quarta-feira, 3 de novembro de 2010



Livro:O QUE ENSINA O ESPIRITISMO : GERSON SIMÕES MONTEIRO

O livro que você vai ler aborda os princípios do Espiritismo, ou Doutrina Espírita, segundo Allan Kardec na obra A Gênese, que são:

1. A existência de Deus;

2. A imortalidade da alma;

3. A evolução do Espírito através da reencarnação; e

4. A comunicação com os Espíritos desencarnados. Além desses princípios básicos ou fundamentais, focalizamos alguns outros complementares, tais como mundos habitados, lei de ação e reação, influência dos Espíritos na nossa vida, expiação e provas, além de outros.

Você encontrará informações acerca do que fala o Espiritismo sobre o suicídio, aborto, pena de morte, eutanásia, anjo de guarda, da necessidade do perdão, a felicidade, o valor da oração e outros assuntos que respondem as seguintes dúvidas:

Quem sou?

De onde venho?

Por que existo?

Para onde vou?

Agora é só ler, interagindo com os textos, isto é, procurando responder às perguntas iniciais de cada capítulo para consolidar seu conhecimento a respeito

dos diversos ensinos proporcionados pela Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec.

O Autor

Rio de Janeiro, 18 de abril de 2007

150 anos de publicação de O Livro dos Espíritos

1. O Que é Ser Espírita

Antes de ler o texto, tente responder às seguintes

Perguntas:

1. O que é ser espírita? Em que se baseia a sua crença?

2. Há diferença entre ser espírita e ser verdadeiro espírita?

Agora que você já tem suas respostas, leia o texto deste capítulo e compare.

Quando você pergunta de que forma uma pessoa se torna espírita podemos responder dizendo: é quando ela crê e admite os seguintes princípios básicos (ou fundamentais) da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec.

1°) Na existência de Deus, criador de todas as coisas

que se encontram no Universo, isto é, os espíritos

encarnados e desencarnados e o mundo material.

2°) Na imortalidade da alma, que sobrevive após a morte do corpo físico. É bom que se diga que isso foi comprovado cientificamente por Allan Kardec, através de procedimentos por ele concebidos aos quais submeteu as inúmeras mensagens recebidas por diversos médiuns.

3°) Na evolução de todos os espíritos pela reencarnação. Criados por Deus na condição de simples e ignorantes, isto é, sem conhecimento algum e sem nenhum progresso moral, eles podem, através das reencarnações, atingir a perfeição espiritual, a mesma conquistada por Jesus.

4°) Na comunicação dos espíritos desencarnados com os encarnados, tal como aconteceu no Monte Tabor, segundo a Bíblia, quando dois mortos – os espíritos

Elias e Moisés – conversaram com Jesus.

A pessoa, portanto, aceitando pela fé raciocinada esses princípios fundamentais do Espiritismo, pode ser considerada espírita. No entanto, reconhecemos o verdadeiro espírita por sua transformação moral, conforme conceituação de Allan Kardec no capítulo “Sede Perfeitos” de O Evangelho Segundo o Espiritismo. A transformação moral do espírita se dá quando ele pratica a caridade em toda a sua extensão

e procura melhorar-se moralmente no modo de pensar de agir.

Podemos afirmar que Chico Xavier foi exemplo de um verdadeiro espírita, como foi Bezerra de Menezes – o médico dos pobres – quando esteve entre os encarnados. Suas vidas são exemplos de humildade, de abnegação, e de profundo respeito ao sofrimento alheio e de amor ao próximo, por terem adotado como lema em suas vidas: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

Agora, respondendo às duas perguntas iniciais, temos as seguintes respostas:

1ª Resposta: Ser espírita é crer na existência de Deus; na imortalidade da alma; na evolução do espírito pela reencarnação; e na comunicação dos espíritos.

2ª Resposta: O verdadeiro espírita além de admitir e crer nos princípios fundamentais do Espiritismo utiliza-os para modificar a sua conduta, tendo como lema: “Fora da caridade não há salvação”.

