segunda-feira, 11 de outubro de 2010




O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA





Muita gente acorre hoje em dia aos movimentos religiosos de quaisquer espécies, quer sejam Carismáticos, Deus é amor, e/ou aos Centros Espíritas tentando encontrar um lugar em que esteja bem, tenha a sua paz e receba um pouco de conforto para o seu espírito, de acordo com as suas necessidades.

Todo mundo quer ter um encontro com Deus, todavia a maneira de chegar ao Pai, todo poderoso, Criador de todas as coisas, este é o X do problema, é a dificuldade maior que todos encontram e não entendem porque tal fato acontece.

É, neste sentido, que se busca investigar o porque as pessoas com um certo avanço mental, ainda não conseguiram libertar-se de sua inferioridade de seus impulsos incontroláveis, da falta de conhecimento de se próprio, isto é, o despertar de sua consciência.
Por que o despertar da consciência?

É uma pergunta às vezes fácil, outras vezes difícil de responder, tendo em vista que envolve muitas variáveis de suma importância na explicação do funcionamento do psiquê do ser humano, pois cada um trabalha de maneira diferente, pessoa para pessoa .

Desta feita, o problema se caracteriza ao considerar que as pessoas agem pelo instinto, levando a uma comparação com os animais que podem ser chamados de brutos, isto significa dizer que ainda não alcançou o estado da razão, da sapiência, da liberdade.

Não se pode dizer que alguém despertou da consciência se os impulsos animalescos são mais fortes, ou se algumas vezes tem agido pela emoção, como acontece com alguns que são sentimentalistas, dificultando o auto conhecimento àqueles que querem conhecer a si mesmos.

Como ponto de metodologia do trabalho, buscam-se trabalhar alguns livros, ou revistas especializadas que tratam sobre esse assunto, tentando retirar o máximo possível das informações coletadas, para poder extrair conclusões sérias sobre o que se entende teoricamente por “despertar da consciência”.

Um outro ponto que serve para compreender o despertar da consciência é a observação e a comparação modal para verificar o certo e/ou errado, ao considerar o ponto de vista científico de encarar o verdadeiro sentido da realidade de cada um.

Sem dúvida, o método dedutivo-lógico, acompanhado com o sistema de perguntas e respostas, proporcionam uma melhor compreensão da maneira como vivem as pessoas, e como as religiões influenciam na busca do despertar da consciência, melhorando ou dificultando tal processo.

Como se pode, com a metodologia empregada, entender o que significa “o despertar da consciência”?
Quais são os parâmetros que devem ser considerados para que se compreenda que alguém despertou sua consciência?

Ou, como se sabe que alguém a cada instante desperta sua consciência cotidiana?

São questionamentos que não se podem quantificar com facilidade, ao considerar que a sua subjetividade e abstração denotam algo incomensurável e imperceptível aos sentidos humanos, todavia sente-se a existência desses retrocessos e avanços comportamentais.
Neste sentido, tem-se que o “despertar da consciência” é um processo de aprendizado que pode vir das observações científicas, e passar a ter uma conotação de cunho moral, de evolução espiritual, porque não dizer da raça humana.

“O despertar da consciência” não é algo novo, os filósofos da antiguidade, bem antes de Jesus o Cristo já professavam este pensamento de conhecer-se a si mesmo, da sua auto-consciência e do conhecimento dos seus limites não somente de maneira progressiva, mas também pela ótica da regressividade.

Quantos milhões de anos passaram, cujo ser humano continua a caminhar na sua linha de evolução, e ainda não compreendeu a sua maneira de ser, as suas inferioridades, as suas maledicências numa substituição evolutiva perene.

O ser humano como ser pensante, racional, ainda não conseguiu localizar-se no tempo, nem no espaço, quer compreender tudo e não sabe nada, quer julgar, mas não ser julgado, quer sempre dominar sem ser orientado por aqueles que já conseguiram sua auto consciência e compreensão.

Não se pode despertar da consciência quando se tem uma vida eivada de ódio, de inveja, de raiva, de ganância, de vaidade e de todo tipo de inferioridade que deve dar lugar à paciência, à tolerância, à humildade e a sapiência que é própria dos grandes sábios de todos os tempos.

Conhecer-se a si mesmo é conseguir a liberdade moral, é criar a sua própria luz, pois nesta ótica, tem-se em verdade, a felicidade que todos buscam, mas não sabem onde encontrar, justamente porque o instinto fala mais alto que a razão.

Ter a razão é libertar-se do instinto animal que ainda perdura no ser humano, porém não se pode ter consciência, sem controle dos impulsos emocionais, cujo ódio e rancor impera com todas as suas forças como sobrevivente de reinos inferiorizados, cuja razão ainda não vislumbrou.

Pode-se viver num “despertar da consciência”, se no dia-a-dia, os filhos matam os pais, irmãos matam irmãos, irmãos estupram irmãs, se as velhinhas são atacadas no meio da rua e ao meio dia, tal como acontece nos grandes centros de desenvolvimento e de dinamização da economia?

Pode-se pensar em “despertar a consciência” se os meios de comunicação anunciam cotidianamente as mais graves tragédias da comédia da vida, isto significa dizer, faturar altas somas com as desgraças alheias, tais como miséria, fome, sofrimento e dor de um viver inconseqüente?

Pode-se “despertar a consciência”, quando não se conhece a si mesmo, a sua relação frente aos demais, a sua participação no processo interativo de todos os reinos da criação, tal como a espiritualidade puríssima e perfeita construiu para todos indistintamente?

São questionamentos que todos devem fazer para procurar entender a sua própria trajetória de vida, tendo em vista que cada ser humano é um mundo difícil de compreensão, cuja matéria limita a atuação do espírito, e, este fica sem a liberdade cósmica para a sua satisfação imediata.

Neste tipo de atuação ele se deixa levar pelos seus sentimentos mais inferiorizados possíveis, causando revoltas que lhe fogem ao controle, às vezes invertendo-se ao aspecto da covardia, e da auto destruição em sua sobrevivência no auto progredir.

Desta feita, o ser humano tem por obrigação procurar sua auto educação, para que as dores não se perpetuem com tanta força, no entanto sejam amenizadas pelo despertar da consciência porque tudo depende da razão e da inteligência.

