, a visão espírita aprofunda todos esses ângulos, mostrando quem são, verdadeiramente, os componentes da família nos papéis de pai, mãe, filhos, etc. e porque estão juntos e para que estão amarrados pelos laços consangüíneos.
Vejamos: Em "O Livro dos Espíritos", na questão 774 os espíritos respondem a Kardec: "(...) Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis porque os segundos (laços de família) constituem uma lei da Natureza. (...)"
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIV, item 9, no quinto parágrafo, Santo Agostinho afirma: "Ó, espíritas! compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para progredir; (...) tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes."
Vemos aí a importância da família como um plano de Deus.
Para compreendermos mais um pouco, Joanna de Ângelis no livro "Estudos Espíritas" nos diz: "A família é um grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças a contingência reencarnatória."
E, para encerrar a introdução, Joanna ainda, no livro "SOS Família", diz, na página 23: "A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura."
Estamos abertos às perguntas sobre este tema. (t)

Perguntas/Respostas:

<||Moderador||> [01] Os espíritos nos dizem que o casamento marca um progresso da humanidade. Seria essa afirmação fundamentada na instituição familiar, objetivo maior do casamento? Por que essa importância "divisora de águas" que os espíritos atribuem à essa formação?
Realmente o casamento é um progresso, ou o primeiro passo de progresso para a vida em sociedade, porque marca o interesse da vivência permanente entre homem, mulher e descendentes. Porém, como afirmou Jesus: "(...) No princípio não era assim (...) e pelas durezas dos vossos corações (...)" é que os homens não conseguiram manter a pureza do mecanismo da Lei de Deus. Então vivemos hoje esse mecanismo acionado pela Lei de Causa e Efeito. (t)
<||Moderador||> [02] Por que sempre temos em nossas famílias pessoas que nem sempre amamos como deveríamos? E, temos amigos que gostaríamos que fossem parte de nossas famílias?
Estão vendo como é preciso falar de espíritos para entendermos essas coisas? :) Quem é o amigo que amamos mais que o familiar, senão um espírito que já conquistamos no passado pelos laços de amor? (t)
<||Moderador||> [03] A religião oficial sempre reconheceu, no correr dos anos da história, o homem como "cabeça" da família. Como o espiritismo encara essa questão? Qual o papel e a importância da mulher na célula familiar?
"Ao instituir a família, aprouve a Deus, em sua infinita sabedoria, confiar à mãe a sublime missão de ser a despenseira de afeto, infundindo em seu coração reservas inexauríveis de abnegação, de meiguice e de paciência, com que acudir às necessidades do filho, sem desatender aos reclames do pai, assegurando, desta forma, a condição básica da sobrevivência familiar." (Rodolfo Calligaris - "Vida em Família")
Eis porque a mulher tem um papel muito especial no plano de Deus, com relação à família. (t)
<||Moderador||> [04] Hoje temos conhecimento de criação de setores da família, em muitas casas espiritas. Como deve funcionar um setor destes, na sua opinião?
O centro espírita deve oferecer cursos sobre a vivência familiar, tendo o cuidado de ajudar as pessoas a refletirem sobre o próprio comportamento na vida familiar. A literatura espírita, além da codificação, é muito rica em informações e esclarecimentos sobre a família. É a grande necessidade do momento, podem ter certeza! (t)
<||Moderador||> [05] O que pensar da idéia vigente entre algumas correntes de "pensadores" que dizem que a família encontra-se em franca decadência e que o que hoje conhecemos por família, em breve desaparecerá?
A família não pode desaparecer porque está nos planos de Deus. O que precisamos é que o homem aprenda a conhecer a si mesmo dentro deste plano e ter noção mais exata e mais equilibrada sobre o que seja realmente a família.
A vivência em família é um conjunto equilibrado de relacionamentos entre as pessoas e não uma confusão envolvendo desentendimentos ou paixões. (t)
<||Moderador||> [06] Como podemos assistir melhor as famílias que passam por crises diversas, mesmo sendo espiritas?
Convidando as pessoas a conhecerem as condições de melhor relacionamento, que podemos encontrar nas casas espíritas que tratam deste assunto, como também, no caso de não serem espíritas, um apoio na psicologia familiar. (t)
<||Moderador||> [07] Que pensar de pessoas que pregam a poligamia como forma de formação de uma "família universal" - e não como uma forma simplesmente sexual, isto é, como uma forma humana aceitável de se manter relações de amor e carinho, porém com várias pessoas, consentidamente? A humanidade caminha nessa direção? Como fica, então, o conceito de família?
Tudo aquilo que não está de acordo com as leis divinas, além de trazer sofrimentos e confusão, tendem a acabar. "A poligamia é uma lei humana cuja abolição marca um progresso social." ("O Livro dos Espíritos, questão 701) Por aí vemos que a poligamia, enfeite ela o homem como quiser, não está nos planos de Deus. E o homem para ser feliz PRECISA andar de acordo com esta Lei Divina. (t)
<||Moderador||> [08] Que diferença se pode estabelecer entre "família material" e "família espiritual"?
Os verdadeiros laços entre os espíritos é que formam a família espiritual, o que nem sempre acontece com os laços materiais. (t)
<||Moderador||> [09] Poderia nos explicar melhor o sentido das palavras de Jesus: "Quem é minha mãe, quem são meus irmãos?"
De que tratava Jesus nesse momento, senão dos laços espirituais? Com essas palavras, Jesus não negava os laços consangüíneos de sua mãe, mas chamava a atenção para refletirmos sobre os laços espirituais, ou seja, todos aqueles que estavam ali voltados para o interesse espiritual que ele tratava ele os via como espíritos, verdadeiros irmãos em Deus, o que nem sempre sua mãe carnal conseguia compreender. (t)
<||Moderador||> [10] Emmanuel nos traz que o Lar é o cadinho purificador. Neste contexto, como viver bem, tendo em vista que podemos ter espíritos problemáticos reunidos na família?
Eis a Sabedoria Divina. Aproveita o nosso interesse pelos laços consangüíneos, "amarrando-nos" uns aos outros, até mesmo adversários, para podermos aprender a conviver e a nos amar.
Se fosse ficar por nossa conta, quando iríamos ter a coragem de abraçar, de beijar o nosso inimigo (mãe e filho, por exemplo)? (t)
<||Moderador||> [11] Paz e Luz a todos. O que a gente pode fazer para poder ter mais harmonia dentro de nossas casas, com a nossa família?