Sugestão para leitura

Leia, para consolidar esses ensinamentos, os livros:

A Gênese, publicada por Allan Kardec, capítulo 13, item 17

“Sinais dos Tempos”, editado pela Federação Espírita

Brasileira (FEB); e

O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec,

cap. 17, item 3 “Os Bons Espíritas”, editado pela FEB.


O poder da Irradiação

por Edvaldo Kulcheski

Conforme o dicionário, é o ato ou efeito de emitir ondas, lançar raios de luz ou de calor, ou vibrações.

Em termos de Espiritismo a definição para irradiação é:

Transmissão de fluidos espirituais à distância.

No processo da irradiação, transmitimos aos outros, pelo mecanismo da força mental, a carga de força vital que dispomos para doar.

A irradiação se faz à distância, projetando o nosso pensamento e sentimentos em favor de alguém, movimentando as forças psíquicas através da vontade

A pessoa que irradia deve cultivar bons sentimentos, bons pensamentos e bons atos.

Isto vai lhe formando uma "atmosfera espiritual" positiva, criando uma tonalidade vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares que poderão ser dirigidos através da vontade para outras pessoas.

A pessoa que irradia deve focalizar mentalmente o paciente para quem quer fazer a irradiação e transmitir, através do sentimento, aquilo que deseja: paz, conforto, coragem, saúde, equilíbrio, paciência etc.

Irradiação é a projeção do pensamento e do sentimento, que são energias que conseguimos exteriorizar de nós mesmos.

Cada cérebro pode emitir vibrações de alta ou baixa freqüência, de acordo com os pensamentos constantes.

Irradiamos todos nós através dos nossos pensamentos, sentimentos, palavras e atos.

Essa energia que emitimos continuadamente forma nosso hálito mental e se propaga ao nosso derredor.

Essas energias têm reflexos sobre nós mesmos e sobre as pessoas que convivem conosco, os que estão distanciados e todos os seus do ambiente em que vivemos.

Nos processos de irradiação, o seareiro, pela ação de sua vontade dirigida, transmite aos outros as suas energias vitais, que são imediatamente repostas pela absorção e metabolização automática das energias do ambiente pelos centros de força (chacras).

Na irradiação, a pessoa, aplicando pensamento e vontade acelera essa absorção-metabolização de energias vitais e espirituais direcionando-as para aquele que as receberá.

Os fluidos ou energia, se submetem à lei das proporções, isto é, cada um de nós movimenta uma certa quantidade relativa dessas forças, que podem ser ajuntadas com as dos espíritos, proporcionalmente, sendo então carreadas para o seu objetivo.

Devemos focalizar o nosso pensamento, restringindo-o a uma certa área, pessoa ou grupo de pessoas, para que ele seja o sustentáculo dessa mesma força.

Isto quer dizer que a nossa irradiação deve focalizar alguém, alguns ou uma situação determinada, cientes de que os pedidos feitos genericamente em favor de todos os necessitados não alcançam objetivamente os seus fins.

Apenas valem pela intenção.

O potencial movimentado é aplicado de acordo com o mérito de cada um.

Isto é, não é pelo fato de alguém pedir excessivamente em favor de alguém que conseguirá o seu fim.

A pessoa que irradia deve inicialmente concentrar-se; orar em seguida, e depois, pela vontade, focalizar o objeto de sua irradiação e transmitir aquilo que se deseja.


Endereço vibratório

Todas as nossas ações e atitudes refletem as nossas disposições mentais e emocionais.

Quando escrevemos ou ditamos para que seja escrito, não apenas alinhamos no papel nossas idéias, mas são grafadas também nossas disposições íntimas.

Isso significa que podemos escrever com a luz dos sentimentos nobres ou com as tintas escuras do negativismo.

