quinta-feira, 8 de setembro de 2011

COMO FOI A DOUTRINA DIFUNDIDA PELO MUNDO

INDICE

OBJETIVO DA AULA

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR. 2

ENTENDENDO O ESPIRITISMO.. 3

ABC DO ESPIRITISMO – (VITOR R CARNEIRO) 4

CAPÍTULO 5 - ALLAN KARDEC E SUA OBRA.. 4

CAPÍTULO 6 - FLAMMARION, DENIS E DELANNE, FIÉIS CONTINUADORES DA OBRA DE KARDEC.. 6

GABRIEL DELANE. 9

PROPAGAÇÃO DO ESPIRITISMO.. 13

REVISTA ESPÍRITA, SETEMBRO DE 1858.. 13

OUTROS COLABORADORES. 20

CRONOLOGIA. 21

PLANO DE IDÉIAS Nº 01. 23

PROPAGADORES DO ESPIRITISMO.. 23

A CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA. 25

PLANO DE IDEIAS Nº 02. 28

OBJETIVO DA AULA

Abordar os colaboradores desencarnados

Demonstrar o trabalho de Kardec em não deixar a Doutrina estacionar

Mostrar tambem a importancia do Espiritismo no Brasil e sua finalidade, falando dos colaboradores no País, especialmente Bezerra de Menezes

Sua perseverança e esforço para difundir a Doutrina e trazer ao conhecimento alguns dos grandes colaboradores

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL

Entendendo o Espiritismo – (Diversos)

3

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

Enquanto é Tempo

7

Na Semeadura II

85 - 88

Religiões e Filosofias

12 - 13

Respondendo e Esclarecendo

20 – 154 – 197 - 198


ENTENDENDO O ESPIRITISMO

ABC DO ESPIRITISMO – (VITOR R CARNEIRO)

CAPÍTULO 5 - ALLAN KARDEC E SUA OBRA

Hippolyte Léon Denizard Rivail – Allan Kardec – nasceu na cidade de Lyon, na França, a 3 de outubro de 1804.

Iniciou os estudos na sua terra natal. Aos doze anos de idade foi para Yverdun, na Suíça, onde, sob a direção do célebre professor Pestalozzi, aprimorou seus conhecimentos, chegando mesmo a substituir, muitas vezes, o grande mestre, quando este se afastava do instituto, para atender a outros compromissos, fora.

Kardec fez, também, um curso de línguas. Conhecia o alemão, o inglês, o italiano, o espanhol, o holandês e possuía ainda sólida cultura científica.

Publicou vários trabalhos importantes, na época, tais como: “Curso Prático de Aritmética”, “Gramática Francesa Clássica”, “Manual de Exames para os títulos de capacidade”, “Programa dos cursos usuais de Química, Física, Astronomia e Fisiologia”, “Catecismo Gramatical da língua francesa para os iniciantes do idioma” e outros trabalhos didáticos.

Além dessas obras, citaremos as da Codificação espírita, que são as seguintes:

Ø Em 18 de abril de 1857 – O Livro dos Espíritos.

Ø Em janeiro de 1861 – O Livro dos Médiuns.

Ø Em abril de 1864 – O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Ø Em agosto de 1865 – O Céu e o Inferno.

Ø Em janeiro de 1868 – A Gênese.

Estas cinco obras constituem o chamado Pentateuco espírita.

Kardec escreveu, ainda, “O que é o Espiritismo”, “O Principiante Espírita” e “Obras Póstumas”, que foram publicadas após sua morte. Fundou também a “Revue Spirite”, em janeiro de 1858, que editou até o ano de 1869.

Os Espíritos revelaram que Allan Kardec vivera, em uma de suas encarnações, na Gália, e seu nome era o pseudônimo por ele usado agora, e que em outra encarnação, fora João Huss, condenado a 6 de fevereiro de 1415 e executado nas fogueiras da inquisição, porque pregava contra a injustiça daqueles que detinham o poder nas mãos.

Em 1854, Kardec ouvira falar das chamadas mesas girantes. Seu amigo Fortier, que estudava magnetismo, disse-lhe que acabava de descobrir uma nova propriedade magnética: as mesas, além de girarem, também respondiam perguntas a elas formuladas.

Kardec revida esta afirmativa, dizendo: “Só acreditarei se me provarem que as mesas têm um cérebro para pensar e nervos para sentir. Enquanto isso permita-me considerar esse fato como uma história fabulosa”.

Carlotti, outro amigo seu, faz-lhe referência sobre a comunicação dos Espíritos; o Mestre torna-se, agora, interessado no assunto. Vai a casa da Sra. Planemaison e, através de sua mediunidade de efeitos físicos, verifica que, realmente, as mesas falam.

Rende-se ele à evidência dos fatos. Mas não parou aí. Viu nesse passatempo alguma coisa de importante. Precisava investigar e descobrir as causas que davam origem a esses interessantes fenômenos.

Através da faculdade das meninas Baudin, viu a escrita por intermédio da cesta. Por esse processo eram dadas respostas, com exatidão, às perguntas formuladas aos Espíritos.

Não havia dúvida: estava mesmo diante de um fato novo, que merecia carinhoso estudo. Passou, então, a fazer observações através do método experimental, pois havia percebido que os fenômenos eram produzidos pelos Espíritos dos que já viveram na Terra.

E, assim, pelas informações prestadas por essas entidades comunicantes, Allan Kardec escreveu “O Livro dos Espíritos”, obra básica da doutrina Espírita.

Acresce esclarecer, ainda, que essa monumental obra não foi concebida por um filósofo ou ditada por um Espírito: ela é o resultado das revelações de muitos Espíritos, todas concordantes, vindas por diferentes médiuns, em lugares diversos.

Essas comunicações passavam pelo crivo da razão do Codificador, que as analisava, comparava, discutia e só as aceitava depois de verificar que se achavam isentas de quaisquer dúvidas.

Allan Kardec recebeu a notícia de que estava encarregado da Codificação, pela médium Srtª. Japhet, tendo seu guia lhe dito: “Não haverá diversas religiões nem há mister senão de uma, que é a verdadeira, grande e digna do Criador... Seus primeiros fundamentos já foram lançados...”

“Haverá muitas ruínas e desolações; são chegados os tempos para a renovação da humanidade.”

Como se vê, Kardec fora, realmente, escolhido pelo Cristo para o cumprimento da sublime missão de codificar o Espiritismo.

E a escolha não poderia deixar de ser esta, uma vez que o Mestre possuía todas as qualidades indispensáveis ao cumprimento dessa grande e árdua tarefa.

Além de filósofo, benfeitor e idealista, era dotado de um coração boníssimo, o que lhe dava condição para o cumprimento do lema da Doutrina nascente: Fora da caridade não há salvação.

Por motivo de um aneurisma e esgotado pelo exaustivo trabalho realizado em tão pouco tempo, o grande missionário de Lyon veio a desencarnar no dia 31 de março de 1869.

À beira da sua sepultura, Flammarion, seu fiel seguidor, pronunciou estas palavras:

“Ele, porém era o que eu denominarei simplesmente o bom senso encarnado”.

Concluindo este capítulo, em o qual apreciamos rapidamente a obra incomparável de Kardec, lembremos de que ele não morrera, passara para a espiritualidade após cumprir a gloriosa missão que lhe fora confiada, legando à posteridade a imortal obra da Codificação, segundo os planos traçados por Jesus, diretor de nosso Orbe.

CAPÍTULO 6 - FLAMMARION, DENIS E DELANNE, FIÉIS CONTINUADORES DA OBRA DE KARDEC

Na segunda edição da presente obra, deliberamos acrescentar, nesta sua Primeira Parte, mais um Capítulo, o 6, e, para integrá-lo, escolhemos três personagens que, pelos trabalhos por eles realizados em prol da então Doutrina nascente, trabalhos esses que abrangem o campo filosófico-científico-religioso, do Espiritismo, merecem destaque especial, não só pela vasta produção literária, desses três abnegados missionários do Cristo, mas, principalmente, por terem sido eles fiéis continuadores da obra de Allan Kardec.

Camille Flammarion – o explorador e revelador dos céus – foi quem popularizou a Astronomia, tendo recebido, na época, o Prêmio Motion, da Academia Francesa. Suas obras foram traduzidas em quase todas as línguas, existindo, também, na França, centenas de Grupos Espíritas, que levam seu nome.

No Brasil, onde sua figura, como espírita e astrônomo, é bastante conhecida, existe um Observatório localizado na cidade de Matias Barbosa (MG), que tem seu nome.

Flammarion foi, sem dúvida alguma, um desses espíritos que, de quando em vez, reencarnam em nosso orbe, a fim de auxiliar seus irmãos em experiência a darem mais um passo rumo ao infinito. Mas, no seu caso, temos mais alguma coisa a acrescentar: ele fazia parte, também, do mesmo grupo de Espíritos que integrava Kardec e, por isso, sua vinda à Terra se deu na mesma época em que viera o mestre lionês, a fim de tomar parte, aqui, da equipe da Terceira Revelação liderada por ele, desempenhando tarefa definida no campo da astronomia. Eis por que, no seu trabalho, notadamente no que versa sobre a Uranografia Geral, procurou demonstrar que Deus não criara mundos somente para adornar o espaço infinito ou para deleitar nossas vistas, mas também para servir de habitat a outras criaturas que passam por eles, na trajetória infinita de sua evolução.

Desde muito cedo Flammarion já se interessava pelo estudo dos astros. Quando ainda jovem, pois contava apenas vinte anos de idade, publicou seu primeiro livro intitulado “A pluralidade dos mundos habitados”, que chamou a atenção dos sábios e cientistas da época. Mas não parou aí. Escreveu muitos outros trabalhos, quase todos abordando assuntos ligados à sobrevivência da alma após sua desencarnação, trabalhos esses que atestam ter sido ele, realmente, um dos fiéis continuadores da monumental obra de Kardec.

Para o conhecimento dos leitores, citamos, ainda, “Deus na Natureza”, que é um estudo profundo de todos os fenômenos naturais; “O Desconhecido e os Problemas Psíquicos”, “Urânia”, “As Casas Mal Assombradas”, “A Morte e seus Mistérios”, dividida em três volumes, que foi terminada quando o autor completava oitenta anos de idade, além de “Sonhos Estelares” e outros trabalhos referentes à Astronomia, que foram, também, traduzidos para línguas estrangeiras.

À beira do túmulo de Kardec, quando o mestre baixava à sepultura, Flammarion proferiu o célebre discurso, que se acha inserido no livro “Obras Póstumas”, exaltando a figura incomparável daquele que legara à posteridade a consoladora Doutrina ditada pelos Espíritos, pronunciando, na oportunidade, a conhecida frase: “Ele, porém, era o que eu denominarei simplesmente o bom senso encarnado”.

Camille Flammarion nasceu no dia 21 de fevereiro de 1842, em Montigny, França, e desencarnou em junho de 1925, com a idade de 83 anos.