Os momentos nervosos que muitos caracterizam como um stress ou cansaço ou qualquer coisa que o valha, nada mais é do que uma condição do espírito ou alma tentando extravasar o seu interior de tanta inferioridade e falta de aprendizado para a vida eterna que é a sua libertação.

O não aprendizado espiritual faz com que aquele lodo grosso que está dentro do homem, cresça, causando os impulsos inferiores, pois quem tem algum conhecimento moral, espiritual, controla-se e quem não o tem explode e os distúrbios sociais aparecem.

O melhoramento de tudo isto não acontece com a leitura dos livros sacros, nem tão pouco com fidelidade religiosa de qualquer tipo, mas pela auto-renovação do ser humano, é claro que tudo isto ajuda a amainar as energias fortes que tomam conta do corpo humano.

Na modernidade dos tempos, as pessoas primam pela execução de uma arrogância desmedida, procurando sempre sobrepor aos demais, na maneira de vestir, na postura de andar e na imposição da voz para que sua evidência seja sempre preponderante no meio em que se encontra.

Com a arrogância, pari passu, caminha o orgulho dando o suporte necessário para uma aparência de inferioridade que indica a falta de consciência e o desconhecimento de seus próprios limites, como forma de entendimento da vida tal qual se apresenta a todos.

Muitas vezes tem-se um ser humano bastante conhecedor da intelectualidade no plano onde se vive, entretanto, a sapiência por excelência não lhe aparece devido o diferencial entre o saber humano e o conhecimento espiritual, ou a sua liberdade plena.

O “despertar da consciência” independe dos ensinos religiosos, do aprendizado intelectual, e do ensinamento familiar rumo ao amor e à perfeição, todavia exerce um poder muito forte quanto ao dissipar as energias umbralinas e deletérias para a auto consciência de todos que caminham pelos séculos afora.

Inegavelmente, sem essa formação seria bem pior, com dores e ranger de dentes bem mais fortes quanto a este processo de formação de todos aqueles que buscam o caminho da verdade e da vida.

O que na verdade faz “despertar a consciência” do ser humano ou espírito são as quedas, os tropeços que conduzem aos sofrimentos e as dores que ninguém quer suportar, mas quem não quer conhecer a verdade pelo amor, sem dúvida, conhecerá pela dor.

Finalmente, dando uma conotação reflexiva final, pode-se verificar que o “despertar da consciência” depende da evolução espiritual, numa simbiose espírito/alma para se auto libertar das entravas que a vida oferece, como se fosse um jogo de xadrez que necessita ser melhor compreendido.

Em segundo lugar, tem-se que o aprendizado aparece como uma lembrança do passado, mas sempre agregando mais conhecimentos para iluminar os labirintos que se apresentam dentro deste processo de fuga da animalidade em busca da razão.

Por isso, o espírito/alma foi criado como uma bola de neve que sai de ladeira a baixo procurando o melhor caminho enquanto não consegue seu auto controle, calmamente desce pelas valas mais adaptáveis a uma caminhada mais consciente e auto firmada nesta linha de sapiência e luz.



Quanto vale a sua vida?

Você já parou para pensar o que aconteceria se, de repente, você descobrisse que é portador de uma enfermidade que o pode conduzir para a morte, em breve tempo?

Foi uma situação dessas que aconteceu com um executivo que durante 29 anos somente viveu para o trabalho.

As suas jornadas eram de 15 a 16 horas diárias. Férias de 30 dias, jamais!

Então, veio um dia e uma noite de febre.

Ele foi ao médico que diagnosticou nada além de sintomas de gripe, mas a febre persistia.

Exames mais acurados apontaram a possibilidade de ele ser portador de uma grave doença no pulmão.

O executivo descreve sua surpresa e suas decisões assim: “é impressionante como a vida da gente pode mudar de sentido com uma simples radiografia.

O profissional seguro, acostumado a liderar grandes equipes, estava agora à mercê dos médicos, dos exames clínicos e, de Deus.”

Uma forte crise renal aconteceu em seguida e ele viu sua vida toda passar pela mente em minutos.
Medo de deixar de viver era o que sentia.

Queria continuar vivo para ver seu primeiro filho se formar em medicina.

E ele estava apenas no segundo ano.

Queria ver o segundo filho entrar na universidade.

Ele nem vestibular havia feito ainda.

Vinte dias depois, finalmente veio o diagnóstico.

O problema do pulmão não era maligno e ele poderia se tratar no ambulatório.

No período em que aguardava o resultado da biópsia a que se submetera, ele aprendeu muito sobre muitas pessoas e o carinho que elas tinham por ele.

Uma funcionária veio lhe dizer que sua mãe estava orando por ele.

Seu gerente lhe falou que sua mãe também estava orando muito pelo seu restabelecimento.

E ele nem a conhecia. Mas ela estava orando porque ele fora bom para seu filho, um dia

O executivo descobriu finalmente que a mulher com a qual estava casado há vinte anos era muito mais forte do que ele supunha.

Enquanto ele se abalou, ela se manteve de ânimo firme, incentivando-o a crer e esperar o melhor.

E ela mesma deu a notícia da enfermidade do pai para os garotos.

Depois de tudo o que passou, o executivo mudou a sua forma de viver. Acredita que Deus lhe deu um grande presente, ensinando-lhe a verdadeira importância de viver o dia-a-dia, de curtir a família e os amigos, de cuidar da saúde e, de trabalhar com prazer.

Hoje, na condição de professor, ele se envolve com os alunos muito além da sala de aula.

Aprendeu a gostar da chuva e de brincar com seu cachorro.

Passou a dar valor, de fato, à família e aos amigos.

Passou a dividir as tarefas com seus colaboradores, em vez de ser centralizador.

E concluiu, em seu depoimento: “quero viver cada minuto como se fosse o último, já que dessa experiência ficou a impressão de que, na hora do adeus, só restarão os arrependimentos pelo que deixamos de fazer.

“Espero que essa mudança seja perene. Deus me permita aproveitar todo minuto como único, o trabalho como diversão, os amigos com paixão, minha mulher e meus filhos como verdadeiro elixir da longevidade.”