No momento em que adicionamos o nome de alguém para irradiação, aquele nome estará impregnado da energia de quem solicitou a irradiação, pois certamente, quem deseja ajudar estará com o pensamento em quem ele quer ajudar no momento da inscrição do nome.

Isto criará o endereço vibratório.

O importante, no momento da escrita, é que alguém esteja mentalizando o paciente para se criar o endereço vibratório.

Os espíritos que vão atuar neste processo fazem a localização do paciente através do “endereço vibratório”, não sendo essencial se anotar o endereço.

A leitura dos nomes de necessitados e os respectivos endereços são necessários somente para que os médiuns criem uma imagem mental.

O “endereço vibratório” guia os espíritos, assim como os policiais que fazem o cão treinado cheirar algo do fugitivo para encontrá-lo.

Se o número de necessitados é muito grande, podemos reuni-los em grupos de dez ou mais e numerar esses grupos e, ao invés de nomes, enunciar os grupos pelos respectivos números, ou ainda, suprimir tal enunciação, somente conservando sobre a mesa os competentes registros, conforme nos orienta Edgard Armond, no livro Passes e Irradiações.

Isto quer dizer que quando escrevermos ou ditarmos para alguém escrever os nomes de irmãos que necessitam de ajuda, o façamos movidos pelo desejo sincero de auxiliar e socorrer, e não com o propósito de nos libertarmos do dever de ter que orar em benefício do semelhante.

Isto vai lhe formando uma "atmosfera espiritual" positiva, criando uma tonalidade vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares que poderão ser dirigidos através da vontade para outras pessoas.

Recolhido em prece, o homem de boa vontade recebe recursos do Plano Superior, projetando-os depois, na direção do enfermo ausente, cuja figura mentaliza.

Superando obstáculos

Os espíritos que trabalham na cura enfrentam sérias dificuldades no serviço de socorro aos pacientes cujos nomes estão inscritos nas listas dos centros espiritualistas.

Além das dificuldades técnicas resultantes de certo desequilíbrio do ambiente onde eles atuam, outros empecilhos os aguardam em virtude do estado psíquico dos próprios doentes.

Às vezes, o enfermo tem a mente saturada de fluidos sombrios devidos a conversações maledicentes de intrigas, calúnias e fofocas. Outros, encontram-se em excitação nervosa devido a uma violenta discussão.

Existem aqueles que estão presos no vício das drogas e do álcool, dificultando ainda mais o trabalho socorrista.

Outras vezes, os fluidos irradiados das sessões espíritas penetram nos lares enfermos, mas encontram o ambiente carregado de fluidos agressivos provenientes de discussões ocorridas entre os seus familiares.

É evidente que os desencarnados têm pouco êxito na sua tarefa abnegada de socorrer os enfermos quando estes vibram sentimentos de ódio, vingança, luxúria, cobiça ou quaisquer outros sentimentos negativos.

No processo de irradiação, ocorrerá um fluxo de energia que se dirigirá a outra pessoa, chegando ao perispírito desta, que poderá absorvê-las ou não, de acordo com a lei de sintonia, de afinidade, de merecimento e de condições específicas do momento.

Para a irradiação ser eficaz, a pessoa que a ser ajudada deve estar receptiva (favorável ao recebimento da ajuda para melhor absorver o recurso espiritual).

Além disso, é fundamental estar disposta a se melhorar espiritualmente.

A ajuda da irradiação é passageira e tais recursos fixar-se-ão e novos acrescentar-se-ão quando o indivíduo passar a ter vida moralmente equilibrada.

Aqueles que foram fazer as vibrações (irradiação), deverá recolher-se em oração, evitar desentendimentos, ambientes negativos e intoxicar-se com fumo, alcoólicos etc.

O Evangelho no Lar é muito Importante para ajudar harmonizar o ambiente e despertar nossa religiosidade.

Um ambiente harmonioso é extremamente importante. Lar sem harmonia passa a ser habitado por entidades inferiores, que criam desentendimentos colocando todos para fora.

