quarta-feira, 22 de setembro de 2010













O PROCESSO DESENCARNATÓRIO


Equipes de Desligamento

Somente alguns espíritos encarnados tem a capacidade de auto-desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico.

A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados "vibratoriamente" ao planeta.

Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando.

Quando o espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de "completo", eles realizam as seguintes tarefas:

  • Preparação ? O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contato com os que lhe são queridos.
  • Proteção ? Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em "vampirizar" os recém-desencarnados. A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas.
  • Desligamento ? Será abordado no próximo item, contempla todo o processo de desligamento do corpo físico.
  • Encaminhamento ? Os espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colônia Espiritual ou, infelizmente, largados ao léu, isso só acontece com os que não podem ser auxiliados, devido a grandes débitos ou apego em que se encontra. Ninguém pode se levado para planos superiores do Astral sem estar preparado.

O tamanho das equipes é variado e geralmente organizado para amparar grupos de espíritos que desencarnarão em um período específico.

Junto a equipe de desligamento encontram-se os amigos espirituais dessa ou de outras vidas, os familiares, os amigos espirituais de trabalho (no caso de médiuns), etc ..

Mesmo os médiuns que trabalham em casas onde existem mentores experientes nas ledes espirituais, recebem o auxílio da equipe de desligamento. Sobre esse tópico retiramos esse interessante texto do livro

Obreiros da Vida Eterna:

"Porque se formara expedição destinada a socorro de servidor que dispunha de amigos de tamanha competência moral? Fabriciano demonstrava conhecimentos elevados e condição superior. O obsequiosos amigo, porém, evidenciando extrema acuidade perceptiva, antes que eu fizesse qualquer pergunta inoportuna, acrescentou:

- Não obstante nossa amizade ao médium, não nos foi possível acompanhar-lhe o transe. Temos delegação de trabalho, mas, no assunto, entrou em jogo a autoridade de superiores nossos, que resolveram proporcionar-lhe repouso, o que não nos seria possível prodigalizar-lhe, caso viesse diretamente para nossa companhia."

Nem todos recebem auxilio de equipes especializadas de desencarne, recebendo os outros o atendimento de equipes gerais que não podem interceder "muito" junto ao moribundo, sobre esse tema retiramos o seguinte texto do livro Obreiros da vida eterna:

"- Nem todas as desencarnações de pessoas dignas contam com o amparo de grupos socorristas?

- Nem todas - confirmou o interlocutor, e acentuou, todos os fenômenos contam com o amparo da caridade afeta às organizações de assistência indiscriminada; no entanto, a missão especialista não pode ser concedida a quem não se distinguiu no esforço perseverante do bem."

O Desligamento

Horário

O período da noite não possui os raios solares, que desintegram as energias negativas e eliminam as formas pensamento criadas pelo pensamento desregrado dos encarnados e desencarnados.

Além disso, temos uma diminuição na vitalidade existente no ambiente, o que piora as condições do doente, facilitando seu desencarne no período da noite, embora, de nenhuma forma isso seja uma regra, é simplesmente uma tendência, podendo por isso ocorrer desencarnações a qualquer hora do dia ou da noite.

O Processo de Desligamento

Falaremos aqui sobre o processo mais comum de desligamento, suicídio e mortes abruptas serão abordadas em outros tópicos.

Preparando o Ambiente

Em casos de doença, onde o moribundo está há algum tempo sofrendo, e junto com ele estão os familiares e amigos, cria-se uma ?aura? de imantação que dificulta o trabalho de desligamento.

Fica muito difícil para os espíritos criarem barreiras protetoras, o procedimento adotado pelas equipes especializadas é criar uma melhora fictícia para afastar os que "prendem" o agonizante ao corpo carnal.

Retiramos o seguinte trecho do livro Obreiros da Vida Eterna:

"- Nossa pobre amiga é o primeiro empecilho a remover. Improvisemos temporária melhora para o agonizante, a fim de sossegar-lhe a mente aflita. Somente depois de semelhante medida conseguiremos retirá-lo, sem maior impedimento. As correntes de força, exteriorizadas por ela, infundem vida aparente aos centros de energia vital, já em adiantado processo de desintegração."

Cortando os Laços

É comum a presença de espírito amigo ou familiar da última encarnação durante o desligamento. A maior parte dos espíritos de nível "médio" de evolução se mantém mais ou menos conscientes do que acontece (depende o grau de desprendimento e evolução). Por isso a presença da mãe, filho(a), irmã(o), etc, tranqüiliza o espírito em processo de desencarnação.

No livro Voltei e Obreiros da Vida Eterna (ambos de Francisco Candido Xavier) os espíritos são amparados por familiares, mãe e filha, respectivamente.

Acredito que a melhor forma de falar sobre o processo de desligamento é citando os dois livros que falaram mais profundamente sobre o assunto, a seguir as transcrições:

Obreiros da Vida Eterna, Capítulo XIII, Companheiro Libertado,

"...Ordenou Jerônimo que me conservasse vigilante, de mãos coladas à fronte do enfermo, passando, logo após, ao serviço complexo e silencioso de magnetização. Em primeiro lugar, insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro. Descansando alguns segundos, asseverou:

- Não convém que Dimas fale, agora, aos parentes. Formularia, talvez, solicitações descabidas.
...
E porque eu indagasse, tímido, por onde iríamos começar, explicou-me o orientador:

- Segundo você sabe, há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma:

o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.
...
Aconselhando-me cautela na ministração de energias magnéticas à mente do moribundo, começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam forças físicas. Com espanto, notei que certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento.
...
Jerônimo, com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigástrio à garganta, mas reparei que todos os músculos trabalhavam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa aflição ao paciente. O campo físico oferecia-nos resistência, insistindo pela retenção do senhor espiritual.
...
O Assistente estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no cérebro. Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerônimo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor. Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindose, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer de todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias.


Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.
...
Para os nossos amigos encarnados, Dimas morrera, inteiramente. Para nós outros, porém, a operação era ainda incompleta. O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do ?morto?, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido."

Do livro A vida Além da Sepultura, Capítulo 19, Espíritos Assistentes das Desencarnações:

"... A desencarnação demanda ainda outras operações complexas, pois a intimidade que se estabeleceu entre o perispírito e o corpo físico, durante alguns anos de vida humana, não pode ser desfeita em poucos minutos de intervenções técnicas do lado de cá. Salvo nos casos de desastres ou mortes violentas, em que a intervenção dos técnicos assistentes se registra só depois da morte do corpo, as demais desencarnações devem se subordinar gradativamente a várias operações liberatórias, em diversas etapas..."

O Rompimento do Cordão de Prata

A grande maioria dos espíritos em processo de desencarne ainda se acha ligado de alguma forma à matéria física, seja por amor a família, aos bens, preocupações com os que vão deixar, etc.

Em vista disso o processo desencarnatório é gradual e o rompimento do cordão de prata, última etapa no processo de desligamento, só é realizado (na maioria dos casos) após algum tempo.

Sobre esse assunto temos a sábia palavra de Bezerra de Menezes, no livro Voltei:

"Esclareceu Bezerra que na maioria dos casos, não seria possível libertar os desencarnados tão apressadamente, que a rápida solução do problema liberatório dependia, em grande parte, da vida mental e das idéias a que se liga o homem na experiência terrestre.

".

Até o rompimento do cordão de prata o espírito encontra-se como um balão cativo (palavras de Bezerra de Menezes), e fica mais suscetível à influência do ambiente onde se encontra, também menos consciente e fraco. Após o rompimento, ocorre um gradual aumento da consciência e fortalecimento.

Para os mais evoluídos o rompimento é quase imediato.

Duplo Etérico e Vitalidade Acumulada

O desencarne não extingue as energias vitais que circulam no Duplo Etérico, que está diretamente ligado ao corpo físico e ao corpo astral. Os técnicos responsáveis pelo desencarne também devem tomar as devidas providencias para proteger os resíduos vitais contra as investidas dos vampiros do mundo astral.

Esses irmãos que já desencarnaram e por apego ao mundo ou desregramento ainda necessitam de ?sentir? a vitalidade, que só pode ser absorvida através do contato com seres encarnados ou recém-desencarnados, encontram-se a espreita, buscando se ?apropriar? de espíritos recém-desencarnados sem proteção, sugando as energias restantes do corpo físico, do duplo etérico e do perispírito.

Retiramos o seguinte trecho do livro Magia de Redenção ? Hercílio Maes, pelo espírito Ramatis, Os males do Vampirismo

"Quando o espírito desencarna, primeiramente rompe-se o cordão que liga o perispírito ao duplo etérico, e desse fato decorre a bipartição da corrente vital que flui normalmente para o organismo físico. Então, o tônus vital reflui em parte para o perispírito, enquanto a outra converge para o cadáver e depois desintegra-se no túmulo, ou então é absorvida no processo de vampirismo pelos espíritos subvertidos. Certa percentagem do tônus vital também é absorvida pela própria terra, pois ele é fortemente constituído de éter-físico"

As palavras de Ramatís são confirmadas por André Luiz no livro Obreiros da Vida Eterna,

"Jerônimo examinou-o e auscultou-o, como clínico experimentado.Em seguida, cortou o liame final, verificando-se que Dimas, desencarnado, fazia agora o esforço do convalescente ao despertar, estremunhado, findo longo sono.
Somente então notei que, se o organismo perispirítico recebia as últimas forças do corpo inanimado, este, por sua vez, absorvia também algo de energia do outro, que o mantinha sem notáveis alterações.
...
- Nossa função, acompanhando os despojos ? esclareceu ele, afavelmente, não se verifica apenas no sentido de exercitar o desencarnado para os movimentos iniciais da libertação. Destinase também à sua defesa. Nos cemitérios costuma congregar-se compacta fileira de malfeitores, atacando vísceras cadavéricas, para subtrair-lhes resíduos vitais.
...
Logo após, ante meus olhos atônitos, Jerônimo inclinou-se piedosamente sobre o cadáver, no ataúde momentaneamente aberto antes da inumação, e, através de passes magnéticos longitudinais, extraiu todos os resíduos de vitalidade, dispersando-os, em seguida, na atmosfera comum, através de processo indescritível na linguagem humana por inexistência de comparação analógica, para que inescrupulosas entidades inferiores não se apropriassem deles.?

As Sensações

Sensações Antes do Desenlace

Os laços que prendem o espírito ao corpo físico como se "afrouxam" durante doenças prolongadas que antecipam a morte do corpo físico, por isso, os moribundos desdobram com facilidade para a devida preparação junto à equipe responsável pelo seu desenlace.

Alguns espíritos que morrem em acidentes trágicos sentem antecipadamente o fim que os aguarda, sofrendo grande angústia no coração, muitas vezes inexplicáveis naquele momento, de alguma forma sabem o que os espera, contudo, nunca imaginam que um acidente os aguarda.