Querido amigo, não é um trabalho fácil. Porém, com um pouco de esforço poderemos vencer as hostilidades, sendo mais pacientes, respeitando o direito do outro de falar, dispor suas dificuldades, procurarmos ajudá-los a refletir sobre elas. Enfim, buscarmos sempre o diálogo, não a discussão porque a grande dificuldade é que nós achamos sempre que temos razão. Por isso, muitas vezes, precisamos buscar apoio e o maior deles é o Evangelho de Jesus, através do Culto no Lar. (t)
<||Moderador||> [12] Observando os Evangelhos, encontramos poucas passagens de Jesus em família. O que nos ensina o Mestre a esse respeito?
Você conhece "O Evangelho Segundo o Espiritismo"? Lembre-se: estamos tentando ver este relacionamento na visão espírita e o Evangelho de Jesus é o código de lei mais perfeito para a nossa felicidade. É só aprender a pesquisar. (t)
<||Moderador||> [13] Quando se verifica que a família material (física) a que pertencemos não está afinizada com nossas idéias, com nosso ser; quando os conflitos chegam a níveis muito difíceis de se suportar e não se vislumbra a possibilidade de mudanças para melhor; o que fazer? É certo abandonar esse barco? [Complementação do Moderador: Chega-nos casos na Internet como esse citado. Retirado de um LOG real no Canal #Espiritismo: "<*Nick Omitido*> então eu fui descobrindo que meu problema era a família, e então passei a restringir meu contato com eles"]
Os espíritos nos orientam que em questão de vida familiar devemos fazer tudo que pudermos para vivermos juntos, nos acertarmos. Porém, quando qualquer tipo de vivência está nos impedindo de evoluir, de melhorar, de crescer, é melhor que haja uma separação, mesmo que seja breve, para uma melhor reflexão.
O objetivo é sermos felizes e não impedirmos o outro (e a nós próprios) de ser feliz também. Assim, quer seja entre marido e mulher ou entre pais e filhos, ainda são as separações que se tornam o remédio para uma melhor compreensão. Basta lembrarmos de muitos casos que depois que as pessoas se separam, elas se arrependem. (t)
<||Moderador||> [14] Como compreender a hierarquia familiar dentro do contexto espírita?
Basta que reflitamos sobre o papel de cada um. Mãe e pai estarão sempre acima dos filhos na hierarquia, até mesmo porque o compromisso da maternidade e da paternidade é feito diretamente com a Lei de Deus entre os espíritos. Por mais que o filho apresente um nível de inteligência ou sentimento acima dos pais serão sempre filhos. (t)
<||Moderador||> [15] Pode ocorrer de inimigos milenares reencarnarem em uma mesma família como pai e filho, ou como irmãos? O que ocorre quando dois espíritos assim reencarnam juntos e acabam por se destruírem pertencendo a uma mesma família? (Vemos pela imprensa muitos casos de pais matando filhos e vice-versa, por exemplo)
O que claramente vemos aí são os espíritos que se atraem até mesmo pelos laços do ódio e que Deus permite que venham junto no palco da vida para poderem, através do esquecimento de quem são, conseguirem deixar, pela convivência familiar, alguma marca que, mais tarde, apesar do crime, surgirá como apoio em suas vidas.
Exemplo: A fase da infância: o amor e o carinho permanecerão como essas marcas. Os espíritos não esquecem isto. (t)
<||Moderador||> [16] Qual a posição da Doutrina Espírita em relação à uniões que são desfeitas, depois de formada uma família e que, como conseqüência desse desfazimento, originam novas famílias?
A Doutrina Espírita nos orienta que o casamento, na verdade, não teria que acabar. Porém, quando não tem mais jeito, o divórcio ou a separação surge como um mal menor, já que esses espíritos não estavam conseguindo crescer juntos. Adia-se para tentar outro meio de crescimento, ou seja, a formação de uma nova família com o objetivo de progresso desses espíritos. O que a Lei exige de nós é que não fiquemos parados. Precisamos trabalhar. (t)
<||Moderador||> [17] Uma união entre homossexuais, pode ser considerada família? Como ficam os filhos - em caso de adoção - nestes casos?
No mecanismo da Lei Divina isto não é família. Volto para você uma pergunta: Como ficarão as cabeças destas crianças mais tarde? A visão natural de família é pai (homem), mãe (mulher) e filhos. (t)
<||Moderador||> [18] A atual condição de vida, muitas vezes, impõem que tanto o pai quanto a mãe saiam de casa para trabalhar. Como evitar que esta situação afete o desenvolvimento dos filhos?
A nossa sociedade hoje quase que impõe a marido e esposa que trabalhem fora para atender este objetivo. Porém, dentro do comportamento humano, ainda muito egoísta, é necessário buscarmos um entendimento mais real dentro do mecanismo das Leis Divinas.
Em "O Livro dos Espíritos", questões 822 e 822-a, os Espíritos Superiores nos falam dos direitos iguais, mas das funções diferentes entre o homem e a mulher, além de em ""O Evangelho Segundo o Espiritismo", Cap. XXII, afirmarem que Deus deu a ambos o dever de educar e amar os filhos. Precisam buscar a Lei do Equilíbrio ("Laços de Amor", de Joanna de Angelis). Nada impede que a mulher trabalhe para auxiliar na economia doméstica desde que não se esqueça que sua maior função é a de educar os filhos. (t)
<||Moderador||> [19] O Canal #Espiritismo funciona com a participação de operadores do Brasil todo e até de países estrangeiros. Seria esta uma forma de encontro de uma família espiritual no que poderíamos, talvez, chamar de "família virtual"?
Realmente o Plano Espiritual aproveita os meios de comunicação que o próprio homem cria pela sua inteligência, para aproximar os espíritos. Porém, só podemos considerar uma família espiritual quando estas comunicações não redundarem em danos principalmente morais. (t)
<||Moderador||> [20] O Livro "Nosso Lar" refere-se a possibilidade de uma pessoa que desencarne ir trabalhando no plano espiritual com a finalidade de ali poder preparar um cantinho para sua família que chegará depois. Como é possível isso?
A vida não continua no plano espiritual? Então os espíritos continuam também com a preocupação de cuidar daqueles que pertencem ao seu grupo familiar, assim como na Terra, só que com um sentimento de valorização real dos sentimentos. (t)
<||Moderador||> [21] Costumamos chamar Deus de Pai. Deus faz parte da nossa família espiritual de fato?
Acreditamos que quando Jesus afirma que "Deus é nosso Pai", era justamente isto que ele estava nos mostrando: a família espiritual. E ainda quando disse "quem é minha mãe e quem são meus irmãos senão aqueles que fazem a vontade de meu Pai", que é nosso também, não é verdade? (t)