Um sai de casa por isso, outro por aquilo, desmantelando toda a família.

Com o autoconhecimento e nossa reforma íntima estaremos cada vez mais aptos para ajudarmos e sermos ajudados, inclusive, através das irradiações energéticas.


Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, ed. 46.

Desigualdades das riquezas: as provas da riqueza e da pobreza

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Explicar a razão da desigualdade das riquezas.

Justificar a necessidade das provas da riqueza e da pobreza.

A desigualdade das riquezas não se originará da das faculdades, em virtude da qual uns dispõem de mais meios de adquirir bens do que outros? Sim e não. Da velhacaria e do roubo, que dizes?

Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 808.

Por que Deus a uns concedeu as riquezas e o poder, e a outros, a miséria?

Para experimentá-los de modos diferentes. Além disso, como sabeis, essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos, que nelas, entretanto, sucumbem com freqüência.

Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 814.

Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens.

Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 16, item 10.

A miséria provoca as queixas contra a Providência, a riqueza incita a todos os excessos.

Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 815.

Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens.

Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 16, item 10.

A miséria provoca as queixas contra a Providência, a riqueza incita a todos os excessos.

Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 815.

Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência.

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 16, item 7, p. 291.

A riqueza, contudo, nunca esteve repartida igualmente entre os homens, fato que sempre preocupou os pensadores de todos os tempos.

Nesse aspecto, porém, é importante, observar que inutilmente se buscará resolver o problema da desigualdade das riquezas [...] desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis.

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Item 8, p. 291-292.

. Ensina o Espiritismo que Deus concedeu as riquezas e o poder a uns e a miséria a outros para [...] experimentá-los de modos diferentes. Além disso, como sabeis, essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos, que nelas, entretanto, sucumbem com freqüência.

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Questão 814, p. 426.

Contudo, tanto a prova da miséria como a da riqueza são difíceis de serem suportadas, porque, enquanto a [...] miséria provoca as queixas contra a Providência, a riqueza incita a todos os excessos.

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Questão 815, p. 426.

Ressalte-se, no entanto, que somente a fé inabalável na vida futura – fé que o Espiritismo faculta – propiciará melhores condições de enfrentamento tanto da prova da miséria quanto a da riqueza.

É que para [...] quem se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é indefinida, a vida corpórea se torna simples passagem, breve estada num país ingrato. As vicissitudes e tribulações dessa vida não passam de incidentes que ele suporta com paciência, por sabê-las de curta duração, devendo seguir-se-lhes um estado mais ditoso.

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 2, item 5, p. 70.

Daí se segue que a importância dada aos bens terrenos está sempre em razão inversa da fé na vida futura.

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 2, item 5, p. 71.

RIQUEZA E FELICIDADE

Há ricos do dinheiro, tão ricos de usura, que se fazem mais pobres que os pobres pedintes da via pública que, muitas vezes, não dispõe sequer de um pão.

Há ricos de conhecimento, tão ricos de orgulho que se fazem mais pobres que os pobres selvagens ainda insulados nas trevas da inteligência.

Há ricos de tempo, tão ricos de preguiça, que se fazem mais pobres que os pobres escravizados às tarefas de sacrifício.

Há ricos de possibilidades, tão ricos de egoísmo, que se fazem mais pobres que os pobres irmãos em amargas lutas expiatórias, que de tudo carecem para ajudar.

Há ricos de afeto, tão ricos de ciúme, que se fazem mais pobres que os pobres companheiros em prova rude, quando relegados à solidão.

Lembra-te, pois, de que todos somos ricos de alguma coisa ante o Suprimento Divino da Divina Bondade, e, usando os talentos que a vida te confia na missão de fazer mais felizes aqueles que te rodeiam, chegará o momento em que te surpreenderás mais rico que todos os ricos da Terra, porquanto entesourarás no próprio coração a eterna felicidade que verte do amor de Deus.

Emmanuel

XAVIER, Francisco Cândido & VIEIRA, Waldo. O Espírito da Verdade. Item 69.