Sensações Durante o Desenlace

As variações de sensações durante o desligamento são muitas, sempre vinculadas ao padrão espiritual do desencarnante e ao seu apego ao mundo material.

Muitos se despedem do mundo sem obstáculos e sem desagradáveis incidentes. Inúmeras almas dormem longuíssimos sonos, outras nada percebem, na inconsciência infantil em que vazam as impressões.

Porém, para aqueles que já possuem uma certa evolução, as sensações são muitas e pouco agradáveis pelo que pude perceber nos livros.

O principal motivo para as perturbações que ocorrem durante o processo de desencarne é o padrão vibratório dos amigos e familiares que estão em volta do leito de morte.

Primeiro são os choros, chamados, gritos, angustias, medo, saudade e etc...

Depois, além desses sentimentos, temos as conversas egoístas ou de baixo padrão vibratório.

É fato que a vibração energética emitida pelos entes encarnados é de profunda influência no espírito em libertação.

Estamos considerando o período de desenlace do seu início até o rompimento do cordão de prata.

Durante esse meio tempo o espírito fica meio consciente (espíritos de média evolução), sente-se fraco, facilmente influenciável pelo ambiente, não consegue raciocinar direito e pode sentir as sensações da doença que o levou ao desencarne (caso não consiga manter o padrão vibratório superior).

Alguns que se encontram despertos são colocados para dormir para que o impacto das energias negativas não seja sentido, outros, são levados para a praia ou cachoeira para receberem as emanações positivas da natureza. Cada caso é um caso, onde o merecimento e o desprendimento são variáveis de grande peso.

Não podemos deixar de citar o exame imparcial que alma faz de todos os acontecimentos de sua vida, passando pela sua tela mental todos os acontecimentos. Retirei dois trechos muito interessantes sobre esse tema.

"Um fato digno de registro é que, no momento do desencarne, seja ele repentino ou não, a pessoa vê passar ante ela toda a vida que deixa, em seus mínimos detalhes, de trás para frente, isto é, do momento atual até quando a atual existência teve principio. Processo automático em que o indivíduo em questão, como expectador, avalia, de forma crua, sem adornos, sem enganos, o que construiu de permanente para si mesmo, bem como o tempo malbaratado, gasto em ilusões."


Narcí Castro de Souza, Projetando Luz, Um Guia de Aprendizado Espiritual.

Também André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, nos fala sobre essa sensação.

"Assim como recapitula, nos primeiros dias da existência intra-uterina, no processo reencarnatório, todos os lances de sua evolução filogenética, a consciência examina em retrospecto de minutos ou de longas horas, ao integrar-se definitivamente em seu corpo sutil, pela histogênese espiritual, durante o coma ou a cadaverização do veículo físico, todos os acontecimentos da própria vida, nos prodígios de memória, a que se referem os desencarnados quando descrevem para os homens a grande passagem para o sepulcro."

Sensações Após o Desenlace

As variações de sensações após o desenlace são muitas e também estão diretamente vinculadas com a graduação espiritual e, com o estilo de vida que o espírito recém-liberto levou.

Todos os apegos, erros, divergências, prejuízos causados a outrem, vícios e etc, contribuem para "pesar" o corpo astral daquele que volta para os planos mais sutis de vida. O peso pode atrapalhar a ida para Colônias Espirituais ou Postos de Socorro, e dependo do erro pode impedir que as equipes desencarnacionistas encaminhem o recém-liberto, deixando-o ao léu.

Em casos mais graves os erros são tantos que ele acaba indo para subplanos inferiores, alguns se encontram abaixo da crosta (para maiores informações consultem o artigo O Plano Astral).

Esses "charcos" como Ramatís chama tem a finalidade de ajudar o espírito a expurgar as toxinas aderidas ao corpo espiritual, funciona como um processo de filtragem/lição para o espírito desregrado. Falaremos mais sobre esses "lugares" mais tarde.

Todos aqueles que buscaram se melhorar e fizeram o possível para deixar marcas positivas no coração dos que o acompanharam, recebem o benefício dos seus atos e pelas preces dos que ficaram são auxiliados. Regressam para Postos de Socorro ou Colônias espirituais, onde receberam o auxílio inicial para a adaptação ao novo plano de vida.

A Nova Vida para os que buscaram a Luz

Para os espíritos de média envergadura espiritual o desencarne é mais ou menos parecido, com maiores dificuldades para os que são vítimas de acidentes, onde o rompimento dos laços é realizado de forma abrupta.

Após o auxílio das equipes de desencarnação, eles são levados para Colônias ou Postos de Socorro que estão afins com o seu padrão vibratório.

Recebem visitas dos que partiram antes deles, que fazem o possível para ajudá-los na adaptação.

Não é possível, na maioria dos casos, visitar de pronto a família terrena, em vista dos fortes impactos que sofreria.

Após o período de adaptação eles são encaminhados para tarefas de auxílio, que podem seguir os conhecimentos e experiências de trabalhos realizados na Terra.

O cansaço é muito comum após o desencarne e o espírito se sente frágil, necessitando de alimentos e repouso (a maior parte dos espíritos medianos que vivem no astral se adaptam a extrair a vitalidade da luz).

Passes magnéticos são realizados pelos amigos espirituais, auxiliando na adaptação e o equilíbrio.

Não é comum aos espíritos de médio porte lembrarem logo após o desencarne de suas vidas anteriores, isso acontece gradualmente e varia, de acordo com a história de cada um.

Pelo que pude constatar nos livros, a volitação e velocidade de deslocamento são adquiridas com o tempo, afinal, tudo na vida é uma questão de prática.

Os espíritos recém-libertos ficam muito suscetíveis às emanações de baixo padrão vibratório, eles ainda não conseguem se isolar completamente, por isso que é tão perigoso à volta para o lar SEM A COMPANHIA E AUTORIZAÇÃO DOS INSTRUTORES ESPIRITUAIS!!!

Esse tipo de apego, que pode "tirar" o espírito da proteção dos amigos espirituais, faz correr grande risco aqueles que julgam estar na família terrena a única forma de felicidade. No livro Sexo e Destino, de Francisco Cândido Xavier, temos o exemplo de uma senhora, que após seis meses de adaptação ao plano espiritual resolveu voltar ao seu lar, visitando os entes queridos, contudo, não suportou o impacto das notícias arrebatadoras e entrou em colapso, tendo que ser transferida para hospitais psiquiátricos existentes no plano espiritual.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010










Almas Grandes

Os Hindus contam uma história bonita.

No princípio dos tempos, uma grande nuvem espiritual envolvia o mundo, constituindo a essência suprema;
e cada criança, ao nascer, recebia uma generosa parcela deste misterioso ectoplasma que descia sobre ela e passava a ser sua alma.

Com o passar dos séculos, as populações foram aumentando e já não havia grandes porções de alma para dividir com todos os que nasciam.

Então começaram a aparecer na Terra milhares, milhões de pessoas com almas pequenas.
Mas até hoje, de vez em quando, um engano acontece, e ainda sobra um pedaço maior de alma para determinados seres humanos.

Assim nascem, aqui... ali, criaturas de almas grandes.
Por toda parte, na Terra, em países diversos, essas pessoas de almas grandes se reconhecem e se atraem ao se verem pela primeira vez.

São em geral simpáticas, inteligentes, honestas, e se identificam imediatamente uma com as outras, como se fossem irmãs.

Os casos de amor ou amizade à primeira vista, constituem provas concretas de que estas grandes almas existem.

A angústia de viver está em que, no caso de sermos almas grandes, passamos, às vezes, uma vida inteira sem encontrar nossas parceiras genuínas, aquelas pessoas perfeitamente aptas a se identificarem connosco, a tornarem-se nossas maiores amigas, ou nossas grandes paixões.

E podem estar a nossa espera ali na esquina, ou num bairro que não frequentamos, numa cidade que não visitamos.
Todos deveriam falar com todos, sem constrangimentos, e tentar aproximações novas e frequentes.

O mundo seria bem melhor se qualquer pessoa desconhecida dissesse em plena rua:
- "Taí... gostei de você... vamos tomar um café?"

NÃO PERCA...



Que você não perca o otimismo,
mesmo sabendo que o futuro não é assim tão alegre;

que você não perca a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é em muitos momentos dolorosa;

que você não perca a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles acabam indo embora de sua vida;

que você não perca a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de reconhecer
e retribuir esta ajuda;

que você não perca o equilíbrio,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem te derrubar;

que você não perca a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que muitas coisas que verá no mundo
escurecerão seus olhos;

que você não perca a garra, mesmo sabendo
que a derrota e a perda
são dois adversários extremamente poderosos;

Que você não perca a razão,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras;

que você não perca o sentimento de justiça,
mesmo sabendo que o prejudicado poderá ser você;

que você não perca seu forte abraço,
mesmo sabendo que um dia seus braços estarão fracos;

que você não perca a beleza e a alegria de ver,
mesmo sabendo que lágrimas brotarão em seus olhos;

que você não perca o amor por sua família,
mesmo sabendo que ela exigirá esforços para manter a harmonia;

que você não perca a vontade de doar
este enorme amor que existe em seu coração,
mesmo sabendo que ele poderá ser rejeitado;
que você não perca a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno;

E, acima de tudo,
lembre-se que um pequeno grão de alegria e esperança
são capazes de mudar e transformar qualquer coisa,
pois a vida é construída nos sonhos
e concretizada no amor!


Autor: Francisco Cândido Xavier.


O ESCULTOR DE ALMAS

O nobre Carpinteiro de Nazaré era um extraordinário escultor de almas.
Numa época plena de preconceitos e discriminações, Ele acolhia a todos.
à mulher adúltera convidou que se erguesse, recompusesse sua vida, mas não tornasse a errar.

Frequentava a casa de amigos, conhecidos e até de desconhecidos, e com eles fazia as refeições.
Enquanto Se alimentava, oferecia o pão da vida aos que partilhavam a refeição.

Conhecedor das limitações humanas, amou incondicionalmente os seres humanos.
Ofertou o perdão como dádiva generosa para que a criatura tivesse a chance de recomeçar, de tentar outra vez e outra mais.

Refinado na arte de pensar, ensinava tesouros de sabedoria com poucas palavras.

“Os mansos herdarão a Terra”, leccionou.
Diferente do poder do Mundo, Ele prometia os territórios do Seu Reino para os que utilizassem a mansidão.

Estimulando os homens a pensar, convidou a que observassem os pássaros do céu e as flores dos campos.
Nas entrelinhas, Ele ensinava que o homem deve aprender a olhar para a natureza e desfrutar da sua beleza.
Deve erguer os olhos ao Céu e não somente mantê-los fixos nas coisas da Terra.

Profundo conhecedor da alma humana, trabalhava a emoção nas criaturas.
Tomou a juventude do Apóstolo João, arrebatado, e lhe esculpiu a emoção.
Ele se tornou o poeta do amor.

