quarta-feira, 3 de novembro de 2010

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO........................................................................................................................................

2

1

INTRODUÇÃO..................................................................................................................................

2

1.1

CONSIDERAÇÕES INICIAIS ....................................................................................................

2

2

PROJETO 1868 DE ALLAN KARDEC .............................................................................................

2

2.1

QUE É O “PROJETO 1868” DE ALLAN KARDEC? .................................................................

2

2.2

QUAIS AS DIRETRIZES E AS CONSEQUÊNCIAS DO PROJETO 1868? .................................

2

2.3

NECESSIDADE DO ESDE ........................................................................................................

3

3

O QUE É O ESTUDO SISTEMATIZADO ......................................................................................

3

3.1

CAMPANHA .............................................................................................................................

3

3.2

OBJETIVOS DO DEPARTAMENTO DE ESTUDO SISTEMATIZADO ...................................

4

3.3

UM CURSO REGULAR DE ESPIRITISMO?...............................................................................

5

3.4

CONCEITOS ........................................................................... ................................................

5

3.5

CARACTERÍSTICA ...................................................................................................................

5

3.6

METODOLOGIA ........................................................................... ..........................................

6

4

OBJETIVOS DO ESDE ....................................................................................................................

7

5

DINÂMICA DA CAMPANHA .........................................................................................................

8

6

RECURSOS DIDÁTICOS PEDAGÓGICOS ...................................................................................

9

7

MULTIPLICADORES ...................................................... ..............................................................

13

8

CONCLUSÃO ..................................................................................................................................

14

9

BIBLIOGRAFIA ......................... ......................................................................................................

15

9.1

BIBLIOGRAFIA UTILIZADA ....................................................................................................

15

9.2

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ........................................................................................

15

DEPARTAMENTO DE ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA

MATERIAL PARA SENSIBILIZAÇÃO QUANTO A IMPORTÂNCIA DO ESDE

CAMPANHA DO ESDE PERMANENTE

1. INTRODUÇÃO

1.1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Com o LIVRO DOS ESPÍRITOS, primeira edição lançada em Paris, da data de 18 de abril de 1857, raiou para a humanidade a aurora de novos tempos de fé racional, iluminada pelo sol da Doutrina Espírita, obra redentora dos Espíritos Benfeitores, sob as bênçãos de Jesus.

Em verdade, o Espiritismo contém postulados profundamente renovadores que propiciam um maior e melhor entendimento sobre quem somos, de onde viemos, para onde vamos e quais os objetivos de nossa existência.

A abrangência e magnitude dos ensinamentos da Doutrina Espírita reclamam uma metodologia apropriada para o seu estudo organizado, sob orientação didática, que permita o correto entendimento de suas obras básicas e das que lhe são complementares. Essa necessidade já era notada por Allan Kardec, conforme consta em Obras Póstumas, 2ª Parte, Projeto 1868, Ensino Espírita.

2. PROJETO 1868 DE ALLAN KARDEC

2.1. QUE É O “PROJETO 1868” DE ALLAN KARDEC ?

Trata-se de um plano estratégico de propagação do espiritismo capaz de garantir sua unidade doutrinária.

“Um dos maiores obstáculos capazes de retardar a propagação da Doutrina seria a falta de unidade. O único meio de evitá-la, senão quanto ao presente, pelo menos quanto ao futuro, é formulá-la em todas as suas partes e até nos mais mínimos detalhes, com tanta precisão e clareza, que impossível se torne qualquer interpretação divergente.”

2.2 . Quais são as diretrizes e as consequências do plano estratégico

constante no Projeto 1868 ?

DIRETRIZES

CONSEQUÊNCIAS

· Compreensão correta do Espiritismo.

· Edificação do Espiritismo em bases sólidas, livre do arbítrio das interpretações

· Propagação do Espiritismo de forma prudente.

  • Conhecimento doutrinário

  • Pureza e unidade doutrinárias

  • Neutralização dos antagonismos e habilidade na administração de conflitos doutrinários.

2.3. NECESSIDADE DO ESDE

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelha-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e as não cumprem, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.” JESUS ( Mt.7 : 24 a 27 )

Esta passagem evangélica é bem conhecida. Ela nos faz pensar sobre a necessidade de estudarmos metodicamente a Doutrina Espírita. Consultando o dicionário Aurélio, encontramos: Prudente: “que tem ou revela prudência, comedido, cauteloso, previdente, precavido, circunspeto, sensato, judicioso, cordato, ponderado.” Temos aí então, uma gama extraordinária de posturas que podemos adotar, em vista das diversas situações que atuam em nós e sobre a nossa casa espírita, quando erguemos nossa casa sobre a rocha.

E quando erguemos a nossa casa sobre a areia? Quando acreditamos apenas pelo ouvir dizer nas palestras, pela leitura rápida de obras espíritas. Quando nos deixamos levar pela opinião de outrem, ou quando, enfim, não refletimos seriamente sobre os ensinos doutrinários.

O estudo constante da doutrina espírita, não é nenhuma novidade preconizada pelos órgãos unificadores, pelos centros espíritas ou por Kardec. É muito mais, uma necessidade já apontada pelo próprio Mestre dos Mestres. Saibamos, então, como erguer e edificar a nossa casa.

“Mais uma vez, asseguramos de público que o único móvel a inspirar-nos, no serviço a que nos empenhamos, é apenas o de encarecer o impositivo crescente do estudo sistematizado da obra de Allan Kardec - Construção basilar da Doutrina Espírita, a que o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo oferece cobertura perfeita -, a fim de que mantenhamos o ensinamento espírita indene da superstição e do fanatismo que aparecem, fatalmente, em todas as fecundações de exotismo e fantasia.”

Emmanuel - Seara dos Médiuns - FEB - Introdução

3. O QUE É O ESTUDO SISTEMATIZADO

3.1. CAMPANHA

ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA

HISTÓRICO

1975

Campanha “Comece pelo começo” - Em nível local. USE- União das Sociedades Espíritas do Estado de S.Paulo.

1977

Mensagem Mediúnica - Estímulo à criação de uma “Grande Campanha” em torno da importância do Estudo das Obras Básicas da Doutrina Espírita - Angel Aguarod – FERGS

“Cabe, pois, aos espíritas, responsáveis pelo Movimento Espírita, uma ampla tarefa de divulgação das obras básicas da Doutrina, promovendo um estudo sistemático, com chamada de atenção para os aspectos que estão colocados à margem, com graves prejuízos para a assimilação correta dos princípios e bases do Espiritismo e de sua missão”.

Recomendaríamos, portanto, o estudo de um plano amplo no sentido de esclarecer os mais responsáveis pela dinamização do Movimento Espírita, da importância do estudo, da interpretação e da vivência do Espiritismo’. (Angel Aguarod - Cecília Rocha 1976 )

1978

Campanha do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

Em nível local / FERGS

“Não é possível erigir um monumento doutrinário, como é o da Revelação Espírita, deixando-se levar, a cada dia, por idéias que sopram de todos os lados, sem direção, qual vendaval que tudo derruba na sua passagem”.