Desigualdade das riquezas.
Provas da riqueza e da pobreza

01. Qual a finalidade da prova da pobreza? E da riqueza?

02. Que males poderão ser gerados com a pobreza e a

riqueza? E que benefícios?

03. Qual a causa da desigualdade das posses materiais?

04. É possível a igualdade das riquezas? Justifique a

resposta.

05. Quais as principais conseqüências oriundas do abuso

da riqueza?

06. Como interpretar a citação de Jesus: “É mais fácil que

um camelo passe pelo buraco de uma agulha, do que

um rico entrar no reino dos céus”?

07. O que entender das palavras de Jesus, quando

afirmou: “Observai os pássaros no céu”?

08. Em sua opinião, qual a prova mais difícil: a da

pobreza ou a da riqueza? Por quê?

Questões para debate

1. A igualdade das riquezas é possível no mundo em que vivemos?

2. Que conseqüências danosas adviriam da repartição igualitária da riqueza?

3. Como o Espiritismo conceitua a pobreza e qual a sua finalidade?

4. Como o Espiritismo conceitua a riqueza e qual a sua finalidade?

5. Podemos dizer que a riqueza é também instrumento de progresso?

Texto para leitura

A igualdade das riquezas traria conseqüências danosas

1. A igualdade das riquezas, ensinam os Espíritos Superiores, não é possível no mundo em que vivemos porque a isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres. Os homens não são criaturas iguais. Há entre eles os que são mais previdentes, mais inteligentes e mais ativos. Logo, se a riqueza fosse repartida com igualdade entre todos, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito.

2. Admitindo, porém, por hipótese, que essa repartição fosse possível e o equilíbrio não se rompesse, duas conseqüências danosas para o progresso da Humanidade seriam inevitáveis.

3. Com efeito, tendo cada um somente o suficiente para viver, tornar-se-ia inviável a realização de todos os grandes trabalhos que requerem a alocação de recursos vultosos. Além disso, admitido que a divisão da riqueza desse a cada um o necessário, não existiria mais o aguilhão que impele os homens às descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda e ajude no progresso e bem-estar de todos.

Riqueza e pobreza são provas muito difíceis

4. Riqueza e pobreza nada mais são que provas, pelas quais o Espírito necessita passar, tendo em vista um objetivo mais alto, que é o seu progresso. Deus concede, pois, a uns a prova da riqueza, e a outros a da pobreza, para experimentá-los de modos diferentes. Aliás, essas provas são, com freqüência, escolhidas pelos próprios Espíritos, que, no entanto, nelas geralmente sucumbem.

5. Tanto uma quanto outra são, portanto, provas muito difíceis, porque se na pobreza o Espírito pode ser tentado à revolta e à blasfêmia contra o Criador, na riqueza expõe-se ele ao abuso dos bens que Deus lhe empresta, deturpando-lhe os augustos objetivos.

6. Espíritos realmente evoluídos, tanto quanto os que compreendem perfeitamente o significado a Lei de Causa e Efeitos, podem solicitar a prova da pobreza como oportunidade para o acrisolamento de qualidades ou a realização de certas tarefas que a riqueza certamente prejudicaria. Algumas vezes, também, o mau uso da fortuna em precedente existência leva o Espírito a pedir a condição oposta, com o que espera reparar abusos cometidos e pôr-se a salvo de novas tentações.

7. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação. A riqueza é, para os que a usufruem, a prova da caridade e da abnegação. É preciso que entendamos sempre: a existência corpórea é passageira e a morte do corpo priva o homem de todos os recursos materiais de que eventualmente disponha no plano terráqueo. Pobres e ricos voltam, portanto, à vida espiritual em idênticas condições, o que mostra que a condição de rico e a condição de pobre não passam de expressões transitórias.