Tomou a experiência do Apóstolo Pedro e o convidou a ser pescador de almas.
Ouvindo a disputa entre os discípulos, discorreu sobre quem seria o maior, no Reino dos Céus.

Tomou da lmina do Seu exemplo, para entalhar nas suas almas o exacto cumprimento do dever.
Por isso Se fez pequeno, ao ponto de somente admitir estar acima das pessoas quando foi cravado na cruz.

Ouvia perguntas absurdas e pacientemente trabalhava nos becos da alma dos que O buscavam.

Tomou de uma semente de mostarda para falar do vigor da fé.
Serviu-Se de imagens da natureza para as lições da sabedoria.

Tudo para ensinar que nas pequenas coisas se escondem os mais belos tesouros.
Escultor de almas, trabalhou pacientemente as pessoas consideradas escórias da sociedade.
A todos ensinou a arte de amar.

Trabalhou com pessoas difíceis para mostrar que vale a pena investir no ser humano.
Finalmente, ensinou com Seu exemplo que a felicidade não está nos aplausos da multidão ou no exercício do poder.

A Sua conduta expressou que a felicidade se encontra nas avenidas da emoção e nas vielas do Espírito.
Aprenda com o Mestre da Vida a ter uma vida social e emocional rica.

Volte a fazer coisas simples.
Ande descalço na areia, cuide de plantas, crie animais.

Faça novos amigos, converse com vizinhos, cumprimente as pessoas com um sorriso.
Leia bons livros, medite sobre a vida, escreva poesias.
Role no tapete com as crianças, faça do seu ambiente de trabalho um oásis de prazer e descontracção.

Com base no cap. 2 da obra O mestre do amor, de Augusto Cury.

Pessoas Críticas




Nós estamos constantemente julgando outras pessoas, a nós e nossas situações.
Parece que a vida é um constante show da realidade com um painel de juízes sempre em evidência. Mas, a natureza de julgamento da mente, não vai dar-nos paz ou felicidade.
Para alcançar uma verdadeira paz interior, nós temos que ir muito além do jogo de julgamento de inferioridade e superioridade.

PORQUE SER MENOS CRÍTICO?
Nós Sofremos

Quando julgamos os outros, é difícil não ter um sentimento (consciente ou inconscientemente) de superioridade/orgulho.
Quando julgamos os outros, nós baixamos nossa própria consciência.

"Se nós julgamos os outros com a nossa mente humana apagada, com a mente intelectual, com a mente sofisticada, as pessoas que julgamos não perdem um pingo de sua realização, de sua realidade. Mas nós perdemos.
Como é que perdemos? Quando começamos a duvidar de outros, oferecemos algo de nossa própria existência para o mundo exterior, algo de nossa própria realidade e, eventualmente, nos tornarmos muito fracos. " - Sri Chinmoy (1)

PODEMOS ESTAR ERRADOS

Ao julgar os outros estamos sempre a julgar apenas uma pequena parte da sua natureza. Pode até ser uma informação de segunda mão. Podemos ouvir a opinião de alguém e levá-la como uma fofoca. Mas, quem pode dizer que eles não colocaram a sua própria inclinação e perspectiva sobre a outra pessoa?

Mesmo quando parece que conhecemos em primeira mão a alguém, pode ser que interpretemos mal as suas motivações e atitude interior.
Nunca podemos saber o que está acontecendo dentro de uma pessoa. Cada um está lutando suas próprias batalhas e tentando ser uma pessoa melhor em sua própria maneira. Não podemos esperar que todos estejam na fase de santidade nesta encarnação.

COMO NÓS GOSTARÍAMOS DE SER JULGADOS?

Quando fazemos algo de bom, naturalmente, queremos que o mundo inteiro saiba sobre aquilo. Mas, quando fazemos algo ruim ou infeliz, nós preferimos que aquilo seja mantido em segredo.
Se tomamos prazer nas desgraças das pessoas, então é um grande erro, e é provável que aconteça conosco.

COMO SER MENOS CRÍTICO
Seja simpático

Quando vemos alguém fazendo algo errado, nós podemos sentir que aquilo é algo que nós poderíamos estar fazendo de errado também.
Ironicamente, quando nós criticamos as falhas nos outros, muitas vezes temos os mesmos erros nós mesmos.
Se nos lembrarmos que estamos tão propensos a julgar e fazer a coisa errada, então isso nos dá mais compaixão e compreensão.

SEJA SOLIDÁRIO, NÃO CRITIQUE!

Julgar os outros raramente ajuda a mudar o comportamento do outro para melhor. Ser solidário pode mudar.

CONCENTRE-SE EM SER FELIZ

Quando ficamos atolados em julgar os outros, nós não vamos ganhar muita felicidade.
A felicidade vem de apreciar as coisas boas da vida, não para dar sermões sobre as falhas do mundo.

OLHE PARA AS PESSOAS COMO UMA GRANDE FAMÍLIA

Se um relativo próximo de nós faz algo errado, estamos mais dispostos a perdoar e ver as suas melhores qualidades. Ao julgar colegas de trabalho ou amigos, tente vê-los como uma extensão de sua família, de você, isto nos dará uma abordagem mais compreensiva.

ESTAR CERTO NÃO É COISA MAIS IMPORTANTE

Ao julgar os outros, há um forte desejo de estar certo e apontar os outros como errados. Mas a vida não é sobre estar certo. É sobre silenciosamente dar uma contribuição positiva.

JULGUE SOMENTE A SI MESMO

"Por que você ólha para mancha de serragem no olho do teu irmão e não presta atenção á madeira no seu próprio olho" Mateus 7:03

Se tivermos de julgar, porque não julgar a si mesmo e ver como você pode melhorar a si mesmo como pessoa?
Não cometa o erro de culpar as suas dificuldades em outros. As dificuldades vêm de algum defeito no nosso próprio carácter.

LIDANDO COM PESSOAS CRÍTICAS

Algumas pessoas são muito críticas.
Eles têm o hábito de fazer-nos sentir pequenos/culpados. Além disso, incentiva-nos a ser críticos devolta; nós começamos a nos defender ou começamos a julgar os outros - unindo em seu jogo de julgar as pessoas.

Também pode ser difícil discordar de pessoas críticas, já que muitas vezes eles podem ter profunda convicção em suas crenças.


A melhor maneira de lidar com as pessoas críticas é em não desafiá-las diretamente, mas, permitir-lhes seguir o seu caminho, enquanto mantemos a nossa abordagem tranquila.
Não se preocupe em ter a última palavra ou defender-se. Se eles estão realmente fazendo críticas injustas de amigos ou sobre você, você sempre pode apontar para as boas qualidades. Mas, é improvável que você mude a natureza da pessoa, por isso não espere muito.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010





É difícil encontrar alguém que tenha realmente aproveitado espiritualmente a sua vida, e, a "Já pensaste na paz do último dia na Terra?


Nesses olhos nublados de pranto, num corpo lavado pelo copioso suor da agonia, grangrenado e semi-apodrecido, onde os órgãos rebeldes, em conflito, são centros das mais violentas e rudes dores, existe todo um amontoado de mistérios indecifráveis para aqueles que ficam.


Nesses rápidos minutos, um turbilhão de pensamentos represa-se nesse cérebro esgotado pelos sofrimentos... O Espírito, no limiar do túmulo, sente angústia e receio; e, nos estertores de sua impotência, vê, numa continuidade assombrosa de imagens movimentadas, toda a inutilidade das ilusões da vida material. Todas as suas vaidades e enganos tombam furiosamente, como se um ciclone impiedoso os arrancasse do seu íntimo, e os que somente para esses enganos viveram sentem-se, na profundeza de suas consciências, como se atravessassem um deserto árido e extenso; todos os erros do passado gritam nos seus corações, todos os deslizes se lhes apresentam, e nessa quietude aparente de uns lábios que se cerram no doloroso ricto da morte, existem brados de blasfêmia e desesperação, que não escutais, em vosso próprio beneficio.

Para esses espíritos não existe a paz do último dia. Amargurados e desditosos, lançam ao passado o olhar e reflexionam: -Ah! Se eu pudesse voltar aos tempos idos!"
(Emmanuel, Francisco Candido Xavier)


Segue o transcurso das eras e os mundos continuam em seus ciclos, de criação, manutenção e destruição. Esse aspecto tríplice, que é representado pelos hindus como a Deusa Shiva, mostra ao espírito que tudo é temporário, transitório e efêmero.

Esse artigo tem como objetivo falar um pouco sobre a morte, ou, melhor dizendo, sobre o despertar de uma nova consciência. Alertando a todos para a importância do tempo que permanecemos encarnados para nossa evolução espiritual.


Reencarnação


Não podemos falar sobre desencarnação sem antes fazer pequenos comentários sobre a Reencarnação, embora somente em futuro artigo esse tema seja aprofundado.

É muito conformista ou cômodo achar que todos nasceram do pó e a ele voltarão após a morte.

Considerar que o vizinho que tem paralisia cerebral ou o primo que tem diabetes são meras obras do acaso ou da coincidência é sem dúvida não conseguir se abster por um só momento da ilusão da matéria e não usar da sua lógica intuitiva para alcançar conhecimentos mais sutis.

Todos somos espíritos, pré-existentes, moldados perfeitos, mergulhados no profundo sono da ilusão, que aos poucos despertam para a realidade maior.


Embora isso seja um ótimo argumento para os descrentes, é, na verdade, uma nova chance que recebemos, para mais uma vez tentarmos nos melhorar. Embora muitas coisas pudessem ser facilitadas pela lembrança de vidas passadas, outras, de maior gravidade, seriam recordadas e o sentimento de culpa, ódio, angústia ou remorso seriam insuportáveis para muitos.


Somente os que se dedicam com afinco a uma vida espiritual, conseguem, pouco a pouco romper o estado de ilusão e alcançar o contato com sua consciência divina, podendo lembrar de vidas anteriores e até, em alguns casos, realizar o que alguns chamam de "milagres"

.

O homem tem uma busca insaciável pelo motivo da sua vida. A grande maioria se entrega aos prazeres terrenos, não se satisfazendo nunca, indo de porto em porto, desgastando o sublime navio que recebeu. Nunca conseguindo alcançar o lugar que tanto procura, ele busca seus prazeres de formas diferentes, até que um dia, pelo cansaço extenuante das suas desditosas ações, ele passa a procurar dentro de si, entendo que só é possível alcançar a paz divina através do caminho interior.

Reencarnados, somos ligados a adversários e amigos, encontrando aqueles que prejudicamos e os que nos prejudicaram, recebendo o amor e carinho dos pais e sendo burilados pela vida.

Influenciados pelo Universo, que de todos os cantos nos envia radiações, somos impulsionados para o crescimento, material e espiritual, ao mesmo tempo em que, de forma imparcial, atraímos ao nosso encontro os benefícios e dificuldades, as provas e testes que acertarão nossas contas com a justiça divina. Através da lei de causa e efeito, ou Karma, nós e não Deus, atraímos as situações que nos possibilitam crescer, melhorar e aliviar a consciência que algumas vezes sofre pavorosas lembranças do mal praticado.