Léon Denis – o apóstolo do Espiritismo – contava apenas onze anos de idade quando Kardec publicou a primeira edição de “O Livro dos Espíritos”. Ele fazia parte, também, da equipe da Terceira Revelação, e viera à Terra para complementar e divulgar os ensinos já enfeixados na Codificação Kardequiana.

Suas obras, quase todas de cunho filosófico-religioso, sintetizam, de maneira extraordinária, seus conhecimentos, embora tenha sido um autodidata, de origem modesta, sem nenhum curso regular.

Quando ainda muito moço, revelou-se inclinado para a Filosofia e as letras, tendo estudado todas as obras de Allan Kardec, nas quais encontrou subsídios para o aprimoramento de seu Espírito. Preparando-se, dessa forma, para o fiel cumprimento da meritória missão que trouxera como seu continuador, de quem se tornou fiel discípulo.

Vale a pena transcrever, aqui, o belo trecho de sua obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, através do qual diz ele:

“Dia virá, em que todos os pequenos sistemas acanhados e envelhecidos, se fundirão numa síntese abrangendo todos os reinos da idéia. Ciências, filosofias, religiões, divididas hoje, reunir-se-ão na luz, e será então a vida, o esplendor do Espírito, o reinado do Conhecimento.

Neste acordo magnífico, as ciências fornecerão a precisão e o método na ordem dos fatos; as filosofias, o rigor de suas deduções lógicas; a poesia, a irradiação de suas luzes e a magia de suas cores; a religião juntar-lhe-á as qualidades do sentimento e a noção da estética elevada. Assim, realizar-se-á a beleza na força e na unidade do pensamento. A alma orientar-se-á para os mais altos cimos, mantendo ao mesmo tempo o equilíbrio de relação necessário para regular a marcha paralela e ritmada da inteligência e da consciência na sua ascensão para a conquista do Bem e da Verdade”.

Léon Denis, durante sua preciosa existência terrestre, proferiu inúmeros discursos doutrinários, de rara beleza, em Congressos Internacionais.

Em 1889, tomou parte no II Congresso Espírita Internacional, tendo participado, também, do Congresso Espírita de Bruxelas – Bélgica – onde representou o movimento espírita da França e do Brasil. Em 1925, foi aclamado Presidente do Congresso Espírita Internacional, realizado em Paris, do qual saiu a Federação Espírita Internacional, transferida para Inglaterra, em 1948.

Léon Denis deixou, ainda, numerosos trabalhos esparsos, tais como conferências, artigos, declarações, etc., muitos dos quais não foram publicados além de seus nove livros, que alinhamos a seguir: “No Invisível”, “Depois da Morte”, “O Porquê da Vida”, “O Grande Enigma”, “Cristianismo e Espiritismo”, “Joana D’Arc, Médium”, “O Mundo Invisível e a Guerra”, “O Gênio Celta e o Mundo Invisível” e “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”. Obras essas que se vinculam à Codificação de Kardec, porquanto estava ele profundamente identificado com o mestre lionês.

Assim, através dessa preciosa literatura espírita que nos legara, o Espiritismo foi amplamente divulgado, não só nos países da Europa, mas principalmente entre os povos latino-americanos.

Antes, porém, de encerrarmos estas ligeiras notas sobre o apreciado escritor espírita francês, convém esclarecer, ainda, que Léon Denis teve estreita ligação com a Federação Espírita Brasileira. Tendo sido, a partir de 1901, aprovada, por unanimidade, sua indicação para sócio Distinto e Presidente Honorário da FEB, passando a responder, também, pela representação permanente da Casa de Ismael na França e em outros países do continente europeu.

Léon Denis nasceu em Foug, França, no dia 1.º de janeiro de 1846 e desencarnou no dia 12 de abril de 1927, em Tours, com 81 anos de idade.

GABRIEL DELANE

O gigante do Espiritismo científico – nasceu exatamente no ano em que Allan Kardec publicava a primeira edição de “O Livro dos Espíritos”. Seu pai, Alexandre Delane, era espírita e amicíssimo de Kardec, motivo por que foi ele grandemente influenciado pela idéia nascente. Sua mãe trabalhou como médium, cooperando, assim, com o mestre de Lyon na codificação do Espiritismo.

Delane foi um dos maiores propagadores da sobrevivência e comunicabilidade dos Espíritos, tendo escrito várias obras de cunho científico, tais como “O Espiritismo Perante a Ciência”, “O fenômeno Espírita”, “A Evolução Anímica”, “Pesquisas sobre a mediunidade”, “As Aparições Materializadas de Vivos e Mortos”, além de outros trabalhos esparsos.

Um dos temas que mais preocuparam o engenheiro Delane, foi o perispírito, por ser a base de todos os fenômenos mediúnicos e anímicos. Procurou, ele, fazer a diferença entre o animismo e o mediunismo, através de acurados estudos e pesquisas sobre tão importante assunto, sempre com muita prudência, qualidade que lhe era peculiar, merecendo, por isso, a alcunha de gigante do Espiritismo científico.

Comentar, neste Capítulo, cada um de seus livros, não é nosso objetivo, mesmo porque, se quiséssemos abordar, embora em síntese, tudo quanto Delane enfeixou na sua obra, não seria possível num pequeno trabalho como este, cujo título bem demonstra tratarse de um ABC da Doutrina Espírita.

Portanto, quem quiser se aprofundar mais nos estudos do Espiritismo, sob o aspecto científico, aí estão seus livros, conforme citação já feita, todos traduzidos para a língua portuguesa.

Todavia, não podemos deixar de transcrever, para este Capítulo, a interessante entrevista concedida por ele, nos planos espirituais, ao Espírito André Luiz, inserida na obra “Entre Irmãos de Outras Terras” psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (2.ª Edição da FEB, 1967), em data de 20 de agosto de 1965, através da qual respondeu a várias questões, que bem demonstram ter sido ele, realmente, um dos mais destacados continuadores de Allan Kardec.

Eis as seis perguntas mais expressivas:

1) Admite que os princípios espíritas estão caminhando lentamente no mundo?

R Não penso assim... As atividades espíritas contam pouco mais de um século e um século é período demasiado curto em assuntos do espírito.

2) Muitos amigos na Terra são de parecer que os Mensageiros da Espiritualidade Superior deveriam patrocinar mais amplas manifestações de mediunidade de efeitos físicos para benefício dos homens, como sejam materializações e vozes diretas. Que pensa a respeito?

R Creio que a mediunidade de efeitos físicos serve à convicção, mas não adianta ao serviço indispensável na renovação espiritual. Os Espíritos Superiores agem acertadamente em lhe podando os surtos e as motivações, para que os homens, nossos irmãos, despertem à luz da Doutrina Espírita, entregando a consciência ao esforço de aprimoramento moral.

3) Conquanto tenha essa opinião, julga que o Espiritismo precisa atender ao incremento e melhoria da mediunidade?

R Não teríamos o Evangelho sem Jesus Cristo e não teríamos Jesus Cristo sem o socorro aos sofredores pelos processos mediúnicos que lhe caracterizaram a presença na Terra.

4) Para que região devemos nós, a seu ver, conduzir a pesquisa científica na Terra, de vez que a conquista da paisagem material de outros planetas não adiantará muito ao progresso moral das criaturas?

R Devemos estimular os estudos em torno da matéria e da reencarnação, analisar o reino maravilhoso da mente e situar no exercício da mediunidade as obras da fraternidade, da orientação, do consolo e do alívio às múltiplas enfermidades das criaturas terrestres...

5) Onde os percalços maiores para a expansão da Doutrina Espírita?

R Em nossa opinião, os maiores embaraços para o Espiritismo procedem da atuação daqueles que reencarnam, prometendo servi-lo seja através da mediunidade direta ou da mediunidade indireta, no campo da inspiração e da inteligência, e se transviam nas seduções da esfera física, convertendo-se em médiuns autênticos das regiões inferiores, de vez que não negam as verdades do Espiritismo, mas estão prontos a ridicularizá-las, através de escritos sarcásticos ou da arte histriônica, junto dos quais encontramos as demonstrações fenomênicas improdutivas, as histórias fantásticas, o anedotário deprimente e os filmes de terror.

6) Como vê semelhantes deformações?

R Os milhões de Espíritos inferiores que cercam a Humanidade possuem seus médiuns. Impossível negar isso.

Em síntese, aí está, caro leitor, o que foi o eminente cientista francês, nascido aos 23 de março de 1857 e desencarnado a 15 de fevereiro de 1926, com a idade de 69 anos, após haver cumprido sua missão na Terra.

Também como integrante da equipe de colaboradores do mestre Kardec, que veio para ampliar os conhecimentos humanos concernentes ao aspecto científico do Espiritismo e, agora, continuando seu trabalho nos planos mais altos, em prol desta humanidade sofredora.

Ao finalizar, pois, este Capítulo, afirmamos, mais uma vez, que estes três missionários, que mais se dedicaram na produção de obras consideradas subsidiárias às de Allan Kardec, ocupam, certamente, lugar relevante no mais alto conceito dos valores culturais da nossa amada Doutrina Espírita


PROPAGAÇÃO DO ESPIRITISMO

REVISTA ESPÍRITA, SETEMBRO DE 1858

Passa-se, na propagação do Espiritismo, um fenômeno digno de nota.

Há apenas alguns anos que, ressuscitado das crenças antigas, fez sua aparição entre nós, não mais como outrora, à sombra dos mistérios, mas claramente e à vista de todo mundo.

Para alguns, foi objeto de uma curiosidade passageira, um divertimento que se deixa como um brinquedo para tomar um outro; em muitos não encontrou senão a indiferença; na maioria a incredulidade, malgrado a opinião dos filósofos dos quais se invoca, a cada instante, o nome como autoridade. Isso nada atem de surpreendente: o próprio Jesus convenceu todo o povo judeu com seus milagres? Sua bondade e a sublimidade de sua doutrina fizeram-lhe encontrar graça diante de seus juizes?

Não foi ele tratado como patife e como impostor? E se não lhe aplicaram o epíteto de charlatão, foi porque não se conhecia, então, esse termo da nossa civilização moderna. Todavia, os homens sérios viram, nos fenômenos que ocorrem em nossos dias, outra coisa além de um objeto de frivolidade; eles estudaram, aprofundaram com o olho do observador consciencioso, e neles encontraram a chave de uma multidão de mistérios até então incompreendidos; isso foi, para eles, um raio de luz, e eis que desses fatos saiu toda uma doutrina, toda uma filosofia, podemos dizer, toda uma ciência, divergente segundo o ponto de vista ou a opinião pessoal do observador, mas tendendo, pouco a pouco, para a unidade de princípios.

Apesar da oposição interessada de alguns, sistemática entre aqueles que crêem que a luz não pode sair senão de seu cérebro, essa doutrina encontra numerosos adeptos, porque ela esclarece o homem sobre seus verdadeiros interesses presentes e futuros, porque responde às suas aspirações quanto ao futuro, tornado, de alguma sorte, palpável; enfim, porque satisfaz, ao mesmo tempo, sua razão e suas esperanças, e dissipa as dúvidas que degeneram em incredulidade absoluta.