A riqueza é poderoso instrumento de progresso

8. Nenhuma das provas citadas constitui, no entanto, obstáculo à chamada salvação. Se fosse assim, Deus, que as concede, teria dado a seus filhos um instrumento de perdição, idéia que repugna à razão. No tocante à riqueza, é fácil perceber que, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, constitui ela uma prova muito arriscada e até mais perigosa que a miséria.

9. Certamente é a esse perigo que Jesus se referia quando disse: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no reino dos céus”, frase registrada por Mateus, Lucas e Marcos. O Mestre fazia alusão bastante clara aos males e às tentações a que a riqueza pode conduzir o homem desprevenido, mas é um erro deduzir de suas palavras que ao rico esteja vedado o acesso à salvação, isto é, valendo-nos dos conceitos espíritas, à ascensão a planos evolutivos mais elevados.

10. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria outorgado aos homens. Mas, longe disso, a riqueza, se não constitui elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual.

11. Com ela pode o homem melhorar a situação material do mundo em que vive, ampliar a produção de bens, criar maiores e melhores recursos sociais por meio do estudo, da pesquisa e do trabalho. Eis aí o motivo pelo qual é considerada elemento de progresso. Se o indivíduo que a detém se torna egoísta, orgulhoso e insaciável, e a desvia do seu objetivo providencial, prestará contas de seus atos ante a Justiça Divina, enquanto outros terão, por sua vez, oportunidade de fruí-la e provar, por suas atitudes, que é possível vencer essa difícil prova.

Respostas às questões propostas

1. A igualdade das riquezas é possível no mundo em que vivemos? R.: Não, porque a isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres. Os homens não são criaturas iguais. Há entre eles os que são mais previdentes, mais inteligentes e mais ativos. Logo, se a riqueza fosse repartida com igualdade entre todos, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito.

2. Que conseqüências danosas adviriam da repartição igualitária da riqueza? R.: Duas seriam as conseqüências. A primeira: tendo cada um somente o suficiente para viver, tornar-se-ia inviável a realização de todos os grandes trabalhos que requerem a alocação de recursos vultosos. A segunda: admitido que a divisão da riqueza desse a cada um o necessário, não existiria mais o aguilhão que impele os homens às descobertas e aos empreendimentos úteis.

3. Como o Espiritismo conceitua a pobreza e qual a sua finalidade? R.: A pobreza, tal como a riqueza, nada mais é que uma prova pela qual o Espírito necessita passar, tendo em vista um objetivo mais alto que é o seu progresso. Deus concede, pois, a uns a prova da riqueza, e a outros a da pobreza, para experimentá-los de modos diferentes. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação.

4. Como o Espiritismo conceitua a riqueza e qual a sua finalidade? R.: A riqueza, como foi dito, é também uma prova pela qual o Espírito tem de passar, visando ao seu progresso. Se na pobreza o Espírito pode ser tentado à revolta e à blasfêmia contra o Criador, na riqueza expõe-se ele ao abuso dos bens que Deus lhe empresta, deturpando-lhe os augustos objetivos. A riqueza é, para os que a usufruem, a prova da caridade e da abnegação.

5. Podemos dizer que a riqueza é também instrumento de progresso? R.: Sim. Se não constitui elemento direto de progresso moral, a riqueza é poderoso elemento de progresso intelectual, pois com ela pode o homem melhorar a situação material do mundo em que vive, ampliar a produção de bens, criar maiores e melhores recursos sociais por meio do estudo, da pesquisa e do trabalho.

Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 811, 814 e 816.

O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, cap. XVI, itens 7 e 8.

O Pensamento de Emmanuel, de Martins Peralva, 2a. edição, pág. 50.

DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS

Riqueza – de "rico", que vem da raiz gótica "riks", poderoso. O termo refere-se a uma afluência de bens que permite a satisfação não só das necessidades básicas, mas também das exigências do conforto e do luxo. Pode-se falar em riqueza pessoal, riqueza

nacional e riqueza mundial.