Transformamos assim as dores, o abandono, as alegrias, as amizades, os inimigos em irmãos, as injúrias em perdão. E desta forma, transformamos também todos os acertos da vida em tesouro espiritual, indestrutível pelo tempo e inalcançável pelos que buscam nos prejudicar.


Tempo de Vida


Segundo o que pude perceber, temos mais ou menos estipulado, um tempo de vida.

Esse tempo não é cronometrado e sim planejado, ou seja, o seu corpo é ajustado para que você tenha mais ou menos o tempo de vida estipulado para resgatar os erros cometidos no passado, auxiliar ou receber auxílio, entrar em contato com afetos ou desafetos e dar seu pequeno ou grande passo rumo a espiritualidade superior.

Retiramos o segunte trecho do livro Obreiros da Vida Eterna, capitulo XIII ? Companheiro Libertado, para elucidar melhor o assunto:

"Compreendia, mais uma vez, que há tempo de morrer, como há tempo de nascer. Dimas alcançara o período de renovação e, por isso, seria subtraído à forma grosseira, de moda a transformar-se para o novo aprendizado. Não fora determinado dia exato. Atingira-se o tempo próprio..."

Não existe regra que vincula o tempo de vida à evolução espiritual. Um espírito muito evoluído pode viver poucos anos, somente para "acabar" com os pequenos resíduos que o impedem de se libertar completamente dos ciclos reencarnatórios.

Um espírito que não tem necessidade de reencarnar pode, por amor e renúncia, mergulhar na matéria para ajudar os que ama, vivendo o tempo suficiente para despertar os seus entes queridos, voltando, assim que possível para o seu verdadeiro lar.

Um espírito pode viver muito e estar em degradante estado espiritual. A espiritualidade superior pode dar muito tempo de vida para tentar persuadir o "teimoso" a mudar o seu temperamento. A paternidade, o envelhecimento, os netos, tudo isso ajuda muito a amansar o coração, tornando-o o mais dócil para aceitar os ensinamentos de amor ao próximo, perdão e da vida após a morte.


Prolongamento do Tempo de Vida


Um espírito pode ter o seu "tempo de vida" estendido, por motivos variados, que geralmente decorrem de intercessões externas. Como por exemplo:


■Facilitar o ingresso no mundo espiritual ? Alguns precisam de mais um "tempinho" para receber uma conversa confortadora, uma palestra amiga. Nos últimos suspiros de vida muitos orgulhosos aceitam a palavra consoladora da vida eterna.
Também existe o caso daqueles que possuem resíduos tóxicos que precisam ser expurgados. Esses, por algum motivo, tem merecimento da ajuda espiritual. A intercessão se dá por ações boas realizadas, mesmo que tenham cometido erros que saturaram seu corpo perispiritual, eles se tornaram merecedores da devoção e carinho dos mentores espirituais e de apelos dos que lhe são caros.
■Para ajudar um grupo de pessoas. Isso acontece com pessoas especiais, como por exemplo, Chico Xavier, onde milhares de pessoas pediram que ele continuasse vivo, para que pudesse por mais algum tempo auxiliar os que sofriam.
■Para algum tipo de trabalho Espiritual ? Isso pode acontecer nos casos em que o espírito se modifica tanto que pode ser utilizado em tarefas de ajudam a humanidade ou um grupo de espíritos. Nesse caso o tempo de vida pode ser estendido para que ele realize a tarefa espiritual. Isso aconteceu com uma amiga minha.

Tanto é verdade que o tempo de vida não é definido exatamente e sim aproximadamente que os livros que tratam sobre desencarnação falam sobre equipes espirituais que visitam os espíritos que estão prestes a desencarnar. No livro Obreiros da Vida Eterna, de Francisco Candido Xavier, pelo Espírito André Luiz, nos é informado que uma equipe espiritual, responsável pela desencarnação de quatro espíritos, ficou aproximadamente dois meses em um posto de socorro espiritual, realizando os preparativos necessários ao desencarne, sendo que um deles teve estendido seu tempo de vida devido a intercessão de um neto, que necessitava do amparo.


Utilização do Tempo de Vida


Como falamos anteriormente o tempo de vida determinado para um espírito encarnado não é exato e sim aproximado. Contudo, o espírito pode ter seu tempo estendido (explicado no item anterior) ou encurtado.

Aqueles que tem seu tempo de vida estendido geralmente recebem esse benefício por intercessões externas (espíritos encarnados ou desencarnados) e, na maioria dos casos, são espíritos que se beneficiam por boas ações realizadas na terra.

Existe, porém, aqueles que tem seu período de vida encurtado. Por motivos de sua responsabilidade não poderão usufruir o tempo de vida que lhes foi outorgado pela providencia divina.

Vamos falar um pouco sobre os tipos de ações que podem encurtar o tempo de vida:


■Renúncia e dedicação ao próximo - Alguns médiuns, professores, filósofos, cientistas, etc. tem como objetivo ajudar um grupo ou até a humanidade e se dedicam tanto a tarefa, que acabam comprometendo a sua saúde e por conseqüência o seu tempo de vida.
Se esses irmãos renunciaram a vida em favor da humanidade ou do próximo, sem interesses pessoais, então exerceram a máxima do "Amar ao Próximo como a si Mesmo...", marcando a Terra e os Céus com seus trabalhos de amor e caridade.
Aqueles que buscam a Deus acima de tudo e a amam o próximo como Jesus os amou encontrarão a salvação e o reino dos céus. Foi dito e não há dúvida.
No livro Obreiros da Vida Eterna temos um trecho bastante interessante que trata justamente sobre esse assunto:
"- Mas se Dimas não aproveitou todo o tempo de que dispunha, não terá também desperdiçado a oportunidade, como aconteceu a mim mesmo?
...
... A situação do amigo a quem nos referimos, porém, é muito clara. Dimas não conseguiu preencher toda a cota de tempo que lhe era lícito utilizar, em virtude do ambiente de sacrifício que lhe dominou os dias, na existência a termo. Acostumado , desde a infância, à luta sem mimos, desenvolveu o corpo, entre deveres e abnegações incessantes. Desfavorecido de qualquer vantagem material no princípio, conheceu ásperas obrigações para ganhar a intimidade com as leituras mais simples. Entregue ao serviço rude, no verdor da mocidade, constituiu família, pingando suor e regulamentos, conquistando a subsistência com enorme despesa de energia. Mesmo assim, encontrou recursos para dedicar-se aos que gemem e sofrem nos planos mais baixos eu o dele. Recebendo a mediunidade, colocou-a a serviço do bem coletivo. Conviveu com os desalentados e aflitos de toda sorte. E porque seu espírito sensível encontrava prazer em ser útil, em razão dos necessitados guardarem raramente a noção do equilíbrio, sua existência converteu-se em refúgio de enfermos do corpo e da alma. Perdeu, quase integralmente, o conforto da vida social, privou-se de estudos edificantes que lhe poderiam prodigalizar mais amplas realizações ao idealismo de homem de bem e prejudicou as células físicas, no acúmulo de serviço obrigatório e acelerado na causa do sofrimento humano. Pelas vigílias compulsórias, noite a dentro, atenuou-se-lhe a resistência nervosa; pela inevitável irregularidade das refeições, distanciou-se da saúde harmoniosa do estômago; pelas perseguições gratuitas de que foi objeto, gastou fosfato excessivamente e, pelos choques reiterados com a dor alheia, que sempre lhe repercutiu amargamente no coração, alojou destruidoras vibrações no fígado, criando afecções morais que o incapacitaram para as funções regeneradoras do sangue. É verdade que não podemos louvar o trabalhador que perde qualquer órgão fundamental da vida física em atrito com as perturbações que companheiros encarnados criam e incentivam para si mesmos; no entanto, faz-se preciso considerar as circunstâncias em jogo. Dimas poderia receber, com naturalidade, semelhantes emissões destrutivas, mantendo-se na serenidade intangível do legítimo apóstolo do Evangelho. Todavia, não se organiza de um dia para o outro o anteparo psíquico contra o bombardeio dos raios perturbadores da mente alheia, como não é fácil improvisar cais seguro ante o oceano em ressaca. Cercado de exigências sentimentais, subalimentado, maldormido, teve as reiteradas congestões hepáticas convertidas na cirrose hipertrófica, portadora da desintegração do corpo.
...
- Segundo observamos, há existências que perdem pela extensão, ganhando, porém, pela intensidade. A visão imperfeita dos homens encarnados reclama o exame acurado dos efeitos, mas a visão divina jamais despreza minuciosas investigações sobre as causas.. "
■Desregramento, vícios, atividades ilícitas, etc ? Todo tipo de vícios e atividades que diminuem o seu tempo de vida, e, que tem como único objetivo atender aos prazeres egoístas, tornam o espírito um tipo de Suicida Inconsciente.
■Suicídio Consciente - Retirar a vida que não é sua não é direito do espírito, e não há justificativa, somente atenuantes, que variam de acordo com o problema. Lembremos que nada que esteja ligado ao egoísmo, melindre ou ambição são atenuadores de responsabilidade.

grande maioria das equipes de desencarnação atua por misericórdia ou intercessão, visto que nossos erros e desregramentos ainda são bem mais extensos que nossos merecimentos
ESPÍRITOS PROTETORES, FAMILIARES E SIMPÁTICOS.



Assunto de real importância para apreciadores, espíritas, espiritistas, espiritualistas, ou mesmo para a Doutrina Espírita. A palavra espírita está ligada a todos aqueles que têm como ponto primordial a crença no Espiritismo.

Aquele que acredita no Espiritismo ou que pratica o
Espiritismo. A palavra tem derivação inglesa spirit, passando pelo francês spirite. A pessoa que professa o Espiritismo também pode ser chamada de espiritista. O tratamento entre os espíritas é de irmão (ã), confrade ou confreira. Fundada em 1857, na França, por Allan Kardec com o lançamento do livro dos Espíritos em 1857, com 501 questionamentos e respostas de entidades espirituais ao codificador.

Três anos após, em 1860, o mesmo Kardec lança a edição final com 1.058 questionamentos, mas com a tradução para o português surgiu o jeitinho brasileiro de aumentar mais um questionamento e resposta, totalizando 1019. Para reforçar o que anotamos o seguinte: “Para designar coisas novas são necessárias palavras novas; assim exige a clareza de uma língua, para evitar a confusão que ocorre quando uma palavra tem múltiplo sentido”.

As palavras: espiritual, espiritualista, espiritualismo têm um significado bem definido, e acrescentar-lhes uma nova significação para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos seria multiplicar os casos já tão numerosos de
palavras com duplo sentido.

De fato, o espiritualismo é o oposto do materialismo, e qualquer um que acredite ter em si algo além da matéria é espiritualista, embora isso não queira dizer que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo material. Em vez das palavras: espiritual, espiritualismo - utilizamos para designar a crença nos Espíritos, às palavras espíritas e Espiritismo, que lembram à origem e têm em si a raiz e que, por isso mesmo, têm a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, reservando à palavra espiritualismo sua significação própria. Diremos que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio a relação do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo espiritual.

Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas ou, se
quiserem os espiritistas. Como especialidade, o Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade, liga-se ao espiritualismo num dos seus aspectos. Esta é a razão por que traz, no início de seu
título, as palavras: “filosofia espiritualista”. (LE).

“Um fato interessante, dizem, é que somente se fala com Espíritos de pessoas conhecidas e pergunta-se por que só eles se manifestam”. Essa afirmativa é um erro proveniente, como muitos outros, de uma observação
superficial. Entre os Espíritos que se comunicam espontaneamente há para nós muito mais desconhecidos do que ilustres. Eles se designam por um
nome qualquer e, muitas vezes, por um nome figurado ou característico.

Quanto aos que se evocam, a menos que não seja um amigo, é bastante natural evocar os que são conhecidos. O nome das pessoas ilustres impressiona mais, é por isso que são mais notados.

Considera-se estranho também que Espíritos de homens ilustres venham familiarmente ao nosso chamado e se ocupem, por vezes, de coisas insignificantes em comparação com as que realizaram durante a sua vida. Não há nada de espantoso para aqueles que sabem que o poder ou a consideração que esses homens desfrutaram na Terra não lhes dá nenhuma supremacia no mundo espiritual; os Espíritos confirmam nisso as palavras do Evangelho: “Os
grandes serão rebaixados e os pequenos, elevados”, o que se deve entender como a categoria que cada um de nós virá a ocupar. Assim aquele que foi o primeiro na Terra pode ser um dos últimos no mundo espiritual; aquele diante do qual curvávamos a cabeça numa vida pode vir entre nós agora como o mais humilde operário, porque, ao deixar a vida, deixou toda a sua grandeza, e o mais poderoso monarca talvez possa estar abaixo do último de seus soldados. (LE).

“Os princípios da Doutrina Espírita” sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns,
recebidos e ordenados por - Allan Kardec. O Livro dos Espíritos (Le Livre des Esprits) é o primeiro livro sobre a doutrina espírita publicado pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, em 18 de abril de 1857, sob o pseudônimo Allan Kardec. É uma obra básica do
espiritismo, e foi lançada por Kardec após seus estudos sobre os fenômenos que, segundo muitos pesquisadores da época, possuíam origem mediúnica - e estavam - difundidos por toda a Europa durante o século
XIX. Apresenta-se na forma de perguntas e respostas, totalizando 1.019 tópicos. Foi o primeiro de uma série de cinco livros editados pelo pedagogo sobre o mesmo tema.

As médiuns que serviram a esse trabalho foram inicialmente Caroline e Julie Boudin (respectivamente, 16 e 14anos à época), às quais mais tarde se juntou Celine Japhet (18 anos à época) no processo de revisão do livro. Após o primeiro esboço, o método das perguntas e respostas foi submetido à comparação com as comunicações obtidas por outros médiuns franceses, totalizando em "mais de dez", nas palavras de Kardec, o número de médiuns cujos textos psicografados contribuíram para a estruturação de O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de Abril de 1857, no Palais Royal, na capital francesa, contendo 501 itens.

Só a partir da segunda edição lançada em 16 de março de 1860 com ampla revisão de Kardec mediante o
contato com grupos espíritas de “cerca de quinze países” - da Europa e das Américas, aparecem as atuais 1019 perguntas e respostas. Com este grande lançamento que revolucionou a sociedade na época podemos falar com mais propriedade dos Espíritos acima epigrafados e que fazem parte do título desta matéria. Espíritos protetores em princípio são aqueles
que nos acompanham no dia a dia nos aconselhando para que a prática do bem seja o principal para nós. Pode ser até o nosso anjo da guarda, mas aconselhamos fazer certa distinção. Todo espírito que tem uma afinidade
conosco é um Espírito protetor, mesmo que não pertença a ordem dos Espíritos Puros; é geralmente um parente ou um amigo que nos conhece desta ou de outra vida anterior a nossa e podemos chamá-lo de guia
espiritual.

A sinonímia de anjo guardião revela a ideia de sua grande superioridade sobre nós. Amigo Espiritual, anjo da guarda segundo nos reporta João Teixeira de Paula, trata-se de uma entidade responsável pela Responsabilidade legal assumida por uma pessoa para administrar os bens e a integridade de alguém, especialmente de pessoa menor de idade, e representá-lo na vida civil, proteção ou amparo que se dá a alguém, dependência, sujeição, quando o desorientado, vive sob a tutela de um amigo.

Todos esses aspectos fazem parte das atribuições dos Espíritos protetores. Já os familiares nada mais são do que espíritos protetores.

Espíritos familiares são Espíritos que se - ligam a uma determinada família, cujos membros estão unidos pela afeição, passando então a ser Espíritos familiares. Eles têm afeição e se unem a essas pessoas por laços mais ou menos duráveis, com o fim de lhes serem úteis, dentro de suas limitações, são bons, porém, por vezes, pouco adiantados e só atuam por ordem ou permissão dos Espíritos Protetores. São aqueles que se sentem
atraídos para o nosso lado por afeições particulares e ainda por certa similitude de gostos e sentimentos, tanto para o bem como para o mal. De um modo geral, a duração de suas relações é quase sempre subordinada às circunstâncias, pela lei de sintonia vibratória ou pelas afinidades, eles continuam ligados àqueles que se fizeram credores de simpatias especiais. Tanto os Espíritos familiares como os simpáticos, ao longo
das reencarnações criaram laços indissolúveis que os ligam de forma duradoura.

Os Espíritos, mesmo quando encarnados, sentem-se atraídos pela simpatia, independentemente dos laços consangüíneos, após se desvencilharem do corpo físicos e voltados aos verdadeiros valores
espirituais, estreitam ainda mais esses elos.

Todos os indivíduos deveriam procurar sentir a amiga e respeitável presença dos Espíritos Protetores, sem com isso desrespeitar o limite que existe entre eles,
pois não lhes é permitido interferir nas atividades e decisões dos homens. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre regulada de maneira a vos deixar o livre-arbítrio, porque se não tivésseis responsabilidade não vos adiantaríeis na senda que vos deve conduzir a
Deus (LE, perg. 501). A interferência dos Espíritos nas dificuldades faria com que os indivíduos perdessem o fruto da experiência, que só adquirem quando aprendem a equacionar os problemas que surgem aos seus
olhos, no âmbito do bem, após árdua luta. Mesmo em suas quedas, os Espíritos procuram levantá-los, não os deixando à mercê das dúvidas e inquietações.

Induzem-nos ao roteiro da fé, para que tenham bom ânimo, para prosseguirem em sua jornada no caminho evolutivo, outorgando-lhes assim o mérito de depurar suas próprias dores. A simpatia ou a antipatia
têm as suas raízes profundas no espírito, na sutilíssima entrosagem dos fluidos peculiares a cada um e, quase sempre, de modo geral, atestam uma renovação de sensações experimentadas pela criatura, desde o
pretérito delituoso, em iguais circunstâncias. Devemos ressaltar a colaboração do Livro Espiritismo de (A) a (Z) da FEB ( Federação Espírita Brasileira e do Dicionário De Filosofia Espírita de L. Palhado Júnioe e o Livro dos Espíritos de Allan Kardc. Nosso obrigado a todos.

Devemos, porém, considerar que toda antipatia, aparentemente a mais justa, deve morrer para dar lugar à simpatia que edifica o coração para o trabalho construtivo e legítimo da fraternidade. [41a - página 106] - Emmanuel – 1940. “Os simpáticos são os que se sentem atraídos para o nosso lado por afeições particulares e ainda por certa semelhança de gostos e de
sentimentos, tanto para o bem como para o mal. A duração das suas relações se acha subordinada às circunstâncias. Podemos afirmar que existe uma quase infinidade de Espírito, mas todos eles têm suas classes
e ordens, mas vejamos uma classificação deles:” Espíritos Atrasados, Batedores e Perturbadores, Benévolos, da Sabedoria, Os Imperfeitos, Impuros, Inferiores, Levianos, Neutros, Pseudo-Sábios, Espíritos Puros (Jesus Cristo), Sábios, Superiores (Chico Xavier, Bezerra de Meneses), Alcoólatras e Toxicômanos, Amedrontados, Arquitetos, Dementados, Desafiantes, Descrentes, Galhofeiros, Zombeteiros, Irônicos, Os ligados a trabalhos de Magia e Terreiro, Mistificadores, Obsessores Inimigos do Espiritismo, Ordenadores, Auxiliares dos Obsessores, Os Que desconhecem a
Própria Situação, Os que Desejam tomar o Tempo da Reunião, Os que Não Conseguem Falar, Sofredores.

Os Suicidas, Vingativos, Assombradores, Espírito da Verdade, Espíritos de Deus, Desencarnados, do mal, Elevados, Encarnados (humanos), Errantes, Familiares, Malignos, Materiais, Maternais, Espírito do Mal, Os Menos esclarecidos, Os Nervosos, Os Perturbados, Os Perturbadores, Os Protetores, Os Reencarnantes, Os Simpáticos, Os Sublimados, Os Turbulentos, e o Espírito Santo (Legião de Bons Espíritos). Vejam como estamos bem acompanhados tanto no mundo material como no Espiritual.

Vamos inserir o bem sempre para sofrermos menos influências dos Espíritos com especificações voltadas para o mal e que sigam seus caminhos e nos deixem em paz. Vocês já viram os Espíritos Glóbulos são
aqueles pontos escuros ou moscas amauróticas do globo ocular, que por credulidade ou ignorância, são confundidos com seres espirituais. O Espírito guia é o controlador em missão junto a um médium, destina-se
pelas responsabilidades pelas destinações das produções mediúnicas. Os fenômenos que parecem ser produzidos pelos Espíritos foram criados por Boirac é conhecido pela nomenclatura de Espiritóide. (Todos os grifos são nossos) Deus seja Louvado. Amém!



ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBREO DA ACII-DA ALOMERCE E DA AOUVIRCE
ÁLCOOL, UM PASSO PARA A MORTE


A bebida alcoólica carrega um detalhe interessante, qual seja, o de ser uma das mais poderosas e destruidoras drogas a infelicitar o ser humano, mas que, no entanto, tem livre curso o seu uso no seio da sociedade terrena. Ela é uma droga que ataca o sistema nervoso, desequilibrando-o, tal como o fazem o crack, a maconha, o LSD, a cocaína e todas as demais drogas psicoativas.


Ela está ao alcance do bolso de qualquer pessoa, pois que se apresenta muito cara ou bem barata. E tudo de forma LEGAL! É incrível, mas é a verdade, e as nossas autoridades ainda não acordaram para tal fato, ou estão aguardando que medidas proibitivas sérias sejam tomadas, inicialmente pelos chamados países do primeiro mundo, para que só assim se disponham, também, por um rígido controle ou pela proibição em nosso país, já tão cumulado de miséria de todos os tipos.


Ora, é do conhecimento público que o governo arrecada milhões de reais com os impostos taxados sobre as bebidas alcoólicas, esquecidos dos outros milhões gastos com a manutenção dos hospitais públicos que atendem, por determinação governamental, milhões de pessoas com enfermidades que têm as suas origens no uso do álcool. São empresas multinacionais e nacionais que se enriquecem em cima da desgraça do semelhante, provocando, queiram ou não, a lei de ação e reação, ou o carma, como quiserem.


A desculpa esfarrapada, infantil de que "bebe quem quer" não atenua o erro de quem é responsável pela fabricação da bebida alcoólica. Têm culpa, sim, o fabricante e os distribuidores. Eles haverão de responder perante a lei de causa e efeito, proporcionalmente ao grau de participação no ato faltoso, logicamente contrário à lei de Deus.


O álcool, como todos devem saber, é conseguido graças à fermentação de sumos de origem vegetal, tais como da uva e da cana-de-açúcar, ambas possuidoras de glicose. Esta fermentação é conseguida pela interferência de fungos ou bactérias chamadas saprófitas. aquelas que se alimentam de substância em decomposição oriunda de outro ser vivo.


Um dos mais tristes aspectos nisso tudo é que terras férteis, que poderiam estar sendo utilizadas para a produção de alimentos saudáveis, estejam prestando-se à produção de bebidas destruidoras da saúde física e moral do ser humano.


O organismo começa a absorção de uma pequena parcela de álcool pelo estômago e a maior parte pelo intestino delgado. O álcool atravessa o fígado e penetra na corrente sangüínea, alcançando o seu efeito máximo no organismo,e principalmente no cérebro, mais ou menos uma hora após a sua ingestão, variando de conformidade com os organismos e seus funcionamentos. O efeito estonteante perdura por várias horas.


Os efeitos do álcool provocam sobre o organismo, uma grande carência de vitaminas (a chamada avitaminose), o que gera doenças como o raquitismo, que é carência de vitamina D, a pelagra, carência de vitamina B, e beribéri, carência de vitamina B1.


O uso do álcool, pelo ser humano, gera muitos contra-tempos, como: acidentes de trânsito, de trabalho e no lar; faz a pessoa alegre, galhofeira, desinibida, tornando-a digna de escárnio pois que ela não só perde o senso do ridículo mas também o limite de seus atos; faz do homem tímido e fraco um valentão que, invariavelmente, costuma partir para a briga, não obstante, em muitas ocasiões, mal se equilibra em pé; o ébrio costuma cair ao tropeçar nas próprias pernas; torna-se inconveniente, insensível, apaga-se e... morre para os amigos, porque passa a ser intolerável a sua presença. Em suma, o ébrio é digno da nossa compaixão.


O tóxico aqui tratado, malgrado se esconda dentro de garrafas, rótulos e de embalagens sofisticadas, envenena a criatura humana, provocando-lhe danos físicos , muitos deles irreversíveis, além dos males morais que, na maioria dos casos, são motivos para a desestruturação de famílias, desajustes conjugais, desavenças com os filhos...


O álcool afeta o sistema nervoso, provocando depressão, perda de memória, perda de senso da realidade, neurites e morte. Os vários aparelhos orgânicos passam a sofrer os seguintes males: o respiratório - pneumonia, angina de peito, ou angina pectóris; o digestivo - perda do paladar, úlceras gástricas, hemorróidas, hepatite, cirrose, barriga d'água e irritação da mucosa pancreal; o reprodutor - impotência, nefrite ou "Mal de Bright", gota, uricemia; o circulatório- anemia, hipertensão, hipercolesterolemia, arteriosclerose e dilatação dos vasos.


As conseqüências do alcoolismo são o surgimento de problemas nas áreas familiares, sociais, psicológicas e orgânicas, estas já vistas aqui. No lar, os membros da família se desagregam em decorrência de situações grotescas provocadas pelo alcoolizado. Na área social ocorre o fracasso pela perda do convívio sadio, com reflexos, também, no âmbito profissional. Psicologicamente é costume aparecer, e de forma acentuada, o complexo de culpa cada vez que o alcoólatra se embriaga. A baixa auto-estima toma proporções alarmantes, desgastando intimamente o viciado
.




O ser humano bebe porque já traz do passado propensão ao vício de beber, e como se mostra, nesta reencarnação, ainda fraco de caráter, desajustado socialmente, sem possuir uma explicação lógica para a vida, busca motivos para o seu alcoolismo em vários fatores que não correspondem à verdade, Alegam, por exemplo, os viciados, que bebem por causa de um amor não correspondido, por perda de emprego, pelos desajustes familiares que enfrentam, pelos problemas financeiros com que se defrontam, pelos momentos de angústia que se vêem obrigados a passar, etc, etc. Nós, espíritas, sabemos que nada disso explica o alcoolismo, e sim o desajuste do espírito reencarnado que, por ignorância com respeito aos valores morais da vida, buscam uma saída através do alcoolismo. Desejam esconder-se, fugir da vida e se perdem ainda mais por não saberem usar a mente racional em vez da emocional.


O alcoolismo pode e deve ser prevenido, bastando que se não o comece em casa, que a sociedade se esforce por não justificá-lo com o "beber socialmente", e que se ofereça a todos uma vivência religiosa que fale, com logicidade, ao entendimento. Só estes fatores quando bem trabalhados, podem curar o alcoolismo da vida terrena. O alcoólatra necessita de esclarecimento, precisa conhecer as verdadeiras origens de sua compulsão ao álcool, as suas limitações e saber que se pode integrar à vida, levar uma existência feliz, ser uma pessoa alegre sem o álcool circulando em suas veias. Sem a busca do auto-conhecimento, sem a compreensão da vida em seu duplo aspecto - material e espiritual -, fica muito difícil a pessoa deixar o vício. Acima de toda iniciativa para que o alcoólatra deixe o vício, necessário trabalhar sua vontade, o querer livrar-se do vício. A sua participação no processo de cura é fundamental.


Como é do conhecimento espírita que nunca estamos sós, há, junto do alcoólatra. um agravante que ele desconhece: a presença de espíritos também viciados em álcool que o acompanham e o incentivam no vício. Esses desencarnados estão sempre ao lado dos "amigos de bar", daqueles que estão sempre dizendo "vamos tomar uma?" São exatamente os mesmos que fogem, que deixam de ser os "amigos" quando o viciado manifesta o desejo de mudar o comportamento, optando por uma conduta sóbria.


O evangelho-terapia-espírita é o mais eficiente medicamento para todo e qualquer mal que acomete o ser humano, sendo que o Espiritismo é o recurso que deve ser usado na obtenção da cura do alcoolismo porque incita fraternalmente, sem imposição, à mudança de hábitos e a uma nova visão da vida.


(1) Apoio no livro "Tóxicos, duas viagens", de autoria de Eurípedes Kühl, Editora Espírita Cristã Fonte Viva - Belo Horizonte - MG


DESCULPAS DO "SÓ UM POUQUINHO"
Os célebres desculpimos do "Só um pouquinho!"

"O vinho é escarnecedor e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio."

A questão da ingestão de alcoólicos é uma preocupação antiga. No Evangelho de Lucas lemos que "Ele [João Batista] será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte."

O alcoolismo é um dos mais sérios problemas médico-sociais do mundo contemporâneo. Os especialistas se esforçam em buscar as matrizes cáusicas da questão, e dentre muitos outros fatores, destacam a gigantesca influência da propaganda bem produzida, veiculadas pela mídia, especialmente na televisão. As mensagens são fortíssimos apelos para a ingestão da bebida, que ficam impregnadas no subconsciente de telespectador desatento aos preceitos do equilíbrio.

Lembra Victor Hugo "no estado de alcoolismo faz-se muito difícil a recomposição do paciente, dele exigindo um esforço muito grande para a recuperação da sanidade. A obsessão, através do alcoolismo, é mais generalizada do que parece. Num contexto social permissivo, o vício da ingestão de alcoólicos torna-se expressão de "status", atestando a decadência de um período histórico que passa lento e doído."

Conforme registra "Mundo Espírita" a propósito da alcoolomania no meio espírita há certos "líderes" espíritas que costumam justificar suas tragadinhas na vil taça com "infundados argumentos, como: todo mundo bebe; uns pouco goles não fazem mal; só bebo em ocasiões sociais; (...) beber moderadamente é até bom para a saúde..."

Apesar dos danos que o Álcool provoca da estrutura fisiopsicossomática, existem aqueles especialistas" que alegam que o corpo físico necessita de pequenas quantidades dele. Ledo engano! isso é veementemente contestado pelos Drs. Edgar Berger e Oldmar Beskow, no livro intitulado: ESCRAVOS DO SÉCULO XX.

O alcoolista não é somente um destruidor de si mesmo, é também um veículo das trevas, ponte viva para as pontes arrasadoras do mal. Joanna de Ângelis nos ensina que a "pretexto de comemorações, festas e decisões, não nos comprometamos com o hábito da bebida. O oceano é constituído de gotículas, e as praias, de inumeráveis grãos.

Libertemo-nos do chavão "HOJE SÓ", e quando impelidos a comprometimentos nocivos, não encampemos o célebre desculpismo "SÓ UM POUQUINHO", porquanto uma picada que injeta veneno letal, não obstante em pequena dose, produz morte imediata."(grifos nossos)

A retórica permissiva do "inofensivo" drinque deve ser enterrada e jamais, sob nenhuma alegação, deveria ser exumada. Posto que tudo começa com o primeiro gole, depois vem a necessidade do segundo, do terceiro e assim por diante. Ainda sobre o editorial de "Mundo Espírita" se o espírita "conhece e faz-se de desentendido, é irresponsável que sofrerá as consequências da omissão em sua consciência profunda."

Para o psicanalista Luis Alberto Pinheiro de Freitas, autor de "Adolescência, família e drogas" (Editora Mauad), a liberalidade de muitas famílias com o álcool é um dos maiores problemas para a prevenção:- Há o mito de que a maconha leva os jovens a outras drogas. Mas é o álcool que faz esse papel. E a própria família incentiva o consumo. Tenho pacientes que começaram a beber quando o pai, orgulhoso do filho que virava homem, os chamava para drinques.

Os índices cresceram de 25% a 30% nos últimos cinco anos, segundo o psiquiatra Frederico Vasconcelos, pesquisa sobre consumo de álcool entre jovens, pelo Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas (Cebride), da Unifesp.

Para ele os jovens de hoje têm muitas dificuldades com limites e a faixa etária do abuso de álcool diminuiu. Há dez anos, o alcoólatra de 40 anos começava a beber aos 17 ou 18 anos. Hoje, aos 12 ou 13. Isso significa que, daqui a dez anos, teremos alcoólatras graves de apenas 35 anos, no auge da vida produtiva.

Vasconcelos atesta que o "álcool gera uma doença de longa evolução (dez anos em média) e o abuso entre jovens os leva a drogas maiores: - Uma delas é o ecstasy, encontrado em dois tipos de pastilha: a MAP( meta-anfetamina) e a MDMA (metil-dietil- MA), esta com propriedades alucinógenas e ambas vendidas a R$ 50 cada, nas boates da Zona Sul e da Barra da Tijuca. O adolescente se expõe hoje muito mais ao álcool. Está se formando uma geração de dependência de álcool. Além dos riscos à saúde, há os perigos de dirigir embriagado, da violência e de traumatismos decorrentes do abuso de álcool."

Lamentavelmente, em nosso País se consome cerca de dois bilhões de litros de pinga e mais de cinco bilhões de litros de cerveja por ano. Segundo o Dr. Josimar França, membro da Faculdade da Ciência e Saúde da UnB (Universidade de Brasília), no Distrito Federal existem mais de cem mil alcoolistas e boa porcentagem desse universo é constituído de jovens com menos de 17 anos de idade. Josimar atesta que o alcoolismo é o mais importante problema de saúde pública no Brasil.

Retornando ao "Mundo Espírita" é muito bem ressaltado que "o espírita equivocado [esquece] de que nem tudo o que é comum na sociedade é normal, aconselhável. Para esse, há uma Doutrina dos Espíritos para o discurso de conveniência e outra doutrina para sua prática pessoal [espiritismo particular].

É adepto da aberração:

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço."

Ante o desculpismo que procura arrazoar o hábito de beber ouçamos uma lenda que um dia vi num calendário com frases e pensamentos orientais:

Um homem chega ao líder de sua religião, que proíbe a bebida e indaga:

- Grande mestre, as uvas são proibidas?
- Não.
- E o suco de uva é contra a nossa religião?
- Absolutamente.
- E se as uvas fermentarem na água seremos culpados?
- De jeito nenhum.
- Pois ao fermentar, elas produzem o vinho. Por que é pecado então bebê-lo?
- Bem, respondeu o Grande mestre, - se eu lhe atirar um punhado de terra à cabeça, não lhe farei mal algum!.
- Claro!
- Se lhe jogar água misturada com terra, também não o ferirei!..
- Certo!
- Mas se eu pegar nesse punhado de terra misturado com água e o meter no forno para cozimento, transformando-o num tijolo e o atirar na sua cabeça que será que pode acontecer ?....

Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação, necessitam do esforço continuado (disciplina), porque todas as conquistas do espírito se efetuam na base de lições recapituladas. Hahnemann ensina que "homem não se conserva vicioso senão porque quer permanecer vicioso; aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso."


Fonte : Forum Espírita



SOBRE BEBIDA ALCÓOLICA NO MEIO ESPÍRITA.




"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más" - Kardec



Kardec e a bebida alcoólica.



Era um alcoólatra em recuperação e trazia consigo a vontade de superar a dependência química e psicológica que caracteriza aqueles que se embrenharam pelo vício da bebida alcoólica. Alguns amigos espíritas apresentaram-lhe as lições da doutrina codificada por Kardec, e esta caiu como uma luva em seu desanimado coração. E desde então se dedicou de corpo e alma ao estudo do Espiritismo, freqüentando o Centro, assistindo as palestras e também servindo na área de assistencial social.

Todavia, com o organismo ainda intoxicado pelos anos de consumo do álcool, era com freqüência que se via tentando a dar o último gole, que em realidade não seria o último, mas o primeiro de sua recaída.

E no dia 10/10/2006, encontrou-se novamente com o vício, tomando aquele malfadado gole da recaída. Curioso notar que não fez uso da bebida alcoólica em algum bar ou lanchonete, mas sim na festa beneficente promovida pelo Centro Espírita que freqüentava, onde os dirigentes levaram cervejas e vinhos com a desculpa de que se não houvesse bebida alcoólica o evento ficaria às moscas. Sucumbiu justamente no lugar que deveria servir de apoio para sua recuperação.

O Espiritismo tem função sociológica das mais relevantes na sociedade contemporânea. Ao difundir a necessidade de aperfeiçoamento moral e intelectual constante do indivíduo, presta importante colaboração para que se extirpem males sociais que são responsáveis pela infelicidade e desdita de muitos povos e pessoas. E o álcool é um desses males sociais que desagregam famílias, promovendo crimes e facilitando a derrocada moral de muita gente.

A história acima, caro leitor, foi inspirada em um relato feito por um amigo, chateado com a iniciativa de alguns dirigentes espíritas de uma cidade de nosso Brasil, que andam promovendo festas beneficentes regadas a bebida alcoólica, com a desculpa de que se não houver bebida o evento ficará vazio.

Lamentável que isso ocorra. Mas a realidade é que os Centros Espíritas irão sempre refletir as tendências de suas lideranças. Se lideranças saudáveis, baseadas na legítima vontade de difundir os postulados de Kardec, teremos Centros coerentes, atuando com o bom senso ensinado pelo codificador. Contudo, se lideranças com idéias equivocadas, desvirtuando propósitos, teremos Centros Espíritas inabilitados a ensinar o Espiritismo.

Ao proclamar que o verdadeiro espírita é aquele que se esforça por superar suas mazelas morais, Kardec deixou claro que o Espiritismo não pede indivíduos perfeitos, mesmo porque sabe que estes não existem neste planeta, mas sim indivíduos comprometidos com o trabalho de sua melhoria íntima, que redunda em melhoria coletiva. Ou seja, não obstante as nossas limitações inerentes à condição humana, podemos superar nossas más inclinações e tornar o Centro Espírita um local de bênçãos a refletir nosso real compromisso com a renovação.

Em relação a justificativa dos dirigentes de que se não houver bebida alcoólica o evento beneficente ficará às moscas, afirmamos que é desprovida de lógica e bom senso. O Espiritismo não tem compromisso de agradar a gregos e troianos, portanto, não há qualquer vinculo da Doutrina Espírita com bebidas alcoólicas e quantidade de pessoas que haverá em um evento beneficente. O compromisso do Espiritismo é oferecer recursos de esclarecimento para que o ser humano desperte às realidades além da matéria, educando-se a fim de compreender os mecanismos que regem as leis da vida.

O compromisso do Espiritismo é com a sociedade e sua melhoria, tudo que foge ao bom senso e propaga o vício não reflete os ideais da doutrina codificada por Kardec.

Pensemos nisso.

Fonte: Forum Espírita - http://www.forumespirita.net/









O centro Espírita e a comunidade.

J. Herculano Pires – Artigo extraído do livro “O Centro Espírita”.


O Centro Espírita não surge arbitrariamente, nem por determinação de alguma instituição superior do movimento doutrinário. Ele é sempre o produto espontâneo de uma comunidade espírita que se formou num bairro, numa vila ou numa cidade. Essa comunidade é sempre extremamente heterogênea, formada por espíritas e simpatizantes da Doutrina, membros de correntes espiritualistas diversas e de religiosos indecisos ou insatisfeitos com as seitas a que se filiaram ou que pertencem por tradição familial. Há, porém, um denominador comum para essa mistura: o interesse pelo Espiritismo. Esse interesse, por sua vez, decorre de vários motivos, entre os quais predominam as ocorrências de fatos mediúnicos nas famílias, geralmente em forma de perturbações psíquicas.

Dessa maneira, os fundadores do Centro e seus auxiliares enfrentam desde o inicio muitos problemas e dificuldades. É necessária a presença de uma pessoa que tenha conhecimentos doutrinários e experiência da prática mediúnica, para que o Centro não fracasse nos seus primeiros meses de existência. Não havendo no grupo fundador uma pessoa nessas condições, é necessário recorrer-se a pessoas de Centros das proximidades, que sempre atendem de boa-vontade. O Espiritismo não é proselitista, não entra na disputa sectária de adeptos das religiões, mas devem os espíritas, necessariamente, interessar-se pelos que se interessam pela Doutrina. Esclarecer e orientar é dever espírita.

O conhecimento dos problemas mediúnicos exige estudo incessante das obras básicas de Allan Kardec, particularmente estudos permanentes do Livro dos Médiuns e leitura metódica da Revista Espírita de Kardec, em que os leitores encontram, além de numerosas instruções, relatos de fatos e observações de pesquisas que muito ajudam no trato de problemas atuais. Sem estudo constante da Doutrina não se faz Espiritismo, cria-se apenas uma rotina de trabalhos práticos que dão a ilusão de eficiência. Estudo e pesquisa, observação constante dos fatos, análise das mensagens recebidas, observação dos médiuns, exigência de educação mediúnica, com advertências constantes para que os médiuns aprendam a se controlarem, não se deixando levar pelos impulsos recebidos das entidades comunicantes – esse é o preço de trabalhos mediúnicos eficazes. Mas, acima de tudo e antes de tudo: humildade. Porque Espiritismo sem humildade é água poluída, cheia dos germens da pretensão, da vaidade, do orgulho que atraem os espíritos inferiores. Um presidente de Centro não é Presidente da República e um doutrinador não é um sábio. Pelo contrário, são criaturas necessitadas, que estão aprendendo a arte difícil de servir e não a de baixar decretos, dar ordens e humilhar os outros em público. Sem a humildade, que gera e sustenta o amor ao próximo, nem o estudo pode dar frutos. Por outro lado, sem estudo os frutos da humildade não produzem amor, mas fingimento, hipocrisia de maneiras e fala melosa, de voz impostada para imitar anjos.

O Espiritismo é natural e exige naturalidade dos que pretendem vivê-lo no dia-a-dia, em relação natural e simples com o próximo. Os maneirismos, as modulações artificiais da voz, os excessos de gentileza mundana e tudo quanto representa artifício de refinamento social, deformando a natureza humana a pretexto de aprimorá-la, não encontram aceitação nos meios verdadeiramente espíritas. Algumas instituições começaram a adotar, há alguns anos, treinamentos de voz e de gesticulação para jovens espíritas. Alguns Centros aderiram a essas encenações, estimulados por mensagens espirituais que aconselham brandura e bondade no trato com os semelhantes. Espíritos ainda apegados aos formalismos religiosos do passado chegaram a recomendar modismos nesse sentido. Nem Jesus nem Kardec se utilizaram nem recomendaram essas imitações da hipocrisia farisaica. O que o Espiritismo objetiva é a transformação interior das criaturas, para que se tornem mais esclarecidas e, com isso, dotadas de mente mais arejada e coração mais puro. No Centro Espírita devemos manter a mais plena naturalidade de comportamento, dentro das normas naturais do respeito humano. As modificações exteriores, precisamente por serem forçadas e, portanto mentirosas, não exercem nenhuma influência em nosso interior. O contrário é que vale: quem se exercitar na prática das boas ações, da verdade e da sinceridade, modificará sem querer e perceber o seu comportamento, sem nenhum dos sintomas desagradáveis de fingimento e hipocrisia. O Espiritismo, que nos foi legado pelo Cristo através do Espírito da Verdade, não pode adotar os expedientes da mentira. O Centro Espírita tem mais com que se preocupar, do que com essas repetições de um longo passado de traições e perfídias, em que sacerdotes treinados nos gestos e expressões de piedade, mandavam queimar vivos os seus semelhantes em nome de Cristo.