E então?

Quanto vale a sua vida?

Não espere adoecer para descobrir que a saúde é precioso talento, que a família é um tesouro, e os amigos, jóias raras

Pense nisso. Comece desde agora a viver com intensidade, desfrutando de todas as oportunidades.
Não trabalhe somente para produzir, ganhar e crescer. Lembre-se que o crescimento vem do prazer de realizar.

E, num dia de 24 horas, não esqueça de reservar ao menos 40 minutos para exercícios de abraços, beijos e outras delicadas demonstrações de carinho.

Fonte: Revista Exame – agosto/2000 – “A segunda chance”























Sonhei que tinha marcado uma entrevista com DEUS.

__Entre. Falou DEUS:
-__Então, você gostaria de me entrevistar?
-Se tiver um tempinho, disse eu.
DEUS sorriu e falou:
-Meu tempo é eterno, suficiente para fazer todas as coisas; que perguntas você tem em mente?
-O que mais o surpreende na humanidade? Perguntei.
DEUS respondeu:
-Que se aborreçam de ser crianças e queiram logo crescer e aí desejam ser crianças outra vez. Que desperdicem a saúde para fazer dinheiro e aí percam dinheiro para restaurar a saúde. Que pensem ansiosamente sobre o futuro, esqueçam o presente e, dessa forma não vivam nem o presente, nem o futuro. Que vivam como se nunca fossem morrer e que morram como se nunca tivessem vivido.
Em seguida, a mão de DEUS segurou a minha e por um instante ficamos silenciosos... então eu perguntei:
-PAI, quais são as lições de vida que deseja que seus filhos aprendam?
Com um sorriso DEUS respondeu:
-Que aprendam que não podem fazer com que ninguém os ame. O que podem fazer é que se deixem amar. Que aprendam que o mais valioso não é o que se tem na vida, mas quem se tem na vida. Que aprendam que não é bom se compararem uns com os outros. Todos serão julgados individualmente sobre seus próprios méritos, não como um grupo na base da comparação! Que aprendam que uma pessoa rica não é a que tem mais, mas a que precisa menos. Que aprendam que só é preciso alguns segundos para abrir profundas feridas nas pessoas amadas e que é necessário muitos anos para curá-las. Que aprendam a perdoar, praticando o perdão. Que aprendam que há pessoas que os amam muito, mas que simplesmente não sabem como expressar ou demonstrar seus sentimentos.
Que aprendam que dinheiro pode comprar tudo, exceto felicidade. Que aprendam que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-las totalmente diferente. Que aprendam que um amigo verdadeiro é alguém que sabe tudo sobre você e gosta de você mesmo assim. Que aprendam que não é suficiente que eles sejam perdoados, mas que se perdoem a si mesmos.
Por um tempo, permaneci sentado, desfrutando aquele momento. Agradeci a ELE pelo seu tempo e por todas as coisas que ELE tem feito por mim e pela minha família.
ELE respondeu:
-Não tem de quê. Estou sempre aqui, 24 horas por dia.
-Tudo o que você tem a fazer é chamar por mim e EU virei.Você pode esquecer o que EU disse. Você pode esquecer o que EU fiz, mas jamais você esquecerá como EU te fiz sentir com essas palavras.
Então, por favor, arranje um tempo para passar esta mensagem para aqueles de quem você gosta.
" Eu arranjei .." Que todos nós saibamos a cada dia sentir mais e mais DEUS dentro de nós e podermos ser esta Grandiosidade por onde passarmos e para quem encontrarmos durante nossas vidas , a cada instante, sempre!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010











Que acontece com o espírito, quando morre seu corpo?

Existe vida depois da morte?

As pesquisas científicas indicam que sim, e as religiões também afirmam que, de alguma forma, a vida continua depois desta vida, nem que seja em estado latente, aguardando a ressurreição dos mortos.

Só que aí surge uma questão da mais alta importância: se todos havemos de morrer um dia, como estaremos nesse além da vida? Será que vamos ficar armazenados em algum galpão celestial, aguardando o juízo final? Ou quem sabe, prostrados diante do trono divino, em adoração, pela eternidade afora? Ou talvez sentados no beiral de uma nuvem tocando harpa?

Será que uma natureza dinâmica, como a do ser humano, iria suportar um estado de inatividade, inócuo e vazio, por toda a Eternidade?

São os próprios espíritos que têm dado as mais completas explicações sobre esse outro lado da vida. Essas informações têm chegado, principalmente através da psicografia, por intermédio de inúmeros médiuns, nos mais diferentes pontos da Terra e nas mais diversas épocas.

Nessas mensagens, dirigidas em sua maioria a parentes e amigos, os espíritos contam como foi a sua passagem para o mundo ou dimensão espiritual, e como é essa nova realidade.

Também pela TCI – Transcomunicação Instrumental, os espíritos se comunicam através de aparelhos eletrônicos, passando informações semelhantes.

Um dos portadores das mais amplas e detalhadas notícias sobre o mundo espiritual, a vida e atividades dos seus habitantes - através da mediunidade - é o espírito André Luiz, nos 11 livros psicografados por Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier): Nosso Lar,
Os Mensageiros, Missionários da Luz, Obreiros da Vida Eterna, No Mundo Maior,
Libertação, Entre a Terra e o Céu, Nos Domínios da Mediunidade, Ação e Ração, Sexo e Destino, E a Vida Continua.

André Luiz nos mostra que esse outro lado da vida é muito parecido com o lado de cá.
Há muitas semelhanças. Ninguém fica vagando no espaço como alma penada, nem tocando harpa no beiral de uma nuvem. O mundo espiritual, para os espíritos, é tão real e dinâmico quanto o mundo físico é para nós.

É por isso que muitos espíritos não sabem, ou não conseguem acreditar que já morreram.
São daqueles que pensam que ao morrer irão para o céu, o purgatório ou mesmo para o inferno, ou então, que a morte irá apagá-los de vez. Mas, ao invés disso, encontram-se quase como antes. Muitos voltam para o lar, para os ambientes do trabalho ou do lazer. Vêem as pessoas, falam com elas, mas as pessoas não lhes dão a menor atenção. Alguns pensam que ficaram loucos, ou que estão vivendo um pesadelo interminável. Muitos assistem ao próprio velório e sepultamento, mas não aceitam a idéia de que aqueles funerais sejam os seus. Espíritos nessa condição são popularmente conhecidos como sofredores.

Uma das atividades dos centros espíritas é o esclarecimento a esses irmãos tão necessitados. Eles se incorporam ao médium e o doutrinador conversa com eles explicando-lhes a realidade. O grupo todo envolve o irmão sofredor em vibrações de paz e de amor.
É como ele se alivia e consegue melhorar a própria freqüência vibratória.

Essa elevação vibratória é necessária para que ele possa ser socorrido e levado para tratamento em local adequado.

Mas há também aqueles que retornam à dimensão espiritual mais ou menos conscientes do que está ocorrendo, ou seja, sabem, ou mesmo desconfiam que desencarnaram, ou “morreram”.

Quando alguém desencarna é muito importante que receba vibrações de paz, em vez das manifestações de desespero que geralmente acontecem nessas situações.

Muitos espíritos têm relatado através da mediunidade seus dramas, sofrimentos e aflições, por causa do desespero e desequilíbrio dos parentes e amigos, após seus desenlaces. Eles dizem que as lágrimas dos entes queridos que ficaram na Terra, suas vibrações angustiadas, chegam a eles com muita intensidade, provocando-lhes sofrimentos e aflições sem conta.

Por isso, diante da morte, a atitude dos presentes deve ser de respeito, serenidade, equilíbrio e, acima de tudo, prece. O recém-desencarnado necessita de paz e de muita oração.

Que é freqüência vibratória?

O pensamento e a emoção produzem o que se conhece como vibração, e o seu teor reflete o que há em nossa alma, definindo a freqüência dessa vibração, desde a mais baixa até a mais elevada que a nossa condição possa gerar.

O escritor Francisco Carvalho, no livro Influências Energéticas Humanas,
elabora uma escala imaginária que vai de zero a cem graus, com os seguintes valores: no grau zero teríamos o ódio, emoção de mais baixo teor
vibratório; nos 10 graus os desejos de vingança; nos 20, a inveja, o ciúme; nos 30, o rancor, o azedume, os ressentimentos e assim por diante, até os neutros, nos 50 graus. Nos 70, já numa faixa positiva, teríamos a esperança; nos 80, a fé; nos 90, a oração e a alegria e, finalmente, nos 100, o amor, a mais forte vibração de teor positivo.

Ainda na escala de vibrações de baixo teor podemos acrescentar as inúmeras “curtições” de natureza inferior, como as mais diversas taras, a crueldade, a perversidade, os muitos tipos de perversão, as conversas voltadas às baixas paixões, os mais diversos vícios, etc.

Já, para elevar o teor vibratório, também podemos acrescentar os sentimentos nobres, as leituras e conversas voltadas para assuntos ligados à religiosidade, à fraternidade, ao amor puro; a alegria sã e a meditação em temas luminosos, enfim, tudo que possa abrir canais entre nós e as forças mais altas da vida.

Quanto a mais informações sobre espíritos e mundo espiritual, há extensa bibliografia a respeito, particularmente pela psicografia de Chico Xavier, inclusive casos em que foram feitas perícias da letra e assinatura do espírito, comparando-se com sua letra e assinatura, quando ainda encarnado, e o diagnóstico dos peritos afirmou tratar-se da mesma pessoa.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

























OS DIFERENTES TIPOS DE DESENCARNAÇÃO

Influências Externas

Durante o Desencarne

A principal dificuldade do recém-desencarnado é a adaptação ao impacto das energias astrais, o choque é muito forte e pensamentos e emoções dele ou de pessoas próximas o atingem com facilidade.

Essa fragilidade faz com que os irmãos que ficam aqui na Terra tenham grande importância na ajuda aos que voltam para o plano espiritual.

A fragilidade do espírito é maior até o momento em que o cordão de prata é rompido, e, infelizmente esse é o período de maior emissão de sofrimento pelos irmãos encarnados. Através desse último laço de união eles podem receber os choques desagradáveis das lembranças e das emanações de sofrimento dos que se encontram encarnados.

Além disso, muitos falam mal dos que se foram, relembrando acontecimentos de sua vida.

Essa é A PIOR POSTURA que qualquer um pode ter, se não tiver o que falar, FIQUE QUIETO, mas não fale sobre assuntos de baixo padrão vibratório, PRINCIPALMENTE se envolve o moribundo.
Duas coisas acontecem quando os INVIGILANTES decidem fazer a sua parte.

A primeira é o incômodo que começa a ser sentido pelo espírito, que mesmo quando possui merecimento para auxílio, não está isento das energias hostis enviadas pelos seus irmãos.

A segunda é a atração de espíritos de baixo padrão vibratório envolvidos nas conversas, que podem vir pedir perdão ou cobrar pelo erro do moribundo. Qualquer uma das opções é prejudicial para quem está preste a se libertar.

Sobre esse tema retiramos o seguinte trecho do livro Obreiros da Vida Eterna:
"
As imagens contidas nas evocações das palestras incidem sobre a mente do desencarnado, mantido em repouso depois de rápido mergulho na contemplação dos fatos alusivos à existência finda. Não somente as imagens. Por vezes, nossos amigos presentes, fecundos nas conversações sem proveito. exumem, com tamanho calor, a lembrança de certos fatos, que trazem até aqui alguns dos protagonistas já desencarnados."

A melhor postura durante o desencarne é a prece, o silêncio e assuntos que não comprometam o padrão vibratório do ambiente.

Após o Desencarne

Após o desencarne o espírito também fica suscetível às vibrações dos familiares. Quando estes, em desequilíbrio, ficam chamando por ele, ocorre uma atração muito forte e o espírito recebe esse impacto de forma violenta, porque ainda está em período de adaptação.

Diferente do que muitos pensam, se o espírito recém-liberto voltar para o lar ele sofrerá junto com os familiares e de forma inconsciente se tornará obsessor dos seus entes queridos. Nos casos de doença pode até acontecer de um dos encarnados começar a sentir as dores que o moribundo sofria. Nesse caso ele se torna obsessor.

Retiramos o seguinte trecho do livro Voltei para exemplificar:

"... bastou que me entregasse à quietação para que certo fenômeno auditivo e visual me perturbasse as fibras mais íntimas.

Vi perfeitamente, qual se estivessem dentro de mim, as filhas queridas, então na Terra, e alguns poucos amigos, que deixara no mundo, dirigindo-me palavras de saudade e carinho.

- Pai querido! Diga-me se você ainda vive! Desfaça minhas dúvidas, ensine-me o caminho, venha até mim!

Era a voz de uma delas a interpelar-me.

O amoroso chamamento ameaça-me o equilíbrio. Minha razão periclitou por segundos. Onde me encontrava? Contemplava-a ao meu lado, queria beijar-lhe as mãos, expressando-lhe reconhecimento pela imensa ternura, mas debalde a buscava.

Ainda me não desembaraçara do inolvidável momento de estranheza, quando um médium de minhas relações apareceu igualmente no quadro.

- Meu amigo! Fale-nos, conforte-nos!.. – rogou comovidamente.

Ia gritar, suplicando socorro. Todavia, o Irmão Andrade, mais prestativo e prudente que eu poderia supor, abeirou-se de mim e cientificou-me de que aquele era fenômeno da sintonia espiritual, comum a todos os recém-desencarnados que deixam laços de coração, na retaguarda....

... asseverou que, aos poucos, saberia controlar o fenômeno das solicitações terrestres, canalizando-lhes as possibilidades para trabalho de elevação."

Conselhos Para quem Perdeu Recentemente Pessoas Próximas

Como foi falado no item Após o Desencarne, o espírito que desencarna sofre inicialmente o impacto dos pensamentos e emoções dos encarnados que estavam ligados a ele. Tanto os pensamentos de revolta e vingança quanto os de angústia e saudade chegam até ele.

Após algum tempo desencarnado ele aprende a lidar com essas vibrações.

O nosso conselho para quem perdeu alguém que ama é rezar por ele, pedindo ao Pai que o proteja e ampare onde ele estiver, PRONTO, SÓ ISSO e CHEGA!!

Aprendamos a acreditar REALMENTE na vida e eterna e na reencarnação, pois que nosso desequilíbrio traz sofrimento para aquele que amamos.

Dependendo do grau de evolução do espírito ele poderá voltar a visitar seus familiares na terra, assim que se restabelecer.

Existem Centros, como o que freqüento (Fraternidade Francisco de Assis, Casa de Bezerra de Menezes, Irajá – RJ) que realizam reuniões de preces para os desencarnados.

Formas de Desencarne

Desencarne em Acidentes e Coletivo

"... Salvo nos casos de desastres ou mortes violentas, em que a intervenção dos técnicos assistentes se registra só depois da morte do corpo, as demais desencarnações devem se subordinar gradativamente a várias operações liberatórias, em diversas etapas, como tenho observado nas oportunidades que me foram dadas para apreciar o fenômeno."
A vida Além da Sepultura, pelo Médium Hercílio Maes, ditado por Atanagildo e Ramatís.

A grande maioria dos desencarnes por acidentes são resgates do espírito, não podemos englobar todos os desencarnes, mas podemos garantir que em sua maioria tinham uma “grande chance” de ocorrer com o espírito que desencarnou.

Na minha opinião, e isso eu não li em lugar algum, os desencarnes coletivos são resgates cármicos para o grupo de pessoas que participa de uma tragédia, elas não participaram necessariamente do mesmo erro, contudo, partilham da mesma dor e sofrimento para saldar suas dívidas com a Justiça Divina, que a ninguém prejudica.

Segue abaixo um trecho do livro Ação e Reação, de Francisco Candido Xavier.
"
Sob a crista de serra alcantilada e selvagem, destroços de grande aeronave guardavam consigo as vítimas do acidente. Adivinhava-se que o piloto, certamente enganado pelo traiçoeiro oceano de espessa bruma, não pudera evitar o choque com os picos graníticos que se salientavam na montanha, silenciosos e implacáveis, à maneira de medonhos torreões de fortaleza agressiva.
Em pleno quadro inquietante, um ancião desencarnado, de semblante nobre e digno, formulava requerimento comovedor, rogando à Mansão a remessa de equipe adestrada para a remoção de seis das catorze entidades desencarnadas no doloroso sinistro.
...
Cientes de que o generoso mentor poderia dispensar-nos mais tempo, aproveitamos o ensejo para versar a questão das provas coletivas.
Hilário abriu campo livre ao debate, perguntando, respeitoso, por que motivo era rogado o auxílio para a remoção de seis dos desencarnados, quando as vítimas eram catorze.

Druso, no entanto, replicou em tom sereno e firme:
- O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não podemos esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte é diferente para cada um. No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes dizem respeito.

- Quantos dias? - clamou meu colega, incapaz de conter a emoção de que se via possuído.

- Depende do grau de animalização dos fluidos que lhes retêm o Espírito à atividade corpórea - respondeu-nos o mentor. - Alguns serão detidos por algumas horas, outros, talvez, por longos dias... Quem sabe? Corpo inerte nem sempre significa libertação da alma. O gênero de vida que alimentamos no estágio físico dita as verdadeiras condições de nossa morte. Quanto mais chafurdamos o ser nas correntes de baixas ilusões, mais tempo gastamos para esgotar as energias vitais que nos aprisionam à matéria pesada e primitiva de que se nos constitui a instrumentação fisiológica, demorando-nos nas criações mentais inferiores a que nos ajustamos, nelas encontrando combustível para dilatados enganos nas sombras do campo carnal, propriamente considerado. E quanto mais nos submetamos às disciplinas do espírito, que nos aconselham equilíbrio e sublimação, mais amplas facilidades conquistaremos para a exoneração da carne em quaisquer emergências de que não possamos fugir por força dos débitos contraídos perante a Lei. Assim é que "morte física" não é o mesmo que "emancipação espiritual".

- Isso, no entanto - considerei -, não quer dizer que os demais companheiros acidentados estarão sem assistência, embora coagidos a temporária detenção nos próprios restos.

- De modo algum - ajuntou o amigo generoso -, ninguém vive desamparado. O amor infinito de Deus abrange o Universo. Os irmãos que se demoram enredados em mais baixo teor de experiência física compreenderão, gradativamente, o socorro que se mostram capazes de receber.

- Todavia - reparou Hilário -, não serão atraídos por criaturas desencarnadas, de inteligência perversa, já que não podem ser resguardados de imediato?
Druso estampou significativa expressão facial e ponderou:
- Sim, na hipótese de serem surdos ao bem, é possível se rendam às sugestões do mal, a fim de que, pelos tormentos do mal, se voltem para o bem. No assunto,
entretanto, é preciso considerar que a tentação é sempre uma sombra a atormentar-nos a vida, de dentro para fora. A junção de nossas almas com os poderes infernais verifica-se em relação com o inferno que já trazemos dentro de nós.
A explicação não poderia ser mais clara.”

Temos outro trecho que mostra do compromisso assumido pelos espíritos que seriam vítimas de acidentes:


"
...suplicaram, ao revés, o retorno ao campo dos homens, no qual acabam de pagar o débito a que aludimos.
- Como? - indagou Hilário, intrigado.
- Já que podiam escolher o gênero de provação, em vista dos recursos morais
amealhados no mundo íntimo - informou o orientador -, optaram por tarefas no campo da aeronáutica, a cuja evolução ofereceram as suas vidas. Há dois meses regressaram às nossas linhas de ação, depois de haverem sofrido a mesma queda mortal que infligiram aos companheiros de luta no século XV.
- E o nosso caro instrutor visitou-os nos preparativos da reencarnação agora
terminada? - inquiri com respeito.
- Sim, por várias vezes os avistei, antes da partida. Associavam-se a grande
comunidade de Espíritos amigos, em departamento específico de reencarnação, no qual centenas de entidades, com dívidas mais ou menos semelhantes às deles, também se preparavam para o retorno á carne, abraçando, assim, trabalho redentor em resgates coletivos.
- E todos podiam selecionar o gênero de luta em que saldariam as suas contas? -
perguntei, ainda, com natural interesse.
- Nem todos - disse Druso, convicto. – Aqueles que possuíam grandes créditos morais, qual acontecia aos benfeitores a que me reporto, dispunham desse direito.
Assim é que a muitos vi, habilitando-se para sofrer a morte violenta, em favor do progresso da aeronáutica e da engenharia, da navegação marítima e dos transportes terrestres, da ciência médica e da indústria em geral, verificando, no entanto, que a maioria, por força dos débitos contraídos e consoante os ditames da própria consciência, não alcançava semelhante prerrogativa, cabendo-lhe aceitar sem discutir amargas provas, na infância, na mocidade ou na velhice, através de acidentes diversos, desde a mutilação primária até a morte, de modo a redimir-se de faltas graves.”

Desencarne por Doença

Diferentemente do que muitos pensam, o desencarne por doença, em alguns casos, é uma benção, que auxilia ao espírito repensar sua vida, perdoar e pedir para ser perdoado, ocorrendo até reconciliação entre desafetos.
Existem também espíritos que expurgam suas energias deletérias durante o período que fica hospitalizado, limpando seu organismo perispiritual das toxinas adquiridas pelo vício ou desregramento.

Impossibilitado de exercer seu vício ou desregramento, as energias deletérias que estavam aderidadas ao veículo etérico e astral são drenadas e se o espírito sabe aproveitar esses momentos finais para se reequilibrar, ele parte para o plano espiritual sem ter que expurgar as energias deletérias em zonas inferiores do Plano Astral.

Contudo, nada adianta se o paciente passa todo o tempo final da sua vida em estado de revolta e agonia, aliás, ele pode nesse caso piorar a sua situação.

Retiramos o trecho abaixo do livro Missionários da Luz, de Francisco Cândido Xavier:
" ...
Raramente os companheiros encarnados, quando em excelentes condições de saúde física, podem compreender as aflições dos enfermos em posição desesperadora ou dos moribundos prestes a partir. Nós outros, porém, no quadro de realidades mais fortes, sabemos que, muitas vezes, é possível efetuar realizações deveras sublimes, de natureza espiritual, em poucos dias, nessas circunstâncias, depois de largos anos de atividades inúteis. No leito da morte, as criaturas são mais humanas e mais dóceis. Dir-se-ia que a moléstia intransigente
enfraquece os instintos mais baixos, atenua as labaredas mais vivas das paixões inferiores, desanimaliza a alma, abrindo-lhe, em torno, interstícios abençoados por onde penetra infinita luz. E a dor vai derrubando as pesadas muralhas da indiferença, do egoísmo cristalizado e do amor-próprio excessivo. Então, é possível o grande entendimento. Lições admiráveis felicitam a criatura que,
palidamente embora, percebe a grandeza da herança divina. Acentua-se-lhe o heroísmo e gravam-se-lhe no coração, para sempre, mensagens vivas de amor e sabedoria. Na noite espessa da agonia começa a brilhar a aurora da vida eterna. E aos seus clarões indistintos, nossos princípios são facilmente aceitos, a sensibilidade demonstra características sublimes e a luz imortal lança fontes de infinito poder nos recessos do espírito."


O desencarne por doenças faz com que amigos e familiares partilhem do sofrimento do agonizante e estes por sua vez, “magnetizam” o ambiente do doente com energias que o “ajudam” a continuar vivo. Esse tipo de apego atrapalha a equipe espiritual responsável pelo desenlace. É por esse motivo que muitos instrutores espirituais insuflam energias no paciente para que ele tenha uma “falsa” melhora, atenuando o ambiente carregado e permitindo a muitos que fazem a vigília o descanso.

Vibremos pelo agonizante nas vibrações puras da fé no Criador, que ao buscar um filho querido não traz o sofrimento e sim a libertação.

Desencarne de Crianças

No plano espiritual existem equipes especializadas no tratamento de crianças recém-desencarnadas. Institutos são criados para que os pequeninos sejam amparados.

Após o desencarne várias coisas podem acontecer às crianças:

§ Caso seja um espírito evoluído ele pode rapidamente adquirir sua forma anterior, se assim desejar. Alguns espíritos encarnam somente para unir uma família ou para queimar pequenos resquícios de Karma.

§ Espíritos medianos geralmente mantém a sua forma infantil, e conforme estudam e se aprimoram recebem algumas responsabilidades, como por exemplo monitorar outras crianças das instituições ou atuar junto as crianças encarnadas em instituições de socorro, auxiliar voluntários em orfanatos, etc.

§ Espíritos de crianças que desencarnaram cedo como resgate de ações de vidas anteriores PODEM não se recuperar totalmente do choque, sendo necessário realizarem tratamentos magnéticos e assim que tiverem uma melhora voltam ao plano físico, algumas vezes voltam na mesma família que deixaram, não sendo isso de forma alguma uma regra.

Na Umbanda existe a falange de Yori, onde as crianças se vinculam, atuando em reuniões, ajudando, amparando e conversando. Elas trazem a palavra inocente, o conselho simples, o pensamento sem maldade, que muitas vezes ajuda os irmãos encarnados a refletirem.

Os médiuns da Umbanda "incorporam" (psicofonia) as crianças assim como fazem com caboclos e pretos-velhos.

As crianças geralmente acompanham os pretos-velhos nas sessões de Umbanda. Elas geralmente se vinculam a diferentes linhas, como por exemplo a Mariazinha da Praia (energias do Mar - Yemanjá), Caboclinhos da Mata (energias da Natureza – Oxossi) .

Visita das Mães aos Filhos Desencarnados

As instituições, com o Lar de Bênçãos (citado no livro Entre a Terra e o Céu, de Francisco Cândido Xavier), recebem visitas periódicas das mães que perderam os seus filhos. Durante o sono físico elas são levadas por espíritos amigos até os filhos. Esse tipo de contato é importante para o filho e para a mãe.

Quando Desperta ela não lembre exatamente do que ocorreu, contudo, a lembrança do filho e a sensação de que ele está bem fica viva em sua memória.

É importe lembrar que nem todas as crianças desencarnadas podem ser visitadas e que nem todas as mães estão aptas a visitar o filho, cada caso é um caso.

Segue o trecho do livro Entre a Terra e o Céu, de Francisco Candido Xavier, que fala sobre o assunto abordado:

" É o Lar da Bênção — informou o instrutor, satisfeito. — Nesta hora, muitas irmãs da Terra chegam em visita a filhinhos desencarnados. Temos aqui importante colônia educativa, misto de escola de mães e domicílio dos pequeninos que regressam da esfera carnal."


Desencarne de Animais

No livro Evolução em dois Mudos, de Francisco Candido Xavier encontramos o seguinte trecho:

" Em relação ao homem, os mamíferos que se ligam a nós outros por extremos laços de parentesco, em se desencarnando, agregam-se aos ninhos em que se lhes desenvolvem os companheiros e, qual ocorre entre os animais inferiores, nas múltiplas faixas evolutivas em que se escalonam, não possuem pensamento contínuo para a obtenção de meios destinados à manutenção de nova forma.

Encontram-se, desse modo, aquém da histogênese espiritual, inabilitados a mais amplo equilíbrio que lhes asseguraria ascensão a novo plano de consciência.

Em razão disso, efetuada a histólise dos tecidos celulares, nos sucessos recônditos da morte física, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde, com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de manobrar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico, por ausência de substância mental consciente.

Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se filiam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante à hibernação, acabando automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam, retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência, com os ascendentes do automatismo e do instinto que já se lhes fixaram no ser, e sofrendo, naturalmente, o preço hipotecável aos valores decisivos da evolução."

E sobre a sua vida no Plano Astral também encontramos no mesmo livro o seguinte trecho:

" Na moradia de continuidade para a qual se transfere, encontra, pois, o homem as mesmas leis de gravitação que controlam a Terra, com os dias e as noites marcando a conta do tempo, embora os rigores das estações estejam suprimidos pelos fatores de ambiente que asseguram a harmonia da Natureza, estabelecendo clima quase constante e quase uniforme, como se os equinóceos e solstíceos entrelaçassem as próprias forças, retificando automaticamente os excessos de influenciação com que se dividem.

Plantas e animais domesticados pela inteligência humana, durante milênios, podem ser aí aclimatados e aprimorados, por determinados períodos de existência, ao fim dos quais regressam aos seus núcleos de origem no solo terrestre, para que avancem na romagem evolutiva, compensados com valiosas aquisições de acrisolamento, pelas quais auxiliam a flora e a fauna habituais à Terra, com os benefícios das chamadas mutações espontâneas.

As plantas, pela configuração celular mais simples, atendem, no plano extrafísico, à reprodução limitada, aí deixando descendentes que, mais tarde, volvem também à leira do homem comum, favorecendo, porém, de maneira espontânea, a solução de diferentes problemas que lhes dizem respeito, sem exigir maior sacrifício dos habitantes em sua conservação."


Após o Desencarne

Deixo esse tópico para a brilhante explicação encontrada no livro Entre a Terra e o Céu.
"... e, nos últimos tempos, com as novas concepções do Espiritualismo, acreditávamos que o menino desencarnado retomasse, de imediato, a sua personalidade de adulto...Em muitas situações, é o que acontece —esclareceu Blandina, afetuosa — ; quando o Espírito já alcançou elevada classe evolutiva, assumindo o comando mental de si mesmo, adquire o poder de fàcilmente desprender-se das imposições da forma, superando as dificuldades da desencarnação prematura.

Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a respectiva apresentação que lhes era costumeira Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnam, o caminho não é o mesmo. Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se relativamente longe do auto-governo. Jazem conduzidas pela Natureza, à maneira das Criancinhas no colo maternal. Não sabem desatar os laços que as aprisionam aos rígidos princípios que orientam o mundo das formas e, por isso, exigem tempo para se renovarem no justo desenvolvimento. É por esse motivo que não podemos prescindir dos períodos de recuperação para quem se afasta do veículo físico, na fase infantil, de vez que, depois do conflito biológico da reencarnação ou da desencarnação, para quantos se acham nos primeiros degraus da conquista de poder mental, o tempo deve funcionar como elemento indispensável de restauração. E a variação desse tempo dependerá da aplicação pessoal do aprendiz à aquisição de luz interior, através do próprio aperfeiçoamento moral."