Estamos sendo alertados do plano Mais Alto sobre esse aspecto do nosso Movimento, pois, dizem nossos superiores, se não nos fizermos vigilantes nesse sentido, em pouco tempo o Movimento Espírita, embora conservando o nome, nada terá de Espiritismo.

Reiterando despretensiosa sugestão, recomendaríamos uma Grande Campanha, para usar nomenclatura moderna, em torno da importância do estudo das obras básicas da Doutrina Espírita.

(Angel Aguarod) (Mensagem recebida pela médium Cecília Rocha)

1983

Campanha do Estudo Sistematizado da D. Espírita - - Em nível Nacional / FEB

“Um programa de estudo sistematizado da Doutrina Espírita, sem nenhum demérito para todas as nobres tentativas que têm sido feitas ao largo dos anos, num esforço hercúleo para interessar os neófitos no conhecimento consciente da Nova Revelação, é o programa da atualidade sob a inspiração do Cristo”.

(Adolfo Bezerra de Meneses - Divaldo P. Franco - Reunião CFN 27/11/83 - Sede da FEB )

1992

INSTITUCIONALIZAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA - DESDE - DA UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. NOV/92 - COFEMG

Breve Histórico do DESDE

-Em novembro de 1992 foi noticiada no COFEMG a criação do DESDE/UEM. De novembro de 92 a março de 93 foi formada a equipe que estaria encarregada de levar adiante as tarefas do Departamento.

-Suas atividades foram iniciadas, formalmente, no dia 13.03.1993.

3.2 OBJETIVOS DO DEPARTAMENTO DE ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA:

· Divulgar a Campanha do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.

· Estudar sistematicamente a Doutrina Espírita e o Evangelho de Jesus, em clima fraterno, aprofundando os estudos das obras da Codificação Espírita, buscando vivenciar estes ensinamentos.

· Organizar, orientar na estruturação e Incentivar a implantação de Grupos de Estudos Sistematizado da Doutrina Espírita.

· Apoiar a manutenção de Grupos de ESDE já implantados.

Atuação do DESDE-UEM - O Departamento tem trabalhado diretamente com os CRE (Conselho Regional Espírita), através de seus Presidentes ou dos Responsáveis pelo ESDE nas Regiões, incentivando e sensibilizando para a implantação do Estudo e auxiliando no treinamento de multiplicadores do ESDE. O DESDE não atua diretamente na Casa Espírita, mas sim junto ao CRE. Desta forma, busca formar equipes nas regiões que, por sua vez, incentivarão as equipes das AME no trabalho direto com a Casa Espírita.

3.3 um Curso Regular de Espiritismo ?

“Um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de desenvolver os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos estudos sérios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as idéias Espíritas e de desenvolver grande número de médiuns. Considero esse curso como de natureza a exercer capital influência sobre o futuro do espiritismo e sobre suas conseqüências”

3.4. CONCEITOS

· Estudo: aplicação do espírito para aprender. Trabalhos que precedem a execução de um projeto.

· Estudar: aplicar a inteligência, para aprender. Dedicar-se à apreciação, analisar. Aplicar o espírito, a memória, a inteligência, para saber ou adquirir instrução ou conhecimento.

· Sistema: disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenado entre si, e que funcionam como estrutura organizada.

· Sistematizado: o que foi metodicamente agrupado, formando um corpo de doutrina.

· Estudo Sistematizado: estudo metódico, gradativo, partindo dos conceitos e princípios mais simples para os mais complexos.

· Estudo Sério: "O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá". Allan Kardec, Introdução (VIII) de O Livro dos Espíritos.

“Corre-nos, pois, o dever de estudar sempre, escolhendo o melhor para que as nossas idéias e exemplos reflitam as idéias e os exemplos dos paladinos da luz.”

Emmanuel. Pensamento e Vida. P. 26.

3.5. CARACTERÍSTICA

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” - Jesus - Jo 14:6

A característica principal do Estudo Sistematizado é a da participação de todos os interessados no processo de aprendizagem, através de estudos em grupo, da leitura e comentário das obras da codificação e subsidiárias, dos debates, da troca de idéias entre participantes, monitores e coordenadores. Todos somos aprendizes e todos podemos também ensinar. Não se trata, portanto, de um ciclo de estudos com palestras, exposições, mas de um envolvimento efetivo de todos os participantes, buscando o conhecimento e a consolação, objetivo maior da Doutrina Espírita, conforme podemos notar pelo texto de Allan Kardec abaixo transcrito.

“O Espiritismo progrediu principalmente depois que foi sendo mais bem compreendido na sua essência íntima, depois que lhe perceberam o alcance, porque tange a corda mais sensível do homem: a da sua felicidade, mesmo neste mundo. Aí a causa da sua propagação, o segredo da força que o fará triunfar. Enquanto a sua influência não atinge as massas, ele vai felicitando os que o compreendem. Mesmo os que nenhum fenômeno têm testemunhado, dizem: á parte esses fenômenos, há a filosofia, que me explica o que NENHUMA OUTRA me havia explicado. Nela encontro, por meio unicamente do raciocínio, uma solução racional para os problemas que nos mais alto grau interessam ao meu futuro. Ela me dá calma, firmeza, confiança; livra-me do tormento da incerteza. Ao lado de tudo isto, secundária se torna a questão dos fatos materiais”. Allan Kardec. O Livro dos Espíritos Conclusão-Item5.

“O estudo e a fixação do ensino espírita coloca-nos em condições de mais amplo discernimento da vida, dos homens e dos espíritos. Estudar sempre dá segurança à caminhada.”

(Estudar Sempre - cap.7 do livro Mediunidade e Evolução - Martins Peralva )

3.6. METODOLOGIA

3.5.1. DEFINIÇÃO

· Metodologia - (do gr. Méthodos, método + log (o) + ia). A arte de dirigir o espírito na investigação da verdade. Filos. Estudo dos métodos e, especialmente, dos métodos das ciências.

· Método - (do gr. Méthodos - caminho para chegar a um fim). Caminho pelo qual se atinge um objetivo.

“Método significa caminho para algo, uma ação encaminhada a um fim, um meio para conseguir um objetivo determinado”. [1]

“Os métodos didáticos sempre revelam uma determinada posição filosófica, psicológica, sociológica ou científica. (...) Método é um modo de conduzir a aprendizagem, buscando o desenvolvimento integral do educando, através de uma organização precisa de procedimentos que favoreçam a consecução dos propósitos estabelecidos.”[2]

“O que caracteriza em estudo sério é a continuidade que se lhe dá. Será de admirar que muitas vezes não se obtenha nenhuma resposta sensata a questões de si mesmas graves, quando propostas ao acaso e à queima roupa, em meio uma aluvião de outras extravagantes? Demais, sucede freqüentemente que, por complexa, uma questão, para ser elucidada, exige a solução de outras preliminares ou complementares. Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das idéias. Que adiantará aquele que, ao acaso, dirigir a um sábio perguntas acerca de uma ciência cujas primeiras palavras ignore? Poderá o próprio sábio, por maior que seja a sua boa vontade, dar-lhe respostas satisfatórias? A resposta isolada, que der, será forçosamente incompleta e quase sempre, por isso mesmo, ininteligível, ou parecerá absurda e contraditória. O mesmo ocorre em nossas relações com os Espíritos. Quem quiser com eles instruir-se tem que com eles fazer um curso; mas, exatamente como se procede entre nós, deverá escolher seus professores e trabalhar com assiduidade”

(L.E.-Introdução item VIII )

“Conhecer é patrocinar a libertação de nós mesmos, colocando-nos a caminho de novos horizontes na vida”.

Emmanuel. Pensamento e Vida. P. 26.

4. CONSEQUÊNCIAS DO ESDE

PRATICA DA CARIDADE
REFORMA ÍNTIMA
PUREZA DOUTRINÁRIA
FÉ RACIOCINADA
EDUCAÇÃO MEDIÚNICA
ESPÍRITAS CONSCIENTES
FORMAÇÃO DE EXPOSITORES

Podemos ainda desdobrar os consequências do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita da seguinte forma:

· Prática da Caridade - I Coríntios 13:1 - “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”

· Reforma íntima - Mateus 5:48 - “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste”.

· Pureza Doutrinária - Marcos 3:24 e 25 - “Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir.”

· Desenvolvimento da fé raciocinada - João 8:32 - “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

· Favorecimento da Educação Mediúnica - I Coríntios 12:1 - “A respeito dos dons espirituais não quero, irmãos, que sejais ignorantes”.

· Espíritas Conscientes - Mateus 5:37 - “Seja porém a tua palavra: Sim, sim; não não.”

· Formação de Expositores da Doutrina - Efésios 4:29 - “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e, sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem”.

· Difusão das idéias espíritas - João 14:16 e 26 - “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco”. “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.”

  1. DINÂMICA DA CAMPANHA

FEB Û CFN

Ý ß

FEDERATIVA

Ý ß

CONSELHOS REGIONAIS ESPÍRITAS

Ý ß

AMES

Ý ß

CASAS ESPÍRITAS

Projeto de Divulgação Permanente do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita no Estado de Minas Gerais

O Projeto de divulgação foi lançado no III ENESDE (Encontro Estadual de Coordenadores do ESDE), realizado em Barbacena em 17/05/03, com o objetivo de revitalizar a Campanha de Divulgação do Estudo Sistematizado em Minas Gerais.

Identificamos todas as Casas do Estado através de mala-direta e foram confeccionadas correspondências com a apresentação dos objetivos e características do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, bem como o material didático-pedagógico utilizado. Foram anexados nas correspondências folders comemorativos aos 20 anos de lançamento da Campanha de Divulgação do ESDE, com o intuito de sensibilizar as Casas Espíritas quanto à importância da implantação do Estudo.

Acreditamos que esta proposta seja o primeiro passo de uma longa estrada, pois a próxima etapa será a preparação de lideranças localizadas em vários pontos do Estado e que estarão à frente deste trabalho.

6. RECURSOS DIDÁTICOS PEDAGÓGICOS (Roteiros de Estudos do ESDE)

PROGRAMA FUNDAMENTAL – TOMO I

SUMÁRIO

Conteúdo Programático

Módulo I – Introdução ao Estudo do Espiritismo

Rot. 1 – O contexto histórico do século XIX na Europa

Rot. 2 – Espiritismo ou Doutrina Espírita: conceito e objeto

Rot. 3 – Tríplice aspecto da Doutrina Espírita

Rot. 4 – Pontos principais da Doutrina Espírita

Módulo II – A Codificação Espírita

Rot. 1 – Fenômenos mediúnicos que antecederam a Codificação: Hydesville e mesas girantes

Rot. 2 – Allan Kardec: o professor e o codificador

Rot. 3 – Metodologia e critérios utilizados na Codificação Espírita

Rot. 4 – Obras básicas

Módulo III – Deus

Rot. 1 – Existência de Deus

Rot. 2 – Provas da existência de Deus

Rot. 3 – Atributos da divindade

Rot. 4 – A providência divina

Módulo IV – Existência e Sobrevivência do Espírito

Rot. 1 – Perispírito: conceito

Rot. 2 – Origem e natureza do Espírito

Rot. 3 – Provas da existência e da sobrevivência do Espírito

Rot. 4 – Progressão dos Espíritos

Módulo V – Comunicabilidade dos Espíritos

Rot. 1 – Influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos, e nos acontecimentos da vida

Rot. 2 – Mediunidade e médium

Rot. 3 – Mediunidade com Jesus

Módulo VI – Reencarnação

Rot. 1 – Fundamentos e finalidades da reencarnação

Rot. 2 – Provas da reencarnação

Rot. 3 – Retorno à vida corporal: o planejamento reencarnatório

Rot. 4 – Retorno à vida corporal: união da alma ao corpo

Rot. 5 – Retorno à vida corporal: a infância

Rot. 6 – O esquecimento do passado: justificativas da sua necessidade

Módulo VII – Pluralidade dos Mundos Habitados

Rot. 1 – O fluido cósmico universal

Rot. 2 – Elementos gerais do Universo: espírito e matéria

Rot. 3 – Formação dos mundos e dos seres vivos

Rot. 4 – Os reinos da natureza: mineral, vegetal, animal e hominal

Rot. 5 – Diferentes categorias de mundos habitados

Rot. 6 – Encarnação nos diferentes mundos

Rot. 7 – A Terra: mundo de expiação e provas

Módulo VIII – Lei Divina ou Natural

Rot. 1 – Lei natural: definição e caracteres

Rot. 2 – O bem e o mal

Módulo IX – Lei de Adoração

Rot. 1 – Adoração: significado e objetivo

Rot. 2 – A prece: importância, eficácia e ação

Rot. 3 – Evangelho no lar

PROGRAMA FUNDAMENTAL – TOMO II

SUMÁRIO

Conteúdo Programático

Módulo X – Lei de Liberdade

Rot. 1 – Liberdade de pensar e liberdade de consciência

Rot. 2 – Livre-arbítrio e responsabilidade

Rot. 3 – Livre-arbítrio e fatalidade

Rot. 4 – O princípio de ação e reação

Módulo XI – Lei do Progresso

Rot. 1 – Progresso intelectual e progresso moral

Rot. 2 – Influência do Espiritismo no progresso da Humanidade

Módulo XII – Lei de Sociedade e Lei do Trabalho

Rot. 1 – Necessidade da vida social

Rot. 2 – Vida em família e laços de parentesco

Rot. 3 – Necessidade do trabalho

Rot. 4 – Limite do trabalho e do repouso

Módulo XIII – Lei de Destruição e Lei de Conservação

Rot. 1 – Destruição necessária e destruição abusiva

Rot. 2 – Flagelos destruidores

Rot. 3 – Instinto e inteligência

Rot. 4 – O necessário e o supérfluo

Módulo XIV – Lei de Igualdade

Rot. 1 – Igualdade natural e desigualdade de aptidões

Rot. 2 – Desigualdades sociais. Igualdade de direitos do homem e da mulher

Rot. 3 – Desigualdades das riquezas: as provas da riqueza e da pobreza

Módulo XV – Lei de Reprodução

Rot. 1 – Casamento e celibato

Rot. 2 – Obstáculos à reprodução

Rot. 3 – O aborto

Módulo XVI – Lei de Justiça, Amor e Caridade

Rot. 1 – Justiça e direitos naturais

Rot. 2 – Caridade e amor ao próximo

Módulo XVII – A Perfeição Moral

Rot. 1 – Os caracteres da perfeição moral

Rot. 2 – Conhecimento de si mesmo

Rot. 3 – O homem de bem

Módulo XVIII – Esperanças e Consolações

Rot. 1 – Penas e gozos terrestres

Rot. 2 – Penas e gozos futuros

PROGRAMA COMPLEMENTAR – TOMO ÚNICO

Conteúdo Programático

Módulo I – Vida no Mundo Espiritual

Rot. 1 – O fenômeno da morte

Rot. 2 – Perturbação espiritual

Rot. 3 – Ensaio teórico das sensações e percepções dos Espíritos

Rot. 4 – Espíritos errantes. Sorte das crianças depois da morte

Rot. 5 – Esferas espirituais da Terra e mundos transitórios

Rot. 6 – Ocupações e missões dos Espíritos

Rot. 7 – Relações no além-túmulo: simpatias e antipatias

Rot. 8 – Afeição que os Espíritos votam a certas pessoas. Espíritos Protetores

Rot. 9 – Escolha das provas

Módulo II – Fluidos e Perispírito

Rot 1 – Natureza, propriedades e qualidades dos fluidos

Rot. 2 – Perispírito: formação, propriedades e funções

Rot. 3 – Criações fluídicas

Rot. 4 – Magnetismo: conceito e aplicação

Módulo III – O Fenômeno da Intercomunicação Mediúnica

Rot. 1 – O fenômeno mediúnico através dos tempos

Rot. 2 – Os médiuns precursores

Rot. 3 – Mecanismos das comunicações mediúnicas

Rot. 4 – Natureza das comunicações mediúnicas

Rot. 5 – As evocações e as comunicações espontâneas dos Espíritos

Módulo IV – Dos Médiuns

Rot. 1 – Classificação e características dos médiuns

Rot. 2 – Mediunidade nas crianças

Rot. 3 – A influência moral do médium e do meio nas comunicações mediúnicas

Módulo V – Da Prática Mediúnica

Rot. 1 – Qualidades essenciais ao médium

Rot. 2 – Identificação das fontes de comunicação mediúnica

Rot. 3 – Contradições e mistificações

Rot. 4 – Animismo

Rot. 5 – O exercício irregular da mediunidade

Módulo VI – Obsessão e Desobsessão

Rot. 1 – Conceito, causas e graus

Rot. 2 – O processo obsessivo: o obsessor e o obsidiado

Rot. 3 – Obsessão e loucura

Rot. 4 – Desobsessão

Módulo VII – Fenômenos de Emancipação da Alma

Rot. 1 – Sono e sonhos

Rot. 2 – Letargia e catalepsia

Rot. 3 – Sonambulismo, êxtase e dupla vista

Módulo VIII – A Evolução do Pensamento Religioso

Rot. 1 – Politeísmo

Rot. 2 – Moisés e o Decálogo

Rot. 3 – Jesus e o Evangelho

Rot. 4 – A Revelação Espírita

Rot. 5 – Espiritismo: o Consolador prometido por Jesus

Rot. 6 – O Espiritismo e Doutrinas Espiritualistas

Módulo IX – Movimento Espírita e Unificação

Rot. 1 – Movimento Espírita: conceito e objetivo

Rot. 2 – Unificação: conceito, bases e estrutura

Rot. 3 – O Centro Espírita: conceito e objetivo

7. MULTIPLICADORES

“Dissemos que o Espiritismo é toda uma ciência, toda uma filosofia. Quem, pois, seriamente queira conhecê-lo deve, como primeira condição, dispor-se a um estudo sério e persuadir-se de que ele não pode, como nenhuma outra ciência, ser aprendido a brincar”.

Allan Kardec “O Livro dos Médiuns”, Capítulo III - Do Método.

Todos somos testemunhas em espírito, da real preocupação do Espírito da Verdade quanto ao encaminhamento da Doutrina Espírita.

Cabe agora uma avaliação da cota de trabalho que compete a cada um de nós na multiplicação da semente do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.

Coordenadores e Coordenados, são todos, discípulos a caminho da própria ascensão, sublimando a inteligência para que o Reino de Deus se estabeleça em definitivo nos corações.

***

“E destas coisas sois vós testemunhas.” Lc.24:48

Nos últimos capítulos dos 4 Evangelistas a análise principal é relativa à ascensão de Jesus, definindo claramente um planejamento de trabalho para seus discípulos.

***

“Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.” Mt.28:19 ***

As nações representam os vários setores do nosso movimento, que ainda não possuem a semente em suas terras, ou as mesmas necessitam do trabalho do arado orientador, que renova concepções pelo amor, que delega funções, ou que arregimenta recursos imprescindíveis da edificação.

***

“E ele lhes disse: Lançai a rede para a banda direita do barco, e achareis.” Jo.21:6

O imperativo para o lançamento para a banda da direita, ou aquela que esta preparada pelo Pescador de Almas.

Sabemos das infinitas dificuldades, mas o bom trabalhador é aquele que cumpre o que o seu senhor lhe orienta, não contestando ou mesmo postergando o trabalho, sabendo que o resultado do investimento é do senhor.

Não permite, que o personalismo nasça do lado esquerdo, tentando advogar em causa própria, e busca através da humildade e da prudência, lançar a rede com amor aliada este ato à fé raciocinada, no rumo certo da felicidade que outorga o salário real.

***

“Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes, e, sendo tantos, não se rompeu a rede.” Jo 21:11

Multiplicar é um ato de amor na dinâmica da vida. Multiplicar o alimento para o espírito faminto, é manifestação da misericórdia infinita em nossas vidas.

***

“E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram.” Mc.16:20

Ao trabalho, Amigos!!!!

“Difundir, entre os núcleos interessados, as resoluções práticas das concentrações doutrinárias, de modo a não deixá-las em reduzido círculo de companheiros ou na poeira do esquecimento”. (Conduta Espírita - A Luiz - Cap.17)

8. CONCLUSÃO

“Não temos, pois, outro objetivo que não seja demonstrar a nossa necessidade de estudo metódico da obra de Kardec, não só para lhe penetrarmos a essência redentora, como também para que lhe estendamos a grandeza em novas facetas do pensamento, na convicção de que outros companheiros de tarefa comparecerão à liça, suprindo-nos as deficiências naturais, com estudos mais altos dos temas renovadores trazidos ao mundo pelo apóstolo de Lião”.

Emmanuel - Religião dos Espíritos - FEB – Introdução

ESDE uma proposta de amor



“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” João 8:32

9. BIBLIOGRAFIA

9.1. - BIBLIOGRAFIA UTILIZADA

ANTUNES, Celso. MANUAL DE TÉCNICAS DE DINÂMICA DE GRUPO DE SENSIBILIZAÇÃO DE LUDOPEDAGOGIA. Petrópolis. Ed. Vozes, 1987.

Apostila Relações Interpessoais - CEMIG

Apostila Capacitação do Instrutor - Curso de Reciclagem para Coordenadores do E.S.D.E. - Goiânia/GO - Federação Espírita Pernambucana.

Apostila de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita da Federação Espírita do Rio Grande do Sul/Departamento Doutrinário.

Apostila de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita da União Espírita Mineira/DESDE.

Apostila Liderança de Reuniões. Instituto Cultural Newton de Paiva Ferreira. 1974

Apostila Técnicas de Chefia. ICNPF - Faculdade Ciência Contábeis e Administrativas. 1974

Dicionário Aurélio. Ed.Nova Fronteira.

GAGNÉ, R. COMO SE REALIZA A APRENDIZAGEM. Rio, Ao Livro Técnico, 1971.

KARDEC, Allan. O LIVRO DOS ESPÍRITOS.. Rio, FEB, 1992. 72a. Ed.

KARDEC, Allan. O LIVRO DOS MÉDIUNS, Rio, FEB, 1991, 58a. Ed.

KARDEC, Allan. OBRAS PÓSTUMAS, Rio, FEB, 1987. 22a. Ed.

LOBO, Ney. FILOSOFIA ESPÍRITA DA EDUCAÇÃO.. V. 1. Rio. FEB. 1989.

Mini Dicionário Aurélio - 2a. Edição - Ed. Nova Fronteira.

Novo Testamento.

REINER, Dóli. ENSINANDO A ENSINAR. Rio, Casa Imagem Editorial, 1995.

SANT’ANA, Ilza Martins e MENEGOLLA, Maximiliano. DIDÁTICA: APRENDER A ENSINAR. SP. Ed. Loyola. 1991

WEIL, Pierre. RELAÇÕES HUMANAS. NA FAMÍLIA E NO TRABALHO. Petrópolis, Vozes, 1989

XAVIER, Francisco C. PENSAMENTO E VIDA. Pelo Espírito Emmanuel. Rio, FEB, 1987, 8a. Ed.

9.2. - BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ANTUNES, Celso. MANUAL DE TÉCNICAS DE DINÂMICA DE GRUPO, DE SENSIBILIZAÇÃO, DE LUDOPEDAGOGIA. Petrópolis, Vozes, 1987. 8a. Ed.

Editorial “O Centro Espírita e o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita”. REFORMADOR. Junho/1995

Federação Espírita Brasileira. CURSO DE EXPOSITORES DA DOUTRINA ESPÍRITA,. APOSTILA DE DIDÁTICA, APOSTILA DE TÉCNICAS DE ENSINO

Federação Espírita Brasileira. MANUAL DE ORIENTAÇÃO da Campanha de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.

FRITZEN, Silvino José. EXERCÍCIOS PRÁTICOS DE DINÂMICA DE GRUPO. Petrópolis, Vozes, 1981. 9a. Ed. ( 2 volumes)

MINICUCCI, Agostinho. DINÂMICA DE GRUPO. SP, Ed. Atlas, 1987

União Espírita Mineira. MANUAL DE TÉCNICAS DE ESTUDO. Departamento de Infância e Juventude/DIJ

XAVIER, Francisco C. “Ajudar a Vida Mental”. IN: FONTE VIVA. Pelo Espírito Emmanuel. Rio, FEB, 1988, 16a. Ed.

XAVIER, Francisco C. “Convite ao Estudo”. IN: PALAVRAS DE VIDA ETERNA. Pelo Espírito Emmanuel. Uberaba. Edição CEC, 1988. 11a. Ed.

XAVIER, Francisco C. “Educa”. IN: FONTE VIVA. Pelo Espírito Emmanuel. Rio, FEB. 1988. 16a. ed.



[1] SANT’ANA, Ilza Martins e MENEGOLLA, Maximiliano. DIDÁTICA: APRENDER A ENSINAR. SP. Ed. Loyola. 1991. P. 45.

[2] idem, ibidem , p. 46

O DIA DE FINADOS PARA O ESPÍRITA

O dia 2 de novembro, que é considerado um dia dedicado aos mortos, aos finados. O respeito da legislação vigente chega inclusive a declarar a data como feriado nacional, no intuito de que as pessoas possam prestar suas homenagens aos parentes e conhecidos já desencarnados. Os espíritas são naturalmente questionados a respeito do assunto. Como a Doutrina Espírita encara este tema?

Resposta
— Realmente o tema desperta algumas dúvidas. Mesmo alguns companheiros espíritas perguntam se devem ou não ir aos cemitérios no dia 2 de novembro, se isto é importante ou não. Antes de tudo, lembremos que o respeito instintivo do homem pelos desencarnados, os chamados mortos, é uma conseqüência natural da intuição que as pessoas têm da vida futura. Não faria nenhum sentido o respeito ou as homenagens aos mortos se no fundo o homem não acreditasse que aqueles seres queridos continuassem vivendo de alguma forma. É um fato curioso que mesmo aqueles que se dizem materialistas ou ateus nutrem este respeito pelos mortos.

Embora o culto aos mortos ou antepassados seja de todos os tempos, Leon Denis nos diz que o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, antigo povo que viveu na região que hoje é a França. Os druidas, um povo que acreditava na continuação da existência depois da morte, se reunia nos lares, não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.

A noção de imortalidade que a maioria das pessoas tem, no entanto, ainda é confusa, fazendo com que as multidões se encaminhem para os cemitérios, como se o cemitério fosse à morada eterna daqueles que pereceram. O Espiritismo ensina o respeito aos desencarnados como um dever de fraternidade, mas mostra que as expressões de carinho não precisam ser realizadas no cemitério, nem é necessário haver um dia especial para que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas.

321 - O dia de comemoração dos mortos (2 de novembro) tem alguma coisa de mais solene para os Espíritos? Preparam-se eles para visitar os que vão orar sobre os túmulos?

- Os Espíritos atendem ao chamado do pensamento, nesse dia como nos outros.

Nossa comunicação com os desencarnados é realizada através do pensamento. As preces, as orações, são vibrações do pensamento que alcançam os espíritos. Nossos entes queridos desencarnados são sensíveis ao nosso pensamento. Se existe entre eles e nós o sentimento de verdadeira afeição, se existe esse laço de sintonia, eles percebem nossos sentimentos e nossas preces, independente de ser dia de finados ou não.
Esse é o aspecto consolador da Doutrina Espírita: a certeza de que nossos queridos desencarnados, nossos pais, filhos, parentes e amigos, continuam vivos e continuam em relação conosco através do pensamento. Podemos nos privar de sua presença física, mas o sentimento verdadeiro nos une e eles estão em relação conosco, conforme as condições espirituais em que se encontrem. Realizaram a grande viagem de retorno à pátria espiritual antes de nós, nos precederam na jornada de retorno, mas continuam vivos e atuantes.

Então, os espíritos atendem sim aos chamados do pensamento daqueles que visitam os túmulos. No dia 2 de novembro, portanto, como nos informam os amigos espirituais, o movimento nos cemitérios, no plano espiritual, é muito maior, porque é muito maior o número de pessoas que evocam, pelas preces e pelos sentimentos, os desencarnados.

321 - Sob que forma comparecem, e como seriam vistos, se pudessem tornar-se visíveis?

- Sob a que tinham em vida.


Com a forma que tinham quando estavam encarnados, para que possam ser reconhecidos. Não é raro que o espírito quando desencarne sofra ou provoque alterações na sua aparência, ou seja no seu corpo espiritual. Espíritos que estão em equilíbrio mental e emocional podem se apresentar com uma aparência mais jovem do que tinham quando estavam encarnados, enquanto outros podem inclusive adotar a aparência que tinham em outra encarnação. Por outro lado, espíritos que estão em desequilíbrio podem ter uma aparência muito diferente da que tinham no corpo, pois o corpo espiritual mostra o verdadeiro estado interior do espírito.


322 - Os Espíritos esquecidos, cujas tumbas não são visitadas por ninguém, comparecem apesar disso e sentem algum desgosto por não verem nenhum amigo se lembrar deles?

- Que lhes importa a Terra? Somente pelo coração se prendem a ela. Se não mais o amam, nada mais há que faça o Espírito voltar à Terra. Ele tem todo o Universo pela frente.

Isto depende muito do estado do espírito. Muitos já reconhecem que a visita aos túmulos não é fundamental para se sentirem amados. Outros, no entanto, comparecem aos cemitérios na esperança de encontrar alguém que ainda se lembre deles e se entristecem quando se vêem sozinhos.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável.

Apenas é desnecessária, pois a entidade espiritual não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar. A prece ditada pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo desencarnado.


323 - A visita ao túmulo proporciona mais satisfação ao Espírito do que uma prece feita em sua intenção?

- A visita ao túmulo é uma maneira de manifestar que se pensa no Espírito ausente: é a exteriorização desse fato. Eu já vos disse que é a prece que santifica o ato de lembrar; pouco importa o lugar, se a lembrança é ditada pelo coração.












Ninguém se cruza por acaso.

Preste atenção ao que você vai ler!

Pessoas entram na sua vida, por uma RAZÃO, por uma ESTAÇÃO ou por uma VIDA INTEIRA.

Quando perceber qual o motivo é, você vai saber o que fazer com cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma RAZÃO...

...É, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou.

Elas vêm para auxiliar em uma dificuldade, fornecer apoio e orientação,

Ajudar física, emocional ou espiritualmente.

Elas poderão parecer dádiva de Deus, e são!

Elas estão lá pela razão que você precisa que estejam lá.

Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim.

Ás vezes, essas pessoas morrem.

Ás vezes, elas simplesmente se vão.

Ás vezes, elas agem e te força a tomar uma posição.

O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e os trabalhos delas... Feito.

As suas orações foram atendidas.

E agora, é tempo de ir.

Quando pessoas entram em sua vida por uma ESTAÇÃO...

...É porque chegou a sua vez de dividir, crescer e aprender.

Elas trazem para você a experiência da paz...

Ou fazem você rir.

Elas poderão ensinar algo que você nunca fez.

Elas, geralmente, dão uma quantidade enorme de prazer.

Acredite! É real!

Mas, somente por uma ESTAÇÃO.

Relacionamentos de uma vida inteira... Ensinam lições para a vida inteira. Coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida.

Sua tarefa é aceitar a lição, amar essa pessoa e colocar o que você aprendeu em uso, em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida.

Pense nisso!



ANIVERSÁRIO DE ALLAN KARDEC

03 de outubro de 1804: data da reencarnação de Allan Kardec, o grande Codificador do Espiritismo.

Agradeçamos, portanto, ao Missionário enviado por Jesus.


A Viagem do Autoconhecimento

“Se não fosse a persistência desse grande vulto que é Allan Kardec, o que teria sido de todos nós? De mim, que despertei, realmente, com a leitura do livro dos espíritos, do evangelho consolador, para abraçar o mundo espiritual das grandes verdades que a codificação encerra.

“Todo aquele que quiser ser espírita, tem de deixar muito da sua ânsia de ser compreendido.

“Não pode ser hipersensível, não pode mergulhar nas susceptibilidades. Tem de ser, realmente, fraterno e compreensivo. Porque todos nós estamos na terra numa grande viagem, vocês encarnados principalmente.

“Nessa grande viagem, vocês sofrem as condições exteriores de agressões, de lutas, provas, enfermidades.

“Mas vocês estão, também, realizando uma grande viagem interior. Vocês estão conhecendo o caráter, a personalidade, os sentimentos que vocês agasalham dentro da alma e do coração e que só vocês conhecem.

“Essa viagem interior, que todos os espíritas devem fazer, que se todas as criaturas a fizessem seria muito bom, é aquela de autorreconhecimento.

“Sabemos que estamos caminhando, trazendo muita coisa que podemos deixar pelos caminhos da terra, para que as nossas almas sejam aladas e consigam empreender o grande vôo para o cimo da Luz.

“Sem essa viagem interior com esses permanentes bloqueios que nós teimamos em fazer, não reconhecendo nossas falhas, nossas dúvidas, nossos conflitos, nossas neuroses, nossos traumas, transferindo sempre para o exterior tudo o que sofremos - nós não conseguiremos obter a nossa libertação.

“É preciso, meus filhos, viajarmos dentro de nossa própria alma. Porque na grande viagem reencarnatória, dependendo ou não de vocês, vocês terão lutas e problemas, que, muitas vezes, esse ponto de agressão, de sentimentos inferiores. Mas, dentro do nosso espírito não, somos senhores absolutos do que pensamos, do que queremos, do que realizamos. Por isso, se as nossas chagas interiores, só nós mesmos podemos curá-las.

“Que o mestre, que com suas mãos chagadas cura as chagas de nossas mãos, que nem sempre trabalham pelo próximo e que, muitas vezes, se feriram, ferindo semelhantes, que esse mestre possa, com as suas mãos divinas, acalentar a todos nós, na luz do seu infinito, do seu imenso e bondoso amor.

Bezerra de Menezes (espírito)
Psicografia de Shyrlene Campos
............

Kardec, Obrigado!

“Kardec, enquanto recebes as homenagens do mundo, pedimos vênia para associar nosso preito singelo de amor aos cânticos de reconhecimento que te exaltam a obra gigantesca nos domínios da libertação espiritual.

“Não nos referimos aqui ao professor emérito que foste, mas ao discípulo de JESUS que possibilitou o levantamento das bases do Espiritismo Cristão, cuja estrutura desafia a passagem do tempo.

“Falem outros dos títulos de cultura que te exornavam a personalidade, do prestígio que desfrutavas na esfera da inteligência, do brilho de tua presença nos fastos sociais, da glória que te ilustrava o nome, de vez que todas as referências à tua dignidade pessoal nunca dirão integralmente o exato valor de teus créditos humanos.

“Reportar-nos-emos ao amigo fiel do Cristo e da Humanidade, em agradecimento pela coragem e abnegação com que te esqueceste para entregar ao mundo a mensagem da Espiritualidade Superior. E, rememorando o clima de inquietações e dificuldades, em que, a fim de reacender a luz do Evangelho, superaste injúria e sarcasmo, perseguição e calúnia, desejamos expressar-te o carinho e a gratidão de quantos edificaste para a fé na imortalidade e na sabedoria da vida.

“O Senhor te engrandeça por todos aqueles que emancipaste das trevas e te faça bendito pelos que se renovaram perante o destino à força de teu verbo e de teu exemplo!...

“Diante de ti, enfileiram-se, agradecidos e reverentes, os que arrebataste à loucura e ao suicídio com o facho da esperança; os que arrancaste ao labirinto da obsessão com o esclarecimento salvador; os pais desditosos que se viram atormentados por filhos insensíveis e delinqüentes, e os filhos agoniados que se encontraram na vala da frustração e do abandono pela irresponsabilidade dos pais em desequilíbrio e que foram reajustados por teus ensinamentos, em torno da reencarnação; os que renasceram em dolorosos conflitos da alma e se reconheceram, por isso, esmagados de angústia nas brenhas da provação, e os quais livraste da demência, apontando-lhes as vidas sucessivas; os que se acharam arrasados de pranto, tateando a lousa na procura dos entes queridos que a morte lhes furtou dos braços ansiosos, e aos quais abriste os horizontes da sobrevivência, insuflando-lhes renovação e paz, na contemplação do futuro; os que soergueste do chão pantanoso do tédio e do desalento, conferindo -lhes, de novo, o anseio de trabalhar e a alegria de viver; os que aprenderam contigo o perdão das ofensas e abençoaram, em prece, aqueles mesmos companheiros da Humanidade que lhes apunhalaram o espírito, a golpes de insulto e de ingratidão; os que te ouviram a palavra fraterna e aceitaram com humildade a injúria e a dor por instrumentos de redenção; e os que desencarnaram incompreendidos ou acusados sem crime, abraçando-te as páginas consoladoras que molharam com as próprias lágrimas...

“Todos nós, os que levantaste do pó da inutilidade ou do fel do desencanto para as bênçãos da vida, estamos também diante de ti!... E, identificando-nos na condição dos teus mais apagados admiradores e como os últimos dos teus mais pobres amigos, comovidamente, em tua festa, nós te rogamos permissão para dizer: Kardec, obrigado!...

“Muito obrigado!...”

Irmão X (espírito)
Psicografia de Chico Xavier
.......................

Legenda Espírita

“O cultivador é conduzido ao pântano para convertê-lo em terra fértil.

“O técnico é convidado ao motor em desajuste para sanar-lhe os defeitos.

“O médico é solicitado ao enfermo para a bênção da cura.

“O professor é trazido ao alfabeto para auxiliá-lo na escola.

“Entretanto, nem as feridas da terra, nem os desequilíbrios da máquina, nem as chagas do corpo e nem as sobras da inteligência se desfazem à custa de conversas amargas e, sim, ao preço de trabalho e devotamento.

“O espírita cristão é chamado aos problemas do mundo, a fim de ajudar-lhes a solução, contudo, para atender em semelhante mister, há que silenciar discórdia e censura e alongar entendimento e serviço.

“É por esta razão que, interpretando o conceito ‘salvar’ por ‘livrar da ruína’ ou ‘preservar do perigo’, colocou Allan Kardec, no luminoso portal da Doutrina Espírita, a sua legenda inesquecível:

" ‘Fora da caridade não há salvação.’ "

Bezerra de Menezes (espírito)
Psicografia de Chico Xavier



----
O Espiritismo
www.oespiritismo.com.br


Morte em tenra idade

O casal se consorciara e, desde os tempos do noivado, haviam estabelecido em seus planos, o número de filhos. É como se pudessem ver, através da tela mental, as crianças a correr e encher a casa que juntos idealizaram.

Esmeraram-se no jardim a fim de que, ao chegarem os pequenos, logo tivessem contato com a natureza, o perfume e as cores das flores miúdas.

Deixaram uma pequena área para que, em tempo oportuno, pudessem colocar aparelhos próprios para as crianças brincarem.

Olhando aquele espaço, de mãos dadas, já se imaginavam ensinando os pequenos subirem pela escada e descerem pelo escorregador, caindo no meio da areia.

Podiam quase se ver a segurá-los, enquanto tentavam escalar os degraus e engatinharem, através da casinha que seria um labirinto bem montado, a abrir portas e janelas, sorrindo felizes.

A gravidez não tardou e tudo se passou num clima de ansiedade e sonhos. O dia em que puderam ouvir pela primeira vez o coraçãozinho do filho a bater, foi-lhes de pura emoção.

Cada mês era uma descoberta. Filmaram as diversas ecografias para que, um dia, pudessem mostrar ao pequeno como ele começara a sua vida na Terra, no carinho e aconchego do ventre materno.

Prepararam berço, quarto, rendas e roupinhas. Tudo traduzia o imenso amor que dedicavam ao pequeno. O nascimento foi uma festa, os primeiros dias uma descoberta contínua, os meses que se seguiram de aprendizado para os pais, tentando traduzir o choro infantil, os primeiros balbucios, o código especial daquele palavreado todo especial.

Os primeiros passos foram filmados e, a cada toque das mãozinhas tenras, era uma emoção diferente. Nos corações dos pais, a gratidão brotava espontânea e, todas as noites, agradeciam a Deus pela dádiva preciosa que lhes havia mandado.

Orando ao pé do berço, em rogativa singela a Jesus pelo pequeno que dormia, sentiam-se sempre mais felizes.

Então, um dia, aconteceu a tragédia. Uma febre inexplicável tomou conta do garoto que, até a pouco, brincava feliz na caixa de areia, em plena tarde de verão.

Ele adentrara a cozinha, queixando-se de dor de cabeça. A mãe o acarinhou, sentiu-lhe a temperatura anormal e chamou o marido. Logo vieram os exames, o internamento. Em poucas horas, a morte cruel.