Por que há ricos e pobres? É uma questão em que os pensadores da humanidade ainda não chegaram a um consenso. Aventam-se uma série de hipóteses, como a posição geográfica de alguns países, a existência de recursos naturais próprios, o grau cultural de seus habitantes etc. Mas por que nos países ricos há uma quantidade considerável de pobres? A riqueza por eles produzida não poderia ser melhor distribuída? Onde buscar a explicação para esses fatos?

Allan Kardec, no cap. XVI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, oferece-nos alguns subsídios para a compreensão do problema. Reencarnação, livre-arbítrio e justiça divina são os tópicos fundamentais a serem considerados. Através da reencarnação, entendemos que o Espírito, sendo imortal, necessita das experiências da riqueza e da pobreza para a sua evolução espiritual; pelo uso do livre-arbítrio é responsável pelos seus atos; pela determinação do Direito Divino, sofre as conseqüências de suas escolhas. Nesse sentido, a pobreza pode ser, também, uma expiação com relação ao uso indevido da riqueza, numa encarnação passada.

Como dissemos, o Espírito necessita das provas da riqueza e da pobreza. A riqueza serve para o exercício da caridade e da abnegação; a pobreza, para o da paciência e resignação. Dentro desse enfoque, cada Espírito vai trabalhar a seu turno, segundo o gênero de provas que tenha escolhido. Nenhum trabalho ficará por fazer e todos nós auxiliar-nos-emos mutuamente.

Cada Espírito, fazendo o que lhe compete, encontrará a felicidade dentro dos limites de sua escolha. O bem-estar, sendo relativo, poderá ser patrimônio de toda a humanidade. Isso porque uns contentam-se em dormir ao relento, enquanto outros precisam de um palacete. Importa, muito mais, respeitarmos o livre-arbítrio de nosso próximo do que construirmos teorias sem bases espiritualmente sólidas.

Produzamos o máximo possível dentro de nossas limitações. Não queiramos invejar o rico nem desdenhar o pobre. Peçamos, sim, luzes ao Alto para compreendermos as leis naturais espalhadas pelo Cosmo

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. E, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.
Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.
Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.

PROVAS DA RIQUEZA E DEPOBREZA

Paltalk : Jesus e a Doutrina dos Espíritos 23/11/07 (9h)

@Zach

814. Por que Deus concedeu a uns a riqueza e o poder e a outros, a miséria?

— Para provar a cada um de uma maneira diferente. Aliás, vós o sabeis essas provas são escolhidas pelos próprios Espíritos, que muitas vezes sucumbem ao realizá-las.

815. Qual dessas duas provas é a mais perigosa para o homem: a da desgraça ou a da riqueza?

— Tanto uma como a outra. A miséria provoca a lamentação contra a Providência; a riqueza leva a todos os excessos.

816. Se o rico sofre mais tentações, não dispõe também de mais meios para fazer o bem?

— E justamente o que nem sempre faz; torna-se egoísta, orgulhoso e insaciável; suas necessidades aumentam com a fortuna e julga não ter o bastante para si mesmo.

Comentário de Kardec: A posição elevada no mundo e a autoridade sobre os semelhantes são provas tão grandes e arriscadas quanto a miséria; porque, quanto mais o homem for rico e poderoso, mais obrigações tem a cumprir, maiores são os meios de que dispõe para fazer o bem e o mal. Deus experimenta o pobre pela resignação e o rico pelo uso que faz de seus bens e do seu poder.

A riqueza e o poder despertam todas as paixões que nos prendem à matéria e nos distanciam da perfeição espiritual. Foi por isso que Jesus disse: — “Em verdade, vos digo: é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. (Ver item 266.)

Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência.

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 16, item 7, p. 291.

A riqueza, contudo, nunca esteve repartida igualmente entre os homens, fato que sempre preocupou os pensadores de todos os tempos.

Nesse aspecto, porém, é importante, observar que inutilmente se buscará resolver o problema da desigualdade das riquezas [...] desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos