terça-feira, 18 de maio de 2010

IDÊNTICA DOR

A primavera começava a desabrochar naqueles dias dos meses de março/abril. Segundo o calendário judaico, mês de Nisan. Ainda fazia frio, mas a natureza parecia ardentemente se vestir de flores e cores.

Tudo era promessa de vida, como se Yaweh desejasse brindar os seres humanos com renovados presentes.

Tudo era promessa de alegria... Menos em Jerusalém.

O homem que entrara na cidade de forma triunfal há poucos dias, saudado pelo vozerio de crianças, mulheres, do povo em geral, fora preso.

Do julgamento arbitrário nas mãos de Pilatos passara à noite no flagício. Trinta e cinco chicotadas nas pernas. Trinta e cinco chicotadas nas costas.

Era uma chaga aberta Seu corpo, coroado, ao demais, por espinhos recolhidos no monturo.

Alçado na cruz da vergonha, o homem agonizava. Aos Seus pés, com o coração em frangalhos, agonizava a dor materna.

Maria olhava o corpo lanhado do filho e se perguntava por que os homens tratavam tão mal a quem fizera tanto bem...

Ela tinha os olhos fundos da noite mal dormida, a face traduzindo a dor moral que a machucava.

Seu filho crucificado entre dois malfeitores. Então, ela viu, ao pé de uma das cruzes laterais, uma mulher.

Também chorava e se lamentava.

É seu filho? Perguntou.

Sim, disse a outra. Sofre muito e está morrendo.

E, porque Jesus acabasse de responder ao ladrão de nome Dimas que, ainda naquele dia, ele estaria no paraíso, Maria sossegou a mulher chorosa.

Mulher, se meu filho diz que seu filho estará com ele, no paraíso, acredite. Meu filho é o filho do Deus altíssimo.

Aquela voz pensou a mãe de Dimas, ela a conhecia. De onde? Onde já escutara aquele timbre tão doce?

E sua memória recuou no tempo, tornando-se a ver em Nazaré. Ela fora à fonte buscar água.

E quando se aproximava, ouviu o comentário de algumas mulheres. Mantivera-se à distância, meio oculta.

É verdade, dizia uma. O filho de Tamar é um ladrão. Furtou a João uma funda.

Tem certeza? Perguntou outra.

E a primeira reafirmou a história, dizendo que João e seu amigo lhe haviam assegurado o furto realizado por Dimas.

Como pode Tamar não se dar conta da maldade do filho?

Então, uma voz doce, argumentou:

Não posso crer que haja tanta maldade no filho de Tamar. Penso que deve se tratar de uma brincadeira entre os meninos, simplesmente.

Uma única voz defendera seu filho. Seu pobre filho.

Tamar recorda que fora para casa e perguntara ao filho a respeito da acusação.

Ele garantira que não era verdade. Agora, homem feito, ele viera a Jerusalém.

Prometera à noiva e para sua mãe que iria comprar uma casa para começarem uma vida nova. Tinha negócios importantes que lhe renderiam muito dinheiro.

E da forma mais cruel, a mãe, que sempre o tivera como homem honesto e trabalhador, o descobrira salteador e condenado à morte.

Mas, a voz meiga que o defendera um dia, tentando sufocar a fofoca, estava ali.

E o filho dela, o Messias, prometera receber seu filho na outra vida.

Tamar enxugou as lágrimas doridas, aproximou-se de Maria e a abraçou, em gratidão.

E ficaram ali, as duas mães. Uma era a mãe do Ser mais perfeito que a Terra já conhecera.

A outra, a desventurada mãe de um homem equivocado.

Mas a dor, a dor em seus corações, era a mesma: a dor da mãe que vê morrer em lenta agonia o filho querido.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base em dados colhidos na palestra Maria de Nazaré, proferida pelo médium Divaldo Pereira Franco. Em 17.05.2010.

"
O Melhor Ginecologista

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:

- Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e já estou grávida novamente.. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro....

O médico então perguntou:

- Muito bem. O que a senhora quer que eu faça?

A mulher respondeu:

- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.

O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a mulher:

- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema.
E é menos perigoso para a senhora.

A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.

Ele então completou:

- Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em
seus braços.
Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco....

A mulher apavorou-se e disse:

- Não doutor! Que horror! Matar um criança é um crime

- Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la.

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.

O CRIME É EXATAMENTE O MESMO!!!!!