Ora, com o Espiritismo, todas as filosofias materialistas ou panteístas caem por si mesmas; não é mais possível a dúvida quanto à Divindade, à existência da alma, sua individualidade, sua imortalidade; seu futuro nos aparece como a luz do dia, e sabemos que esse futuro, que deixa sempre uma porta aberta à esperança, depende de nossa vontade e dos esforços que fazemos para o bem.

Enquanto não se viu, no Espiritismo, senão fenômenos materiais, nele não se interessou senão como um espetáculo, porque se dirigia aos olhos; mas do momento em que se elevou à categoria de ciência moral, foi tomado a sério, porque fala ao coração e à inteligência, e nele cada um encontra a solução daquilo que procurava vagamente em si mesmo; uma confiança baseada sobre a evidência substituiu a incerteza dolorosa; do ponto de vista tão elevado em que nos coloca, as coisas daqui parecem tão pequenas e tão mesquinhas que as vicissitudes deste mundo nada mais são do que incidentes passageiros, que se suporta com paciência e resignação; a vida corpórea não é senão uma curta parada na vida da alma; para nos servir da expressão do nosso sábio e espiritual confrade, senhor Jobard, não é mais que uma má hospedagem onde não se tem necessidade de desfazer a mala. Com a Doutrina Espírita, tudo está definido, tudo está claro, tudo fala à razão; em uma palavra, tudo se explica, e aqueles que se aprofundaram em sua essência nela hauriram uma satisfação interior à qual. não querem mais renunciar. Eis porque ela encontrou, em tão pouco tempo, tão numerosas simpatias, e essas simpatias as recruta não no círculo restrito de uma localidade, mas no mundo inteiro. Se os fatos não estivessem aí para prová-lo, julgaríamos por nossa Revista, que não tem senão alguns meses de existência, e da qual os assinantes, embora não se contem ainda por milhares, estão disseminados sobre todos os pontos do globo.

Além daqueles de Paris e suas províncias, temo-los na Inglaterra, na Escócia, na Holanda, na Bélgica, na Prússia, em São Petersburgo, Moscou, Nápoles, Florença, Milão, Gênova, Turim, Genève, Madri, Shangai, na China, Batávia, Cayenne, México, no Canadá, nos Estados Unidos, etc. Não o dizemos por fanfarrice, mas como um fato característico.

Para que um jornal novo, tão especial, seja desde hoje pedido em países tão diversos e tão distantes, é preciso que o objeto que trata encontre seus partidários, de outro modo não o fariam, por simples curiosidade, vir de várias milhares de léguas, ainda que fosse do melhor escritor. É, pois, por seu objeto que interessa e não por seu obscuro redator; aos olhos de seus leitores, seu objeto, portanto, é sério.

Torna-se assim evidente que o Espiritismo tem raízes em todas as partes do mundo, e, sob esse ponto de vista, vinte assinantes, repartidos em vinte países diferentes, provariam mais do que cem, concentrados em uma única localidade, porque não se poderia supô-lo senão como a obra de um grupo.

A maneira pela qual se propagou o Espiritismo até agora, não merece uma atenção menos séria. Se a imprensa tivesse feito soar sua voz em seu favor, se o tivesse enaltecido, em uma palavra, se o mundo o tivesse repetido fastidiosamente, poder-se-ia dizer que se propagou como todas as coisas que encontram consumo em razão de uma reputação factícia, da qual se quer experimentar, não fora senão por curiosidade. Mas nada disso ocorreu: a imprensa, em geral, não lhe deu voluntariamente nenhum apoio; ela o desdenhou, ou se, em raros intervalos, dele falou, foi para torná-lo em ridículo e enviar seus adeptos aos manicômios, coisa pouco encorajadora para aqueles que tivessem tido a veleidade de se iniciar.

Apenas o próprio senhor Home obteve as honras de algumas menções semi-sérias, ao passo que os acontecimentos mais vulgares nela encontram um grande espaço. Aliás, é fácil de ver, na linguagem dos adversários, que estes falam dele como os cegos das cores, sem conhecimento de causa, sem exame sério e aprofundado, e unicamente sobre uma primeira impressão; também seus argumentos se limitam a uma negação pura e simples, porque não honramos com o nome de argumentos as piadas engraçadas; os gracejos, por espirituais que sejam, não são razões.

Todavia, não é preciso acusar de indiferença, ou de má vontade, todo o pessoal da imprensa. Individualmente, o Espiritismo nela conta com partidários sinceros, e os conhecemos, mais de um, entre os mais distintos homens de letras. Porque, pois, guardam o silêncio? Porque ao lado da questão de crença, há a da personalidade todo-poderosa neste século. A crença, entre eles, como entre muitos outros, é concentrada e não expansiva; por outro lado, são obrigados a seguirem os trâmites de seu jornal, e tal jornalista teme perder assinantes, arvorando francamente uma bandeira cuja cor poderia desagradar a alguns dentre eles.

Esse estado de coisas durará? Não; ocorrerá com o Espiritismo como com o Magnetismo, do qual outrora não se falava senão em voz baixa, e que não mais se teme confessar hoje.

Nenhuma idéia nova, por bela e justa que seja, não se implanta instantaneamente no espírito das massas, e aquela que não encontrasse oposição seria um fenômeno inteiramente insólito. Por que o Espiritismo faria exceção à regra comum? É preciso às idéias, como aos frutos, o tempo para amadurecer; mas a leviandade humana faz com que sejam julgadas antes de sua maturidade, ou sem se dar ao trabalho de sondar-lhes as qualidades íntimas. Isso nos lembra a espiritual fábula a jovem macaca, o macaco e a noz.

Essa jovem macaca, como se sabe, colhia uma noz em sua casca verde; levou-a ao dente, fez careta e a rejeitou, espantando-se em não achar boa uma coisa tão amarga; mas um velho macaco, menos superficial e sem dúvida profundo pensador em sua espécie, apanhou a noz, a parte, a descasca, a come e acha deliciosa; o que acompanha com uma bela moral endereçada a todas as pessoas que julgam as coisas novas pelas aparências.

O Espiritismo, pois, deveu caminhar sem o apoio de nenhum recurso estranho, e eis que, em cinco ou seis anos, ele se vulgarizou com uma rapidez prodigiosa. Onde hauriu essa força, senão em si mesmo? É preciso, pois, que haja, em seu princípio, alguma coisa bem poderosa para estar assim propagado sem os meios super excitantes da publicidade.

É que, como dissemos acima, quem quer que se dê ao trabalho de se aprofundar nele, encontra o que procurava, o que sua razão lhe faz entrever, uma verdade consoladora, e, afinal de contas, nele haure a esperança e uma verdadeira alegria. Também as convicções adquiridas são sérias e duráveis; não são opiniões levianas, que um sopro faz nascer e que um outro sopro desfaz.

Alguém nos disse recentemente:

"Encontro no Espiritismo uma tão suave esperança, dele retiro tão doces e tão grandes consolações, que todo pensamento contrário me tornaria bem infeliz, e sinto que meu melhor amigo se me tornaria odioso se tentasse me arrancar dessa crença."

Quando uma idéia não tem raízes, pode lançar uma luz passageira, como essas flores que fazem produzir à força; mas logo, por falta de sustento, elas morrem e delas não se fala mais. Aquelas, ao contrário, que têm uma base séria, crescem e persistem; acabam por se identificarem de tal modo como os hábitos que se admira mais tarde não se ter podido passar sem elas.

Se o Espiritismo não foi secundado pela imprensa da Europa, não ocorreu o mesmo, dir-se-á, com a da América. Isso é verdade até um certo ponto.

Há na América, como aliás em toda parte, a imprensa geral e a imprensa especial. A primeira, sem dúvida, dele se ocupou mais do que entre nós, embora menos do que se pensa; ela tem, aliás, também seus órgãos hostis.

A imprensa especial conta, só nos Estados Unidos, com dezoito jornais espíritas, os quais dez hebdomadários e vários de grandes formatos.

Vê-se que estamos ainda bem atrasados a esse respeito; mas lá, como aqui, os jornais especiais se dirigem às pessoas especiais; é evidente que uma gazeta médica, por exemplo, não será procurada de preferência, nem pelos arquitetos, nem pelos homens de lei; do mesmo modo, um jornal espírita não é lido, com algumas exceções, senão pelos partidários do Espiritismo. O grande número de jornais americanos que tratam dessa matéria prova uma coisa: que há bastantes leitores para mantê-los. Fizeram muito, sem dúvida, mas sua influência, em geral, é puramente local; a maioria é desconhecida do público europeu, e os nossos não lhes fizeram senão bem raras transcrições.

Dizendo que o Espiritismo se propagou sem o apoio da imprensa, entendemos falar da imprensa em geral, que se dirige a todo o mundo, daquela cuja voz fere milhões de ouvidos cada dia, que penetra nos refúgios mais obscuros; daquela com a qual o anacoreta, no fundo do seu deserto pode estar ao corrente do que se passa, tanto quanto o citadino; enfim, daquela que semeia as idéias a mãos cheias.

Qual o jornal espírita que pode se gabar de assim fazer ressoar os ecos do mundo? Ele fala às pessoas convencidas; não chama a atenção dos indiferentes. Estamos, pois, com a verdade dizendo que o Espiritismo esteve entregue às suas próprias forças; se por ele mesmo se fez assim tão grande, quê será quando puder dispor da poderosa alavanca da publicidade! À espera desse momento, planta por toda parte estacas; por toda a parte seus ramos encontrarão ponto de apoio; por toda parte, enfim, encontrará vozes cuja autoridade imporá silêncio aos seus detratores.

A qualidade dos adeptos do Espiritismo merece uma atenção especial. São recrutados nas camadas inferiores da sociedade, entre as pessoas iletradas?

Não; aqueles dele se ocupam pouco ou nada; foi pouco se dele ouviram falar. As próprias mesas girantes neles encontraram poucos praticantes. Até o presente, seus prosélitos estão nas primeiras classes da sociedade, entre as pessoas esclarecidas, os homens de saber e de raciocínio; e, coisa notável, os médicos, que durante tão longo tempo fizeram uma guerra encarniçada ao Magnetismo, se juntam sem dificuldade a essa doutrina; contamos um grande número deles, tanto na França quanto no estrangeiro, entre os nossos assinantes, em cujo número se encontra também uma maioria de homens superiores em todos os sentidos, notabilidades científicas e literárias, altos dignatários, funcionários públicos, oficiais generais, negociantes, eclesiásticos, magistrados, etc., todas pessoas sérias para dar o título de passatempo a um jornal que, como o nosso, não se considera capaz de recrear, e ainda menos se crêem nele encontrar fantasias.