A facilidade com que a maioria das pessoas aceita livros de evidente mistificação, como os Evangelhos de Houstaing, as obras de Ramatis, e tantas outras, eivadas de contradições e de passagens ridículas, destinadas especialmente a ridicularizar a Doutrina, provém dos milênios de sujeição das massas à mistificação clerical. No Espiritismo não objetivamos o domínio do mundo por nenhuma forma igrejeira, através de engodos demagógicos, mas unicamente o esclarecimento das criaturas para que a Terra se eleve em suas condições morais e espirituais. O sistema igrejeiro de adulação aos médiuns, no desejo de obter as suas graças, é outra raiz amarga que nos vem do passado religioso, mas que não deve ser cultivado no Centro Espírita. O médium adulado, louvado a todo instante, cercado de admiradores como um cantor popular, artista de novela de TV ou jogador de futebol, acaba perdendo a sua naturalidade, recorrendo a expedientes ridículos para conservar o seu prestigio e geralmente chega em falência ao fim da sua missão. Os exemplos são muitos e dolorosos, no mundo inteiro. Essa situação constrangedora coloca o Espiritismo em pé de igualdade com as religiões formalistas, deturpando-lhe a imagem real. Médiuns, expositores e escritores espíritas não são luminares nem santos, mas criaturas falíveis que podem também cair a qualquer instante de seus falsos pedestais. Devemos respeitar naturalmente a essas criaturas como nossos irmãos dedicados à Doutrina (quando não a traem em favor de suas opiniões pessoais), sim devemos respeitá-los e louvar os seus esforços, mas sem cairmos no exagero de idolatrias beatas.

O conceito de mediunidade que vigora entre nós, na maioria esmagadora dos Centros, é espantosamente ambivalente e, portanto contraditória. Afirma-se ao mesmo tempo em que a mediunidade é uma graça e uma provação, que os médiuns são espíritos grandemente faltosos, não obstante adorados como enviados de Deus. Os que estudam seriamente a Doutrina logo percebem a falsidade desse conceito. A mediunidade é uma faculdade natural da espécie humana, como todas as demais faculdades. Toda criatura humana é naturalmente dotada de mediunidade. Kardec observou a existência da mediunidade generalizada. Mas a mediunidade manifesta-se nas criaturas em diferentes graus de desenvolvimento. Todos somos médiuns, todos possuímos o que hoje se chama de percepção extra-sensorial, segundo a terminologia parapsicológica. É natural que os que revelam graus mais intensos de mediunidade, prestando-se por isso a trabalhos mediúnicos, sejam especificamente designados como médiuns, da mesma maneira por que todos possuímos inteligência, mas só os que a possuem em grau excepcional são designados como “uma inteligência”, merecendo os louvores e o respeito dos que não atingiram esse grau.

Os médiuns são os elementos principais da ligação do Centro Espírita com a comunidade social do bairro ou da cidade. São mesmo os elos genésicos dessa ligação. Suas faculdades mediúnicas exercem atração natural sobre a comunidade e os serviços que prestam no Centro ou nos atendimentos eventuais, fora dele, ampliam a simpatia popular pelo Centro. Essa função do médium é natural e inconsciente. Partes integrantes da comunidade, vivendo no meio do povo como povo, sem nenhum título especial que os separe da massa, quanto mais simples e despretensiosos eles forem, mais eficientes serão na sua função espontânea de elos. Quando o médium é pedante, pretensioso, contador de vantagens, sabereta, arrogante, essas antivirtudes o transformaram em elemento negativo na dinâmica social. Por isso o médium deve compreender bem a sua condição de criatura normal integrada no povo e não de elemento excepcional, dotado de poderes divinos ou convencido de possuí-los. Os dirigentes do Centro podem reforçar ou enfraquecer as ligações deste com a comunidade. Basta um presidente arrogante, sempre disposto a criticar e humilhar os adeptos de seitas existentes na comunidade, para que os elos estabelecidos pelos médiuns sejam rompidos. Atacar religiões e práticas religiosas dos outros é o meio mais fácil de afastá-los do Centro. Essa crítica pode e deve ser feita em termos de comparação histórica, nas reuniões especiais de estudo doutrinário, com ampla liberdade de discussão a respeito, reconhecendo-se a existência dos fatores temporais que, no passado, foram benéficos à solução espiritual dos homens, tornando-se mais tarde prejudiciais ao esclarecimento espiritual do povo. Mesmo assim, é conveniente evitar exageros, para que esses debates elucidativos não se transformem em pedra de tropeço para as pessoas simples e de boa-fé. Em todas as atividades do Centro deve prevalecer o princípio de amor e respeito ao próximo, não para atrair simpatias, mas para não causar aborrecimentos e prevenções nas pessoas que desejam adquirir conhecimentos renovadores.

O Centro Espírita não é um instrumento de conversões, mas também não pode ser um instrumento de dissensões. O Espiritismo não quer impor-se aos outros, mas ajudar e esclarecer os que o procuram. Se existirem na comunidade elementos, desses que fazem de cada espírita um diabo disfarçado em gente, um instrumento do diabo para enganar as almas, o Centro não deve aceitar as suas provocações negativas. Essas pessoas, geralmente exaltadas e insolentes, são vítimas de seu próprio temperamento e também das deformações sectárias do Cristianismo e das épocas de fanatismo, maldições, excomunhões e perseguições, que embora distantes, ainda permanecem no inconsciente de muitas criaturas, forçando-as a atitudes anticristãs e ridículas. Hoje os tempos são outros e o Centro Espírita pode responder essas agressões – como fazia Kardec – não com revides violentos, mas com esclarecimentos serenos e fraternos.

Mas temos de vigiar a nossa tolerância, para não cairmos no charco da hipocrisia, no fingimento de uma bondade que não possuímos. A regra de comportamento espírita deve ser a de Jesus: “mansos como as pombas, prudentes como as serpentes”. O Centro Espírita guarda em seu seio as colheitas da Verdade e precisa defendê-las, mantê-las puras e vivas, para com elas saciar a fome do mundo. Jesus imolou-se por essa colheita de sua própria semeadura, mas enquanto foi necessário defender a seara manteve atitudes viris contra os pregoeiros da mentira e da ilusão. Se deixarmos o Centro abandonado à fúria dos fariseus, eles o destruirão sem nenhum escrúpulo, sob rajadas de calúnias e perfídias. O Centro Espírita é a pequena e humilde fortaleza da Verdade na Terra da Mentira. Tem a obrigação de lutar para que a Verdade prevaleça em toda a sua dignidade.

A incapacidade humana para assimilar os ensinos de Jesus levou o Cristianismo a dois extremos que somente Kardec soube rejeitar, estabelecendo o equilíbrio na balança do bom-senso. Os espíritas não podem oscilar entre o extremo da arrogância criminosa, geradora de guerras e destruições, e o extremo da covardia disfarçada em humildade, que sempre cala e tudo cede aos insolentes agressores. Há um limite para a tolerância, traçado por Jesus em torno da mulher inerme que os hipócritas queriam apedrejar.

Propagou-se no meio espírita através de mensagens mediúnicas emotivas, tendendo a um masoquismo de cilícios e autopunições a estranha idéia de que a virilidade só pertence aos cultores da violência. Voltamos assim ao sistema igrejeiro dos rebanhos de ovelhinhas inocentes devoradas por lobos famintos sem qualquer possibilidade de defesa. Entregues a essa idéia derrotista, o meio espírita abastardou-se a ponto de até mesmo recusar-se a defender a Doutrina aviltada pela ignorância travestida de bondade e doçura. A falsa imagem do “Meigo Nazareno”, que a tudo cedia – comprometendo a sua própria missão – apagou na mente de adeptos desprevenidos a imagem viril de Jesus empunhando o chicote no Templo contra os vendilhões. Já é tempo de compreendermos que estamos na Terra para conquistar e defender a dignidade humana, sem nos curvarmos atemorizados ante as investidas da impostura. Quem não defende a Verdade traída e conspurcada pela mentira não é digno dela. E quem não é digno da Verdade entrega-se à mentira. Jesus enfrentou os mentirosos atrevidos, num dos pátios do Templo como nos revela o Evangelho de João, dizendo-lhes face a face: “Vós sois do Diabo e vosso pai foi ladrão e assassino desde o principio”. Duras palavras, a que os mentirosos quiseram responder com pedradas. Mas Jesus desapareceu, ensinando-lhes que as pedras da mentira não podem atingir o alvo da Verdade. Os espíritas seráficos, candidatos apressados a uma angelitude que ainda estamos longe de alcançar na Terra, não compreendem o sentido desse trecho evangélico e são capazes de expungi-lo do Evangelho em nome de uma santidade covarde que Jesus jamais ensinou. A figura evangélica de Jesus é recortada em traços fortes e viris. Sua coragem de encarnar-se na Terra para enfrentar os poderes do mundo como homem, sua audácia na condenação dos poderosos do tempo, sem recorrer a sofismas, sua bravura ao entregar-se para o sacrifício da cruz para ensinar aos homens a glória de morrer pela Verdade – são lições que devemos aprender, se quisermos nos fazer dignos de segui-lo.

O Centro Espírita se entranha naturalmente na comunidade, é parte dela, um órgão ativo e operante da estrutura social. Por mais humilde e simples que seja, é uma fonte de consolações, um posto de orientação para os que se aturdem e se transviam, mãos amigas estendidas na bênção do passe, canal sempre aberto da caridade e do amor. Mas é também a trincheira serena e vigilante da Verdade, o tribunal que não condena, mas ajuda e absolve através do esclarecimento espiritual. Os que buscam a paz e a esperança encontram nele a compreensão que pacifica o espírito e a razão que justifica a fé nas provas da Verdade. Por tudo isso a sua posição na comunidade é a de um coração aberto a todos e a de uma consciência lúcida a orientar a todos, na permanente doação dos ensinos e socorros gratuitos.

A responsabilidade dos dirigentes e colaboradores dessa instituição cristã, humilde e simples é, entretanto, grandiosa e complexa. A voz dos espíritos soa dia-e-noite no silêncio dessa concha acústica da Verdade, no murmúrio secreto das fontes da intuição, advertindo aos que sofrem e aos que gozam quanto à precariedade das ilusões terrenas e a eternidade das leis da vida no Universo infinito. Quanto mais simples é o Centro em bens materiais, maior é a sua riqueza em bens espirituais.



Transcrito por consuêlo