**Se gostou, repasse. Juntos podemos salvar uma vida!


Você sabe desde quando Deus te ama?

"DESDE O VENTRE DA TUA MÃE! "

DIVALDO FRANCO ESCLARECE SOBRE: APOMETRIA, CORRENTE MAGNÉTICA E CROMOTERAPIA

O médico carioca residente em Porto Alegre Dr. José Lacerda desde os anos 50, espírita que era então, começou a realizar atividades mediúnicas normais numa pequena sala de Hospital Espírita de Porto Alegre e ali realizou investigações pessoais que desaguaram no movimento denominado Apometria.

Não irei entrar no mérito nem no estudo da apometria porque eu não sou apômetra, eu sou espírita, mas o que posso dizer é que a apometria, segundo os seus próprios seguidores, não é Espiritismo. Suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de O Livro dos Médiuns.

A presunção de alguns chegou a afirmar que a apometria é um passo avançado ao movimento Espírita e que Allan Kardec encontra-se totalmente ultrapassado já que sua proposta era para o século XIX e para parte do século XX e que a apometria é o degrau mais evoluído. A prática e os métodos violentos de libertação dos obsessores que este e outros métodos correlatos apresenta, a mim me parecem tão chocantes que me fazem recordar da lei de Talião, que já foi suavizada por Moisés, com o código legal, e que Jesus sublimou através do amor.SSUNTOS DOUTRINÁRIOS.

De acordo com aqueles métodos, quando as entidades são rebeldes os doutrinadores, depois de realizarem uma contagem cabalística ou um gestual muito específico, as expulsam com violência para o magma da Terra, substância ainda em ebulição do nosso planeta, ou as colocam em cápsulas espaciais que são disparadas para o mundo da erraticidade.

Não iremos examinar a questão esdrúxula desse comportamento, mas se eu, na condição de espírito imperfeito que sou, chegasse desesperado num lugar pedindo misericórdia e apoio à minha loucura, e outrem, o meu próximo, me exilasse para o magma da Terra, para eu experimentar a dureza de um inferno mitológico ou ser desintegrado, ou se me mandassem expulso da Terra numa cápsula espacial, eu renegaria aquele Deus que inspirou esse adversário da compaixão.

A Doutrina Espírita, baseada no ensino de Jesus, centraliza-se no amor e todas essas práticas novas, das mentalizações, das correntes mento-magnéticas, psico-telérgicas para nós, espíritas, merecem todo respeito, mas não têm nada a ver com Espiritismo.

O mesmo se dá com as práticas da Terapia de Existências Passadas realizadas dentro da casa espírita ou da cromoterapia ou da cristalterapia, que fogem totalmente da finalidade do Espiritismo.

Casa Espírita não é uma clínica alternativa. Não é lugar onde toda experiência nova deve ser colocada em execução. Tenho certeza de que aqueles que adotam esses métodos novos não conhecem as bases Kardequianas e ao conhecerem-nas nunca as vivenciaram.

Temos todo o material revelado pelo mundo espiritual nestes tantos anos de codificação, no Brasil e no mundo, pela mediunidade incomparável de Chico Xavier; as informações que vieram pela notável Yvone do Amaral Pereira; por Zilda Gama e por tantos médiuns nobres conhecidos e desconhecidos.

Então, se alguém prefere a apometria, divorcie-se do Espiritismo. É um direito! Mas não misture para não confundir. A nossa tarefa é de iluminar, não é de eliminar. O espírito mau, perverso, cruel é nosso irmão na ignorância. Poderia haver alguém mais cruel do que o jovem Saulo de Tarso? Ele havia assassinado Estevão a pedradas, havia assassinado outros, e foi a Damasco para assassinar Ananias. Jesus não o colocou numa cápsula espacial e disparou para o infinito. Apareceu a ele! Conquistou-o pelo amor: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Pode haver maior ternura nisso? E ele tomado de espanto perguntou: “Que é isto?” “Eu sou Jesus, aquele a quem persegues”. E ele, então, caiu em si. Emmanuel ensina que o termo “caindo em si” significa que a capa do ego cedeu lugar ao encontro com o ser profundo. Ele despertou, e graças a ele nós conhecemos Jesus pela sua palavra, pelas suas lutas, pelo alto preço que pagou, apedrejado várias vezes, jogado por detrás dos muros nos lugares do lixo, foi resgatado pelos amigos e continuou pregando.

Então, os espíritos perversos merecem nossa compaixão e não nosso repúdio. Coloquemo-nos no lugar deles.

Não temos nada contra a Apometria, as correntes mento-magnéticas, aquelas outras de nomes muito esdrúxulos e pseudo-científicos. Mas, como espíritas, nós deveremos cuidar da proposta Espírita.

Na minha condição de Espírita, exercendo a mediunidade por mais de 60 anos, os resultados têm sido todos colhidos da árvore do amor e da caridade e a nossa mentalidade espírita não admite ritual, gestual, gritaria, nem determinados comportamentos.

- Divaldo Pereira Franco na TV aberta

Transcrito do programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova a partir de palestra de Divaldo Pereira Franco.

Fonte: Revista GOIÁS ESPÍRITA Nº32-2009

Material recebido pela Internet.

Ouvindo corações

Grande sabedoria é saber olhar a vida com olhos de ver. Enxergar as coisas de maneira diversa da habitual. Ir além das aparências.

Nós não somos apenas ossos, músculos, tendões, unhas, cabelos, sangue. Somos tudo isso e mais a essência, o espírito.

É essa essência que nos faz ficar doentes ou recuperar a saúde de uma doença sem bons prognósticos.

Assim, não se pode imaginar medicina sem os remédios, bisturis, equipamentos, poções. Mas, a essência não pode ser esquecida.

Dr. Josh era um talentoso cirurgião oncológico. Depois de alguns anos, começara a ter problemas.

Mal conseguia se levantar da cama todas as manhãs porque sabia que iria ouvir as mesmas queixas, dia após dia.

De tanto ouvir falar de dores e assistir ao sofrimento, deixara de se importar.

Para que tudo aquilo, afinal? Muitos pacientes ele nem conseguia que se recuperassem.

Então, uma amiga lhe observou que ele precisava ter novos olhos. O importante não era mudar de hospital, de atividade. Era ele olhar o mesmo cenário, de forma diferente.

E lhe sugeriu que, a cada dia, durante 15 minutos, ele rememorasse os acontecimentos e respondesse a si mesmo: "o que me surpreendeu hoje? O que me perturbou ou me emocionou hoje? O que me inspirou hoje?"

Ele ficou em dúvida, mas tentou. Três dias depois, a única resposta que conseguia dar para as três questões era nada, nada, nada.

A amiga lhe sugeriu que ele olhasse as pessoas ao seu redor como se fosse um escritor, um jornalista, ou quem sabe, um poeta. Procurasse histórias.

Seis semanas depois, Josh encontrou-se com ela, outra vez e lhe falou das suas experiências. Estava mudado. Sereno.

Nos primeiros dias, a única coisa que o surpreendera tinha sido o tumor de algum paciente que diminuía ou regredira poucos centímetros.

O mais inspirador, uma droga nova, ainda em experiência, a ser ministrada aos pacientes.

Certo dia, observando uma mulher de apenas 38 anos, que ele havia operado de um câncer no ovário, tudo mudou.

Ela estava muito debilitada pela quimioterapia. Sentada em uma cadeira, tinha ao seu lado as filhas de quatro e seis anos. As duas meninas estavam bem arrumadas, felizes e amadas.

"como ela fazia aquilo?"

Aproximou-se e lhe disse que a achava uma mulher maravilhosa, uma mãe fora do comum. Mesmo depois de tudo o que havia passado, ele observava que havia dentro dela algo muito forte. Uma força que a estava curando.

A partir daí, ele começou a perguntar aos pacientes o que lhes dava forças na sua luta contra a doença.

As respostas eram muito diversas. O importante é que ele descobriu que tinha interesse em ouvir.

Se antes já era um excelente cirurgião, deu-se conta de que agora, e somente agora, as pessoas vinham lhe agradecer pela cirurgia. Algumas até lhe davam presentes.

Mudou o seu relacionamento com os doentes. Contando tudo isso para a amiga, ele retirou do bolso um estetoscópio com seu nome gravado e o mostrou, comovido. Presente de um paciente.

Quando a amiga lhe perguntou o que é que iria fazer com aquilo, ele sorriu e respondeu: "ouvir os corações, Rachel. Ouvir os corações."