A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas não é uma prova menos evidente dessa verdade, pela escolha das pessoas que reúne; suas sessões são seguidas com um firme interesse, uma atenção religiosa, podemos mesmo dizer com avidez, e todavia não se ocupa senão de estudos graves, sérios, freqüentemente muito abstratos, e não de experiências próprias para excitarem a curiosidade. Falamos do que se passa sob os nossos olhos, mas podemos dizê-lo igualmente de todos os centros onde se ocupa do Espiritismo sob o mesmo ponto de vista, porque quase por toda parte (como os Espíritos o haviam anunciado) o período de curiosidade chega ao seu declínio.

Esses fenômenos nos fazem penetrar numa ordem de coisas tão grandes, tão sublimes que, ao lado dessas graves, questões um móvel que gira ou que bate é um brinquedo de criança: é o abe da ciência.

Aliás, sabe-se o que se examinar agora sobre a qualidade dos Espíritos batedores, e, em geral, daqueles que produzem efeitos materiais.

Eles foram justamente chamados os saltimbancos do mundo espírita; por isso interessa-se menos por eles do que por aqueles que podem nos esclarecer.

Podem-se assinalar, à propagação do Espiritismo, quatro fases ou períodos distintos:

1. A da curiosidade, na qual os Espíritos batedores desempenharam o papel principal para chamar a atenção e preparar os caminhos.

2. A da observação, na qual entramos, e que pode-se chamar o período filosófico.

O Espiritismo é aprofundado e se depura, tende à unidade da doutrina e se constitui em ciência.

Virão em seguida:

3. O período da admissão, no qual o Espiritismo tomará uma categoria oficial entre as crenças universalmente reconhecidas.

4. O período de influência sobre a ordem social.

Será então que a Humanidade, sob a influência dessas idéias, entrará em um novo caminho moral. Essa influência, desde hoje, é individual; mais tarde, agirá sobre as massas para o bem geral.

Assim, de um lado, eis uma crença que se propaga no mundo inteiro por si mesma, pouco a pouco, e sem nenhum dos meios usuais de propaganda forçada; de outro, essa mesma crença que se enraíza, não na base da sociedade, mas na sua parte mais esclarecida.

Não há, nesse duplo fato, alguma coisa bem característica e que deve levar à reflexão todos aqueles que ainda tratam o Espiritismo de sonho fútil.

Ao contrário de muitas outras idéias que partem da base, grosseiras ou desnaturadas, e não penetram senão depois de longo tempo nas camadas superiores onde se depuram, o Espiritismo parte do alto, e não chegará às massas senão liberto das idéias falsas, inseparáveis das coisas novas.

Todavia, é preciso convir que não há ainda, em muitos adeptos, senão uma crença latente; o medo do ridículo em alguns, em outros o medo de melindrar certas suscetibilidades, em seu prejuízo, os impedem de ostentarem francamente suas opiniões; isso é pueril, sem dúvida, e todavia o compreendemos; não se pode pedir, a certos homens, o que a Natureza não lhes deu: a coragem de afrontar o Que dirão disso; mas quando o Espiritismo estiver em todas as bocas, e esse tempo não está longe, essa coragem virá aos mais tímidos.

Uma mudança notável já se operou, desde há algum tempo, sob esse assunto; fala-se dele mais abertamente: arrisca-se, e isso faz abrir os olhos aos próprios antagonistas, que se perguntem se é prudente, no interesse de sua própria reputação, combater uma crença que, bom grado, mal grado, se infiltra por toda parte e encontra seus apoios no topo da sociedade.

Também o epíteto de louco, tão largamente prodigalizado aos adeptos, começa a se tornar ridículo; é um lugar comum que se usa e volta ao trivial, porque cedo os loucos serão mais numerosos do que as pessoas sensatas, e já mais de um crítico estão alinhados ao seu lado; de resto, é o cumprimento do que os Espíritos anunciaram dizendo que:

Os maiores adversários do Espiritismo dele se tornarão os mais dedicados partidários e os mais ardentes


OUTROS COLABORADORES

Afonso de Liguori

Alexandre Aksakof

Alfred Russel Wallace

Arthur Conan Doyle

Bezerra de Menezes

Antonio Gonçalves da Silva - "Batuíra"

Bezerra de Menezes

Caibar Schutel

Camille Flammarion

Cesar Lombroso

Charles Richet

Cornélio Pires

Emmanuel

Ernesto Bozzano

Eugène A. Albert De Rochas

Franz Anton Mesmer

Gabriel Delanne

Gustave Geley

Joanna de Ângelis

Joseph Oliver Lodge

Léon Denis

Luiz Olimpio Guillon Ribeiro

Luiz Olimpio Teles de Menezes

Manoel Philomeno B. de Miranda

Paul Gibier

Pierre-Gaëtan Leymarie

Silvio Canuto Abreu

William Crookes


CRONOLOGIA

Sócrates (470 - 399 a.C.), afirmava que os homens que viveram na Terra encontram-se após a morte e se reconhecem. Pôr pensar desta maneira, e difundir estas idéias, foi condenado a pena de beber cicuta (veneno);

Platão (427 - 347 a.C), foi discípulo de Sócrates e sua doutrina exerceu profunda influência em toda a filosofia ocidental. Foi o fundador do espiritualismo;

Pitágoras (570 - 496 a.C.) considerava que "a alma ‚ a verdadeira substância distinta do corpo, ao qual preexiste";

Demécrito (470 - 360? a.C.), um dos precursores da teoria atômica, estabelecia uma analogia entre a matéria e o Espírito. Dizia que "A matéria e o Espírito são formados de átomos, no entanto, os tomos do espírito são mais sutis que os materiais e são chamados tomos de fogo";

Sócrates afirmava que "a alma ‚ a causa da vida do corpo; desde que esse princípio animador o abandone, o corpo perece"; ???? ** Varias passagens bíblicas assinalam fenômenos mediúnicos (ver no final o ítem Aspecto Religioso do Espiritismo).

1520 ** Ruídos estranhos em Oppenheim, Alemanha, na casa de Melancthon.

1650 ** Havia pesquisas com ectoplasma (Vaugham - filósofo) que o denominou de mercúrio, pôr óbvios motivos de censura impostos pela Igreja. Outros nomes para o ectoplasma: plasma, teleplasma e ideoplasma (ver mais a frente o item correspondente a ectoplasma).

1661 ** Ruídos estranhos em Tedworth, Inglaterra, na casa de Mrs. Mompesson.

1716 ** Ruídos estranhos em Epworth Vicarage, e veja mais adiante o caso das irmãs Fox.

Isaac Newton (1642 - 1727) dizia que o Espírito nada mais ‚ do que um corpo de luz não material.

1744 ** EMANUEL SWEDENBORG (Um precursor doutrinário do Espiritismo).


PLANO DE IDÉIAS Nº 01

PROPAGADORES DO ESPIRITISMO

HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL, cognominado Allan Kardec (1804-1869 )

O CODIFICADOR

Educador, discípulo de Pestalozzi, Nasceu na cidade de Lyon, na França, a 3 de outubro

WILLIAN CROOKES (1832-1919 )

Físico e químico inglês, descobridor do elemento químico Túlio e dos raios catódicos) fez um inquérito sobre os poderes da médium e pode constatar numerosos efeitos físicos.


CAMILLE FLAMMARION (1842-1925)

O explorador e revelador dos céus – foi quem popularizou a Astronomia, tendo recebido, na época, o Prêmio Motion, da Academia Francesa

LÉON DENIS (1846-1927)

O apostolo do Espiritismo - Ele fazia parte, também, da equipe da Terceira Revelação, e viera à Terra para complementar e divulgar os ensinos já enfeixados na Codificação Kardequiana.

GABRIEL DELANNE (1857-1926)

o gigante do Espiritismo científico - foi um dos maiores propagadores da sobrevivência e comunicabilidade dos Espíritos, tendo escrito várias obras de cunho científico, tais como “O Espiritismo Perante a Ciência”.

ERNESTO BOZZANO (1861-1943)

A contribuição de Ernesto Bozzano foi providencial para a propagação do Espiritismo além fronteira francesa. Bozzano era um cientista materialista-positivista. Formou um grupo com a participação do dr. Giuseppe Venzano, Luigi Vassalo e os professores Enrique Morselli e francisco Porro, da Universidade de Gênova. Esse grupo deu o que falar à imprensa italiana e estrangeira, pois praticamente havia se obtido a realização de quase todos os fenômenos, culminando com a materialização de seis espíritos perfeitamente visíveis.

A CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA

BEZERRA DE MENEZES (1831-1900)

Cognominado o "médico dos pobres", Bezerra de Menezes tem uma biografia exemplar de renúncia para com o dever cumprido, custe ele o que custar. Antes de se tornar espírita, a sua conduta era a de um cristão.

DEOLINDO AMORIM (1908-1984)

Foi jornalista, escritor, sociólogo e espírita. De religião católica, em certa época professou também o protestantismo, mas integrando-se por volta de 1932, em reuniões do C. E. Jorge Niemeyer, no Espiritismo, serviu com inexcedível dedicação, com total fidelidade a Allan Kardec, tornando-se ao longo dos anos um intérprete fiel da Doutrina Consoladora

CHICO XAVIER (1910-2002)

Com mais de 400 obras psicografadas, que transformadas em tempo perfazem aproximadamente 11 anos de transe mediúnico.Chico Xavier, com 92 anos de idade, deixou-nos em 30/06/2002, ficando dele os exemplos de fé, esperança e caridade.

JOSÉ HERCULANO PIRES (1914-1979)

escritor, jornalista, educador, filósofo e tradutor. Segundo o Espírito Emmanuel, o melhor metro que mediu Allan Kardec. Isso deu ensejo à inclusão do termo apóstolo de Karcec ao título do livro escrito por Jorge Rizzini, J.H.Pires: O Apóstolo de Kardec

DIVALDO PEREIRA FRANCO (1927)

Percorreu mais de 1.000 cidades, 53 países e 11.000 palestras proferidas. Recebeu quase 600 homenagens, procedentes de Instituições culturais, políticas, universidades, associações beneficentes, núcleos espiritualistas, centros espíritas etc., destacando-se o título de Doutor Honoris Causa em Humanidades pela Universidade do Canadá e, no Brasil, mais de 80 títulos de cidadania.

EDGARD ARMOND

nasceu a 14 de junho de 1894

Um dos funcadores da ALIANÇA ESPIRITA EVANGELICA, em 4 de dezembro de 1973

O espírita esclarecido jamais é exclusivista ou sectário, porque o sectário é fanático e, portanto, espiritualmente inferiorizado; bem ao contrário, deve ser liberal, idealista e de mente universalizada, tanto nos conhecimentos como nos sentimentos, porque o fim da evolução é o universalismo do amor na unidade em Deus, e em Deus não há privilégios”.


PLANO DE IDEIAS Nº 02

Demonstrar o trabalho de Kardec em não deixar a Doutrina estacionar

Abordar os colaboradores desencarnados

Mostrar tambem a importancia do Espiritismo no Brasil e sua finalidade, falando dos colaboradores no País, especialmente Bezerra de Menezes

Sua perseverança e esforço para difundir a Doutrina e trazer ao conhecimento alguns dos grandes colaboradores

Sociedade Parisiense de Estudos espíritas

Revista Espírita

INCANSAVEL

Conclusão do selvagem

A Grande viagem espírita – 56 anos

Outros livros da Codificação

1864 o Evangelho

Os cientistas

Colaboradores espirituais

Emmanuel – André Luiz - Meimei

Somos-nos diferentes destes colaboradores?

É Hora de entrarmos na luta e divulgarmos não o espiritismo ou qualquer filosofia, mas sim o EVANGELHO DE JESUS

SORTE DAS CRIANÇAS DEPOIS DA MORTE

POR QUE “SORTE”?

NA DOUTRINA ESPÍRITA NÃO USAMOS O TERMO SORTE, MILAGRES, AZAR, ETC,
O AURÉLIO NOS DIZ QUE SORTE ENTRE OUTROS SIGNIFICADOS É:

* FORÇA QUE DETERMINA TODOS OS ACONTECIMENTOS, ESPECIALMENTE AQUELES PARA OS QUAIS NÃO SE ACHA EXPLICAÇÃO PLAUSÍVEL.

*FADO, DESTINO.

PARA NOSSAS EXPLICAÇÕES SOBRE O TEMA VAMOS NOS PRENDER AO SIGNIFICADO: DESTINO.

PONTO PARA O QUAL SE DIRIGE ALGO OU ALGUÉM.

- PARA ONDE ENTÃO SE DIRIGE O ESPÍRITO DAS CRIANÇAS QUANDO PERDE O SEU CORPO FÍSICO?

SÃO LEVADOS PARA COLONIAS, INSTITUIÇÃO ESTAS QUE SE DEDICAM AO AMPARO E TRATAMENTO DESSES ESPÍRITOS QUE DEIXAM O SEU CORPO FÍSICO NA INFÂNCIA.

É A OPORTUNIDADE DE SEREM CUIDADOS, ORIENTADOS,ENCAMINHADOS PARA UMA NOVA REENCARNAÇÃO.

NO PASSADO POR UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA CATÓLICA, QUE NOS CONDUZIRAM NOSSOS PAIS, DIZÍAMOS QUANDO UMA CRIANÇA DESENCARNAVA QUE: - MORREU UM ANJINHO, UM INOCENTE VAI AGORA PARA O LIMBO.

LIMBO= LUGAR ONDE ESTÃO AS ALMAS DAS CRIANÇAS MORTAS SEM BATISMO CRISTÃO.

ACREDITÁVAMOS INICIALMENTE, QUE COMO AQUELA CRIANÇA TINHA UM ESPÍRITO EVOLUÍDO, (”VELHO” DIZIAM ALGUNS);ENTÃO RETORNARIA DE IMEDIATO A SUA PERSONALIDADE DE ADULTO.

SERÁ QUE É ISSO QUE ACONTEÇE COM TODAS AS CRIANÇAS QUE DESENCARNAM?

QUESTÃO 381-L.E.COM A MORTE DA CRIANÇA READQUIRE O ESPÍRITO, IMEDIATAMENTE, O SEU PRECEDENTE VIGOR?
-“ASSIM TEM QUE SER, POIS QUE SE VÊ DESEMBARAÇADO DE SEU INVÓLUCRO CORPORAL. ENTRETANTO, NÃO READQUIRE A ANTERIOR LUCIDEZ, SE NÃO QUANDO SE TENHA COMPLETAMENTE SEPARADO DAQUELE ENVOLTÓRIO, ISTO É, QUANDO MAIS NENHUM LAÇO EXISTA ENTRE ELE E O CORPO”

Ocorre que esse desligamento será tanto mais rápido quanto mais elevado for o grau evolutivo do Espírito em questão.

Na obra,O Céu e O Inferno temos,precisamente na segunda parte, capítulo VIII, a oportunidade de analisar uma comunicação de alto teor filosófico, que revela a rápida emancipação do Espírito Marcel, desencarnado alguns meses antes, aproximadamente aos oito anos de idade, após atrozes sofrimentos que ele havia superado de maneira exemplar.

Anos mais tarde já no Brasil um triste episódio marcaria sensivelmente a vida do casal Francisco e Terezinha Cruañes. Foi em tarde ensolarada, numa fazenda do interior de São Paulo, quando a pequena Fernanda Cruañes, de apenas quatro anos de idade, caía do trator em que se encontrava, vindo a desencarnar em 08 de agosto de 1981. Menos de doze meses após o ocorrido, exatamente em 30 de julho de 1982, Fernanda se manifestava através da mediunidade segura de Francisco Cândido Xavier, em comunicação reproduzida na obra "Estamos no Além", solicitando aos seus pais que não se entregassem tanto ao desespero, como freqüentemente vinham fazendo, posto que todas aquelas sensações de sofrimento lhe eram integralmente transmitidas. Declarava, ainda, que sua avó Jenny, também desencarnada, conduzia-lhe as mãos durante a comunicação, pois que ela se ressentia da dificuldade de “não saber escrever”, revelando um condicionamento psíquico comumente observado na maioria dos espíritos precocemente desencarnados, sem prejuízo, porém, da consistência de sua mensagem, que acusava uma situação evolutiva satisfatória.

Também pode se dar, ainda que raramente, encontramos “crianças” em funções espirituais de grande relevância, conforme relatado por Rafael Ranieri em sua obra Materializações Luminosas,em que ele discorre sobre diversas reuniões de materialização de espíritos em que tomou parte, inclusive com a presença de Chico Xavier.

Naquelas memoráveis sessões, o Espírito Araci, Guia Espiritual do conceituado médium Francisco Peixoto Lins (Peixotinho), tangibilizava-se sob a aparência de uma criança de aproximadamente três anos de idade. Assim também, para sua surpresa e satisfação, descobre que a dirigente espiritual daqueles trabalhos de alta importância era exatamente sua filha Heleninha, desencarnada quando contava apenas um ano e oito meses. Por vezes, ela se apresentava na forma infantil; noutras ocasiões, mostrava-se sob aparência adotada em encarnação pregressa, demonstrando grande domínio sobre seu perispirito.

Informações igualmente preciosas nos deu André Luiz, em sua obra intitulada "Entre a Terra e o Céu" psicografada por Francisco Cândido Xavier.

Conta-nos ele que, em determinado momento no plano espiritual, passa a ouvir uma suave melodia; ao se aproximar, percebe que a música era entoada por um coro de crianças felizes e sorridentes, em meio a paisagens de rara beleza.

Ele se encontrava no Lar da Bênção — um misto de escola de preparação para a maternidade e abrigo para espíritos que haviam desencarnado na infância.

Alguns deles, naquele exato momento, recebiam a visita de suas mães, ainda encarnadas, que para lá se deslocavam por ocasião do sono físico. André Luiz, então, fascinado com o que via, questiona se haveria ali cursos primários de alfabetização; ao que a dirigente daquele educandário responde afirmativamente, pois que se tratava de um verdadeiro estabelecimento de ensino no além, que abrigava à época, cerca de dois mil espíritos desencarnados em tenra idade, que lá permaneciam até reunir condições para retornar ao plano físico, o que se dava, na maioria das vezes, antes que o Espírito retomasse sua compleição adulta.

Surge, então, a instigante questão do “crescimento das crianças no plano espiritual”, que estará intimamente atrelada à retomada de consciência por parte do Espírito desencarnado, o que lhe permitirá plasmar as modificações necessárias em seu corpo fluídico.

Exemplo disso encontramos novamente NO LIVRO “ENTRE A TERRA E O CÉU” O MINISTRO CLARÊNCIO EXPLICA ESSA QUESTÃO:

“EMBORA HAJA UMA PROGRAMAÇÃO TRAÇADA NA ESPIRITUALIDADE ANTES DA REENCARNAÇÃO, MUITOS ESPÍRITOS DEIXAM O SEU VEÍCULO FÍSICO ANTES DO TEMPO PREVISTO, EM IDADE INFANTIL, EM CONSEQUÊNCIA DA NEGLIGÊNCIA E DA IRRESPONSABILIDADE DOS PAIS:

*O RELACIONAMENTO CONFLITUOSO DOS PAIS;

*O CULTIVO DE PENSAMENTOS CONTRÁRIOS À LEI NATURAL;

*A INVIGILÂNCIA E O TRATAMENTO HOSTIL DEDICADOS AOS FILHOS.

SÃO CIRCUNSTÂNCIAS QUE PROVOCAM NOS MENORES UMA IMPREGNAÇÃO DE FLUÍDOS DELETÉRIOS QUE SOMATIZAM EM SEUS CORPOS FÍSICOS, CAUSANDO-LHES DANOS À SAÚDE.

EXCLARECIMENTOS:

HÁ UM PROGRAMA ESTRUTURADO NA ESPIRITUALIDADE PARA NOSSAS TAREFAS HUMANAS, ENTRETANTO NOS PERTENCE A CONDUÇÃO DOS PRÓPRIOS IMPULSOS DENTRO DESSAS TAREFAS.

EM GERAL, MULTIDÕES DE CRIATURAS AFASTAM-SE CEDO DO CORPO FÍSICO, PRECISANDO DE SERVIÇO DE SOCORRO E SUBLIMAÇÃO, MAS, EM NUMEROSAS CIRCUNSTÂNCIAS, A NEGLIGÊNCIA E A IRREFLEXÃO DOS PAIS SÃO RESPONSÁVEIS PELO FRACASSO DOS SEUS FILHINHOS.

OBSERVAÇÃO:

“O CORPO FÍSICO, QUE RECEBEMOS GRAÇAS À MISERICÓRDIA DE DEUS NÃO SERVE APENAS PARA O ESPÍRITO DESENVOLVER SUAS POTENCIALIDADES, MAS TAMBÉM É UMA ESPÉCIE DE CARVÃO MILAGROSO, ABSORVENDO-NOS OS TÓXICOS E RESÍDUOS DE SOMBRA QUE TRAZEMOS AO CORPO SUBSTANCIAL” (...)

-Esse corpo não é só para desenvolver as potencialidades do meu espírito e assim ele possa evoluir em direção ao progresso, funciona também como uma espécie de esponja, que absorve as lesões períspirituais causadas pelo descumprimento da lei no passado.

Limpando essas feridas de seu perispirito, o espírito se livra de suas conseqüências danosas, ficando liberado para, em encarnação posterior plasmar um corpo físico sadio, que lhe servirá de instrumento para desenvolver as potencialidades que o levarão a evolução.

“NÃO PODEMOS PRESCINDIR DOS PERÍODOS DE RECUPERAÇÃO PARA QUEM SE AFASTA DO VEÍCULO FÍSICO, NA FASE INFANTIL, DE VEZ QUE, DEPOIS DO CONFLITO BIÓLOGICO DA REENCARNAÇÃO E DESENCARNAÇÃO PARA QUANTOS SE ACHAM NOS PRIMEIROS DEGRAUS DA CONQUISTA DE PODER MANTAL, O TEMPO DEVE FUNCIONAR COMO ELEMENTO INDISPENSÁVEL DE RESTAURAÇÃO”

E O TÉRMINO DESSE PERÍODO, DEPENDERÁ DA APLICAÇÃO DO APRENDIZ À AQUISÃO DE LUZ INTERIOR, ATRAVÉS DO PRÓPRIO APERFEIÇOAMENTO MORAL.

JUSTIFICAM-SE ENTÃO A EXISTÊNCIA DE INÚMERAS INSTITUIÇÕES, QUE AUXILIAM À INFÂNCIA NO PLANO ESPIRITUAL.SEJA PARA ADEQUA-LAS À REALIDADE DA NOVA MORADIA, SEJA PARA ASSISTIR-LAS NUMA NOVA ENCARNAÇÃO.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ESPÍRITAS DIANTE DA MORTE


TESTE CRISTÃO
O dever do cristão é se tornar cada vez melhor. Em O livro dos Espíritos, encontramos a seguinte recomendação do Espírito Santo Agostinho:
Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: no fim de cada dia interrogava a minha consciência. Passava em revista o que havia feito e perguntava a mim mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever. Se ninguém teria tido motivo para se queixar de mim.
Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma.
Muito oportuno então que, na condição de seguidores de Jesus, nos perguntemos, para saber como anda a nossa paciência:
Estamos mais calmos e compreensivos?
Lembrando do relacionamento doméstico, respondamos: Já conseguimos conquistar um clima de paz dentro do lar?
Observando nossas manifestações com os amigos, questionemos:
Trazemos o Evangelho mais vivo em nossas atitudes?
Pesquisando o próprio desapego, verifiquemos: Andamos um pouco mais livres do anseio de posses terrestres?
Estamos usando mais os pronomes nós, nosso, nossa e menos os possessivos, meu, minha?
Nossos instantes de tristeza ou de cólera estão mais raros?
Como anda a questão dos desafetos e aversões? Temos conseguido nos achegar às pessoas que não nos são tão simpáticas? Ou ainda cultivamos uma discreta inimizade?
Auxiliamos aos necessitados com mais abnegação? Como temos olhado para os miseráveis que vivem pendurados em barrancos, à beira dos rios?
Qual tem sido a nossa opinião a respeito das crianças que se apresentam como meninos e meninas de rua, descuidados e ociosos?
Somos daqueles que somente criticam ou já nos credenciamos como voluntários em algum serviço do bem para reverter a situação?
Recordando nossa fé, podemos afirmar que ela se mostra mais segura?
Temos orado de forma sincera?
Temos demonstrado através da nossa fala mais indulgência? Temos tornado os nossos braços mais ativos e as nossas mãos mais abençoadoras?
Todo o Evangelho de Jesus, a Quem seguimos, é alegria no coração. Estamos de fato, mais alegres e felizes em nossa intimidade?
Tudo caminha. Tudo evolui. Busquemos fazer o mesmo.
* * *
Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à vida espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
Interroguemos a nossa consciência quanto à utilidade que temos dado ao nosso tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem.
Busquemos descobrir, em nós mesmos, as marcas do progresso que o contato com o Mestre Jesus tem realizado em nós.
E se descobrirmos que andamos estacionários, coloquemos de imediato mãos à obra no trabalho de nossa reforma interior, a fim de nos tornarmos verdadeiros cristãos. Isso porque o mundo necessita muito da mensagem do Cristo pensada e vivida.
Redação do Momento Espírita, com base no item 919 a, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec e no cap. 1, do livro Opinião espírita, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

ALMAS ENAMORADAS

Geralmente, é na juventude do corpo que temos despertado o interesse em buscar alguém o sexo oposto para compartilhar dos nossos sonhos.

Quando encontramos a alma eleita, o coração parece bater na garganta e ficamos sem ação. Elaboramos frases perfeitas para causar o impacto desejado, a fim de não sermos rejeitados.

Então, tudo começa. O namoro é o "doce encantamento".

Logo começamos a pensar em consolidar a união e nos preparamos para o casamento.

Temos a convicção de que seremos eternamente felizes. Nada nos impedirá de realizar os sonhos acalentados na intimidade.

Durante a fase do namoro é como se estivéssemos no cais, observando o mar calmo que nos aguarda, e nos decidimos por adentrar na embarcação do casamento.

A embarcação se afasta lentamente do cais e os primeiros momentos são de extrema alegria, são os minutos mais agradáveis. Tudo é novidade.

Mas como no casamento de hoje observa-se a presença do ontem, representada por almas que se amam ou se detestam, nem sempre o suave encantamento é duradouro.

Tão logo os cônjuges deixem cair as máscaras, afiveladas com o intuito de conquistar a alma eleita, a convivência torna-se mais amarga.

Isso acontece por estarem juntos espíritos que ainda não se amam verdadeiramente, que é o caso da grande maioria das uniões em nosso planeta.

Assim sendo, tão logo a embarcação adentra o alto mar, e os cônjuges começam a enfrentar as primeiras tempestades, o primeiro impulso é de voltar ao cais, mas ele já está muito distante...

O segundo é o de pular fora da embarcação. E é o que muitos fazem.

E, como um dos esposos, ou os dois, têm seus sonhos desfeitos, logo começam a imaginar que a alma gêmea está se constituindo em algema e desejam ardentemente libertar-se. E o que geralmente fazem é buscar outra pessoa que possa atender suas carências.

Esquecem-se dos primeiros momentos do namoro, em que tudo era felicidade, e buscam outras experiências.

Alguns se atiram aos primeiros braços que encontram à disposição para logo mais sentirem novamente o sabor amargo da decepção.

Tentam outra e outra mais, e nunca acham alguém que consolide seus anseios de felicidade. Conseguem somente infelicitar e infelicitar-se a si mesmos, na busca de algo que não encontram.

Se a pessoa com quem nos casamos não era bem o que esperávamos, lembremo-nos de que, se a escolha foi feita pelo coração, sem outro interesse qualquer, é com essa pessoa que precisamos conviver para aparar arestas.

Lembremo-nos de que na terra não há ninguém perfeito, e que nossa busca por esse alguém será em vão.

E se houvesse alguém perfeito, esse alguém estaria buscando alguém também perfeito que, certamente, não seríamos nós.

* * *

Você sabia que os casamentos são programados antes do berço?

Nós planejamos, antes de nascer, se vamos ou não casar, com quem iremos nos casar e quem serão nossos filhos.

Assim, temos o cônjuge que merecemos e o melhor que as leis divinas estabeleceram para nós.

Dessa forma, busquemos amar intensamente a pessoa com quem dividimos o lar, pois só assim conseguiremos alcançar a felicidade que tanto almejamos.

Redação do Momento Espírita


Ações e Reações




Emmanuel & Francisco Cândido Xavier





Ante a coleção das boas ações de alguém é forçoso se lhe analisem igualmente as reações diante da vida. Um e outro lado do bem.

Doarás o prato substancioso a quem te bate à porta em penúria; mas não se te azedará o coração, se o beneficiário te fere com palavras de incompreensão e desequilíbrio.

Ofertarás tua própria alma, a favor dos amigos, aos quais te devotas; entretanto, se algum deles te malversa os tesouros afetivos que lhe puseste ao dispor, abençoa-lo-ás, como sempre, o fizeste, conquanto sempre lhe possas compartilhar, de imediato, a intimidade ou a convivência.

Atenderás ao impositivo de auxiliar os companheiros que se te aderem aos pontos de vista; no entanto, aprenderás a respeitar os adversários e a reverenciar as qualidades edificantes de que se façam portadores.

Exteriorizarás entusiasmo e alegria, nas horas belas da estrada; todavia, demonstrarás coragem e paciência, nos dias amargos, quando tudo pareça despedaçar-te os sonhos e aniquilar-te as esperanças.

Tuas ações constituem recursos que sorveste na organização crediária da vida.

Tuas reações, porém, são as garantias que lhes preservam a estabilidade ou os golpes que lhes desmerecem o valor, conforme o bem ou o mal a que te afeiçoes.

Se as tuas reações forem constantemente elevadas, decerto que as tuas realizações serão sempre respeitáveis e dignas.

Pelas ações somos retratados, segundo as tintas da opinião de cada um.

Pelas reações somos vistos em nossa estrutura autêntica.

Provas, aflições, problemas e dificuldades se erigem na existência, como sendo patrimônio de todos. O que nos diferencia, uns diante dos outros, é a nossa maneira peculiar de apreciá-los e recebê-los.

Anotemos semelhante realidade, porquanto, em nos consagrando ao exercício real da caridade, a benefício do próximo e a favor de nós mesmos, é indispensável nos mantenhamos vinculados aos ensinamentos do Cristo, na hora de agir e de reagir.


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CHAVES LIBERTADORAS



Desgosto.
Qualquer contratempo aborrece.

No entanto, sem desgosto, a conquista de experiência é impraticável.

*

Obstáculo.
Todo empeço atrapalha.

Sem obstáculo, porém, nenhum de nós consegue efetuar a superação das próprias deficiências.

*

Decepção.
Qualquer desilusão incomoda.

Todavia, sem decepção, não chegamos a discernir o certo do errado.

*

Enfermidade.
Toda doença embaraça.

Sem a enfermidade, entretanto, é muito difícil consolidar a preservação consciente da própria saúde.

*

Tentação.
Qualquer desafio conturba.

Mas, sem tentação, nunca se mede a própria resistência.

*

Prejuízo.
Todo golpe fere.

Sem prejuízo, porém, é quase impossível construir segurança nas relações uns com os outros.

*

Ingratidão.
Qualquer insulto à confiança estraga a vida espiritual.

No entanto, sem o concurso da ingratidão que nos visite, não saberemos formular equações verdadeiras nas contas de nosso tesouro afetivo.

*

Desencarnação.
Toda morte traz dor.

Sem a desencarnação, porém, não atingiríamos a renovação precisa, largando processos menos felizes de vivência ou livrando-nos da caducidade no terreno das formas.

*

Compreendamos, à face disso, que não podemos louvar as dificuldades que nos rodeiem, mas é imperioso reconhecer que, sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilíbrios e desacertos, motivo pelo qual será justo interpretá-las por chaves libertadoras, que funcionam em nosso Espírito, a fim de que nosso Espírito se mude para o que deve ser, mudando em si e fora de si tudo aquilo que lhe compete mudar.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier


sábado, 27 de agosto de 2011

RECEITA CONTRA O EGOISMO



1- Procure esquecer o lado escuro da personalidade do próximo.

2- Aprenda a ouvir com calma os longos apontamentos do seu irmão, sem o impulso de interromper-lhe a palavra.

3- Olvide a ilusão de que seus parentes são as melhores pessoas do mundo e de que a sua casa deve merecer privilégios especiais.

4- Não dispute a paternidade das idéias proveitosas, ainda mesmo que hajam atravessado o seu pensamento, de vez que a autoria de todos os serviços de elevação pertence, em seus alicerces, a Jesus, nosso Mestre e Senhor.