O casal sentiu os corações estraçalhados. Como era possível que uma criança tão cheia de vida, pudesse morrer em poucas horas? E nos dias de hoje, com tantos recursos? Nada lhe faltara.

O pai desesperou-se, agarrou-se ao corpinho ainda quente e começou a gritar: Volte, volte. Não vá embora. Não nos deixe.

Então, a mãe, vencendo a dor que lhe esmagava o coração, qual uma mão de ferro, aproximou-se do marido, abraçou-o ternamente e lhe falou ao ouvido:

Amado, deixa-o partir. Ele veio e somente nos deu alegrias. Cumpriu o seu tempo. Deixa-o retornar em paz ao mundo de onde veio. Não o retenhas...

* * *

A morte em tenra idade é, dentre os tipos de morte, possivelmente, a que mais indagações provoca nos corações aflitos.

Contudo, elas ocorrem porque há Espíritos que vêm à Terra e tomam as vestes humanas, na qualidade de filhos, para fazerem felizes aos que amam.

Deixam a sua mensagem de alegria e de paz e retornam ao mundo espiritual, desde que a tarefa foi cumprida.

Outros Espíritos necessitam de algum tempo apenas, como complementação de vidas anteriores, não vividas em plenitude.

É sempre provação para os pais que sofrem a dor da separação. Mas, uma certeza deve permanecer: a morte não existe e, os que se amam, prosseguem a se amar na Espiritualidade.

Um dia, haveremos todos de nos reencontrar no mundo espiritual ou em vidas futuras, em algum lugar...

Redação do Momento Espírita.


Separação

Jesus, ao se aproximar o momento de Seu martírio, teve longas conversas, nas quais instruiu Seus discípulos a respeito dos tempos vindouros.

Em dado momento, afirmou:

Todavia, digo-vos a verdade: a vós convém que eu vá.

Semelhante declaração do Mestre é rica de significados.

Ninguém como Ele soube amar tanto e tão bem.

Contudo, foi o primeiro a reconhecer a conveniência de Sua partida, em favor dos companheiros.

Que teria acontecido, se Jesus teimasse em permanecer?

Provavelmente, as multidões terrestres teriam acentuado as tendências egoístas, consolidando-as.

Como o Divino Amigo havia buscado Lázaro no sepulcro, ninguém mais se resignaria à separação pela morte.

Por se haverem limpado alguns leprosos, ninguém aceitaria, de futuro, a cooperação proveitosa das moléstias físicas.

O resultado lógico seria a perturbação geral no mecanismo evolutivo.

O Mestre precisou ausentar-Se para que o esforço de cada um se fizesse visível no Plano Divino da obra mundial.

De outro modo, seria perpetuar a indolência de uns e o egoísmo de outros.

Os Apóstolos permaneceriam como alunos, confortavelmente situados ao lado de seu Mestre.

Não se lançariam nos rudes testemunhos que os burilaram e amadureceram.

A todo momento, poderiam contar com o esclarecimento direto do Cristo.

Consequentemente, não decidiriam por si mesmos quanto aos seus destinos.

Poderiam até se comportar bem, mas não teriam maiores méritos.

Sob diferentes aspectos, a grande hora da família evangélica repete-se nos agrupamentos humanos.

Inúmeras vezes surgem a viuvez, a orfandade, o sofrimento da distância, a perplexidade e a dor, por elevada conveniência do bem comum.

É da natureza humana rejeitar o sofrimento.

Sempre se deseja o caminho mais fácil e a proximidade dos amores mais caros.

Ocorre que a vida terrena ainda por um tempo será destinada à vivência de provas e expiações.

Espíritos necessitados de experienciar eventos dolorosos e de testemunhar sua firmeza no bem é que nela renascem.

Essa é a finalidade do globo terrestre.

Ele serve de palco a lutas redentoras e a abençoados esforços para um viver digno.

Nesse contexto, há luto, separações e lágrimas.

Mas não são castigos, tragédias ou desgraças.

Representam antes um programa anteriormente traçado para a dignificação de quem os deve vivenciar.

No momento exato, é preciso cumprir a programação sem dramas em excesso.

Em momentos de grande dor, convém recordar a passagem evangélica em que Jesus anunciou sua partida.

As separações no mundo são mesmo tristes.

Contudo, se a morte do corpo é renovação para quem parte, também representa vida nova para os que ficam.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 125 do livro Pão nosso, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.



OMISSÃO


As notícias veiculadas pelos meios de comunicação costumam impressionar negativamente.

Elas atendem a uma demanda um tanto mórbida das massas, que gostam de saber detalhes de acontecimentos funestos.

Fala-se muito em roubos, fraudes, estupros e assassinatos.

Esse contínuo bombardear de manchetes tristes pode produzir resultados bastante negativos no imaginário popular.

Talvez alguém conclua ser virtuoso, apenas porque não comete os desatinos noticiados pela mídia.

Ocorre que esse pensamento implica eleger a omissão como conduta desejável.

O panorama do mundo é dinâmico e está em constante evolução.

O progresso surge de atos humanos positivos, que são agentes de transformação.

Nesse contexto a omissão, enquanto roteiro de vida, é um escândalo.

Em um mundo em perpétuo movimento, quem não avança se atrasa.

Assim, não basta deixar de praticar o mal.

Importa primordialmente fazer o bem.

Os contextos mudam com rapidez e talvez a oportunidade de agir corretamente não se repita facilmente.

Se um amigo necessitado cruzar o seu caminho, não hesite.

Auxilie-o como pode, pois a vida é muito dinâmica.

Talvez amanhã você não mais consiga vê-lo com os olhos da própria carne.

Perante um sofredor que surge à sua frente, evite pensar em excesso antes de estender seu auxílio.

É provável que o abraço de hoje seja o início de um longo adeus.

Não adie o perdão e nem atrase a caridade.

Abençoe de imediato os que o injuriam.

Ampare sem condições os que lhe comungam a experiência terrena.

Se seus pais, velhos e enfermos, parecem um problema, supere-se e apoie-os com mais ternura.

Se seus filhos, intoxicados de ilusão, causam-lhe amargas dores, bendiga a presença deles.

Em caso de discórdia, seja o que tenta imediatamente a conciliação.

Não hesite perante o trabalho que aguarda suas mãos.

Jamais perca a divina oportunidade de estender a alegria.

Tudo o que você enxerga entre os homens, usando a visão física, é moldura passageira de almas e forças em movimento.

Faça, em cada minuto, o máximo que puder.

Qualquer que seja a dificuldade, não deserte do dever.

Talvez a oportunidade não se repita.

É possível que você esteja perante seu familiar, seu amigo ou seu companheiro de jornada pela derradeira vez.

É melhor dar o melhor de si, a fim de não ter motivos de arrependimento.

Em termos de vida imortal, não fazer o mal é muito pouco, quase nada.

O que dignifica e habilita a novas experiências é o bem que se constrói, dentro e fora de si.

Pense nisso.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. XIX do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.