quarta-feira, 3 de novembro de 2010



ANIVERSÁRIO DE ALLAN KARDEC

03 de outubro de 1804: data da reencarnação de Allan Kardec, o grande Codificador do Espiritismo.

Agradeçamos, portanto, ao Missionário enviado por Jesus.


A Viagem do Autoconhecimento

“Se não fosse a persistência desse grande vulto que é Allan Kardec, o que teria sido de todos nós? De mim, que despertei, realmente, com a leitura do livro dos espíritos, do evangelho consolador, para abraçar o mundo espiritual das grandes verdades que a codificação encerra.

“Todo aquele que quiser ser espírita, tem de deixar muito da sua ânsia de ser compreendido.

“Não pode ser hipersensível, não pode mergulhar nas susceptibilidades. Tem de ser, realmente, fraterno e compreensivo. Porque todos nós estamos na terra numa grande viagem, vocês encarnados principalmente.

“Nessa grande viagem, vocês sofrem as condições exteriores de agressões, de lutas, provas, enfermidades.

“Mas vocês estão, também, realizando uma grande viagem interior. Vocês estão conhecendo o caráter, a personalidade, os sentimentos que vocês agasalham dentro da alma e do coração e que só vocês conhecem.

“Essa viagem interior, que todos os espíritas devem fazer, que se todas as criaturas a fizessem seria muito bom, é aquela de autorreconhecimento.

“Sabemos que estamos caminhando, trazendo muita coisa que podemos deixar pelos caminhos da terra, para que as nossas almas sejam aladas e consigam empreender o grande vôo para o cimo da Luz.

“Sem essa viagem interior com esses permanentes bloqueios que nós teimamos em fazer, não reconhecendo nossas falhas, nossas dúvidas, nossos conflitos, nossas neuroses, nossos traumas, transferindo sempre para o exterior tudo o que sofremos - nós não conseguiremos obter a nossa libertação.

“É preciso, meus filhos, viajarmos dentro de nossa própria alma. Porque na grande viagem reencarnatória, dependendo ou não de vocês, vocês terão lutas e problemas, que, muitas vezes, esse ponto de agressão, de sentimentos inferiores. Mas, dentro do nosso espírito não, somos senhores absolutos do que pensamos, do que queremos, do que realizamos. Por isso, se as nossas chagas interiores, só nós mesmos podemos curá-las.

“Que o mestre, que com suas mãos chagadas cura as chagas de nossas mãos, que nem sempre trabalham pelo próximo e que, muitas vezes, se feriram, ferindo semelhantes, que esse mestre possa, com as suas mãos divinas, acalentar a todos nós, na luz do seu infinito, do seu imenso e bondoso amor.

Bezerra de Menezes (espírito)
Psicografia de Shyrlene Campos
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Kardec, Obrigado!

“Kardec, enquanto recebes as homenagens do mundo, pedimos vênia para associar nosso preito singelo de amor aos cânticos de reconhecimento que te exaltam a obra gigantesca nos domínios da libertação espiritual.

“Não nos referimos aqui ao professor emérito que foste, mas ao discípulo de JESUS que possibilitou o levantamento das bases do Espiritismo Cristão, cuja estrutura desafia a passagem do tempo.

“Falem outros dos títulos de cultura que te exornavam a personalidade, do prestígio que desfrutavas na esfera da inteligência, do brilho de tua presença nos fastos sociais, da glória que te ilustrava o nome, de vez que todas as referências à tua dignidade pessoal nunca dirão integralmente o exato valor de teus créditos humanos.

“Reportar-nos-emos ao amigo fiel do Cristo e da Humanidade, em agradecimento pela coragem e abnegação com que te esqueceste para entregar ao mundo a mensagem da Espiritualidade Superior. E, rememorando o clima de inquietações e dificuldades, em que, a fim de reacender a luz do Evangelho, superaste injúria e sarcasmo, perseguição e calúnia, desejamos expressar-te o carinho e a gratidão de quantos edificaste para a fé na imortalidade e na sabedoria da vida.

“O Senhor te engrandeça por todos aqueles que emancipaste das trevas e te faça bendito pelos que se renovaram perante o destino à força de teu verbo e de teu exemplo!...

“Diante de ti, enfileiram-se, agradecidos e reverentes, os que arrebataste à loucura e ao suicídio com o facho da esperança; os que arrancaste ao labirinto da obsessão com o esclarecimento salvador; os pais desditosos que se viram atormentados por filhos insensíveis e delinqüentes, e os filhos agoniados que se encontraram na vala da frustração e do abandono pela irresponsabilidade dos pais em desequilíbrio e que foram reajustados por teus ensinamentos, em torno da reencarnação; os que renasceram em dolorosos conflitos da alma e se reconheceram, por isso, esmagados de angústia nas brenhas da provação, e os quais livraste da demência, apontando-lhes as vidas sucessivas; os que se acharam arrasados de pranto, tateando a lousa na procura dos entes queridos que a morte lhes furtou dos braços ansiosos, e aos quais abriste os horizontes da sobrevivência, insuflando-lhes renovação e paz, na contemplação do futuro; os que soergueste do chão pantanoso do tédio e do desalento, conferindo -lhes, de novo, o anseio de trabalhar e a alegria de viver; os que aprenderam contigo o perdão das ofensas e abençoaram, em prece, aqueles mesmos companheiros da Humanidade que lhes apunhalaram o espírito, a golpes de insulto e de ingratidão; os que te ouviram a palavra fraterna e aceitaram com humildade a injúria e a dor por instrumentos de redenção; e os que desencarnaram incompreendidos ou acusados sem crime, abraçando-te as páginas consoladoras que molharam com as próprias lágrimas...

“Todos nós, os que levantaste do pó da inutilidade ou do fel do desencanto para as bênçãos da vida, estamos também diante de ti!... E, identificando-nos na condição dos teus mais apagados admiradores e como os últimos dos teus mais pobres amigos, comovidamente, em tua festa, nós te rogamos permissão para dizer: Kardec, obrigado!...

“Muito obrigado!...”

Irmão X (espírito)
Psicografia de Chico Xavier
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Legenda Espírita

“O cultivador é conduzido ao pântano para convertê-lo em terra fértil.

“O técnico é convidado ao motor em desajuste para sanar-lhe os defeitos.

“O médico é solicitado ao enfermo para a bênção da cura.

“O professor é trazido ao alfabeto para auxiliá-lo na escola.

“Entretanto, nem as feridas da terra, nem os desequilíbrios da máquina, nem as chagas do corpo e nem as sobras da inteligência se desfazem à custa de conversas amargas e, sim, ao preço de trabalho e devotamento.

“O espírita cristão é chamado aos problemas do mundo, a fim de ajudar-lhes a solução, contudo, para atender em semelhante mister, há que silenciar discórdia e censura e alongar entendimento e serviço.

“É por esta razão que, interpretando o conceito ‘salvar’ por ‘livrar da ruína’ ou ‘preservar do perigo’, colocou Allan Kardec, no luminoso portal da Doutrina Espírita, a sua legenda inesquecível:

" ‘Fora da caridade não há salvação.’ "

Bezerra de Menezes (espírito)
Psicografia de Chico Xavier



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O Espiritismo
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Morte em tenra idade

O casal se consorciara e, desde os tempos do noivado, haviam estabelecido em seus planos, o número de filhos. É como se pudessem ver, através da tela mental, as crianças a correr e encher a casa que juntos idealizaram.

Esmeraram-se no jardim a fim de que, ao chegarem os pequenos, logo tivessem contato com a natureza, o perfume e as cores das flores miúdas.

Deixaram uma pequena área para que, em tempo oportuno, pudessem colocar aparelhos próprios para as crianças brincarem.

Olhando aquele espaço, de mãos dadas, já se imaginavam ensinando os pequenos subirem pela escada e descerem pelo escorregador, caindo no meio da areia.

Podiam quase se ver a segurá-los, enquanto tentavam escalar os degraus e engatinharem, através da casinha que seria um labirinto bem montado, a abrir portas e janelas, sorrindo felizes.

A gravidez não tardou e tudo se passou num clima de ansiedade e sonhos. O dia em que puderam ouvir pela primeira vez o coraçãozinho do filho a bater, foi-lhes de pura emoção.

Cada mês era uma descoberta. Filmaram as diversas ecografias para que, um dia, pudessem mostrar ao pequeno como ele começara a sua vida na Terra, no carinho e aconchego do ventre materno.

Prepararam berço, quarto, rendas e roupinhas. Tudo traduzia o imenso amor que dedicavam ao pequeno. O nascimento foi uma festa, os primeiros dias uma descoberta contínua, os meses que se seguiram de aprendizado para os pais, tentando traduzir o choro infantil, os primeiros balbucios, o código especial daquele palavreado todo especial.

Os primeiros passos foram filmados e, a cada toque das mãozinhas tenras, era uma emoção diferente. Nos corações dos pais, a gratidão brotava espontânea e, todas as noites, agradeciam a Deus pela dádiva preciosa que lhes havia mandado.

Orando ao pé do berço, em rogativa singela a Jesus pelo pequeno que dormia, sentiam-se sempre mais felizes.

Então, um dia, aconteceu a tragédia. Uma febre inexplicável tomou conta do garoto que, até a pouco, brincava feliz na caixa de areia, em plena tarde de verão.

Ele adentrara a cozinha, queixando-se de dor de cabeça. A mãe o acarinhou, sentiu-lhe a temperatura anormal e chamou o marido. Logo vieram os exames, o internamento. Em poucas horas, a morte cruel.

O casal sentiu os corações estraçalhados. Como era possível que uma criança tão cheia de vida, pudesse morrer em poucas horas? E nos dias de hoje, com tantos recursos? Nada lhe faltara.

O pai desesperou-se, agarrou-se ao corpinho ainda quente e começou a gritar: Volte, volte. Não vá embora. Não nos deixe.

Então, a mãe, vencendo a dor que lhe esmagava o coração, qual uma mão de ferro, aproximou-se do marido, abraçou-o ternamente e lhe falou ao ouvido:

Amado, deixa-o partir. Ele veio e somente nos deu alegrias. Cumpriu o seu tempo. Deixa-o retornar em paz ao mundo de onde veio. Não o retenhas...

* * *

A morte em tenra idade é, dentre os tipos de morte, possivelmente, a que mais indagações provoca nos corações aflitos.

Contudo, elas ocorrem porque há Espíritos que vêm à Terra e tomam as vestes humanas, na qualidade de filhos, para fazerem felizes aos que amam.

Deixam a sua mensagem de alegria e de paz e retornam ao mundo espiritual, desde que a tarefa foi cumprida.

Outros Espíritos necessitam de algum tempo apenas, como complementação de vidas anteriores, não vividas em plenitude.

É sempre provação para os pais que sofrem a dor da separação. Mas, uma certeza deve permanecer: a morte não existe e, os que se amam, prosseguem a se amar na Espiritualidade.

Um dia, haveremos todos de nos reencontrar no mundo espiritual ou em vidas futuras, em algum lugar...

Redação do Momento Espírita.


Separação

Jesus, ao se aproximar o momento de Seu martírio, teve longas conversas, nas quais instruiu Seus discípulos a respeito dos tempos vindouros.

Em dado momento, afirmou:

Todavia, digo-vos a verdade: a vós convém que eu vá.

Semelhante declaração do Mestre é rica de significados.

Ninguém como Ele soube amar tanto e tão bem.

Contudo, foi o primeiro a reconhecer a conveniência de Sua partida, em favor dos companheiros.

Que teria acontecido, se Jesus teimasse em permanecer?

Provavelmente, as multidões terrestres teriam acentuado as tendências egoístas, consolidando-as.

Como o Divino Amigo havia buscado Lázaro no sepulcro, ninguém mais se resignaria à separação pela morte.

Por se haverem limpado alguns leprosos, ninguém aceitaria, de futuro, a cooperação proveitosa das moléstias físicas.

O resultado lógico seria a perturbação geral no mecanismo evolutivo.

O Mestre precisou ausentar-Se para que o esforço de cada um se fizesse visível no Plano Divino da obra mundial.

De outro modo, seria perpetuar a indolência de uns e o egoísmo de outros.

Os Apóstolos permaneceriam como alunos, confortavelmente situados ao lado de seu Mestre.

Não se lançariam nos rudes testemunhos que os burilaram e amadureceram.

A todo momento, poderiam contar com o esclarecimento direto do Cristo.

Consequentemente, não decidiriam por si mesmos quanto aos seus destinos.

Poderiam até se comportar bem, mas não teriam maiores méritos.

Sob diferentes aspectos, a grande hora da família evangélica repete-se nos agrupamentos humanos.

Inúmeras vezes surgem a viuvez, a orfandade, o sofrimento da distância, a perplexidade e a dor, por elevada conveniência do bem comum.

É da natureza humana rejeitar o sofrimento.

Sempre se deseja o caminho mais fácil e a proximidade dos amores mais caros.

Ocorre que a vida terrena ainda por um tempo será destinada à vivência de provas e expiações.

Espíritos necessitados de experienciar eventos dolorosos e de testemunhar sua firmeza no bem é que nela renascem.

Essa é a finalidade do globo terrestre.

Ele serve de palco a lutas redentoras e a abençoados esforços para um viver digno.

Nesse contexto, há luto, separações e lágrimas.

Mas não são castigos, tragédias ou desgraças.

Representam antes um programa anteriormente traçado para a dignificação de quem os deve vivenciar.

No momento exato, é preciso cumprir a programação sem dramas em excesso.

Em momentos de grande dor, convém recordar a passagem evangélica em que Jesus anunciou sua partida.

As separações no mundo são mesmo tristes.

Contudo, se a morte do corpo é renovação para quem parte, também representa vida nova para os que ficam.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 125 do livro Pão nosso, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.



OMISSÃO


As notícias veiculadas pelos meios de comunicação costumam impressionar negativamente.

Elas atendem a uma demanda um tanto mórbida das massas, que gostam de saber detalhes de acontecimentos funestos.

Fala-se muito em roubos, fraudes, estupros e assassinatos.

Esse contínuo bombardear de manchetes tristes pode produzir resultados bastante negativos no imaginário popular.

Talvez alguém conclua ser virtuoso, apenas porque não comete os desatinos noticiados pela mídia.

Ocorre que esse pensamento implica eleger a omissão como conduta desejável.

O panorama do mundo é dinâmico e está em constante evolução.

O progresso surge de atos humanos positivos, que são agentes de transformação.

Nesse contexto a omissão, enquanto roteiro de vida, é um escândalo.

Em um mundo em perpétuo movimento, quem não avança se atrasa.

Assim, não basta deixar de praticar o mal.

Importa primordialmente fazer o bem.

Os contextos mudam com rapidez e talvez a oportunidade de agir corretamente não se repita facilmente.

Se um amigo necessitado cruzar o seu caminho, não hesite.

Auxilie-o como pode, pois a vida é muito dinâmica.

Talvez amanhã você não mais consiga vê-lo com os olhos da própria carne.

Perante um sofredor que surge à sua frente, evite pensar em excesso antes de estender seu auxílio.

É provável que o abraço de hoje seja o início de um longo adeus.

Não adie o perdão e nem atrase a caridade.

Abençoe de imediato os que o injuriam.

Ampare sem condições os que lhe comungam a experiência terrena.

Se seus pais, velhos e enfermos, parecem um problema, supere-se e apoie-os com mais ternura.

Se seus filhos, intoxicados de ilusão, causam-lhe amargas dores, bendiga a presença deles.

Em caso de discórdia, seja o que tenta imediatamente a conciliação.

Não hesite perante o trabalho que aguarda suas mãos.

Jamais perca a divina oportunidade de estender a alegria.

Tudo o que você enxerga entre os homens, usando a visão física, é moldura passageira de almas e forças em movimento.

Faça, em cada minuto, o máximo que puder.

Qualquer que seja a dificuldade, não deserte do dever.

Talvez a oportunidade não se repita.

É possível que você esteja perante seu familiar, seu amigo ou seu companheiro de jornada pela derradeira vez.

É melhor dar o melhor de si, a fim de não ter motivos de arrependimento.

Em termos de vida imortal, não fazer o mal é muito pouco, quase nada.

O que dignifica e habilita a novas experiências é o bem que se constrói, dentro e fora de si.

Pense nisso.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. XIX do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

Um homem Inteligente Falando das Mulheres

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha
'Salvem as Mulheres!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:
Habitat - Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.
Alimentação correta - Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.
Flores -Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.
Respeite a natureza - Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.
Não tolha a sua vaidade - É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.
Cérebro feminino não é um mito - Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher de verdade. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.
Não faça sombra sobre ela - Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo. É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.
Só tem mulher de verdade quem pode!
Luiz Fernando Veríssimo






A surpreendente morte


Ela sempre chega em momento inoportuno. Não a convidamos mas ela comparece, quando e onde bem entende.

Ela estabelece o seu calendário de visitas, totalmente aleatório aos nossos olhos mortais. Mas preciso, especialmente concorde com a Lei Divina, em cada detalhe.

Somente os que não estejam em equilíbrio mental é que a evocam, desejando-lhe a presença.

Todos os demais preferimos deixar para mais tarde, mais tarde...

É a morte, essa não desejada presença.

Ela dilacera corações plenos de esperança e nos leva a perguntar: Por quê? Por que agora? Por que com minha família?

Assim foi com a família Camargos. Na cidade de Natal, no Nordeste brasileiro, no dia doze de janeiro, a pequena Giovanna fazia seis anos.

Festa de aniversário. Tudo pronto para a comemoração. Pouco antes das oito horas da noite, a família só aguardava o telefonema do pai da menina, para a comemoração.

Ele integrava a missão de paz do exército brasileiro no Haiti. E ele adorava seu trabalho. O único senão eram as saudades da família: a mulher e dois filhos.

Seu retorno ao Brasil estava marcado para o dia vinte e oito. E ele dizia para a esposa que ela acabaria ficando enjoada dele, porque passariam o tempo todo juntos.

Veio o telefonema, ele falou com Giovanna. E a esposa pediu que ele ficasse um pouco mais na linha para cantar o Parabéns pra você.

Mas, de repente, a conexão do Skype caiu. Ela tentou ligar de volta. Sem êxito. A festa continuou.

No dia seguinte, o cunhado ligou para saber notícias de Raniel.

Está bem, informou Heloísa. Conversamos ontem à noite.

Ela não sabia do terremoto e, ao tomar conhecimento, se deu conta que fora a hora em que conversara com seu marido.

Na mesma tarde, um telefonema do batalhão onde Raniel servia, confirmou para a família que ele fora uma das vítimas do terremoto no Haiti.

Embora a tristeza, Heloísa diria mais tarde:

O que me consola é que Raniel morreu fazendo o que sempre quis: ajudar os necessitados e servir ao seu país.

Ele morreu como um herói.

As palavras da esposa traduzem o sentimento sublimado do amor. Ela sabia que o marido amava o seu trabalho, no exército brasileiro.

A saudade é grande. Os filhos perguntam pelo pai e terão que se habituar à sua ausência física.

Mas, eles terão a presença do ser amado em suas vidas nas doces lembranças, no telefonema de aniversário, nos sonhos...

Para essa família, como para todos os que cremos na Imortalidade, existe a certeza de que o Subtenente Raniel somente abandonou o casulo de carne.

Ele prossegue vivendo e amando, na Espiritualidade.

Que esse exemplo de serenidade nos possa servir.

Preparemo-nos. Quando a morte chegar, de inopino, rompendo nossos mais acalentados planos, pensemos: foi só um adiamento de tudo que planejamos. Logo mais tornaremos a estar juntos.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Heróis no Haiti (O soldado), da revista Seleções Reader’s Digest, de abril de 2010





Agasalho

O aprendiz buscou o orientador e clamou, agoniado:
- Amigo querido, por que a contradição em que me vejo? Vivia tranqüilo, quando adquiria fé.
Depois de instalar a fé no coração, o sofrimento apareceu em minha vida. . .
Se acumulei tanta confiança na Divina Providência, qual a razão pela qual tantas tribulações me acompanham?
Momentos surgem, nos quais me sinto em doloroso desespero.
Por que tamanho contra-senso?
O interpelado, entretanto, respondeu sem hesitar:
- Filho, não te revoltes. A Lei do Senhor é justiça e misericórdia.
O Pai Todo-Sábio não podia livrar-te da provação, mas não podes negar que a Infinita Bondade te amparou com o apoio oportuno, a fim de que atravesses as tempestades de hoje com o agasalho preciso. . .



ESPÍRITOS TRANSVIADOS

Emmanuel

Caminham desfalecentes, embuçados na sombra, ainda que o sol resplenda em torno.

Sonâmbulos das paixões em que se desregravam, são cativos dos seus próprios reflexos dominantes.

Por mais se lhes atraia a atenção para as esferas sublimes, encasulam-se nos interesses inferiores, encarcerando na Terra as antenas da alma.

Aferrolhavam o coração no recinto estreito de burras preciosas e sentem-se, no esquife, como quem se refestela em poltrona de ouro.

Empenhavam as forças, a tiranizarem multidões indefesas, manejando o verbo fácil, e deitam oratória fulgente, no barranco em que se lhes guardam os restos, qual se ocupasse os primeiros lugares em tribuna de honra.

Aniquilavam recursos, plasmando imagens viciosas, em nome do sentimento, e escrevem ou gesticulam, na solidão, supondo transmitir emoções enfermiças a legiões de admiradores imaginários.

Aprisionavam a mente, no egoísmo feroz, e tornam à paisagem doméstica, à maneira de loucos, envolvendo os entes queridos em fluidos tentaculares.

Hipotecavam energias aos prazeres sensuais e choram agressivos, na clausura da cova, disputando com os vermes a posse do corpo transformado em ruínas.

Empregavam as horas, ilaqueando a si mesmos, e vagueiam errantes, hipnotizados por inteligências corrompidas com as quais se conjugam em delitos nas trevas.

Não acredites, porém, sejam eles doentes sem esperança.

O Criador não quer escravos na Criação.

Todos são livres para escolher os nossos caminhos.

Por isso, quase sempre, em sucessivas reencarnações, gastamos séculos no mal, a fim de entender o bem.

E se a Lei te permite conhecer o suplício das consciências transviadas, pra lá do sepulcro, é para que trabalhes em teu próprio favor.

Corrige em ti mesmo tudo aquilo que nos censuram outros.

Clareia-te por dentro.

Aprimora-te e serve.

Enquanto no corpo físico, desfrutas o poder de controlar o pensamento, aparentando o que deves ser; no entanto, após a morte, eis que a vida é verdade, mostrando-te como és.

Do livro “Justiça Divina”




Desigualdades sociais e igualdade de direitos do homem
e da mulher

Questões para debate
1. As desigualdades sociais são obra dos homens ou de Deus?
2. As desigualdades que se observam em nosso planeta desaparecerão um dia?
3. O homem e a mulher devem ter, tanto nas leis dos homens como nas leis de Deus, os mesmos direitos?
4. Os Espíritos podem reencarnar como homens e como mulheres? Por quê?
5. Qual é, na realidade, a causa primária de tantas calamidades e aflições que observamos no organismo social, tais como a miséria, as guerras e os cataclismos devastadores?
Texto para leitura
As desigualdades sociais não são obra de Deus, mas do homem
1. As desigualdades sociais, provenientes das mais variadas condições econômicas e espirituais dos vários povos da Terra, são sempre obra dos homens e não de Deus. O Pai criou os Espíritos iguais e destinados ao mesmo fim, mas os homens, por força das imperfeições morais que ainda possuem, estatuíram leis muitas delas injustas e até mesmo cruéis – para regular as relações em sociedade.
2. Como conseqüência dessas leis, surgiram muitas desigualdades, que são mais ou menos acentuadas em determinadas nações, conforme o grau evolutivo dos seus componentes.
3. O progresso segue, no entanto, o seu curso ascendente e por isso a desigualdade social, como tudo o que é inferior, dia a dia se atenua, até que se apague em definitivo, quando o egoísmo e o orgulho deixarem de predominar na Terra.
4. Restará, então, em nosso mundo tão-somente a desigualdade do mérito, porquanto dia virá em que os membros da grande família universal deixarão de considerar-se como de sangue mais ou menos puro e entenderão, enfim, que apenas o Espírito pode ser mais ou menos puro, mas isso não depende da posição social.
A abolição das desigualdades não se fará de repente
5. Ninguém pense, porém, que as desigualdades desaparecerão de repente e serão o resultado de revoluções, de guerras, de leis ou de decretos. Não. Sua abolição se fará de modo lento e gradual, de acordo com o ritmo dos esforços individuais e coletivos e como conseqüência do progresso moral alcançado pela Humanidade, o que levará à destruição dos privilégios de casta, de sangue, de posição social, de sexo, de raça, de religião e de quaisquer outros.
6. Compreendamos também que com o banimento das desigualdades sociais não se verificará na Terra um processo de uniformização dos homens. A espécie humana não se transformará em máquina, a sociedade terrena não se tornará um sistema robotizado. Os homens é que passarão a orientar-se pelas leis divinas, a fim de que seus pendores naturais possam desabrochar e desenvolver-se normalmente, sem nenhuma atitude de coerção por parte de quem quer que seja.
7. Haverá, evidentemente, quem ocupe cargos de maiores ou de menores responsabilidades, mas, com o adiantamento espiritual, os homens não sofrerão os males do egoísmo, da inveja, do orgulho e do preconceito.
O homem e a mulher gozam, aos olhos de Deus, dos mesmos direitos
8. Em uma sociedade moralizada, não se compreenderá a diferença de tratamento, ainda tão comum, que se observa entre o homem e a mulher, porque todos entenderão que, perante os códigos divinos, ambos possuem os mesmos direitos e que a diferença dos sexos existe por força da necessidade de experiências específicas pelas quais o Espírito precisa e deve passar.
9. O Espírito – ensina o Espiritismo – não possui sexo, do modo como entendemos esse vocábulo em nosso plano. É por isso que, embora as funções do homem e da mulher sejam diferentes e específicas, seus direitos são exatamente os mesmos e todo privilégio concedido a um ou a outro é contrário à lei de justiça.
10. A lei humana deve, pois, para ser eqüitativa, consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher, cientes todos nós de que a emancipação feminina acompanha o progresso geral da civilização, e sua escravização marcha de par com a barbárie. Sexos existem apenas na organização física. Os Espíritos encarnam-se num e noutro e devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos.
A desigualdade social é o mais elevado testemunho da realidade da reencarnação
11. As funções, evidentemente, resultam das aptidões próprias de cada gênero. Por exemplo, só a mulher pode ser mãe e amamentar uma criança. Preciso é, pois, que cada um esteja no lugar que lhe compete. O homem e a mulher são, no instituto conjugal, como o cérebro e o coração do organismo doméstico, e essa diversidade de funções verifica-se por necessidade de planificação reencarnatória.
12. São um e outro portadores de uma responsabilidade igual no sagrado colégio familiar. Se a alma feminina apresentou sempre um coeficiente mais avançado de espiritualidade na vida, é que, desde cedo, o Espírito masculino intoxicou as fontes da sua liberdade por meio de todos os abusos, prejudicando a sua posição moral no decurso de existências numerosas, em múltiplas experiências seculares. A ideologia feminista dos tempos modernos, com suas diversas bandeiras políticas e sociais, pode ser, segundo Emmanuel, um veneno para a mulher desavisada dos seus grandes deveres espirituais na face da Terra.
13. A desigualdade social é o mais elevado testemunho da realidade da reencarnação, mediante a qual cada Espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. Pobreza, miséria, guerras, ignorância e tantas outras calamidades coletivas não passam de enfermidades do organismo social, em razão da situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus Cristo, a moléstia coletiva, assevera Emmanuel, estará, obviamente, eliminada dos ambientes humanos.
Respostas às questões propostas
1. As desigualdades sociais são obra dos homens ou de Deus? R.: As desigualdades sociais são obra dos homens e não de Deus, que criou os Espíritos iguais e destinados ao mesmo fim, mas os homens, por causa de suas imperfeições morais, estatuíram leis – muitas delas injustas e mesmo cruéis – para regular as relações em sociedade. Como conseqüência dessas leis, surgiram muitas desigualdades, que são mais ou menos acentuadas em determinadas nações, conforme o grau evolutivo dos seus componentes.
2. As desigualdades que se observam em nosso planeta desaparecerão um dia?R.: Sim. As desigualdades sociais, como tudo o que é inferior, um dia desaparecerão da face da Terra, quando o egoísmo e o orgulho deixarem de predominar em nosso mundo. Restará, então, em nosso mundo tão-somente a desigualdade do mérito, porquanto dia virá em que os membros da grande família universal deixarão de considerar-se como de sangue mais ou menos puro e entenderão, enfim, que apenas o Espírito pode ser mais ou menos puro, mas isso não depende da posição social.
3. O homem e a mulher devem ter, tanto nas leis dos homens como nas leis de Deus, os mesmos direitos? R.: Sim. Em uma sociedade moralizada não se compreende a diferença de tratamento, ainda tão comum, entre o homem e a mulher, porque perante os códigos divinos possuem ambos os mesmos direitos.
4. Os Espíritos podem reencarnar como homens e como mulheres? Por quê?R.: Podem reencarnar como homens ou mulheres, porque o Espírito, em si considerado, não possui sexo do modo como entendemos esse vocábulo em nosso plano.
5. Qual é, na realidade, a causa primária de tantas calamidades e aflições que observamos no organismo social, tais como a miséria, as guerras e os cataclismos devastadores? R.: Pobreza, miséria, guerras, ignorância e tantas outras calamidades coletivas não passam de enfermidades do organismo social, em razão da situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus Cristo, a moléstia coletiva estará, obviamente, eliminada dos ambientes humanos.





Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 806, 817, 820 e 822.
O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, cap. 5, item 4.
O Consolador, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, perguntas 55 e 67.
Religião dos Espíritos, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, págs. 131 e 132.
Grandes e Pequenos Problemas, de Angel Aguarod, 3a. edição, pág. 174.



CULPA E VERGONHA
Por Jennifer Hoffman



Quanto mais as mudanças de energia abrem os nossos corações para a divindade de quem nós somos, mais nos tornamos conscientes das energias mais escuras e mais densas que carregamos. E vemos as nossas limitações, a nossa infelicidade e a nossa frustração nas conexões que temos com aquelas energias.

Algumas destas são fáceis de deixar ir, porque podemos nos destacar das experiências que vêm com elas. Ao aprendermos a não assumirmos pessoalmente o comportamento dos outros, se torna mais fácil a liberação da traição e da decepção. Podemos até liberarmos as questões do abandono, quando compreendemos que outros nos amam e nos dão os seus próprios recursos limitados.

Mas estas emoções têm um resíduo de culpa e de vergonha que é muito mais difícil de processar e permanece conosco, como uma mancha em nosso coração, até que sejamos capazes de trabalhar através dos seus aspectos pessoais. Culpa e vergonha são duas das emoções mais desafiadoras, porque elas são difíceis de compreender e estão entrelaçadas em nossa história física, emocional e espiritual.

Podemos manter a culpa por coisas que fizemos, ou que não fizemos ou dissemos, ações que não empreendemos ou oportunidades que deixamos escapar. Quando a nossa vida escapa do controle, o nosso medo é forte, mas é ofuscado pela culpa que sentimos por termos permitido que as coisas chegassem a este ponto.

Nós nos punimos através de nossa culpa, porque acreditamos que poderíamos ter feito melhor e impedido que isto acontecesse. Acrescentando a isto, os sentimentos de nos ter deixado e talvez aos outros, deprimidos, não é de admirar que fiquemos deprimidos e sejamos incapazes de fazer quaisquer mudanças.

Aqueles que sofreram através dos ensinamentos da igreja católica foram alimentados por uma dieta constante de culpa que incluiu o nosso caminho de condenação eterna, porque somos indignos de uma comunicação direta com Deus.

Nossos pais podem ter usado a culpa ao nos fazer comer tudo o que havia no prato (há crianças famintas na África), nos comportarmos (a nossa mãe se magoaria se constrangêssemos a família), e seguirmos a carreira que eles consideravam ser melhor para nós (como eles ficariam orgulhosos se nos tornássemos um médico ou advogado!).

Assim, a culpa se tornou a razão pela qual agimos, não porque estivéssemos seguindo para o que queríamos, mas porque não queríamos ser a razão para a infelicidade ou desapontamento dos outros.

Quantas vezes dizemos “sim”, quando realmente queremos dizer “não”, somente porque queremos deixar de nos sentirmos culpados quanto a ferirmos os sentimentos de alguém?

Com que freqüência assumimos uma obrigação porque queremos evitar de nos sentirmos culpados quanto a sermos egoístas e fazermos algo que nos serve?

Assim, freqüentemente dizemos “sim” e então temos culpa em dobro.

Há culpa da pessoa que pediu e a própria culpa de nosso ressentimento ao não satisfazermos as nossas necessidades. A culpa é um sentimento incômodo e irritante que poderemos superar quando nos lembrarmos que mantemos o poder da escolha e da ação em nossa vida.

A vergonha é uma emoção ainda mais destrutiva, porque ela emana de dentro de nós, de um núcleo de indignidade que define como nos percebemos. Este sentimento se propaga para cada área de nossa vida, colocando as nossas vibrações energéticas em um nível tão baixo que nos sentimos indignos a cada momento.

A pessoa que nos envergonha faz isto de seu próprio núcleo de vergonha e onde a culpa se refere freqüentemente à manipulação, a vergonha se refere à destruição. Nossa experiência de sermos envergonhados leva a sentimentos de não sermos dignos, de não sermos suficientemente bons, corretos ou dignos. E nos envergonhamos quando acreditamos que falhamos em algo, sem compreendermos que a vergonha é responsável pelo fracasso.

Enquanto estamos processando mais e mais volumes de energia agora, o que esteve escondido no fundo do barril está agora surgindo para nossa análise.

Nós já processamos as energias mais fáceis, agora estamos preparados para estas, que são a base de todo o nosso comportamento de auto-defesa e de nos sabotarmos. Não importa quanta culpa ou vergonha tenhamos, tudo isto é destrutivo e desafiador.

A qualquer momento que nos sentimos aproveitados, abusados ou manipulados, a culpa e a vergonha estão presentes de alguma forma.

Se o medo do sucesso ou do fracasso os aborrece, que culpa ou vergonha que vocês têm que os está impedindo de compreender o seu verdadeiro potencial?

Como os curamos e os liberamos?
Esta é a nossa chave para a liberdade.

Em todos os lugares que estamos presos é uma área onde precisamos procurar a culpa e a vergonha. E isto é onde perdemos o acesso às bênçãos da vida, porque nos impedem de estarmos totalmente ligados a nós mesmos, buscando os nossos sonhos e de acreditarmos que merecemos viver, amar, ter alegria e sucesso e criarmos a satisfação.

Quando a culpa e a vergonha surgirem em sua vida, observem bem de onde elas vêm, quem está envolvido, que mensagens elas têm para vocês e então se lembrem de que vocês são dignos, como uma centelha divina do Criador, de tudo o que o seu coração deseja e deixem a culpa e a vergonha fluírem para fora de sua vida, sendo substituídas pelo amor por si mesmos, pelos seus sonhos, milagres e pela alegria e a abundância que são os seus direitos divinos.
___________________________________

Pois é.....

Quanto mais nos iluminamos, mais as sombras em nós aparecem....

Mas isto é bom!!

É hora de limparmos tudo que nos prende, nos amarra, nos sabota... e isto tudo está DENTRO de nós, e não no outro.

Precisamos transmutar crenças, medos, culpas, vergonhas, traumas etc que estão bem escondidinhos em nosso subconsciente... e que ficam rodando, como um programa pirata, em nós... É daí que vem a auto sabotagem e outras coisas mais que não compreendemos e que, volta e meia, se manifestam em nossas vidas.

Conheço muitas pessoas (eu me incluo nisto tambem...) que passaram anos fazendo técnicas de pensamento positivo, decretos, mantras, meditação e, mesmo assim, ainda enfrentam situações negativas na saude, vida profissional, relacionamentos, prosperidade....

Por que isso acontece??

Todas essas técnicas são ótimas para aprendermos a nos centrar, relaxar etc... mas o que está láááááá no subconsciente? Como limpar??

Eu posso afirmar que a unica técnica que já usei, e ainda uso SEMPRE, que realmente limpa e transmuta o que está em nosso subconsciente é o Ho'Oponopono....

É uma técnica tão simples, que muitos duvidam de seu efeito.

Mas, como tudo na vida, é preciso determinação, ritmo e vontade.

Já publiquei vários textos sobre esta técnica, mas volto a colocar o link do post que julgo mais completo, para que cada um possa avaliar e, se sentir ressonância, praticar.
http://stelalecocq.blogspot.com/2010/06/hooponopono-limite-zero.html




Conceitos de unificação das casas Espíritas
Luiz Monteiro de Barros - Jornal Unificação 1966


Unificar é reunir, para unir, produzindo mais e melhor.

Os Espíritos do Senhor, através de Kardec, reuniram princípios espiritualistas já existentes, formando um código em que eles se uniram para o discernimento desejado do plano espiritual da vida. Esses princípios antes esparsos, já possuíam o seu valor intrínseco pelo conteúdo de ensinamentos neles existentes; a reunião deles num conjunto harmônico trouxe para a Humanidade o compêndio da iniciação espiritualista, orientando o indivíduo e a coletividade humana para o verdadeiro mundo das causas, esclarecendo, no seu conjunto, todos os problemas sociais que afligem a Humanidade no seu anseio de alcançar a felicidade permanente e a compreensão real da vida
.
Assim surgiu a Terceira Revelação, à doutrina espírita, trazendo luz para as ciências, as filosofias, as religiões, enfim, para todos os setores do conhecimento humano. Como Doutrina que é, surgiu para ser estudada, difundida e vivida pelos seus adeptos, que se constituíram logo em núcleos esparsos.

O movimento de unificação dos espíritas visa exatamente à reunião desses núcleos sociais esparsos, formados em torno da doutrina, para o cumprimento integral, por parte de toda população espírita, do estudo metódico, da difusão bem orientada e da vivência edificante da Doutrina.

Kardec deu-nos a luz que aclarou os caminhos da evolução espiritual; pelo movimento de unificação reunimos as forças sociais para o cumprimento ou realização da marcha evolutiva dos espíritas e da Humanidade. O espírita deve ser o representante idôneo do Espiritismo na sociedade; foi exatamente para que o espírita, isoladamente e em coletividades, estudasse bem a doutrina, difundindo-a na sua pureza original e vivendo-a no seu esplendor moral, que surgiu o movimento de unificação.
Nesse movimento idealista, a orientação doutrinária é traçada pela codificação kardequiana, e a vivência social é estabelecida pela moral de Jesus. Assim, na unificação dos espíritas, estuda-se Kardec para se viver Jesus.

Por isso os vários núcleos espíritas são chamados para um trabalho de conjunto a bem da Doutrina e da Humanidade. A tarefa é árdua e universal; necessita ser realizadas por equipes espiritualmente esclarecidas e evangelicamente abnegadas. O Espiritismo, na sua finalidade essencial de reforma moral do homem e da sociedade pelo conhecimento do mundo das causas ou o mundo espiritual, interfere em todos os ramos do conhecimento humano trazendo ponderáveis elementos de aprimoramento a todas as funções exercidas pelo homem.
Disse o espírito da Verdade a Kardec que a tarefa do Espiritismo era a de revolver e reformar o mundo inteiro. Dada a amplitude dos estudos e da difusão da doutrina e suas realizações sociais consecutivas surgem, evidente, a necessidade da reunião dos espíritas e de suas agremiações esparsas, para o trabalho de conjunto, impossível de ser realizado apenas por uma das partes componentes, por mais esclarecida e abnegada que ela seja.

À proporção que a Doutrina se difunde e se aprofunda, atingindo maior massa popular complica-se os problemas a serem resolvidos, e somente um trabalho de conjunto de todos os núcleos poderá dar solução adequada e eficiente aos mesmos.
Em relação ao movimento doutrinário, o próprio codificador revelou a necessidade de uma direção coletiva. Do ponto de vista da função social do espírita se dá o mesmo; há necessidade do trabalho coletivo, porém sempre estabelecido nas bases fundamentais da Codificação Kardequiana e na realização da moral pregada e exemplificada por Jesus.
No movimento de unificação as partes componentes se reúnem para viverem mais unidas, deliberando com igual autoridade e apresentando a direção coletiva uma autoridade disciplinar de aspecto puramente moral, autoridade essa que deixará de existir se as deliberações forem contrárias àquelas bases estabelecidas em Kardec e em Jesus.

Não há a fusão das partes num só todo; não há absorção das partes pelo todo; as partes componentes continuam independentes, livres, ligadas ao conjunto apenas pelo idealismo comum, ligação essa que há de se fazer sempre de modo voluntário e consciente.
A direção coletiva assim estabelecida funciona mais como movimento aglutinador do que como entidade. O movimento é democrático e jamais poderá ser ditatorial, pois o livre arbítrio é sempre respeitado no Plano Divino da Vida
.
No movimento de unificação sugere-se, aconselha-se, orienta-se, pede-se e se abrem sempre à mente e o coração; não há sanções, penas ou expulsões; como medida de precaução, não se chamam prevaricadores doutrinários ou morais, para a linha de frente, para os cargos e encargos de grande destaque.

No movimento, as partes componentes estudam e deliberam; elas mesmas deverão cumprir suas deliberações.
Os vários núcleos espíritas convergem para um centro e esse centro vive em função da aglutinação desses núcleos; isso é unificação. Ninguém manda, senão Kardec e Jesus, que estabeleceram as bases fundamentais que todos procuram obedecer e realizar, fazendo o movimento evoluir sobre elas.

O trabalho realizado deverá ser sempre o produto do conjunto, sem personalismos de indivíduos ou de grupos.
Unificação é verdadeira ceia de Jesus, no seu objetivo doutrinário e social; os discípulos aprendendo com o mestre e trocando reciprocamente seus talentos a favor da evolução individual e coletiva, com vistas à reforma do mundo pela difusão e exemplificação da Doutrina redentora.
Esse magnífico e indispensável movimento ainda está, apesar dos progressos alcançados no Brasil, em sua fase de semeadura. Procura preparar o Brasil para vir a ser realmente, num futuro próximo, o coração do mundo, a pátria do evangelho, a pátria de Kardec, a pátria de Jesus, para o bem da Humanidade toda.

Transcrição de Sebastião Bugolin - 2010
http://wwwuse-smp.com.br



ASSIM SEJA

Terminamos sempre nossas preces com um sonoro
ASSIM SEJA.

E como ficamos esperançosos que de fato a nossa
prece está sendo ouvida.

Em diversas circunstancias nós apelamos para o Pai Nosso, às vezes, Ave Maria, e assim ficamos conectados com Deus.

Mas tem vezes que achamos que nossas preces não estão sendo ouvidas.

É quando desejamos algo muito intensamente pensando que a satisfação desse nosso desejo vai nos fazer feliz.

Não paramos para analisar se realmente estamos merecendo o que pedimos, ou que a resposta a essa nossa prece vai atrapalhar a nossa evolução.

É assim que ficamos meio para baixo. Pensamos:
Deus não me ouviu.

Até que ele sempre ouve, mas como Pai que é só quer o bem de seus filhos. E não percebemos que o que achamos que nos faria feliz só vai nos atrapalhar ainda mais a nossa vida.

Realmente a insatisfação corre solta dentro de nós.
Não estamos contentes com o nosso emprego. Quando tem muitos que não acha nenhum.

O nosso companheiro (a) não nos faz feliz. Deixamos sempre de ver as qualidades para ver só os defeitos.

A doença que nos trás acamados é o que necessitamos para equilibrar a nossa vida que deixamos de cuidar e só pensamos em abusar.

Não lembramos das preces de agradecimento. Sim.
Devemos olhar as nossas mãos, os nossos pés, enfim todo o nosso corpo que Deus nos deu para que pudéssemos de alguma forma progredir e sermos felizes.

Irmãos, vamos recuperar a nossa confiança em nosso poder de oração. Vamos orar com sentimento de que a prece está chegando até onde dirigimos o nosso pensamento.

Seja a resposta que tivermos, vamos nos conscientizar que é exatamente o que nós precisamos e que Deus, que é nosso Pai, está enviando para nós.

Que Deus nos ajude e abençoe






ANTE OS VIAJORES DA MORTE
Emmanuel
Se a morte visitou o circulo das tuas atividades pessoais, guarda uma atitude de reverência e de amor para com a memória do irmão que partiu.
Não lhe julgues a experiência e nem lhe critiques o roteiro que o sepulcro modificou.
Entre os véus asfixiantes do corpo, é sempre difícil e perigoso ajuizar quanto à conduta de alguém.
Não sabes que males aparentes na vida se transformaram em bens na realidade Eterna e ignoras os bens imaginários do caminho humano que se metamorfosearam em amargurar, alem da fronteira da cinza que o tumulo estabelece entre os que seguem e os que ficam...
Compadece-te e ampara sempre.
Não permitas que a tua saudade se converta em aflição sobre o espírito bem amado que te antecede os passos na grande viagem e nem admitas que a tua mágoa se transforme em espinheiro, na senda do adversário que tomba antes de ti.
Cultiva, na terra das tuas recordações acerca dos mortos que prosseguem sempre vivos, as bênçãos de tua compreensão e de tua bondade...
Todos eles escutam a mensagem silenciosa que lhes é endereçada do mundo... Todos recebem as rosas ou brasas que o irmão da retaguarda lhes atira ao nome...
Lembra-te sempre de que a tua jornada de regresso realizar-se-á hoje ou amanhã... E, hoje ou amanhã, encontrarás, além, os frutos de tua própria sementeira, de vez que na Terra ou noutros setores de trabalho universal, receberemos invariavelmente de acordo com as nossas próprias obras.
Do livro: Saudação do Natal













ANTE OS PEQUENINOS
Emmanuel
Observa a criança e reconsidera o tratamento que talvez lhe tenhas dado até agora.
Sabes desincumbir-te dos compromissos para com os adultos;
Respeitar os semelhantes;
Instruir os companheiros menos cultos quanto à orientação no próprio caminho;
Auxiliar aqueles outros irmãos que te pedem simpatia e consolo.
Considera os pequeninos que se ajustam à existência e faze o mesmo.
Não prometas à criança o que não hás de cumprir e guia-lhe o passo, sempre que a vejas órfã de rumo.
Não nos referimos unicamente aos rebentos humanos que se desenvolvem no chão das necessidades materiais.
Estejam eles – os pequeninos – em ásperas provas no mundo ou acobertados pelo reconforto doméstico, são, todos eles, espíritos sedentos de apoio c luz na marcha evolutiva que lhes compete realizar.
Não lhes imponhas rejeição ou sofrimento a pretexto de penúria nem lhes relegues a vida ao abandono, na suposição de que a assistência puramente mercenária lhes resolva os problemas.
Aceita-os e convive com eles nos alicerces da sinceridade que te caracteriza o trato com os amigos amadurecidos nos melhores raciocínios da Humanidade.
Nem fantasia.
Nem violência.
Atenção e amor.
Verdade humanizada e entendimento constante.
Culto de bondade e prestação de serviço, nos mesmos recursos de que te utilizas na edificação dos afetos que te rodeiam.
Leva teus filhos ao pediatra e ao dentista, ao cabeleireiro e ao alfaiate, satisfazendo às exigências da vida comum.
Não olvides conduzi-los à idéia de Deus e às lições vivas do bem, a fim de que se lhes modele o coração para a Vida Superior.
És a imagem.
A criança é a objetiva.
Ou, melhor considerando, a criança é a terra adubada em que semeamos.
E de toda plantação que lhe dermos, os frutos correspondentes virão depois.
Do livro: Caminhos de Volta



AÇÃO E REAÇÃO - POR QUE TANTAS DESIGUALDADES ENTRE AS PESSOAS?

Cotidianamente, e em toda parte, observamos situações e ocorrências que nos parecem profundamente injustas.

Ao lado da favela onde há tanto sofrimento e miséria encontramos a suntuosa mansão, cujos moradores locupletam-se com tudo que o dinheiro e o prestígio podem proporcionar.

A cada instante, nos mais diversos pontos da Terra nascem crianças saudáveis e outras doentias, deformadas, excepcionais e limitadas; enquanto uma parte da humanidade já nasce com inclinações boas, dignas e honestas, outra demonstra desde a mais tenra infância tendências para o furto, a mentira, a hipocrisia, a crueldade, a perversidade etc.

O mesmo ocorre com a inteligência, que não é hereditária, porque muitos luminares da ciência e do intelecto eram e são filhos de pais comuns e até mesmo pouco inteligentes, enquanto pais de grande capacidade mental têm gerado filhos limitados.

E perguntamos então a nós mesmos por que tantas e tão dolorosas diferenças entre os filhos do mesmo Pai?

Se nós, humanos e falíveis, não seríamos capazes de atos tão injustos ou maus para com nossos filhos, como poderia Deus, sendo onipotente, justo, sábio e perfeito, demonstrar tanta incompetência, injustiça e perversidade?

Mas a nossa razão diz que não pode ser... que têm de haver outras explicações, caso contrário, deixamos de Nele acreditar e, nessa descrença sofremos o grande vazio que a fuga da fé deixa dentro de nós.

A criatura sem fé é como a lâmpada apagada, em meio à escuridão noturna.

Mas, felizmente, sempre chega o dia em que tomamos conhecimento da reencarnação e das leis de causa e efeito ou ação e reação, que os orientais chamam karma.

Esse conhecimento então nos coloca de bem com a existência e começamos a ver Deus, o universo e os mecanismos da vida sob nova luz.

Compreendemos, assim, que já vivemos muitas e muitas existências na matéria, que somos o resultado do que fomos e fizemos em nossas vidas passadas.

Entendemos também que Deus não é o responsável pelas nossas inclinações boas ou más, pela nossa inteligência e aptidões, doenças ou sofrimentos.

Os responsáveis somos nós mesmos, pela maneira como vivenciamos nossas existências passadas, assim como também a presente.

Tudo o que fomos reflete-se em nossa vida atual.

É a lei do retorno que nos devolve pelas mãos da justiça divina, tudo o que fizemos no passado distante ou próximo.

A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

É preciso, no entanto, observar que o karma não é só negativo, é também positivo.

Ele representa nossa conta corrente com a vida, o retorno dos atos bons e maus, das ações e omissões que praticamos ao longo das encarnações e pode mesmo ser atenuado pela prática do bem, pelo amor posto em ação.

Sempre é oportuno lembrar o que disse o apóstolo:

“O amor cobre uma multidão de pecados”.

Isto significa que se dedicarmos parte do nosso tempo e possibilidades, tais como o amor, o trabalho, a palavra ou dádivas materiais, visando diminuir o sofrimento do próximo ou a lhe mostrar um novo caminho com mais luz e esperança, nossa própria vida, sendo mais útil aos outros, será também menos sofrida para nós.

Essa orientação, aliás, foi dada por Jesus quando disse: “A cada um será dado de acordo com suas obras”.

Também é importante entender que nem todos os sofrimentos são kármicos, porque muitas vezes refletem apenas nossas próprias necessidades evolutivas.
A dor é a mensageira divina que desperta em nós os valores imortais do espírito.
É ela quem nos acorda e faz sair do marasmo ou da acomodação espiritual. Também é através do sofrimento que mais nos aproximamos de Deus.


Acontece, igualmente, que muitos espíritos, ao planejarem suas futuras
encarnações, pedem aos mentores para nascerem com defeitos físicos ou outros problemas, visando evitar-lhes maiores quedas espirituais.

Conta o espírito André Luiz, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) que certa mulher pediu para reencarnar com determinado defeito físico, porque queria preservar-se de tentações e quedas, já que em sua última encarnação fora muito bonita e caíra espiritualmente pelas vias do sexo.

Outros espíritos programam suas encarnações de forma a precisarem enfrentar dificuldades diversas, a fim de não terem tempo nem energia para nutrirem vícios ou leviandades prejudiciais, que lhes atrapalharam o progresso em anteriores encarnações.

Nossas faltas, na verdade, e todo o mal que fazemos, ficam marcando presença em nossa consciência profunda e, quando no mundo espiritual, com maior acesso a essas recordações, chega sempre o momento em que sentimos a necessidade de liberar-nos desse peso.

Trabalhamos então para merecer nova encarnação na Terra, visando esses resgates, assim como também novos avanços ou ganhos em nossa evolução.

Como se vê, a lei de causa e efeito reflete a perfeita justiça e sabedoria do Criador para com suas criaturas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010


Abrace!




Aproxime-se mais!

Tente sentir mais do que um abraço é capaz.

Quando bem apertado, ele ampara tristezas, sustenta lágrimas,

combate incertezas, põe a nostalgia de lado.

É até consegue amenizar o medo.

Se for cheio de ternura, ele guarda segredos e jura cumplicidade.

Um abraço sincero divide alegrias e se apraz em comemorações.

Abraços são pequenas orações de fé e de energia.

Olhe para o lado!

Há sempre alguém que na solidão precisa de um abraço

e sem coragem as palavras no silêncio morrem...

Enlace-o!
O que vai receber de volta é um sorriso de carinho e uma palavra sincera.

E assim vai perceber que ninguém está sozinho

e que a vida pode ser um eterno céu de primavera.


(DE)

Um iluminado final de semana!

Com um grande Abraço!
À FRENTE DA MORTE
Emmanuel

Não olvides que, além da morte, continua vivendo e lutando o Espírito amado que partiu...
Tuas lágrimas são gotas de fel em sua taça de esperança.
Tuas aflições são espinhos a se lhe implantarem no coração.
Tua mágoa destrutiva é como neve de angústia a congelar-lhe os sonhos.
Tua tristeza inerte é sombra a escurecer-lhe a nova senda.
Por mais que a separação te lacere a alma sensível, levanta-te e segue para a frente, honrando-lhe a confiança, como a fiel execução das tarefas que o mundo te reservou.
Não vale a deserção do sofrimento, porque a fuga é sempre a dilatação do labirinto em que nos arroja a invigilância, compelindo-nos a despender longo tempo na recuperação do rumo certo.
Recorda que a lei de renovação atinge a todos e ajuda quem te antecedeu na grande viagem, como o valor de tua renúncia e com a fortaleza de tua fé; sem esmorecer no trabalho – nosso invariável caminho para o triunfo.
Converte a dor em lição e a saudade em consolo, porque, de outros domínios vibratórios, as afeições inesquecíveis te acompanham os passos, regozijando-se com as tuas vitórias solitárias, portas a dentro de teu mundo interior.
Todas as provas objetivam o aperfeiçoamento do aprendiz e, por enquanto, não passamos de meros aprendizes na Terra, amealhando conhecimento e virtude, em gradativa e laboriosa ascensão para a vida eterna.
Deus, a Suprema Sabedoria e a Suprema Bondade, não criaria a inteligência e o amor, a beleza e a vida, para arremessá-los às trevas.
Repara em torno dos próprios passos.
A cada noite no mundo segue-se o esplendor do alvorecer.
O Inverno áspero é sucedido pela Primavera estuante de renascimento e floração.
A lagarta, que hoje se arrasta no solo, amanhã librará em pleno espaço com asas multicolores de borboleta.
Nada parece.
Tudo se transforma na direção do Infinito Bem.
Compreendendo, assim, a Verdade, entesourando-lhe as bênçãos, aprendamos a encontrar na morte o grande portal da vida e estaremos incorporando, em nosso próprio espírito, a luz inextinguível da gloriosa imortalidade.
Nunca se é tão feliz ou tão desgraçado quanto as aparências possam fazer supor.
Do livro Escrínio de Luz