***

Todas as vidas têm um significado. Encontrar o sentido das coisas nem sempre é fazer algo diferente. Por vezes, é somente enxergar o cotidiano, a rotina de uma forma diferente.

A vida pode ser vista de várias maneiras: com os olhos, com a mente, com a intuição.

Mas a vida só é verdadeiramente conhecida por aqueles que falam e ouvem a linguagem do coração.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Encontrando novos olhos, do livro As bênçãos do meu avô, de Rachel Naomi Remen, ed. Sextante e da crônica Colcha de retalhos, de Luiz Carlos Prates (Diário Catarinense, 15.9.2003).

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MOMENTO ESPÍRITA UMA HISTÓRIA CHINESA

Lin casara-se e podia se dizer feliz, se não fosse um pequeno detalhe: sua sogra.

Lin amava seu marido mas não desejava aquela sogra. Especialmente porque, conforme a velha tradição chinesa, a nora deve servir a sogra.

Os meses foram se passando e o que, de início, era um desconforto, um mal-estar, foi se transformando em um terrível sentimento.

Lin odiava sua sogra e não podia conceber ter que servi-la ano após ano, na soma cadenciada dos dias.

Por isso, ela procurou um velho sábio e lhe disse que precisava de ajuda, precisava se livrar da sua sogra.

O sábio a escutou, com paciência. Depois, providenciou algumas ervas e as entregou à jovem esposa.

Essas ervas – explicou – são venenosas. Elas devem ser deixadas em infusão e servidas, uma vez ao dia, todos os dias.

E o que acontecerá? – perguntou ansiosa a consulente.

Ora, ao cabo de seis meses, sua sogra morrerá. No entanto, muito cuidado deve ser tomado a fim de que as desconfianças a respeito da morte não venham a cair sobre você.

Por isso, trate muito bem a sua sogra e quando ela morrer, chore bastante.

A jovem foi para casa feliz e, no dia imediato, começou a servir o chá com aquelas ervas para a sogra. Conforme fora orientada, começou a tratá-la muito bem.

Os dias foram passando e três meses depois, Lin se deu conta que a sogra estava diferente.

Ela não era mais tão complicada, nem chata, nem arrogante.

Quando estavam para se completar os seis meses, um grande pavor tomou conta de Lin.

Ela não queria que a sogra morresse. Afinal, se transformara numa mãe para ela.

Lin correu ao sábio. Contou o que acontecera e do seu arrependimento.

Novamente, o sábio a escutou, com calma e lhe disse que, em verdade, não fora a sogra que mudara, mas ela mesma.

Ao se casar, ela olhava a sogra como uma rival, alguém a quem seu marido pertencera e continuava pertencendo.

Tomara-se de raiva por ter que servi-la e passou a projetar nela o ódio que a si própria consumia.

Mas, a partir do momento que decidira tratá-la bem, tudo isso se evaporara.

No entanto, o que fazer agora? Ela envenenara a mãe de seu marido, ao longo daqueles meses.

O ancião a sossegou: Não eram ervas venenosas, ao contrário, de poder vitamínico. Pode continuar a servi-las no chá.

E a nora, tranquila, retornou ao seu lar, para prosseguir a viver em paz, usufruindo do amor daquela que se transformara em mãe atenciosa.

* * *

Nada mais destrutivo, para si e para os que a cercam, do que o ódio que a criatura conserva e alimenta no coração.

Por isso, Francisco de Assis, compreendendo esse campo psíquico de tormenta e de loucura, firmava-se na proposta do amor.

E dizia: Onde houver ódio, consenti que eu semeie amor.

Pensemos nisso e semeemos o bem imbatível e o inefável amor, que falam da presença de Deus no mundo. E sejamos felizes, desde agora.

Redação do Momento Espírita, com base em palestra do orador espírita Divaldo Pereira Franco.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

MOMENTO ESPÍRITA LEVAR O AMOR

Que eu leve o amor... A mim, em primeiro lugar.

Que eu leve o amor para dentro de mim e que todo auto-ódio se converta em chance, em nova chance.

Que eu me dê novas chances... De amar de novo, de acertar de novo, de dar ao menos um pequeno passo adiante, afastando-me da estagnação.

Onde houver ódio em mim, que eu leve o amor; não esse amor de plástico, disfarçado de complacência, que mais me engana do que me enobrece.

Que seja um amor maduro, que proclama seguro: Eu sei quem sou! Eu sei quem quero ser!

* * *

Que eu leve o amor... À minha família.

Onde houver ódio em minha família, que eu leve o amor...

Que eu seja a luz, mesmo que pequenina, a iluminar a escuridão dos dias difíceis em meu lar.

Que eu leve o amor aos que sofrem em silêncio e não querem falar de suas mazelas. Que minhas preces e meu sorriso os guarde em paz...

Que eu leve o amor quando seja ofendido, maltratado, menosprezado, esquecido. Que eu lembre de oferecer a outra face do ensino do Cristo.

Que eu leve o amor quando meus filhos sejam ingratos. Que minha ternura não seque tão facilmente.

Que eu leve o amor quando meus pais não me compreendam e não sejam os pais que gostaria de ter.

Que minha compreensão desperte de seu sono e perceba que eles buscam acertar, que buscam dar o melhor de si, embora nem sempre tenham êxito.

São os pais que preciso. São os pais que me amam.

Que eu leve o amor quando o romance esfriar e algumas farpas de gelo me ferirem o coração.

São os espinhos da convivência. Não precisam se transformar em ódio se o amor assim desejar.

Que eu leve o amor... Aos meus inimigos.

Que eu leve o amor mesmo a quem não me tem amor.

Que eu respeite. Que eu compreenda. Que eu não me entregue ao ódio tão facilmente.

Que eu leve o amor aos que me querem mal, evitando aumentar seu ódio com meu revide, com minha altivez.

Que ore por eles. Que lhes peça perdão em prece, mesmo muitas vezes não recordando dos equívocos que macularam seus corações.

Que lhes mostre que ontem errei, mas que hoje estou diferente, renovado, disposto a reconstruir o que destruí.

Que eu leve o amor... A minha sociedade.

Que eu leve o amor aos que não conheço, mas que fazem parte de meu mundo.

Que eu aprenda a chamá-los todos de irmãos...

Que eu leve o amor ao mundo, perfumando a Terra com bons pensamentos, com otimismo, com alegria.

Que eu leve o amor aos viciados em más notícias, aos pessimistas, aos que já se entregaram à derrota.

Que meu amor os faça ver a beleza da vida, das Leis de Deus, do mundo em progresso gerido por Leis de amor maior.

Que eu leve o amor aos carentes, do corpo e da alma. Que meu sorriso seja a lembrança de que ainda há tempo para mudar, para transformar.

Sou agente transformador. Sou agente iluminador. Sou instrumento da paz no mundo.

Que eu leve o amor...

rEDAÇÃO DO MOMENTO ESPÍRITA

segunda-feira, 10 de maio de 2010


MOMENTO ESPÍRITA Coincidências

Acontecem muitas vezes e, de um modo geral, simplesmente nos admiramos que aconteçam, sem atentar para detalhes.

No entanto, muitas dessas tais coincidências têm por trás a sábia mão Divina.

Lembramos de um empresário aposentado que recebeu um telefonema certo dia. Era da secretária de um famoso cardiologista que ele consultara há seis meses.

Ela desejava confirmar a sua consulta para o dia seguinte, às nove horas da manhã.

Richard Fleming não se recordava de ter marcado consulta. Lembrava que estivera na clínica, submetera-se a uma extensa bateria de testes e tudo estava bem.

Reticente, disse à secretária que não se lembrava de nenhuma consulta marcada com o cardiologista.

Ela pareceu um pouco hostil, nesse momento.

O senhor é Richard Fleming? Então, aqui está, amanhã, nove horas da manhã.

Por favor, o Dr. Brown é um médico muito conceituado, sua agenda está sempre lotada. Se o senhor não quiser vir à consulta, é só dizer. Desmarco e ligo para um paciente que esteja em lista de espera.

Richard achou que seria muito deselegante desmarcar a consulta, por isso a confirmou.

Mas, ficou preocupado. Será que o mal de Alzheimer o estava abraçando?

Pensou que, no dia seguinte, depois dos exames e dos testes, perguntaria ao médico o que fazer quanto a essa possibilidade. Afinal, de todos os processos de envelhecimento, o que ele mais temia era perder a sua capacidade mental.

Contudo, nem deu tempo para fazer indagações. Ao avaliar os primeiros resultados dos exames, o médico lhe disse que detectara um problema grave em seu coração.

Algo que necessitava urgente intervenção. Fora muito bom que ele tivesse vindo àquela consulta. Um ou dois meses mais e poderia ter sérios problemas.

Enquanto isso, na recepção da clínica, uma discussão tinha lugar.

Um homem estava quase a gritar com a secretária:

Como o senhor Richard Fleming já está sendo atendido? Eu sou Richard Fleming e minha consulta estava marcada para as nove horas, hoje!

Ante a sua insistência e impaciência, a secretária foi verificar no arquivo e descobriu duas fichas separadas para dois Richard Fleming.

Um era o que estava à sua frente e marcara a consulta. O outro era o que estava recebendo um diagnóstico grave e a prescrição da cura.

O Richard Fleming errado havia recebido o seu telefonema. Um equívoco que foi providencial para a vida do empresário aposentado.

Em verdade, ele precisava que isso acontecesse para que sua vida pudesse ser salva!

* * *

Deus tem sempre inusitadas formas de agir. Uma coincidência de duas pessoas com o mesmo nome poderia criar muita confusão.

Nesse caso, foi utilizada pela Providência Divina, para que uma pessoa pudesse ter sua vida salva!

Por isso, quando algumas coincidências acontecerem em sua vida, beneficiando-o, provocando-lhe felicidade, analise com cuidado e verifique se não podem ter sido provocadas pelo Pai amoroso e bom.

Isso porque o que chamamos simples coincidências são a expressão do amor de Deus aos Seus filhos.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base em texto do

livro Pequenos milagres, v. II, de Yitta Halberstam

& Judith Leventhal, ed. Sextante.

sexta-feira, 7 de maio de 2010


MOMENTO ESPÍRITA O mesmo caminho

Deus é pleno de misericórdia para com Seus filhos.

A todos faculta incontáveis experiências, a fim de que se aperfeiçoem e se enriqueçam dos mais variados dons.

Entretanto, os homens, com freqüência, dizem faltar em suas vidas elementos indispensáveis à felicidade.

Um reclama da ausência de uma companheira amorosa e digna.

Outro brada porque enfrenta problemas profissionais.

Há quem se ressinta da falta de saúde.

Um terceiro clama aos céus porque seus filhos são desequilibrados.

Parece haver um descompasso entre a amorosa e rica Providência do Pai Celeste e a carência experimentada por Seus filhos.

Contudo, a ordem universal não é feita de regalias e privilégios.

Os recursos são amorosamente distribuídos no intuito do progresso.

Quem os recebe fica na condição de depositário e precisa prestar contas do uso que deles faz.

Talentos não podem ser enterrados, a denotar preguiça de quem os recebe.

Com maior razão, não devem receber uso pervertido.

Todo Espírito é paulatinamente cumulado de dons, para que os utilize com dignidade.

O uso digno sempre implica o progresso próprio e alheio.

Quem se permite atitudes indignas ou levianas arca com as consequências.

Para aprender a valorizar o tesouro desperdiçado, experimenta a sua falta.

Assim, o homem que hoje se ressente da ausência de uma esposa digna não deve se imaginar vítima do acaso.

Talvez ainda ontem ele tenha sido o marido infiel de uma grande mulher.

Provavelmente, a alma enobrecida o perdoou e seguiu em frente.

Mas ele se vinculou a quem foi sua cúmplice no adultério.

Hoje sonha com uma figura digna de mulher, que não está mais presente.

O enfermo crônico lamenta a ausência de saúde.

Contudo, no passado pode ter desperdiçado a ventura de um organismo físico perfeito e vigoroso.

Pôs a perder a saúde em vícios e noitadas e agora tem a oportunidade de perceber o tesouro que é um corpo sadio.

O mau rico de ontem renasce hoje na miséria.

O político corrupto do pretérito experimenta agruras por falta de serviços públicos essenciais, na região pobre em que renasceu.

Não se trata de castigo, mas de justiça e responsabilidade.

Na rota evolutiva, o Espírito trilha várias vezes o mesmo caminho e o encontra conforme o haja deixado.

Ciente disso, cesse de reclamar pelas dificuldades de sua vida.

Lembre-se de que, hoje pode sofrer a ausência de algo importante que teve no passado e não valorizou.

Viva com dignidade o momento presente e trate de merecer o retorno do tesouro que jogou fora.

Cuide muito bem do caminho que agora trilha, para encontrá-lo florido na próxima jornada que empreender.