Considerações Finais do Palestrante:

 Queridos companheiros via Internet, naturalmente que quase nada foi falado do que muito se precisa saber sobre a vida familiar segundo a visão dos espíritos. Mas colocamo-nos à disposição, convidando aqueles que puderem e quiserem, a participarem dos cursos sobre "A Família na Visão Espírita", aqui em nossa casa (CELD), ou em outras que tenham o mesmo trabalho. Porém, quero dizer a vocês que nunca desmereçam a família de vocês porque Deus sabe o que faz e o acaso não existe. Um grande abraço e muita paz! (t)

Oração Final:

 Senhor Jesus, queremos agradecer a benção da vida, e da oportunidade de estarmos juntos aqui, reunidos numa família também, unidos pelos laços da busca do conhecimento Nós te pedimos, Mestre, que nos abençoe e abençoe todas as famílias da Terra, em especial aquelas, Mestre, que estão longe de ti, em desarmonia, para que sintam as nossas vibrações e despertem uma luz em seus corações para buscar o equilíbrio e harmonia. Obrigado pelos ensinos da noite. Que possamos refletir sobre eles, e buscar melhorar nossa convivência no lar, junto de nossa família. Agradecemos em especial a nossa irmã Amália, e pedimos que a tua luz, Mestre, esteja sempre no coração desta nossa irmã. E, finalmente, Mestre, rogamos que a tua luz esteja também, nos corações de todos nós. Obrigado, Jesus. Que assim seja!


A Vida em Família 

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