No livro Voltei também temos informação sobre um lar para crianças desencarnadas e também sobre recém-nascidos:
"
Marta explicou-me que a instituição asila irmãozinhos desencarnados, entre sete e doze anos de idade, e, porque eu indagasse pelas crianças tenras, esclareceu Andrade que, para essas, quando se não trata de entidades excepcionalmente evoluídas, inacessíveis ao choque biológico da reencarnação, há lugares adequados, onde o tempo e o repouso lhes favorecem o despertar, a fim de que lhes não sobrevenham abalos nocivos.
...
Informou-me a filha de que as criancinhas não obstante viverem ali, em comunidade, dividem-se, no esforço educativo, por turmas afins. Caracterizam-se os grupos por variados graus de elevação espiritual e as classes se subdividem pelas aptidões e tendências, examinados os precedentes de cada uma. Quando perguntei se na vida espiritual pode a criança desenvolver-se e optar pelo mau caminho, replicou Andrade que isso é perfeitamente cabível, considerando-se que, com o desenvolvimento na nova esfera, a alma recapitula as emoções do passado, com apelos íntimos de variadas espécies, acrescentando, todavia, que, de modo geral, as crianças estacionadas nos parques de reajustamento sempre se encaminham à reencarnação. Se o Espírito de ordem sublimada se desenfaixa dos laços da carne, quite com a lei que nos governa o destino, em período infantil, readquire, de pronto, as mais altas expressões da própria individualidade e ergue-se a mais elevados planos. "

O Sofrimento dos Pais

Acredito que poucas coisas machuquem tanto o coração quanto perder um filho. Por isso é muito difícil que palavras curem as feridas deixadas pelos pequenos que se foram. Buscamos aqui somente mostrar o que acontece com eles após o desenlace, para lembrar que eles não se foram para sempre e que nunca estarão desamparados por nosso Pai, que é só amor e bondade.

Do trecho abaixo, retirado do livro Ação e Reação é falado sobre o sofrimento dos pais relativo a filhos que desencarnam.

"E os pais? - inquiriu meu colega, alarmado. Em que situação surpreenderemos os pais dos que devem ser imolados ao progresso ou à justiça, na regeneração de si mesmos? a dor deles não será devidamente considerada pelos poderes que nos controlam a vida?

- Como não? - respondeu o orientador - as entidades que necessitam de tais lutas expiatórias são encaminhadas aos corações que se acumpliciaram com elas em delitos lamentáveis, no pretérito distante ou recente ou, ainda, aos pais que faliram junto dos filhos, em outras épocas, a fim de que aprendam na saudade cruel e na angústia inominável o respeito e o devotamento, a honorabilidade e o carinho que todos devemos na Terra ao instituto da família. A dor coletiva é o remédio que nos corrige as falhas mútuas."

CEMITÉRIO

Vamos traçar o ambiente de um cemitério.

Os cemitérios, onde geralmente os corpos são velados e posteriormente enterrados são centros acumuladores de energias de sofrimento, angústia, revolta e etc.

Dentre os vários tipos de espíritos que podemos encontrar em um cemitério podemos citar:

- Espíritos que estão algemados ao corpo, sofrendo pela própria decomposição.

- Espíritos que não são bons nem maus, podem estar acompanhando um enterro.

- Falanges de espíritos trevosos que espreitam os cemitérios atrás de recém-desencarnados que não possuem o merecimento da proteção. Eles se aproveitam de todas as maneiras possíveis dos que ficam ao léo.

- Equipes espirituais de auxílio. Elas ficam sempre em vigília para ajudar aqueles que se tornam mais receptivos.

É importante se envolver em energias positivas quando for ao cemitério, sempre orando ao entrar e ao retornar. Para os médiuns a atenção deve ser redobrada.

Não se deve brincar em um enterro, falar mal da pessoa que morreu e etc, pois do outro lado estão espíritos que podem se afinizar ou se revoltar com o que você está falando e as conseqüências podem ser graves se o espírito resolver lhe acompanhar ou se vingar.

Locais para onde são levados os desencarnados

Cada espírito que desencarna é levado para um lugar diferente, que está em sintonia com o seu grau de evolução e com a sua conduta durante a vida.

Para os espíritos medianos o processo é de encaminhamento aos Postos de Socorro e depois eles são levados para o ambiente que se vinculam por afinidades familiares ou de trabalho.

Para os que tiveram uma vida desregrada, prejudicando outras pessoas e a si próprio, é necessário um período mais ou menos curto em zonas inferiores do Astral, que Ramatís chama de Charcos Pestilenciais. Nesses ambientes, habitados por espíritos que se entregaram as energias animais, o tempo se responsabiliza por trazer à tona os erros cometidos, fazendo-o refletir, revoltando-se ou se culpando ele vai aos poucos drenando as energias e se preparando para habitar esferas de vibração superior ou reencarnar.

Retiramos o trecho abaixo do livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz, onde o nosso querido amigo espiritual fala de forma clara e objetiva sobre o Astral Inferior, seus objetivos e sua necessidade, com vista a recuperação do espírito.
"As vítimas do remorso padecem, assim, por tempo correspondente às necessidades de reajuste, larga internação em zonas compatíveis com o estado espiritual que demonstram.
...
Além-túmulo, no entanto, o estabelecimento depurativo como que reúne em si os Órgãos de repressão e de cura, porqüanto as consciências empedernidas aí se congregam às consciências enfermas, na comunhão dolorosa, mas necessária, em que o mal é defrontado pelo próprio mal, a fim de que, em se examinando nos semelhantes, esmoreça por si na faina destruidora em que se desmanda.

É assim que as Inteligências ainda perversas se transformam em instrumentos reeducativos daquelas que começam a despertar, pela dor do arrependimento, para a imprescindível restauração.
...
O inferno, dessa maneira, no clima espiritual das várias nações do Globo, pode ser tido na conta de imenso cárcere-hospital..".

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