5- Não cultive referências à sua própria pessoa, para que a vaidade não faça ninho em seu coração.

6- Escute com serenidade e silêncio as observações ásperas ou amargas dos seus superiores hierárquicos e auxilie, com calma e bondade, os companheiros ou subalternos, quando estiverem tocados pela nuvem da perturbação.

7- Receba com carinho as pessoas neurastênicas ou desarvoradas, vacinando seu fígado e a sua cabeça contra a intemperança mental.

8- Abandone toda a espécie de crítica, compreendendo que você poderia estar no banco da reprovação.

9- Habitue-se a respeitar as criaturas que adotem pontos de vista diferentes dos seus e que elegeram um gênero de felicidade diversa da sua, para viverem na terra com o necessário equilíbrio.

10- Honre a caridade em sua própria casa, ajudando em primeiro lugar a seus familiares, através do rigoroso desempenho de suas obrigações, para que você esteja realmente habilitado a servir ao mundo e à humanidade, hoje e sempre...

(André Luiz)



A Influência dos Espíritos

Será que os espíritos podem nos influenciar? Podemos evitar esta influência? Nem todos os espíritas compreendem a importância deste assunto e da sua conseqüência prática na vida de cada um de nós. Neste artigo, procurei separar os principais argumentos de Allan Kardec e também de respostas dos espíritos superiores sobre o assunto, então vamos lá:

“Nossa alma, que afinal de contas não é mais que um Espírito encarnado, não deixa por isso de ser um Espírito. Se revestiu momentaneamente de um envoltório material, suas relações com o mundo incorpóreo, embora menos fáceis do que quando no estado de liberdade, nem por isto são interrompidas de modo absoluto; o pensamento é o laço que nos une aos Espíritos, e pelo pensamento atraímos os que simpatizam com as nossas idéias e inclinações.”

Todos nós somos espíritos, quer estejamos encarnado, quer desencarnado, o que difere os encarnados dos desencarnados é que os espíritos encarnados estão ligados a um corpo físico. Portanto nós que estamos no momento encarnados temos um veículo de comunicação com o mundo espiritual, e este veículo é o pensamento, e o pensamento é uma forma de comunicação e de atrairmos a presença de bons ou maus espíritos de acordo com a qualidade dos nossos pensamentos.

“É preciso não perder de vista que os Espíritos constituem todo um mundo, toda uma população que enche o espaço; circula ao nosso lado, mistura-se em tudo quanto fazemos. Se viesse a levantar o véu que no-los oculta, vê-los-íamos em redor de nós, indo e vindo, seguindo-nos, ou nos evitando, segundo o grau de simpatia; uns indiferentes, verdadeiros vagabundos do mundo oculto, outros muito ocupados, quer consigo mesmos, que com os homens aos quais se ligam, com um propósito mais o menos louvável, segundo as qualidades que os distinguem. Numa palavra, veríamos uma réplica do gênero humano; com suas boas e más qualidades, com suas virtudes e seus vícios. Esse acompanhamento, ao qual não podemos escapar, porque não há recanto bastante oculto para se tornar inacessível aos Espíritos, exerce sobre nós, malgrado nosso, uma influência permanente. Uns nos impelem para o bem, outros para o mal; muitas vezes as nossas determinações são resultado de sua sugestão; felizes de nós, quando temos juízo bastante para discernir o bom e o mau caminho por onde nos procuram arrastar.”

“Sendo a Terra um mundo inferior, isto é, pouco adiantado, resulta que a imensa maioria dos Espíritos que a povoam, tanto no estado errante, quanto encarnados, deve compor-se de Espíritos imperfeitos, que fazem mais mal que bem. Daí a predominância do mal na Terra. Ora, sendo a Terra, ao mesmo tempo, um mundo de expiação, é o contato do mal que torna os homens infelizes, pois se todos os homens fossem bons, todos seriam felizes. É um estado ainda não alcançado por nosso globo; e é para tal estado que Deus quer conduzi-lo. Todas as tribulações aqui experimentadas pelos homens de bem, quer da parte dos homens, quer da dos Espíritos, são conseqüências deste estado de inferioridade. Poder-se-ia dizer que a Terra é a Botany-Bay dos mundos: aí se encontram a selvageria primitiva e a civilização, a criminalidade e a expiação.”

“Os Espíritos que nos cercam não são passivos: formam uma população essencialmente inquieta, que pensa e age sem cessar, que nos influencia, malgrado nosso, que nos deita e nos dissuade, que nos impulsiona para o bem ou para o mal, o que não nos tira o livre arbítrio mais do que os bons ou maus conselhos que recebemos de nossos semelhantes. Entretanto, quando os Espíritos imperfeitos solicitam alguém a fazer uma coisa má, sabem muito bem a quem se dirigem e não vão perder o tempo onde vêem que serão mal recebidos; eles nos excitam conforme as nossas inclinações ou conforme os germens que em nós vêem e segundo as nossas disposições para os escutar. Eis por que o homem firme nos princípios do bem não lhes dá oportunidade.”

“É, pois, necessário imaginar-se o mundo invisível como formando uma população inumerável, compacta, por assim dizer, envolvendo a Terra e se agitando no espaço. É uma espécie de atmosfera moral, da qual os Espíritos encarnados ocupam a parte inferior, onde se agitam como num vaso. Ora, assim como o ar das partes baixas é pesado e malsão, esse ar moral é também malsão, porque corrompido dos Espíritos impuros. Para resistir a isso são necessários temperamentos morais dotados de grande vigor.”

Nunca estamos sozinhos em nenhum momento sequer e em qualquer lugar do Universo, portanto ao nosso redor sempre há espíritos a nos espiar, alguns deles nos incentivam ao bem, outros ao mal, dependendo da evolução moral e intelectual de cada um. Nosso planeta por se encontrar na segunda categoria dos mundos habitados, a predominância é de encontrarmos aqui os maus espíritos, e é por causa disso,que nosso mundo está sujeito a tantas infelicidades, a sofrimentos e dores. Concluímos então que a influência dos espíritos maus são em maior grau do que a dos espíritos bons.

E essa influência espiritual, quer queiramos ou não elas ocorrem e não há forma de evitar. O que devemos fazer é discernir os bons conselhos dos maus, e escolher da melhor forma possível. Se estamos em dúvida sobre se é bom ou não os nossos pensamentos, basta nos colocarmos no lugar do próximo, se gostarmos que alguém nos faça tal coisa, é porque é bom faze-la aos outros. Os espíritos ignorantes e maus também sabem onde se encontram nossos defeitos e nos excitam a estas paixões. Por isso é tão difícil se largar de um vício grosseiro, como cigarro, álcool e drogas, assim como também os vícios morais, como desonestidade, adultério, agressividade e tantos outros, porque além da nossa vontade em praticar estes hábitos, estes vícios, juntam-se também a influência dos espíritos. Apesar disso, a culpa principal sempre recairá sobre nós, porque temos o livre arbítrio de aceitar ou não, e se o fizermos é porque queremos fazer.

P. Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossa ações?R. - Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito freqüentemente são eles que vos dirigem. (Pergunta 459 do Livro dos Espíritos)

Por causa desta resposta, Kardec chegou a conclusão de que todos nós somos mais ou menos médiuns naturais, e todos nós somos de uma forma ou de outra influenciados pelos espíritos, ao bem ou ao mal, de acordo com a nosso índole e de acordo com a nossa vontade.

“As imperfeições morais dão acesso aos Espíritos obsessores, e de que o meio mais seguro de livrar-se deles é atrair os bons pela prática do bem. Os Espíritos bons são naturalmente mais poderosos que os maus e basta a sua vontade para os afastar, mas assistem apenas àqueles que os ajudam, por meio dos esforços que fazem para se melhorarem. Do contrário se afastam e deixam o campo livre para os maus Espíritos, que se transformam assim em instrumentos de punição, pois os bons os deixam agir com esse fim”. – Livro dos Médiuns

“A comunhão de pensamentos e de sentimentos para o bem é, assim, uma condição de primeira necessidade e não é possível encontrá-la num meio heterogêneo, onde tivessem acesso as paixões inferiores como o orgulho, a inveja e o ciúme, as quais sempre se revelam pela malevolência e pela acrimônia de linguagem, por mais espesso que seja o véu com que se procure cobri-las. Eis o abecê da Ciência Espírita. Se quisermos fechar a porta desse recinto aos maus Espíritos, comecemos por lhes fechar a porta de nossos corações e evitemos tudo quanto lhes possa conferir poder sobre nós. Se algum dia a Sociedade se tornasse joguete dos Espíritos enganadores, é que a ela teriam sido atraídos. Por quem? Por aqueles nos quais eles encontram eco, pois vão aonde são escutados. É conhecido o provérbio: Dize-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Podemos parodiá-lo em relação aos nossos Espíritos simpáticos, dizendo: Dize-me o que pensas, dir-te-ei com quem andas.”

“O meio mais poderoso de combater a influência dos Espíritos maus é aproximar-se o mais possível da natureza dos bons.”

Kardec nesta afirmação diz categoricamente que se temos afinidade com espíritos ignorantes e maus a culpa é única e exclusivamente nossa, porque pensamos e por conseqüência vibramos uma energia que atrai os espíritos afins. Se quisermos atrair bons espíritos ao nosso redor, devemos começar pela nossa transformação moral, nos educar, nos esforçar na prática do bem e também dominando as nossas más inclinações. Temos que ter em mente qual é a nossa qualidade mental, em que pensamos e em que obramos, se forem maus, contrários a caridade e aos ensinos do Evangelho, devemos o quanto antes nos reformarmos, pois estamos indo no caminho errado.

P. Os Espíritos que desejam incitar-nos ao mal limitam-se a aproveitar as circunstâncias em que nos encontramos ou podem criar esses tipos de circunstâncias? R. - Eles aproveitam a circunstância, mas freqüentemente a provocam, empurrando-vos sem o perceberdes para o objeto da vossa ambição. Assim, por exemplo, um homem encontra no seu caminho uma certa quantia: não acrediteis que foram os Espíritos que puseram o dinheiro ali, mas eles podem dar ao homem o pensamento de se dirigir naquela direção, e então lhe sugerem apoderar-se dele, enquanto outros lhe sugerem devolver o dinheiro ao dono. Acontece o mesmo em todas as outras tentações. - (Pergunta 472 do Livro dos Espíritos)

“Dizer que Espíritos levianos jamais deslizaram entre nós, para encobrirmos qualquer ponto vulnerável de nossa parte, seria uma presunção de perfeição. Os Espíritos superiores chegaram mesmo a permiti-lo, a fim de experimentar a nossa perspicácia e o nosso zelo na pesquisa da verdade. Entretanto, o nosso raciocínio deve pôr-nos em guarda contra as ciladas que nos podem ser armadas e em todos os casos dá-nos os meios de evitá-los.”

Muitas pessoas pensam que por freqüentar um bom Centro Espírita ou se alguém se julga ser uma pessoa “boa”, elas estão livres das influências dos espíritos maus, o que não é verdade, pois mesmo Jesus sendo um espírito puro também foi tentado quanto esteve encarnado entre nós. E se o Mestre o foi, quem de nós pode dizer-se livre das influências dos maus espíritos? Devemos ter isso sempre em mente, para ficarmos sempre alerta. Não foi a toa que Jesus disse: “Orai e vigiai para que não caie em tentação!”.

P. Por que meio se pode neutralizar a influência dos maus Espíritos? R. - Fazendo o bem e colocando toda a vossa confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e destruis o império que desejam ter sobre vós. Guardai-vos de escutaras sugestões dos Espíritos que suscitem em vós os maus pensamentos, que insuflam a discórdia e excitam em vós todas as más paixões. Desconfiai sobretudo dos que exaltam o vosso orgulho, porque eles vos atacam na vossa fraqueza. Eis porque Jesus vos faz dizer na oração dominical: "Senhor, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal!" -(Pergunta 469 do Livro dos Espíritos)

“Os mais perigosos inimigos da Sociedade não são os de fora: podemos fechar-lhes as portas e os ouvidos. Os mais temíveis são os inimigos invisíveis, que aqui poderiam introduzir-se malgrado nosso. Cabe-nos provar-lhes, como já o temos feito, que perderiam o tempo se tentassem impor-se a nós. Sabemos que a sua tática é procurar semear a desunião, lançar o facho da discórdia, inspirar a inveja, a desconfiança e as susceptibilidades pueris, que geram a desafeição.”

Muitos espíritas pensam que nossos maiores adversários são os de fora, os religiosos de outras crenças, enganam-se, quem pensa assim, pois Kardec afirmou que os maiores inimigos são os de dentro. E quem são os inimigos? São irmãos nossos que trabalham conosco e que por invigilância, por não se esforçarem em reformar-se moralmente ou pelo orgulho. São presas fáceis para os espíritos trevosos que os levam a obsessão, e muitas delas graves, como a fascinação. São estes irmãos que levam as vezes um grupo inteiro ao desequilíbrio, a desunião, a discórdia. Devemos ficar sempre atentos numa sociedade para que quando ocorrer, tratemos o mal enquanto é tempo, sem causar um prejuízo maior ao trabalho e a união do grupo. Os grupos sérios devem der normas de segurança, ter um controle, para afastar irmãos enfermos dos trabalhos práticos e encaminhá-los ao tratamento espiritual. Sabemos que toda e qualquer obsessão é causada pelas falhas morais, que são a porta de entrada de espíritos obsessores no nosso psiquismo. Toda a cautela pois é necessária, e é claro do esforço em nos corrigirmos moralmente.

“Uma reunião é um ser coletivo cujas qualidades e propriedades são a soma de todas as dos seus membros, formando uma espécie de feixe. Ora, esse feixe será tanto mais forte quanto mais homogêneo.”

Esse é outro fator que muitos espíritas não levam em conta. Toda reunião, seja ela pública, seja coletiva, é formada por uma corrente de pensamento, um feixe de varas, conforme definiu Allan Kardec. Esta corrente de pensamento é somada por todos os participantes encarnados e desencarnados do ambiente. Por exemplo, em uma reunião mediúnica, só podem participar delas, aqueles irmãos devidamente preparados, que tenham conhecimento doutrinário, seriedade, que estejam imbuídos do mesmo objetivo e que cada um dos membros procure ser uma pessoa que constantemente se esforce em melhorar-se. Pois quanto melhores forem os membros, melhores serão as condições fluídicas da reunião. É por isso que as reuniões mediúnicas não são abertas ao público e também não são admitidas nela qualquer trabalhador que não tenha as condições mínimas exigidas para este trabalho prático.

Chego ao final deste estudo e a seguinte conclusão: Devemos priorizar a nossa Reforma Moral, tornarmos criaturas melhores, sabendo que temos responsabilidades perante o próximo, e que cabe a nós amá-los e ajuda-los em todos os momentos da nossa vida. Se nos tornarmos em pessoas melhores, menos seremos sujeitos a influências de espíritos ignorantes e teremos uma vida mais sadia em todos os aspectos. Só podemos ser pessoas melhores conhecendo as Leis de Deus, nos esforçando em domar nossas más inclinações e amando a Deus e ao nosso próximo. E lembrando de duas coisas que Jesus nos ensinou sobre as influências espirituais, uma na prece do “Pai Nosso” ele disse: “Não nos deixe cair em tentação, mas livrai-nos do mal”, ou seja sempre pedir a Deus que nos livre das tentações(influências) e a Segunda, o orar e vigiar, hábito que deve ser constante de todo aquele que se julga Cristão para que não caiamos em tentação!


A LUZ EM NOSSAS VIDAS



Foi um sonho, há muito tempo acalentado, esse de o homem poder viver num ambiente iluminado.

Em 1828, Thomas Alva Edison conseguiu, pela primeira vez, a lâmpada elétrica de filamento.

A partir desse momento, tudo se modificou na sociedade. Cinquenta anos depois, Joseph Swan patenteou a lâmpada incandescente, que passou a ser industrializada.

É inconcebível hoje, para nossa mentalidade, um mundo sem luz elétrica. Ficamos a pensar no que seria uma casa iluminada por tochas, por candelabros, por velas.

Pode ser muito romântico um jantar à luz de velas. Contudo, viver uma vida inteira tendo que ler, fazer os serviços domésticos, tratar de doentes, costurar utilizando-se de velas, de tochas, de lampiões, de lamparinas... Inconcebível!

A própria natureza nos fala da importância da luz porque nos dá, ao longo do dia, o brilho solar. Quando estamos vivendo sob o brilho do sol, complicado pensar na noite escura.

Quando estamos refletindo sobre a noite escura, temos a oportunidade de pensar no brilho do luar e nos beijos cintilantes das estrelas.

A luz é, em verdade, a grande mensagem do Criador diante das trevas que ainda empanam a vida humana.

Diz o Velho Testamento, no livro do Gênesis: E o Senhor fez a luz. Faça-se a luz. Fiat lux. E a luz se fez.

E Jesus de Nazaré afirmou sem rebuços: Eu sou a luz do mundo. Aquele que andar em mim, jamais conhecerá as trevas.

Naturalmente que a luz de que falava Jesus Cristo não era uma luz física. Ele falava de uma luz mental, de uma claridade espiritual, de algo que Ele viera trazer ao mundo para nos retirar das nossas sombras.

Sombras de ignorância, noites de maldade, escuridão dos tormentos. Então, Ele veio como um astro do dia, uma estrela de primeira magnitude, com essa coragem de dizer, em pleno período das sombras: Eu sou a luz do mundo.

Mas o Homem de Nazaré ainda propôs que nós também trabalhássemos por desenvolver a nossa própria claridade: Brilhe a vossa luz.

Jesus propõe que façamos brilhar a nossa própria luz, porque somos lucigênitos. Fomos criados, gerados pela luz de Deus.

Esse é um convite para que trabalhemos o quanto nos seja possível para sairmos das trevas do não saber, do não sentir, do não amar, do não viver.

Em outro momento, asseverou o Celeste Amigo: Quando os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz.

Os nossos olhos bons não são os olhos da face. É a nossa maneira de ver as coisas, nossa visão de mundo, nosso olhar sobre as pessoas.

Na medida em que formos misericordiosos, atenciosos, fraternos para com os outros e seus problemas, é natural que estaremos evoluindo, crescendo na direção do Altíssimo.

Todo o nosso ser espiritual, o nosso corpo espiritual, nosso corpo astral brilhará: Todo o teu corpo terá luz.

Todos os grandes gênios espirituais do mundo valorizaram a luz. Não é à toa que Siddhartha Gautama, o grande Buda, é chamado a luz da Ásia.

Por isto, quando Jesus afirma ser a Luz do mundo, Ele ultrapassa as dimensões de todas as terras, de todos os seres e Se mostra de fato como a Luz, Modelo e Guia para todos nós.



Redação do Momento Espírita

VIDEO SERVE E AMA


VIDEO SERVE E AMA

ONDE ESTAVA DEUS?




Na aula de história, a professora falava sobre a noite de São Bartolomeu, que ocorreu na França em 1572. Dizia ela:
- Por intolerância religiosa, católicos e protestantes guerrearam em "nome de Deus". Foi um massacre de mais de 20 mil protestantes pelos católicos.
Um aluno mais curioso perguntou:
- Professora, onde estava Deus que permitiu a morte de tantas pessoas?
A professora respondeu:
- Deus estava ausente na “atitude das pessoas”...

Em nome de Deus, guerreiros e religiosos vêm produzindo estragos imensos.
Já no tempo de Moisés, em nome de Deus, os judeus passavam o fio de espada, em terra inimiga, tudo o que tivesse fôlego - homens e mulheres, velhos e moços, aves e animais . . .
Durante a Idade Média, em nome de Deus, inquisidores mandavam para a fogueira pessoas que se atreviam a contestar seus interesses.
Nas Cruzadas, em nome de Deus, os cristãos da Europa dizimaram populações imensas, com a "piedosa" intenção de libertar o solo sagrado da Palestina.
Ainda hoje, em nome de Deus, fanáticos promovem banhos de sangue em várias regiões do Mundo.
Nos comentários à questão 13, em O Livros dos Espíritos, Allan Kardec explica por que Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente e soberanamente justo e bom.
A maior dificuldade está em entender como o Criador pode ser justo e bom se há tanta injustiça e maldade no Mundo.
Como pode permitir que crianças morram de fome?
Que ditadores oprimam populações imensas?
Que ricos mercadores explorem seus subordinados?
Que bandidos aterrorizem as pessoas?
Que torturadores façam tantas vítimas?
Ante essas dúvidas, muitos se desesperam e perdem a fé, principalmente ao enfrentarem tragédias pessoais, que envolvam a morte de familiares, a doença, a perda dos bens materiais, a privação da liberdade . . .
Onde está esse Senhor Supremo que não os entende?!
Que pai é esse que não satisfaz suas necessidades, nem resolve seus problemas?!
Sentem-se entregues à própria sorte!
Se Deus existe, reclamam, não está nem um pouco preocupado com seus filhos que lutam e choram no Mundo.
Aqui, nenhuma doutrina filosófica ou religiosa nos satisfará, se não considerarmos nossa condição de seres em evolução, transitando pela Terra.
Passamos por múltiplas experiências reencarnatórias. Colhemos em cada uma delas o que semeamos nas anteriores, crescendo espiritualmente, desenvolvendo potencialidades, rumo à angelitude, como a pedra bruta submetida ao buril que a transformará num diamante.
A partir dessas noções começamos a ter uma visão diferente de Deus, entendendo que Ele semeou em nosso coração algo de Sua grandeza - a justiça e a bondade, que devemos desenvolver por iniciativa própria, valorizando nossas aquisições.
Jamais seremos felizes, enquanto não o fizermos.

Estória de Rudymara e comentário de Richard Simonetti

VIDEO O PRÓXIMO

Louise L. Hay - Você pode curar sua vida - Parte 10 - FIM